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ESCOLA BÍBLICA

As lições de uma
Figueira Infrutífera
OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Apresentar as características da figueira infrutífera.

Ensinar os elementos para uma vida frutífera.

Ressaltar a importância de produzirmos frutos.


TEXTO ÁUREO
 
““E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.”
 Mateus 21.22

VERDADE PRÁTICA
 
Permanecendo em Cristo, receberemos dEle tudo o que for
necessário para frutificarmos com perseverança até que Ele
venha. 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
 
MATEUS 21

18. E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome.

19. E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas.
E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente.

20. E os discípulos, vendo isto, maravilharam-se, dizendo: Como secou imediatamente a


figueira?

21. Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não
duvidares, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e
precipita-te no mar, assim será feito.
INTRODUÇÃO
 
A figueira simbolizava a nação de Israel [Jr 8.13; Os 9.10, 16; Lc 13.6-9].
Assim como a árvore, que possuía folhas, mas não frutos, Israel tinha vida
religiosa, mas não possuía experiência prática de fé que resultasse num
viver piedoso.
1. Características da figueira infrutífera. 

Com fome, Jesus avistou uma figueira perto do caminho [Mc 11.12-13]. Ao perceber que não havia nela
frutos, proferiu um juízo [Mt 21.19]. Ela tinha uma aparência enganosa e suas folhas a denunciavam. Essa
figueira é um símbolo da hipocrisia da religião judaica e sua falsa aparência de santidade [Mt 15.7-9].

1.1. Uma figueira atraente. O Senhor Jesus encontrou a figueira em uma região conhecida como “casa
dos figos” – Betfagé (próximo de Betânia) – [Mt 21.1; Mc 11.1]. Jesus sentiu fome ao passar pela casa dos
figos, mas nada encontrou senão folhas [Mt 21.19; Mc 11.13]. Da mesma forma que o templo havia se
tornado um lugar de comércio [Mt 21.12-13], representado apenas por rituais que não saciavam a fome
dos necessitados de espírito [Lc 19.45-46], essa figueira atraía os famintos, mas não saciava a fome.
Ainda hoje, existem pessoas que possuem aparentemente uma vida espiritual deslumbrante, mas são
infrutíferas.
“Aquela figueira, recoberta de folhas, porém sem frutos, era uma notória figura da religião
judaica. A “igreja judaica” (…) tinha o templo, o sacerdócio, o culto diário, as festas anuais, as
Escrituras do Antigo Testamento, os turnos dos levitas (…). Porém, por detrás dessa folhagem
exuberante, estava completamente destituída de frutos. Não havia nenhuma graça, nenhuma fé,
nenhum amor, nenhuma humildade, nenhuma espiritualidade, nenhuma santidade, nenhuma
disposição para receber o Messias [Jo 1.11].”

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1.2. Uma figueira precoce. Quando uma figueira está totalmente enfolhada, esperamos achar
nela figos, porque a figueira produz os frutos antes das folhas. Nessa história bíblica, a árvore
produziu folhas sem dar fruto [Mc 11.13]. Era uma anomalia da natureza e não um resultado
sadio do crescimento correto. Infelizmente, nos nossos dias, muitas pessoas procedem da mesma
forma, queimando as etapas da vida cristã. São pessoas que não aprendem o básico e não criam
alicerces [Mt 7.26-27]. O resultado é um crescimento precoce e catastrófico.

O que dá sustentação a uma casa é a profundidade de seu alicerce, pois ele determina o quanto
a construção suportará. Infelizmente, muitos não têm edificado a sua vida em Cristo. Por isso,
não produzem frutos e não são capazes de suportar as adversidades. Quando cai a chuva e
sopram os ventos, a casa desaba, pois não tem base sólida. Busquemos, pois, o crescimento que
vem de Cristo e Sua Palavra: “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda
por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam
fraudulosamente” [Ef 4.14].

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1.3. Uma figueira estéril. Após verificar a ausência de frutos, Jesus pronunciou uma sentença
contra a figueira: “Nunca mais nasça fruto de ti” [Mt 21.19b]. Apesar de parecer viva, pois tinha
muitas folhas, a figueira estava estéril, uma vez que não produzia frutos. A esterilidade da 
figueira predisse a sua destruição [Mt 21.19-20]. Essa árvore não dava fruto e nunca mais daria
fruto. É um sinal de advertência para todos nós. Não podemos ser estéreis. Devemos produzir
frutos dignos de arrependimento [Mt 3.8].

