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Professor Doutor : Clemilton Almeida de Lima

CURSO : Mestrado em ciências da educação


Disciplina : Fundamentos Filosóficos da Educação
Contato: (68) 999368003
E-mail: clemiltonalmeida2010@hotmail.com
EDUCAÇÃO E ECONOMIA
ECONOMIA E EDUCAÇÃO

• 1. A INFLUÊNCIA DA ECONOMIA SOBRE A EDUCAÇÃO

• Qualquer um que leia jornais, ouça rádio ou


assista a televisão fica impressionado com o volume
de notícias económicas. Políticos conseguem se
manter no poder quando a economia vai bem, mas
são desalojados quando ocorre o inverso. Isso trará
enorme importância que a economia assume nas
sociedades contemporâneas, pois as atividades
económicas são responsáveis pela sobrevivência e
pelo bem-estar dos grupos humanos.

• Existe uma série de atividades que estão
diretamente relacionadas à economia: a
produção, o transporte, o comércio, os serviços
bancários e o consumo. E outras que embora
não estejam diretamente ligadas à economia,
têm grande interferência sobre ela. Por
exemplo, os meios de comunicação não foram
criados com objetivos económicos, porém, hoje
em dia seria impossível realizar com tanta
rapidez o volume de negócios sem a ajuda do
celular; a televisão, além de divertir, estimula as
vendas através da propaganda.
• Convém ressaltar que, da mesma maneira que
tais atividades interferem sobre a economia,
elas também sofrem sua interferência. Ficando
no exemplo dos meios de comunicação,
lembramos que a expansão e a inovação
tecnológica dos meios dependem de recursos
que só podem vir das atividades econômicas.
Também não restam dúvidas de que o grupo
mais rico elo poderoso exercem considerável
influência sobre o conteúdo divulgado pelos
meios de comunicação de massa.
Com a educação acontece a mesma
coisa. Ela não é essencialmente uma
atividade económica, mas, como

veremos, interfere decisivamente sobre
a economia, da mesma maneira que
também é influenciada por ela.
Não é muito difícil entender como
a economia de um país interfere sobre a
educação, Vejamos as principais áreas
em que essa interferência ocorre.
• FORNECER AS CONDIÇOES MATERIAIS PARA A EDUCAÇÃO
• Nunca devemos esquecer que a educação é um serviço prestado
à sociedade. Como todo serviço, ela tem um custo que deve ser
financiado por alguma fonte específica de recursos diretamente
relacionada com a economia. O financiamento da educação depende
de duas fontes: uma é pública e outra é particular.
• Um empresário ou uma instituição decide investir capital criando uma
escola e contratando funcionários, visando o lucro ou a difusão de
ideias que considera importante
• Os dois objetivos não são incompatíveis. No
caso do ensino particular, fica claro que ele só
poderá se instalar e se ampliar se os
consumidores desse serviço dispuserem de
renda para manter as instituições escolares. No
caso do financiamento público, parte do
dinheiro pago pela sociedade através dos
impostos é utilizada para subsidiar a educação,
No Brasil e no resto do mundo, a maior parte
dos sistemas educativos é responsabilidade do
setor público.
• Evidentemente, quando as atividades económicas estão em
expansão, há mais recursos para se construírem escolas, comprar
material didático e pedagógico, remunerar bem os professores e
funcionários do sistema de ensino. De qualquer maneira, mesmo que
as atividades económicas estejam estagnadas ou em recessão, o
financiamento da educação pública sempre vai depender de recursos
tirados da população economicamente ativa. Independentemente do
fato de as fontes de financiamento da educa serem públicas ou
privadas, deve ser lembrado que a qualidade da educação ministrada
depende, em parte, da quantidade de recursos investidos.
• Influência sobre o conteúdo curricular
• Desde o século passado o currículo dos cursos
tem se preocupado em criar indivíduos aptos
para as sociedades industriais. As escolas das
sociedades capitalistas deixaram o ensino
predominantemente de formação filosófica
humanista vigente no século XVI e enfatizaram
as matérias científicas. A inclusão de disciplinas
como física, química e biologia, além da ênfase
dada à matemática, expressa essa preocupação
cientificista.
• Já vimos que tal preocupação está estreitamente ligada à associação
entre a ciência e a produção, cada vez maior no mundo atual. Além
disso, pode-se, por exemplo, afirmar que a inclusão do estudo da
língua inglesa no primeiro e no segundo grau decorre da importância
económica que os Estados Unidos têm no mundo contemporâneo,

