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Fundamentos de

Lubrificação Industrial

Manutenção Preditiva

Júnior das Graças Pereira

Engenharia de Manutenção Central


Estudo do Atrito
Tribologia

Tribologia

Investigação Tribo- Engenharia


do Atrito engenharia de Lubrificação

Ciência Aplicação
Tribo - sistema

Fatores de carga

Estrutura

Contra Corpo

Substância Meio-ambiente
intermediária

Corpo Base

Alterações na
Perda de Material
superfície
Desgaste (valores
(sintomas de
mensuráveis)
desgaste)
Condições de atrito

Atrito seco:

As superfícies dos corpos em atrito se encontram em intenso contato, completamente


limpos e não estão cobertos por nenhum lubrificante.

Atrito na camada superficial:

As superfícies dos corpos em atrito se encontram em intenso contato e estão cobertas com
camadas de reação e/ou lubrificantes sólidos.
Condições de atrito

Atrito misto:

As superfícies dos corpos em atrito se encontram parcialmente em contato (não


completamente separadas). O desgaste normalmente se apresenta dentro dos limites
aceitáveis.

Atrito limite: Atrito fluido:

As superfícies dos corpos em atrito se As superfícies dos corpos em atrito se


encontram em intenso contato e estão encontram completamente separadas
cobertas com uma fina camada lubrificante. por um filme lubrificante.
O desgaste é excessivamente elevado.
Curva de Stribeck

O que ocorre durante e após a partida de uma máquina, à medida em que a


velocidade aumenta?

M F
Coeficiente de Atrito (µ)

B = Atrito limite
M = Atrito misto
F = Atrito fluído

Velocidade (v)
Óleos Lubrificantes
Óleos Lubrificantes

Quais os componentes básicos de um óleo lubrificante?

Óleo base: Aditivos 5 - 10 %


Mineral ou
Sintético

Lubrificantes sólidos

até 5 %
até 90 %

Óleo Lubrificante
Qual é a porcentagem
aproximada de cada um
destes ingredientes?
Produção de Óleos Lubrificantes
Como funciona?

Primeiro, o óleo base é Então, os diversos aditivos são


bombeado para a caldeira. adicionados na sequência
específica, na temperatura e
Naturalmente, toda a velocidade de agitação
matéria prima utilizada especificas.
passou pelo rigoroso
controle de qualidade!

Antes do produto ser colocado nos


O conteúdo da caldeira / reator é barris, uma amostra é enviada ao
aquecido / resfriado através laboratório para teste dos valores
do óleo térmico na parede. nominais. Somente após a
aprovação do laboratório que a
caldeira pode ser esvaziada.
Óleo - Base
Principal componente dos óleos lubrificantes!

Qual o óleo-base mais utilizado mundialmente?

Óleo mineral

Óleo Bruto (Petróleo) = Óleo mineral?!

O óleo bruto tem que percorrer um longo caminho antes de


se tornar um óleo mineral refinado, próprio para utilização
como óleo-base em lubrificantes de alto rendimento. . . .
Do petróleo bruto ao óleo-base

Destilação
atmosférica

Petróleo Petróleo

Gases ––
Gasolinas –– destilação à
Querosene destilada –– vácuo
Querosene (pesada)
Óleo diesel ––

––Óleo
Refino Óleo de fuso
Óleo máquina diesel
Óleo cilindros –– Resíduos

Distribuidores
Óleos-base minerais

Podem ter base Naftênica, Parafínica ou Aromática, e sua composição é


complementada por milhares de outros hidrocarbonetos e impurezas

Parafínicos Nafténicos Aromáticos


Óleos-base minerais

Características:

 Boa lubricidade;

 Fácil de aditivar;

 Praticamente neutro frente a vedações, pinturas e outros materiais

 Bom preço!!

 Indicado somente até 80ºC (no máximo 100ºC);

 Comportamento deficiente frente a variações de temperatura;

 Comportamento deficiente frente a temperaturas altas ou baixas;

 Fraca biodegradabilidade;
Óleos - Base

Qual é a diferença entre um óleo mineral e um sintético?