“Nessa época do ano, ainda faltavam seis semanas para que houvesse figos comestíveis, mas os
tenros primeiros frutos já haviam aparecido nas árvores no fim de março; estariam maduros no
fim de maio. Estes eram os primeiros figos, que precediam a safra principal, a qual ficava madura
para a colheita entre meados de agosto e outubro. Se aparecessem somente folhas, sem os
primeiros figos, isso significaria que a árvore não daria frutos naquele ano – nem na primeira
nem na segunda safra.”

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2. Elementos para uma vida frutífera

Uma vez que a figueira retratava a nação de Israel, o juízo lançado sobre ela advinha de uma
vida improdutiva e sem fé. Após a figueira secar-se imediatamente, os discípulos ficaram
maravilhados. Então, Jesus lhes ensinou acerca da fé e da oração, que, juntos com a 
Palavra de Deus, são elementos indispensáveis para uma vida frutífera.

2.1. Fé, atitude indispensável. É evidente que Jesus não estava ensinando Seus discípulos a
amaldiçoar figueiras ou lançar montes ao mar [Mt 21.22]. O propósito era ensinar que o povo
de Israel estava sendo rejeitado por não ter fé. Eles confiavam em suas obras e em sua
religiosidade, mas não em Deus. Foi por causa da sua improdutividade que foram censurados
por Jesus [Mt 23]. Sem fé é impossível agradar a Deus [Hb 11.6]. Através da fé em Deus,
podemos produzir frutos que glorifiquem a Deus e não sermos estéreis espirituais. Inclusive, a
fé faz parte do fruto do Espírito [Gl 5.22]. A fé em Deus nos faz superar as dificuldades
encontradas no serviço cristão.
A fé verdadeira compreende a pequenez e a inutilidade do homem e descansa no poder e
na graça de Deus, submetendo-se à Sua vontade para alcançar o Seu favor [Mt 21.22].
“Mover montanhas” é uma figura de linguagem para se referir a ações praticamente
impossíveis [Mt 17.20; Lc 17.6]. A fé verdadeira nos faz crer em Deus e nos motiva a buscá-
Lo em oração, pois somente Ele tem o poder de resolver qualquer dificuldade, por maior
que seja.
2.2. A bênção da oração. Ao explicar o motivo pelo qual a figueira secou, Jesus fala acerca
do resultado da oração. Ele diz sobre a relevância da fé e oração na vida dos Seus discípulos
a fim de serem bem-sucedidos na caminhada cristã [Mt 21.21-22]. Orar é pedir a Deus que
seja feita a Sua vontade, tanto na terra como no céu [Mt 6.10]. É crer que Deus, por meio
do Seu poder, é capaz de fazer o que Lhe apraz. É preciso aliar à oração a fé. Na oração,
precisamos crer que Deus nos ouve, atende ao nosso clamor e é poderoso para nos livrar
do perigo e do mal. É através da oração que nos quebrantamos diante de Deus,
reconhecendo nossa pequenez e a Sua grandeza.

 Devemos orar para que o Reino de Deus avance, para que todos os dias possamos colocar
os Seus interesses em primeiro lugar [Mt 6.33]. Orar não é uma tarefa fácil. Ainda mais que
a resposta de Deus nem sempre é a resposta que queremos ouvir. No entanto, se
desejamos nos aproximar do Senhor, precisamos orar constantemente [1Ts 5.17]. Através
da oração, temos a oportunidade de pedir a Deus que sejamos “cheios de frutos de justiça,
que são por Jesus Cristo” [Fp 1.11].
2.3. Guardar a Palavra de Deus. O capítulo quinze do evangelho de João nos revela o que
precisamos para ter uma vida frutífera: é preciso ser limpo pela Palavra de Deus para
produzir mais frutos [Jo 15.1-7]; é necessário estar em Cristo, pois sem Ele nada podemos
fazer [Jo 15.5]; é preciso guardar as Suas palavras [Jo 15.10]. O segredo declarado pelo
próprio Jesus para uma vida abundante é permanecer nEle. Essa é a posição do cristão. Na
nossa vida diária, precisamos estar em íntima comunhão com o Senhor. Não podemos
deixar de meditar na Palavra de Deus e obedecer aos Seus mandamentos [Sl 1.1-2]. Quem
não esconde a Palavra de Deus no seu coração está propenso a deixar que a larva do
pecado entre e contamine o seu coração [Sl 119.11].
3. Lições práticas acerca da figueira