• Entretanto, se por um lado não é difícil estabelecer uma relação


direta entre a economia e a educação, estabelecer o inverso não é
tarefa muito fácil. Com isso estamos querendo dizer que até hoje os
pesquisadores estudam buscando uma relação direta entre o grau de
instrução de um povo e o grau de crescimento do país. Vamos refletir
sobre isso.
• 2. EDUCAÇÃO E CRESCIMENTO ECONÓMICO
• Quando olhamos as estatísticas mundiais, notamos que os países de
economias mais ricas são exatamente aqueles quo apresentam os
melhores indicadores na educação,

No quadro abaixo vemos o quanto cada país investe


do Produto Interno (PIB, isto é, o valor de tudo o que
é produzido no país durante um ano) na educação
Veja como os países mais ricos são os que mais
investem om educação:
INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO
PAÍS PORCENTAGEM DO PIB PAÍS PORCENTAGEM DO PIB

   

Suécia 7,6 Japão 5,1


Canadá 7,4 Brasil 4,0
Estados Unidos 5,6 Guiné 3,1
Inglaterra 5,6 Argentina 2,8

São também os países ricos que possuem as menores taxas de


analfabetismo, Observe, no quadro abaixo, a porcentagem de
analfabetos em relação à população de alguns países.
ANALFABETISMO NO MUNDO
   

PAÍS Analfabetos (%) PAÍS Analfabeto (%)

   

Suécia 0 Chile 6,0


França 1,0 Brasil 21,0
Japão 1,0 Nigéria 57,6
Estados Unidos 4,0 Índia 59,0
Argentina 5,0 Senegal 61,0
 
 
• Nos países ricos os alunos têm maior carga horária
anual, No Japão o número de dias letivos chega a 240,
na França é de 220, No Brasil, só recentemente 0
governo vem tentando, sem sucesso, fazer o ano letivo
chegar aos duzentos dias, porém o normal ainda é 180
dias, No Japão, nos Estados Unidos e na Itália um aluno
tem, em média, 35 horas/aula por semana; no Brasil,
essa média cai para 20 horas/aula.
• Os países desenvolvidos também apresentam
maior número de estudantes universitários sobre o
total da população.
POPULAÇÃO UNIVERSITÁRIA

País (%)
 
 