Óleo Mineral

PAO Sintético
Óleos-base sintéticos

Origem:
Poliglicol

<O>

catalisador H H
PAO <O> Éster
Hidrocarboneto C C
Sintético <O> Poliolester
H H
<F> <Si>
<O> <O>

Poliester Óleo Silicone


perfluorado
Óleos-base Sintéticos

Características:

 Reduzido ponto de fluidez (Favorável para baixas temperaturas);

 Baixa volatilidade (Evaporação reduzida);

 Comportamento favorável viscosidade-temperatura (Amplo campo de


temperaturas de serviço)
 Elevada resistência ao envelhecimento (Períodos longos)

 Boa resistência à oxidação (A temperaturas elevadas)

 Podem ser rapidamente biodegradáveis

 Podem atender às exigências de Grau Alimentício


Óleos-base: Mineral x Sintético

ÓLEOS
MINERAIS ÉSTERES POLIGLICÓIS SILICONES FLUORADOS
PROPRIEDADES

Densidade a
0,9 0,9 0,9 ....1,1 0,9....1,05 1,9
20 ºC g/ml

Índice de viscosidade (IV) 80....100 140....175 150....270 190....500 50....140

Ponto de Fluidez ºC -10 -70....-37 -56....-23 -80....-30 -60 .... -30

Ponto de inflamação
< 250 200....230 150....300 150....350 Não inflamável
(fulgor) ºC

Estabilidade à oxidação pouca boa boa excelente excelente

deficiente à
Poder lubrificante bom bom excelente bom
satisfatório

Preço 1 5-10 6-10 40-800 400-1000


Aditivos

Melhoram as propriedades dos óleos-base, ou lhes conferem novas propriedades.


Exemplos:

Aditivo Ação Objetivo


Anti-oxidantes O aditivo oxida no lugar do Prevenir a modificação do
lubrificante lubrificante

Otimizador do Variação da solubilidade a altas e Diminuição da dependência da


índice de baixas temperaturas viscosidade em relação à
viscosidade temperatura

Otimizador do Prevenir a cristalização das Redução do ponto de fluidez


ponto de fluidez moléculas de parafina

Detergentes/ Manter os resíduos de oxidação Melhorar a suspensão das


dispersantes em solução impurezas
Graxas Lubrificantes
Graxas Lubrificantes

Funções esperadas de uma graxa:


 Boa capacidade de sustentar carga;
 Resistência:
– Ao impacto mecânico;
– À água;
– A partículas sólidas
(abrasão)
Proteção:
 Selante
 Corrosão

Atuação de uma graxa:


 O espessante contém o lubrificante (óleo
base)
 O sabão se comporta como uma malha
de fibras, com suas cavidades cheias
de óleo.
Composição das graxas
O que compõe uma graxa lubrificante?
 14 - 30%
Óleo base:
Mineral, Espessante: Saponáceo ou não-saponáceo;
Sintético Aditivos: Anti-corrosão; Anti-
ou uma oxidante; Anti-desgaste;
mistura;
 3 - 5%

Lubrificantes sólidos:
 Até 90 % Grafite, MoS2, PTFE
 5 - 10%

Graxa Lubrificante
Pastas Lubrificantes
Pastas Lubrificantes

Lubrificantes inertes semelhantes a graxas, mas com alto teor (mais que 20%) de
lubrificantes sólidos;

Aplicações:
 Cargas tribológicas extremas
 Condições de atrito misto
 Altas pressões com baixas velocidades
 Temperaturas extremamente elevadas

Funções:
 Proteger contra corrosão e tribocorrosão;
 Assegurar a montagem segura por pressão;
 Proteger contra o desgaste em altas pressões;
 Desempenhar o papel de lubrificante a seco em altas temperaturas;
 Assegurar uma fácil desmontagem;
Pastas Lubrificantes
Danos causados por corrosão:
Pastas Lubrificantes

Pastas de montagem:

 Utilizar antes da montagem de


rolamentos, engrenagens, parafusos,
etc.