A passagem bíblica da figueira infrutífera ressalta a importância de darmos frutos e que a


ausência deles nos traz reprovação. Por isso, devemos estar preparados, sempre produzindo,
porque o Senhor a qualquer instante pode requerê-los.

3.1. Uma importante advertência. O povo de Israel havia sido escolhido por Deus para receber e
transmitir a Sua verdade em meio a um mundo pecador e idólatra. No entanto, abdicou dessa
missão e se entregou ao orgulho espiritual e ao formalismo religioso. Os israelitas possuíam
abundantes folhagens, mas careciam do fruto da fé e do amor. Isto provocou o edito final do
Senhor: “Nunca mais nasça fruto de ti” [Mt 21.19]. Essa importante advertência também serve
para nós, Igreja do Senhor, pois fala de conduta cristã, isto é, de não aparentar ser por fora o que
não se é por dentro. Assim como a figueira deveria produzir frutos, da mesma forma nós
também devemos. Produzir frutos não é opcional para aquele que serve a Deus [Jo 15.8].
“Como a videira e a oliveira, a figueira representa a nação de Israel. Quando
Jesus veio à nação, havia folhas que testemunhavam a profissão pública de fé
do povo, mas nenhum fruto para Deus. Jesus estava com fome do fruto da
nação”. Não podemos nos distanciar da verdade nem perder o alvo. Aparentar
ser o que não somos é muito sério. Assim como o povo de Israel deveria estar
vigilante e dar frutos no momento da visita de Deus, a Igreja também deve
levar este aviso a sério. Cristo virá a qualquer momento [Mt 24.27].
3.2. Folhas ou frutos? Interessante notar que, quando pecou, Adão foi até à figueira
para procurar folhas, a fim de esconder sua nudez [Gn 3.7]. No entanto, Cristo, o
último Adão [1Co 15.45], procurou frutos na figueira [Mt 21.19; Mc 11.13]. Ele nos
escolheu e nos nomeou para ir e produzir frutos [Jo 15.16]. Sua preocupação não é
com belos templos ou cultos bem organizados. Ele não ficará impressionado com a
nossa música ou com a relevância social que alcançamos [Mt 7.21-23]. Jesus não quer
encontrar em nós folhas, mas espera que sejamos frutíferos [Mt 7.16; Gl 5.22]. Caso
isso não aconteça, seremos reprovados, assim como essa figueira.
3.3. Constante vigilância. Precisamos estar preparados. Não sabemos o dia nem a hora
em que Cristo virá [Mt 24.42; 25.13]. Infelizmente, muitos estão despercebidos, e,
como as virgens loucas, com as suas lâmpadas sem azeite [Mt 25.3]. São pessoas que
pensam estar preparadas, mas não estão. Estão na Casa do Senhor, mas não são
íntimas dEle [Mt 25.12]. São ovelhas que não conhecem a Sua voz [Jo 10.4]. A vinda do
Senhor Jesus Cristo será repentina. Não haverá tempo para colocar a vida em ordem
[Lc 17.24]. É preciso estar em constante vigilância [Mc 13.33]. Folhas sem frutos
retratam uma aparência mentirosa, uma falsa piedade, uma liturgia estéril. Não é a
vida abundante que Jesus preparou para os Seus filhos [Jo 10.10].
CONCLUSÃO

Nesta lição, aprendemos que Deus não se agrada de uma


vida espiritual estéril, pois Ele nos escolheu, nos nomeou
e nos ordenou que sejamos frutíferos [Jo 15.16]. Não há
como enganá-Lo. Diante dEle, todas as coisas estão nuas
e patentes [Hb 4.13]. É preciso frutificar!

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