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Desertificação demográfica do

centro da cidade e a
degradação dos bairros antigos
Desertificação Demográfica da área central:


Se no passado as áreas centrais da cidade eram um local de grande
prestígio extremamente procuradas pela população para aí residir, devido
aos seus equipamentos, serviços prestados, áreas de recreio e lazer e
o predomínio  dos setores secundários e terciários, o mesmo não se passa
atualmente.
Estas têm sido alvo de uma diminuição da população residente, que tem
procurado noutros bairros, mais recentes e funcionais, localizados
noutras áreas na cidade e na sua periferia, a qualidade de vida que os
centros já não lhes oferece.
Desertificação Demografica da área central:


O centro é uma área de contraste: A elevada densidade demográfica
diurna contrasta com a baixa densidade registada após o encerramento do
horário de trabalho.
Os edifícios inicialmente residenciais foram demolidos ou restaurados para
adaptar às funções terciárias e contrastam com os que não sofreram
qualquer tipo de obra de beneficiação, estando assim desprovidos das
mínimas condições de habitabilidade.
Fatores
responsáveis pelo •
Crescente ocupação do centro pelas atividades
abandono do terciárias;

centro por parte •


Desenvolvimento
suburbanos;
dos transportes urbanos e

da população: •
Aumento do congestionamento de trânsito e das
dificuldades de estacionamento;


Aumento da poluição sonora e atmosférica;


Degradação das habitações antigas.
Possíveis •
Melhoria da condição de vida e de trabalho
das populações;
soluções para •
Distribuição equilibrada das funções de
atenuar o habitação, o trabalho, a cultura e o lazer;

abandono •
Reabilitação e a revitalização dos centros

demográfico do históricos e dos elementos do patrimônio


cultural classificados;
centro da cidade •
Recuperação ou reconversão de áreas
degradadas;


Reconversão de áreas urbanas ilegais.
ÁREAS FUNCIONAIS (INDUSTRIAL)

Inicialmente, a função industrial (as industrias) localizavam-se


maioritariamente nas cidades devido ao desenvolvimento dos transportes, a
abundância de mão de obra, os consumidores em número crescente e devido
aos diversificados serviços de apoio e, porém não tem sido assim atualmente,
as indústrias que nos países desenvolvidos esteve inicialmente esteve
inicialmente associada ao centro das cidades localiza-se atualmente nas
periferias das mesmas devido a fatores como:
1. o elevado preço dos solos nas áreas centrais;
Contudo, as indústrias de bens
2. a necessidade de utilização de grandes espaços de de consumo de pequena
dimensão pouco poluentes e
instalação; ruidosas que consomem pouca
3. o caráter poluidor de muitas industrias, incompatível energia elétrica continuam a
permanecer no centro das
com as atuais exigências ambientais; cidades como a confeção de
4. o congestionamento das vias de transporte no interior luxo a joelharia e a impressão.

da cidade e a dificuldade de estacionamento;


5. a construção de novas vias de transporte na periferia,
com melhoria da acessibilidade;
6. a criação de áreas e parques industriais nas periferias,
assim como de parques empresariais.
Habitação (bairros degradados)

No centro da cidade verifica-se um envelhecimento dos edifícios e a existência


de muitas habitações degradadas onde ainda vivem pessoas sobretudo idosos e
os imigrantes, pessoas carenciadas e de fracos recursos económicos.

Já nas áreas mais afastadas do centro, localizam-se os bairros de habilitação


social construídos pelas autarquias para as pessoas com menos recursos com o
objetivo de realojar os que habitam em bairros degradados ou que foram
desalojados pelas catástrofes naturais que são constituídos por blocos de
cimento monótonos e idênticos de pequena dimensão que se degradam
rapidamente devido à fraca qualidade de construção.

Nos subúrbios em áreas mais poluídas e mal servidas de transporte localizam-se


os bairros vulgarmente conhecidos como bairros de lata.
• Por não terem as condições mínimas de
habitabilidade;

• Pela maioria nao ter água canalizada,


Estas áreas eletricidade e esgotos;

residenciais faladas • Pela sua dimensão ser muito reduzida;

anteriormente
caracterizam-se: • Pelos moradores das mesmas não terem posses
económicas para as melhorarem.