Benefícios

 Facilidade na desmontagem
 Proteção contra desgaste e
tribocorrosão
Pastas de Montagem

Lubrificar parafuso?
Quem tem interesse em lubrificar
parafuso?
Corrosão por atrito

Rolamento de Contato Angular - Anel


interno;

Causas da falha:
 Marcas de corrosão por atrito entre o
anel interno e o alojamento do eixo;
 Particulas de coloração avermelhada
facilmente soltas;

 Causas da corrosão por atrito:


 Folgas;
 Vibração;
 Pequenas oscilações;
 Efeito de deslizamento;
Compatibilidade
Miscibilidade entre óleos-base
Miscibilidade entre espessantes
PAUSA PARA O CAFÉ!

10 minutos!
Principais características e ensaios
Viscosidade
Viscosidade é a resistência de um fluido a seu escoamento

 Quanto maior a viscosidade, menos fluido é o óleo


 Exemplos: Vinho e mel; O vinho escoa mais fácil; O mel tem uma viscosidade maior;
 Quanto maior a temperatura, menor a viscosidade do fluido

Influência da viscosidade na curva de Stribeck:


Atrito

ISO VG 460

ISO VG 220

ISO VG 68

Velocidade (v)
Viscosidade
Viscosidade

Relação viscosidade-temperatura indica:


 Viscosidade real do fluido num dado ponto;
 Adequação do produto para uma aplicação;

Viscosidade, mm²/s

 Em baixas temperaturas, a viscosidade é alta

 Em altas temperaturas, a viscosidade é baixa

 O comportamento não é linear

Temperatura, °C
Viscosidade

Através da curva anterior, não se pode determinar a viscosidade em outras


temperaturas;
 Para isso, usamos a curva Viscosidade x Temperatura na escala logarítmica:
 O resultado será uma linha reta!

Exemplo de curva Viscosidade


x Temperatura na escala
logarítmica.
Viscosidade

Índice de Viscosidade (IV)

 É a medida do comportamento da viscosidade com a temperatura, determinada


empiricamente.
 Indica se a viscosidade varia muito ou pouco com a diferença na temperatura.

• Alto IV (>100) - Bom comportamento Viscosidade x Temperatura


• Baixo IV (<100) - Comportamento Viscosidade x Temperatura inferior

• Exemplos:

 Óleo base mineral: 90 < IV < 110;


 Óleo base Sintético: IV > 100, podendo chegar a 500 ou mais;
Índice de Viscosidade

Comportamento: Quanto mais plana a curva, melhor o desempenho do óleo;

Onde estará a linha para o poliglicol com VI igual a 200?


Log V (ISO VG a 40 °C é o mesmo que para o óleo mineral.)

E a linha de um óleo de silicone com VI igual a 500?

VI 500 (óleo de silicone)

VI 200 (poliglicol)

VI 100 (óleo mineral)

40 100 Log T (ºC)


Índice de Viscosidade

►Vantagens do alto IV

Sintético
Mineral
A

Viscosidade
B
40ºC

A. Ponto de Escoamento C
B. Arranque a Baixa Temperatura
C. Alta Viscosidade a Alta Temperatura

Temperatura
Viscosidade
Grau de Viscosidade ISO (ISO Viscosity Grade = ISO VG)

 DIN 51 519
Viscosidade Média Limites da Viscosidade Cinemática
Grau de à 40 °C à 40 °C
Viscosidade mm²/s
ISO
mm²/s mín. máx.
ISO VG 2 2.2 1.98 2.42
ISO VG 3 3.2 2.88 3.52
ISO VG 5 4.6 4.14 5.06