Estados unidos 53
Canadá 51
Argentina 30
Coréia do Sul 35
Japão 21
Brasil 10
• Ninguém duvida de que a riqueza de um país tem
implicação direta sobre o nível de escolaridade da
população. Já vimos que um país rico tem recursos
para investir em educação, construindo e mantendo
escolas, universidades e laboratórios, aumentando
assim o grau de instrução do povo.
• O salario dos professores está entre os melhores nos
países que tem melhor índice educacional.
• Para muitos sociólogos e filosofo da educação o
fato de o crescimento económico não ter sido
precedido ou mesmo acompanhado por uma melhoria
relevante no grau de instrução do povo não pode servir
como prova conclusiva de que o crescimento
económico nunca dependa do grau de
instrução desse povo. Os países acima citados foram beneficiados por
condições especiais, como grandes reservas de matérias-primas valiosas,
maior poder militar, posições geopolíticas estratégicas etc.
Os filósofos e sociólogos da educação afirmam que nem todos os países
podem contar com tais recursos. Acrescentam ainda que um dia tais
recursos ou posições privilegiadas Podem deixar de existir. Assim, o país
que quiser ter um crescimento económico em bases sólidas terá de
contar com uma população de elevado nível de instrução.
• A economia contemporânea caracteriza-se pela globalização e acirrada
competitividade. A globalização ocorre tanto na organização da produção
como na amplitude do mercado. Em termos produtivos, há que se
ressaltar que as grandes empresas que imprimem o dinamismo na
economia eixaram de serem limitadas a fronteiras nacionais. Elas
produzem os distintos componentes do seu produto base qualquer país
que ofereça condições favoráveis. Por outro lado, a globalização implica a
abertura dos mercados nacionais à concorrência internacional. Hoje se
torna vez mais uma realidade o fato de os consumidores de qualquer país
poder optar por mercadorias de qualquer parte do mundo.
Evidentemente eles terão como critério escolha do preço e a qualidade
• A segunda característica influencia e é influenciada pela globalização
da economia. Estamos nos referindo à obsessiva e permanente busca
do aumento da produtividade. A intensa competição nacional e
mesmo mundial obriga as empresas a estarem constantemente
em busca de equipamentos, técnicas de produção, organizações do
processo de trabalho e mão-de-obra capacitada a produzir cada vez
mais num menor espaço de tempo. Quanto mais produzirem,
menores serão os custos e melhor será sua posição no mercado.
Quanto maiores forem às vendas das empresas sediadas num país,
maior será o seu crescimento económico.
• Mundialmente, o que se observa é uma intensa competição entre os países
para melhorar o nível educacional do povo. Os famosos tigres asiáticos
(Coréia do Sul, Cingapura, Taiwan e Hong Kong), que impressionam o mundo
pelo grande crescimento económico, são os que, proporcionalmente, mais
investem em educação.
• Os Estados Unidos, a grande potência econômica do século XX e XXI, têm
demonstra. Da plena consciência de que, se não investirem ainda mais no
sistema educacional, terão seu crescimento econômico comprometido e
poderão perder a posição económica hegemónica para a Alemanha ou o
Japão.
• Comparado com o brasileiro, o sistema educacional americano atual
representa um sonho cujas condições materiais ardam
&demoraremos muito para alcançar. Lá, nas boas escolas públicas
sobram vagas; uma professora ganha dez vezes mais que uma
professora brasileira; a imensa maioria da população dispõe dos mais
modernos aparelhos eletrônicos para facilitar a aprendizagem; em
cada dez estudantes de nível primário, sete conseguem chegar à
Universidade. Mesmo assim, as autoridades políticas e educacionais
americanas não estão satisfeitas, como deixa claro o relatório de
denominado 'Uma nação em perigo', que afirmava: “Caso uma nação
estrangeira nos tivesse imposto o sistema educacional medíocre que
existe hoje no país, certamente consideraríamos isso um ato de
guerra”.
• Este clima alarmista espelha a preocupação dos
americanos com a possibilidade de ficarem para
trás em termos económicos.
• A palavra chave é competitividade. A elevação
da produtividade depende, dizem os
economistas, dos fatores acima citados.
Evidentemente, a qualificação da mão-de-obra
e a tecnologia desempenham um importante
papel no aumento da produtividade. Para os
economistas, ambos os fatores dependem
enormemente do grau de instrução da
população.
• 3. A CLASSE OPERÁRIA E A EDUCAÇÃO
• A degradação do trabalho
• Com a evolução do processo produtivo o operário de hoje
restringe-se apenas a um setor da fábrica e sua tarefa se especializou
a tal ponto que se resume a um único gesto, repetido mecanicamente.
Devido à baixa qualificação exigida, os trabalhadores são facilmente
substituídos. Braverman caracteriza essa situação em que a produção
já não depende mais do saber do trabalhador (seja na fábrica ou nos
escritórios) como uma degradação do trabalho, O indivíduo se
desumaniza ao ser transformado em mero repetidor de tarefas
simplificadas. Para ele:
Quanto mais a ciência é incorporada no processo de trabalho, tanto
menos o trabalhador compreende o processo; quanto mais um
complicado produto intelectual se torne a máquina, tanto menos
controle e compreensão da máquina tem o trabalhador. Em outras
palavras, quanto mais o trabalhador precisa saber a fim de continuar
sendo um ser humano no trabalho, menos ele conhece.