• Por habitações com pouco conforto, instalações


sanitárias deficientes, paredes empenadas,
soalhos desnivelados etc...
Os moradores do Bairro de Santa Eulália, em Repeses, queixam-se da degradação do local onde moram, situado junto a um dos
principais acessos à cidade de Viseu, no entanto, a junta de freguesia rejeita as acusações, garantindo que a manutenção e limpeza
está a ser feita e lembra que estão adjudicadas obras no valor de 100 mil euros, aguardando-se o arranque dos trabalhos.
Os habitantes queixam-se da falta de limpeza, de pouca iluminação, de sanitas partidas e lixo em quintais, de passeios e estradas
com buracos, ruas com árvores podadas, outras por podar e outras cortadas pelo tronco e cheiros nauseabundos na via pública.
Em resposta às queixas, a Junta de Freguesia de Repeses e São Salvador esclarece que a limpeza é “assegurada normalmente” e que
não é verdade que haja buracos nas ruas, admitindo “alguns rasgos no pavimento, motivados por ruptura na rede de
abastecimento de água ou de águas pluviais, mas que são tapados. Explica ainda que a Rua do Olival de Santa Eulália, que apresenta
alguma degradação será brevemente objecto de intervenção, no âmbito de obras de requalificação já adjudicadas no valor de 100
mil euros.
Quanto às sanitas partidas e lixo nos quintais, a junta lembra que a limpeza é da responsabilidade dos proprietários desses
terrenos. Enquanto que em relação à poda das árvores, esclarece que é da competência da Câmara, “que possui os técnicos
especializados na matéria e que propõem as soluções para a mesma”, acrescentando, relativamente à existência de árvores só com
o tronco, que isso se deveu “à malvadez de alguns cidadãos, que indevidamente promoveram actos de vandalismo” e que já foi
pedido o abate e a plantação de novas árvores.
A autarquia admite ainda situações pontuais de cheiros, mas que se devem à falta de civismo por parte dos cidadãos que deixam o
lixo ao lado dos contentores.
Por último, a junta adianta que o bairro será requalificado no âmbito do programa municipal “Eu gosto do meu Bairro”, tal como
tem vindo a acontecer noutros bairros antigos da cidade.
Soluções para os problemas da habitação:

Apesar do leque crescente dos problemas urbanos, a recuperação da cidade, das


habitações e instalações (reurbanização) implica um crescimento harmonioso
que traduza o desenvolvimento sustentável. Esta recuperação está contemplada
no território do ornamento e do urbanismo visando promover a reabilitação e a
revitalização das áreas degradadas passando por etapas tais como:
•Renovação;
•Reabilitação;
•Requalificação.
Renovação urbana:

Implica a eliminação de bairros degradados de


barracas predominantes nas áreas metropolitanas e
a demolição total ou parcial de edifícios ou
estruturas de uma área que é reocupada com outras
funções e por uma classe social mais favorecida.

Reabilitação urbana:
Implica uma intervenção nas áreas degradadas visando
melhorar as condições físicas do património edificado de
forma a revitalizar a cidade a partir do restauro ou
conservação.
Está associada a programas como a PRAUD.

Requalificação urbana:
Implica uma intervenção assente numa alteração
funcional dos edifícios e dos espaços devido a
redistribuição da população e das atividades económicas.
Os principais objetivos deste programa são:

1.Desenvolver grandes operações integradas na


O Polis é um programa que visa a requalificação urbana com uma forte componente de
qualidade de vida nas cidades através de valorização ambiental.
intervenções ao nível urbanístico e
ambiental, de forma a melhorar a 2.Desenvolver ações que contribuam para a
competitividade das cidades, que podem requalificação e revitalização de centros urbanos e que
ser consideradas exemplos a seguir promovam a multifuncionalidade desses centros.
podendo mesmo vir a ter um papel
relevante na estruturação do sistema 3.Apoiar outras ações de requalificação que permitam
urbano. melhorar a qualidade do ambiente urbano e valorizar a
presença de elementos ambientais estruturantes.
Em suma, as soluções para os problemas da habitação passam
pela reabilitação de edifícios degradados promovendo
habitação para jovens de modo a repovoar o centro das
principais cidades e realojação das populações que vivem em
bairros de lata mediante a construção de bairros sociais com
qualidade.

Trabalho realizado por:


César Fernandes nº6

FIM •


Francisco Albergaria nº12
Rodrigo Barros nº22

João Boas nº30

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