ISO VG 7 6.8 6.12 7.48


ISO VG 10 10 9.00 11.0
ISO VG 15 15 13.5 16.5

ISO VG 22 22 19.8 24.2


ISO VG 32 32 28.8 35.2
ISO VG 46 46 41.4 50.6

ISO VG 68 68 61.2 74.8


ISO VG 100 100 90.0 110
ISO VG 150 150 135 165

ISO VG 220 220 198 242


ISO VG 320 320 288 352
ISO VG 460 460 414 506

ISO VG 680 680 612 748


ISO VG 1000 1000 900 1100
ISO VG 1500 1500 1350 1650
Consistência
É uma indicação do grau de rigidez de uma graxa;
Depende do tipo e da quantidade de espessante na graxa;
Medida por ensaios de penetração:
 De acordo com a profundidade que um cone padronizado penetra em uma amostra de
graxa, em condições padrão de ensaio.
• Trabalhada
• Não-Trabalhada
Consistência
A consistência é expressa pelo grau NLGI (DIN 51 818), de acordo com a penetração
em décimos de milímetro no ensaio anterior.

Grau Penetração Trabalhada Aplicação


NLGI em décimos de milímetro
000 445 a 475 Sistema de lubrificação centralizada
00 400 a 430 graxas fluidas Lubrificação de caixa de
0 355 a 385 engrenagem

1 310 a 340 Mancais de deslizamento


2 265 a 295 graxas macias Mancais de rolamentos
3 220 a 250 Bombas d’água
4 175 a 205

5 130 a 160 graxas duras Graxas de vedação


6 85 a 115 Graxas de bloqueio
Ponto de Gota - Graxas

É uma indicação da tolerância de uma graxa a temperaturas altas;


 O Ponto de gota é no qual a graxa passa de um estado semi-sólido para o líquido;
 NÃO é a temperatura-limite de utilização de uma graxa

Termometro (graxa) Termometro (óleo)

Amostra de graxa
Banho

Agitador CALOR
Ponto de Fulgor – Óleos

Temperatura de início da formação de vapores inflamáveis a partir de um líquido em


teste:
 É um critério para classificar a flamabilidade de um líquido através de ignição por faísca;

Quanto maior a viscosidade, mais alto o ponto de fulgor;


Óleos com base parafínica tem PF mais elevado que os de base naftênica;

NÃO é uma indicação de temperatura máxima de trabalho;


É determinado e utilizado por razões de segurança;
Ponto de Fulgor – Óleos

Determinação do PF – Ensaio de copo aberto de acordo com a norma DIN/ISO 2592


Ensaio “4 esferas”
Avaliação de capacidade de carga e resistência ao desgaste;
 Eficiência dos aditivos EP e anti-desgaste em condições de atrito por deslocamento;
3 esferas fixas e 1 em rotação. Determina-se:

Carga de Solda
 Nível de carga aplicado quando houve soldagem das
4 esferas.

Carga OK
 Última carga aplicada antes da carga de solda;
 Após 60 minutos de trabalho, mede-se o diâmetro
da calota de desgaste nas esferas;
Ensaio “4 esferas”
Resistência à água
Teste de lavagem pela água (Water washout)

 Voltado para a prática, visando determinar a resistência da graxa à água;


 Rolamentos lubrificados e cobertos, sujeitos a um jato d’água por 60 minutos

 Determinação da perda de peso (graxa removida / lavada) em %peso


 Inspeção visual da graxa e dos rolamentos.
 Indicação dos níveis de lavagem pela água.
Manuseio e Estocagem
Armazenamento

Espaço especialmente destinado aos lubrificantes em suas embalagens originais;


 Limpo, arejado e seco;

 Suficientemente espaçoso;
 Iluminado, para permitir observação de etiquetas,

ou possíveis danos e vazamentos nas embalagens;


 Evitar contaminação;
Tempo de armazenamento:
 Lubrificantes tem tempo máximo de armazenagem de 3 anos;
 Este tempo varia por produto, e está especificado na folha de dados de cada um;
Manuseio - Limpeza
IMPORTANTE!
Risco de contaminação do produto pela mistura de lubrificantes e dano à ferramenta;
Necessária a limpeza de todas as ferramentas ou dispositivos de transferência:
 Espátulas;
 Bombas de transferência;
 Funis;
 Mangueiras;
Aconselha-se um sistema de identificação por cores, letras, números para facilitar a
identificação do lubrificante com a respectiva máquina e ferramenta de transporte:

