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Elifaz aconselha Jó
Texto básico Jó cap. 4-5, 15, 22

Versículo-chave Jó 42.7
“... O Senhor disse também a Elifaz, o temanita:
A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus
dois amigos; porque não dissestes de mim o que
era reto, como o meu servo Jó.”

Alvo da lição
Ao estudar esta lição, você vai aprender a consolar
os que sofrem, e como não fazê-lo!
O aluno será capaz de

Saber conhecer o discurso de Elifaz e a forma como


aborda o sofrimento do amigo;

Sentir ter empatia pelo sofrimento alheio;

Agir preparar-se para uma teologia saudável e


aconselhamento humanizado.
Introdução

Na lição anterior, ouvimos o grito desesperado


de um homem de Deus mergulhado em
sofrimento e dor. Termina com a pergunta
angustiada: Por quê? ( Jó 3.20,23). Nesta lição e
na próxima, ouviremos os três amigos na
tentativa de responder a essa pergunta.
Introdução
Focamos nesta lição as respostas de Elifaz, que
parece ser o líder dos três (Jó 42.7), e também o
mais simpático, mas isso não significa muito!
Aliás, esse versículo (Jó 42.7) é chave para
entendermos corretamente o diálogo entre Jó e
os três amigos. Vamos procurar entender como
Elifaz acertou nos seus discursos, e como errou.
I. Primeiro discurso: Quer ajudar
(Jó 4-5)
Elifaz inicia bem a sua resposta, com certa
hesitação ( Jó 4.2-6), reconhecendo a valiosa
maturidade espiritual de Jó, que tem sido uma
bênção para outros (confira as palavras de Jó em
29.21-25). E em Jó 4.6 ele oferece uma palavra
de encorajamento: como homem reto, Jó pode
ter esperança de dias melhores.
Jó para hoje

Quais os estímulos à oração que você pode


encontrar no trecho de Jó 5.9-16?
II. Segundo discurso: Defende sua
teologia (Jó 15)
No diálogo com os três “amigos”, Jó continua
insistindo que ele é justo ( Jó 9.21; 10.7; 13.18).
Não que seja sem pecado, mas que não merece
sofrer assim.
Jó para hoje

Às vezes, é difícil confessar que não sabemos


explicar os caminhos de Deus!
III.Terceiro discurso: Acusa de pecado
(Jó 22)
Depois do segundo discurso, os dois lados
tomam posições cada vez mais radicais. Jó
afirma que Deus parece ser totalmente injusto:
Ele atormenta o inocente (Jó 16.12-14) e
abençoa os perversos (Jó 21.7-13). E Jó conclui
que os três “amigos” estão totalmente errados
(Jó 21.34).
Jó para hoje

Precisamos ouvir as palavras dos que sofrem e


também escutar o coração deles.
Conclusão
Boa teologia, péssimo conselho. Precisamos de
discernimento para aproveitar bem o discurso
de Elifaz. É verdade que não poder haver
conselho bom sem teologia boa. Mas teologia
não basta: tem que haver também aquela
simpatia que sabe escutar o coração aflito.
Conclusão
A boa teologia de Elifaz pode nos dar uma visão
melhor da santidade tremenda de Deus e da Sua
maravilhosa misericórdia.