trabalhadores altamente instruídos, criativos, motivados e


participantes. Para o autor, a degradação tende a
aumentar, e somente com a destruição do sistema
capitalista de produção poderia surgir um processo
produtivo no qual o homem deixasse de ser uma
engrenagem para ser um participante.
• Um novo tipo de operário
• As novas tendências apontam na direção da sua superação. A
introdução das modernas tecnologias e de novas organizações do
trabalho tornam as empresas menos dependentes do trabalho
manual. Os trabalhos repetitivos passam a ser feitos por máquinas.
Tofler reconhece que isso aumenta o número de desempregados, mas
ressalta que os trabalhadores que permanecem na indústria
necessitam ser de outro tipo. O lucro e a própria sobrevivência das
empresas modernas dependem cada vez mais da rapidez com que as
decisões referentes à produção e à venda são tomadas e
implementadas. Estas empresas requerem
• Somos levados a crer que hoje em dia poucos
acreditam que as empresas modernas possam crescer
sem mão-de-obra instruída.
• A educação formal não visa apenas transmitir
determinadas informações, mas ampliar muitas das
nossas capacidades intelectivas. Os operários de hoje
precisam dominar a leitura, fazer cálculos variados, ser
dotados de criatividade, dar respostas inteligentes aos
problemas que surgirem no processo produtivo e
enriquecer a reflexão sobre sua própria condição. Não
restam dúvidas de que a escola tem um importante
papel na formação de uma mão-de-obra mais
qualificada e na criação de cidadãos conscientes dos
seus direitos e responsabilidades.
• BRASIL, O CRESCIMENTO COMPROMETIDO.
• Os dados estatísticos sobre o grau de instrução da população
economicamente ativa (população economicamente ativa é aquela que
está na faixa de idade apta ao trabalho; não é necessário que ela esteja
efetivamente trabalhando) indicam números trágicos e comprometem
qualquer tentativa de alavancar o crescimento económico a taxas bem
maiores e de uma forma mais estável.
• Esta é por exemplo a conclusão da FAO (órgão da ONU) em relação ao
Brasil:
• Apesar de ter o terceiro maior superávit [comercial] do planeta e o
oitavo produto industrial bruto do Ocidente, o Brasil expulsa 70% da sua
população economicamente ativa do processo produtivo, por não ser
capaz de lhes proporcionar um bom nível educacional. Apenas 12% dos
brasileiros estão preparados para produzir em uma sociedade
tecnologicamente moderna.
• O relatório da FAO afirma que o Brasil é "um dos
países mais viáveis do mundo", mas que nenhuma
economia pode crescer sem se estabilizar e sem acabar
com os profundos desequilíbrios existentes. Como
exemplos dos graves desequilíbrios o relatório cita:
uma minoria altamente instruída e uma maioria sem
nenhuma instrução; uma grande desigualdade na
distribuição da renda e baixíssimos salários. 0 Brasil
tem potencial para apresentar altas taxas de
crescimento económico, mas deve simultaneamente
resolver esses problemas.
• As pesquisas científicas
• De uma laranjeira na Flórida o fazendeiro retira quatro caixas de
frutas. No Brasil, dificilmente se chega a duas caixas por árvore. O
Canadá e até mesmo a Argentina conseguem colher de um hectare
plantado uma quantidade de trigo muito maior do que as lavouras de
trigo brasileiras. Esta maior produtividade agrícola não pode ser
atribuída exclusivamente a fatores geológicos e climáticos.
Inegavelmente, a utilização de uma tecnologia agrícola mais avançada,
com melhores sementes, adubos, defensivos etc., explica essa
diferença. As pesquisas tecnológicas, seja na área agrícola ou
industrial, são feitas, nos laboratórios das universidades e das
empresas, por pessoal altamente instruído.
• Os pesquisadores são formados pelas
universidades. Entretanto, para se ter um
pessoal qualificado no nível superior, são
necessários grandes investimentos nos níveis
básicos (primeiro e segundo grau) do sistema
escolar. Assim, o aumento da produtividade
gerado pelas pesquisas em laboratórios
depende, em última instância, de um sistema
educacional universalizado e de boa qualidade.
• Investir em pesquisas implica: financiar a
formação (cursos de mestrado e doutorado) dos
cientistas em universidades brasileiras ou no
exterior, por meio de bolsas de estudo;
aparelhar e manter laboratórios; remunerar os
pesquisadores com salário compatível com o
mercado internacional. Os salários não podem
ser muito baixos, senão ocorre a chamada
evasão de cérebros, isto é, cientistas e
pesquisadores emigram para os países que os
remunerarem melhor e de maneira mais
compatível com seus conhecimentos.
• Comparado com os países mais ricos do mundo, o
Brasil quase nada investe em pesquisa.
• O país que não investe em pesquisa está