NORMA DIN LUBRIFICANTE

51 825 (Graxas)

KP 2 K MICROLUBE GL 262
KPF 2 K UNIMOLY GL 82
KHP 2 R BARRIERTA L 55/2

51 517 (Óleos para Engrenagens)

ISO VG 320 KLUBEROIL GEM 1-320 N

ISO VG 460 KLUBERSYNTH EG 4-460

ISO VG 460 SYNTHESO D 460 EP


Manuseio - Lubrificação

Bicos graxeiros ou pontos de lubrificação:


 Limpar previamente com um pano limpo (sem fiapos), lubrificar e não limpar o bico graxeiro
até a próxima lubrificação;
Manuseio - Lubrificação

Relubrificar:

 Renovar o lubrificante; O Lubrificante usado deve ser drenado – Não se deve misturar
lubrificantes!!
 Bombeamento do lubrificante deve ser suave, para que a graxa usada tenha tempo para se
movimentar no rolamento;
 Quando não é possível renovar todo o lubrificante, a relubrificação se dá com a máquina em
movimento;
Pontos de melhoria

Possibilidade de alinhar
o bico graxeiro com um
dos furos existente no
anel externo do
rolamento
autocompensador de
rolos. Melhoria da
lubrificação - a graxa
antiga é expulsa do
rolamento,
permanecendo somente
a nova.
Pontos de melhoria

Mancal de rolamentos
sem bico graxeiro,
permitindo a entrada
acidental de todo tipo
de contaminante.
Pontos de melhoria

Armazenamento:
 Contaminação;
 Limpeza;
 Mistura;
Exemplo de melhor prática

Armazenamento:
 Organização;

 Identificação;
 Segurança & Saúde;
Aumentando a produtividade...
Aplicações - Rolamentos
Rolamentos

Principais causas de falhas:

 Seleção e uso incorreto de graxas!

 Mistura de diferentes graxas!


 Contaminação da graxa!
 Fuga da graxa do rolamento;

 Lubrificação insuficiente;
 Lubrificação excessiva;

Ref: FAG
Rolamentos

Determinação do fator de velocidade n.dm para lubrificação com graxa:

d = Diâmetro interno (mm)


d D D = Diâmetro externo (mm)
n = Velocidade do rolamento (rpm)
fc = fator de correção
Fator de Rotação

running time in [h]


1 7 24 1 7 24 1 7 24 1 7 24 1 7 24 1 7 24
70

60

50 Bearing 1
°C
40 Bearing 2

30

20

rpm
Fator de Rotação
Fator de Rotação
Miscibilidade entre óleos-base
Miscibilidade entre espessantes
Compatibilidade com plásticos e elastômeros
Compatibilidade com plásticos e elastômeros
Temperatura de serviço
Determinação da viscosidade mínima

Para a determinação da viscosidade mínima do óleo básico, o diametro médio do


rolamento dm em [mm], a rotação do rolamento (em rpm) e a temperatura do
rolamento sob condições normais de serviço são utilizados.
Condição de lubrificação
A viscosidade real do óleo básico deve ser n1 · 1 … 4. O seguinte é geralmente
utilizado como um parâmetro indicador da condição prevista de lubrificação:
k = v / v1 = coeficiente de viscosidade.A seguinte tabela oferece uma visão geral das
condições de lubricação previstas indicando se aditivos anti-desgaste, aditivos EP ou
lubrificantes sólidos são necessários.
Coeficiente de Carga C / P
O coeficiente entre a classificação C da carga dinâmica básica do rolamento em [N] e
sua atual carga dinâmica equivalente Pem [N] , sob condições normais de serviço,
permite conclusões referentes às exigências que devem ser atendidas pela graxa. Os
valores dispostos na seguinte tabela devem ser observados na seleção de uma graxa
adequada.
Coeficiente de Carga C / P
Rolamentos – Quantidade de graxa

Quantidade de graxa a ser aplicada

 O excesso de lubrificação é tão prejudicial quanto a falta dela! Pode causar aumento da
temperatura e do torque a ser aplicado.
o Quanto menor a temperatura de trabalho, maior a vida útil do rolamento.
Método para determinação:
 Determinar o espaço livre aproximado do rolamento;
 Calcular o fator de velocidade n.dm do rolamento;
 Aplicar a quantidade correta de graxa (abaixo) ;
 Utilizar um procedimento de amaciamento para aqueles que trabalham a médias e altas
velocidades.

Média Velocidade Baixa Velocidade Alta Velocidade


Para n.dm 300.000 - 500.000 Para n.dm < 200.000 Para n.dm > 600.000
preencher 30% preencher 90 - 100% preencher 15%
do espaço livre do espaço livre do espaço livre
Rolamentos – Quantidade de graxa
Volume de graxa a aplicar em função do fator de velocidade do sistema;
Volume de graxa

Fator de Velocidade [n x dm]


Caixa de mancal – Lubrificação Inicial
40 % da caixa quando o reabastecimento é feito no lado do rolamento.

20 % da caixa quando o reabastecimento é feito pela ranhura e pelos furos de relubrificação
no anel interno ou externo do rolamento.
Relubrificação
Quantidade adequada para reabastecimento de um rolamento pela lateral pode ser obtida a
partir da fórmula:

Gp = 0,005 D B

Quantidade adequada para reabastecimento de um rolamento pelo anel interno ou externo


pode ser obtida a partir da fórmula:

Gp = 0,002 D B

Onde:
Gp = Quantidade de graxa a ser adicionado no
reabastecimento, dado em gramas.
D = Diâmetro externo do rolamento, dado em mm.
B = Largura total do rolamento (para rolamentos axiais,
utilize a altura H), em mm.
Rolamentos
Aplicação de graxa e montagem do rolamento;
Rolamentos
Determinação da vida útil do lubrificante
 Montagem experimental: 5 rolamentos em trabalho até a falha. Ensaios:

►FAG FE-9 ►SKF – ROF

 Velocidades médias  Altas velocidades


 Cargas axiais médias  Cargas axiais e radiais baixas
FE – 9
Aplicações - Redutores
Redutores
Composição:
Dois eixos, duas engrenagens sincronizadas e
os rolamentos de apoio.

T1

Rolamento Conexão eixo-roda


Engrenagem
T2

+ Selos (selos radiais do eixo, juntas)


+ Unidades de sincronização
Lubrificante
+ Acoplamentos / freios
+ Visor de nível
+ Porcas e parafusos
Redutores

Três grupos principais: Posição


Formato básico Geometria
Atrito por
Tipo de engrenagem. dos de
dos eixos desliz.
componentes contato
 Engrenagens rolantes
 Engrenagens Rolantes / Engren.
Helicoidais Dentes paralelos cilíndrico linear 10 - 30 %
 Engrenagens Helicoidais retos
Engrenagens
de rolagem
Engrenagens com deslocamento Engren. inter-
cônico linear 20 - 40 %
principal de rolagem são submetidas a cônicas secting
cargas e fadiga inferiores às de
engrenagens por deslizamento; Engren.
Helicoidal cruzados cilíndrico pontual 60 - 70 %
Engrenagens dentes retos
Engrenagens com nível superior de
Rolantes /
deslizamento apresentam maior
Helicoidais Engren.
exigência do lubrificante; Helicoidal cruzados cônico linear 60 - 70 %
cônicas

Engren. cilíndrico
Engrenagens inter-
Coroa – e linear 70 - 100 %
helicoidais secting
Sem fim globóide
Redutores
Redutores
Efeito do lubrificante na vida do redutor Condições
Condições típicas
típicas de
de teste:
teste:

Teste Mecânico-dinâmico FZG •• A/8,3/90


A/8,3/90 teste
teste padrão
padrão
 Determinação da carga de scuffing •• A/16,6/140
A/16,6/140 teste
teste modificado
modificado
•• A/2,76/50
A/2,76/50 para
para graxas
graxas
Características:
 Aumento de torque através de peso até que
AA == tipo
tipo de
de engrenagem
engrenagem
ocorra a gripagem;
8,3
8,3 == velocidade
velocidade periférica
periférica em
em m/s
m/s
o Fusão localizada e breve, e
90
90 == temperatura
temperatura de
de teste
teste em
em °C
°C
separação pela rotação do sistema;
o Dano dos dentes nestas regiões;
 Necessária boa capacidade de carga do
lubrificante;
Redutores
Efeito do lubrificante na vida do redutor: Ensaio FGZ
Redutores
Efeito do lubrificante na vida do redutor
Redutores
Influência do lubrificante no consumo de energia;
Redutores
Diversas propriedades do lubrificante influenciam no rendimento e na vida útil da caixa
de transmissão;

Que parâmetros você considera mais importantes na seleção do lubrificante correto


para aplicação em uma caixa de transmissão?

 Viscosidade

 Temperatura

 Carga

 Velocidade periférica

 Meio ambiente

 Materiais de vedação
Redutores
Seleção do lubrificante correto
 Dependendo do projeto, uma caixa de transmissão pode ser lubrificada com óleo ou graxa;
 Lubrificação com óleo preferível, pela facilidade de atingir todos os componentes;
 Parâmetros de trabalho definem se lubrificação por imersão é suficiente:

Engrenagem selada, Engrenagem fechada,


Modelo da engrenagem
estanque ao óleo não estanque ao óleo

Tipo de lubrificante Óleo lubrificante Graxa fluída

Veloc. Perif. Veloc. Perif.


Tipo de Tipo de
Tipo de engrenagem vt vt
lubrif. lubrificação
[m/s] [m/s]
Engrenagens retas e  20 Imersão
4 Imersão
cônicas > 20 - 250 Injeção
Engrenagens
 12 Imersão
helicoidais 4 Imersão
> 12 Injeção
(engren. imersa)
Engrenagens
8 Imersão
helicoidais 4 Imersão
>8 Injeção
(roda imersa)
Determinação da viscosidade

Verificar manual do fabricante.

Caso não seja possível consultar o manual do fabricante deve-se:

 1- Estudar histórico do redutor (óleo anteriormente utilizado e histórico de


falha ou problema).

 2- Verificar a potência do redutor .

 3- Entender as condições de uso do redutor

Caso ainda fiquem dúvidas quanto à viscosidade correta pode-se recorrer a


cálculos teóricos.
Determinação da viscosidade
Redutores – limpeza ou flushing

Troca de óleo em caixas de engrenagens

Limpeza ou “flushing”

Drenar totalmente o óleo usado (ainda quente) e carregar o óleo de limpeza


(óleo de menor viscosidade), fazendo funcionar por 1 ou 2 horas,
preferencialmente sem carga no redutor.

Este procedimento se faz necessário para que sejam eliminadas as partículas


de desgaste bem como para dissolver os resíduos.

Drenar novamente e carregar o óleo definitivo.


Aplicações - Compressores
Formação de resíduo de carbono
Percentual (%) de 0,45%

Resíduos de Carbono* 0,40%


0,35%
0,30%
Mineral 0.45% Mineral
0,25%
PAO 0.10% PAO
0,20%
Ester 0.02% Ester
0,15%
0,10%
 ASTM D-189 0,05%
Conradson Carbon Residue Test 0,00%

Menos resíduos de carbono = Menor formação de


borras e vernizes no compressor
Pressão de vapor

0,45
Pressão de Vapor:
0,40
mm Hg @ 149ºC
0,35 Mineral
0,30
PAO
Mineral 0.4000 0,25
PAO 0.0200 0,20 Ester
Ester 0.0100 0,15
Poliglicol 0.0024 0,10 Polyglycol
0,05
0,00

Menor pressão de vapor = Menor arraste de óleo para a


linha = Maior vida útil do elemento separador e menor
consumo de óleo
Coeficiente de atrito

Coeficiente de fricção

Ester 0.080
0,150
PAO 0.086
0,100
Mineral 0.101

0,050 Poliglicol 0.084

0,000

Menor atrito = Menor consumo de Energia


Compressores de ar
Compressor AtlasCopco trabalhando com óleo mineral;
 Formação de lacas e gomas
Compressores de ar
Características de óleos sintéticos e benefícios na utilização :