condenado a ver seu crescimento dependente dos
conhecimentos produzidos em outros países.
Evidentemente, nenhum país pode aspirar ao
sonho de ser totalmente autossuficiente em termos
económicos. Isso é utópico. Geralmente, os países
importam aquilo que não podem produzir ou
aquilo cuja produção interna sairia por um preço
comparativo muito acima do preço do mercado
internacional (exceção feita aos produtos ou
serviços que os governantes consideram como
estratégicos).
• No mundo atual, há países com altíssimo desenvolvimento
tecnológico decorrente de pesquisas que têm altos lucros com a
venda de produtos que contêm elevada tecnologia. Um bom exemplo
são os armamentos. Uma parte expressiva da renda gerada pelas
exportações americanas provém da indústria bélica. E isso só é
possível devido à alta tecnologia dos armamentos vendidos. A
indústria automobilística japonesa também é outro exemplo das
vantagens competitivas que a tecnologia dá aos seus carros.
Remédios, sementes, aparelhos de precisão para uso hospitalar e em
telecomunicações, química fina, computadores e eletrodomésticos
são produtos cujas vendas também dependem cada vez mais da
quantidade da tecnologia neles incorporada.
• Um país que não tiver pesquisas que
possibilitem a suas empresas produzir
mercadorias tecnologicamente avançadas está
condenado a ficar para trás na corrida em busca
de mercados e, o que é pior, a criar grandes
obstáculos para seu crescimento económico. Ao
importar produtos tecnologicamente avançados
de outros países, estará transferindo renda e
contribuindo para a elevação das taxas de
crescimento do país exportador.
• A falta de investimentos em pesquisa no
Brasil tem sido criticada até em editoriais.
• 5. CRESCIMENTO ECONÓMICO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL
• Um alerta deve ser feito: nunca devemos confundir crescimento
econômico com desenvolvimento, o crescimento económico dos países é
expresso pelo PIB (Produto Interno Bruto), isto é, a soma do valor de todas
as mercadorias e serviços produzidos pelo país durante um ano. Como O
PIB expressa apenas a quantidade de bens produzi. da, ele nada diz sobre o
bem-estar da população. Evidentemente, em tese, um país mais rico tem
mais condições de propiciar melhores condições de vida a sua população,
Em termos do PIB, o Brasil chegou a ser a oitava economia mais rica do
mundo, mas, devido a um longo período de recessão, a economia brasileira
foi rebaixada, na década de 90,
o Brasil hoje está entre os doze países mais ricos do
mundo, mas nem por isso as condições de vida do povo
correspondem à riqueza da nossa economia.
Por tudo isso, o Brasil é um ótimo exemplo de como um
país pode ter elevado nível de riqueza nacional e uma
maioria da população vivendo em extrema pobreza. Com
isso fica claro que crescimento econômico não pode ser
confundido com desenvolvimento.
Por desenvolvimento os pesquisadores entendem não
apenas a quantidade das riquezas produzidas, mas os
indicadores da qualidade de vida da população.
Os principais indicadores sociais são: taxa de
mortalidade infantil, expectativa de vida, grau de
instrução, relação médicos/população, relação leitos
hospitalares/ população, condições de saneamento e
• Os principais indicadores sociais são: taxa de mortalidade
infantil, expectativa de vida, grau de instrução, relação
médicos/população, relação leitos hospitalares/ população,
condições de saneamento e alimentação. Em suma, para os
pesquisadores a noção de desenvolvimento refere-se
fundamentalmente ao desenvolvimento social de um povo.
• Em 1990 a ONU criou o Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH), que combina níveis de renda, educação e saúde e visa
dar uma ideia mais aproximada das condições de vida de
um povo. O novo indicador da ONU ressalta a importância
que o mundo dá à educação. Assim, qualquer país que
quiser ser realmente desenvolvido em termos sociais deverá
tomar medidas _para elevar o grau de instrução do seu
povo. Sem isso, como o índice da ONU demonstra, qualquer
país continuará subdesenvolvido,
• Os países pobres sofrem os efeitos de um círculo
vicioso. Por serem pobres, dispõem de poucos recursos
para tais investimentos; sem investimentos em
educação, fica mais difícil alcançarem bons nívei Existe
um outro dado que precisa ser levado em consideração
quando se fala que os países pobres têm poucos
recursos para investir em educação. Não devemos
exagerar esse argumento, pois a falta de recursos não é
o principal obstáculo para a melhoria da educação,
Países pobres como Costa Rica, Uruguai, Sri Lanka e
Bangladesh resolveram os problemas educacionais
sem gastar rios de dinheiro no sistema escolar.

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