 Vida útil maior do óleo (até 12.000 h)


 Diminuição dos depósitos de carbono

e vernizes
 Menor consumo de energia;

 Temperatura mais baixa do óleo;


 Descarga mais fria do ar comprimido;

 Menor consumo de óleo;


 Menos óleo na descarga;
 Menos ruído;

 Menos vibração;
Compressores de ar
Compressor Sullair usando óleo sintético de Polialfaolefina (PAO) depois de
10.000h sem troca.
Compressores de ar
Economia de energia com a utilização de óleos sintéticos:

EQUIPAMENTO ECONOMIA DE ENERGIA


Compressores
Pistão / Alternativo 3 - 7%
Parafuso 2 - 5%
Centrífugo 3 - 5%

Turbinas 1 - 3%

Caixa de Engrenagens 1 - 5%

Rolamentos:
Ventiladores 3 - 5%
Bombas 3 - 5%
Motores 3 - 5%
Compressores

Análise de custo-benefício em
operação: Óleo Sintético Óleo Sintético
  Kluber-Summit Kluber-Summit Óleo Mineral
SH-68 Ultima 68

Proposta 8.000 h 12.000 h 1.000 h


Capacidade Inicial (litros) 110 110 110
Complementação de nível 30 30 60
Trocas de óleo 1 0 12
Total em litros usado (litros) 280 140 2040
Custo por litro (preço sem ICMS/IPI)
(Embalagem: tambor)
R$ 27,60 R$ 33,00 R$ 4,00

Total custo em óleo R$ 7.728,00 R$ 4.620,00 R$ 8.160,00


Custo do Flushing - -  
Custo do Varnasolv R$ 480,00 R$ 480,00 -
Nº de filtros trocados (3) R$ 709,20 (3) R$ 709,20 (12) R$ 2.836,80

Custo Filtro Separador (2) R$ 3.509,40 (2) R$ 3.509,40 (3) R$ 5.264,1


Custo Total R$ 12.426,60 R$ 9.318,60 R$ 16.260,90

Economia em relação ao Óleo Mineral (no


primeiro ano)  - 23,5%  - 43,0%
Lubrificador automático
Lubrificador automático
Solução em sistemas de lubrificação:
 Reservatório de lubrificantes;
 Lubrificação automática programada;
 Suporte Klüber para instalação e acompanhamento;
Lubrificador automático
Benefícios
Não requer paralisação regular para atingir todos os pontos de lubrificação;
O sistema de lubrificação é protegido contra condições externas (ex. poeira);
Risco consideravelmente menor de confundir lubrificantes em comparação com a
lubrificação manual;
Redução da manutenção manual, especialmente não caso de pontos de lubrificação
distantes entre si;
Aumento da segurança no trabalho, menos funcionários nas áreas perigosas ou de
difícil acesso;
Ausência de vazamentos descontrolados resultantes de lubrificação excessiva
Aplicações:

• Correntes transportadoras e de transmissão


• Motores elétricos
• Sistemas de esteiras
• Máquinas de empacotamento
• Ventiladores e ventoinhas
• Bombas
• Unidades de refrigeração
Exemplo de Instalação
Lubrificação de Correntes
Klübermatic STAR VARIO
Unidade de acionamento

Clip (plástico)
Klübermatic STAR LC

Flange de suporte Klübermatic STAR

Suporte
Conexão do tubo

Tubo flexível

Conexão do tubo

Válvula de retenção de óleo


Suporte
Extensão

Pincel de lubrificação
Aplicação na Siderurgia

Siderúrgica
Aplicação Gancho de carga em instalação de galvanização, mancais da talha do
guindaste
Elem. de máquina Mancal
Observação Ajuste CLÁSSICO de 6 e 12 meses, montagem direta
Fundamentos de
Lubrificação Industrial

Obrigado pela atenção!

Júnior das Graças Pereira

Engenharia de Manutenção Central

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