Baseado na Obra: Economia – Micro e Macro Marco Antônio Sandoval de Vasconcellos

1 – Fundamentos de Teoria e Política Macroeconômica 2 – Conceitos Básicos PIB crescimento e flutuações Desemprego Indices de Emprego 3- AMBIENTE MACROECONÔMICO

- Fundamentos de Teoria e Política Macroeconômica
Introdução Metas de Política Macroeconômica Instrumentos de Política Macroeconômica

Teoria e Política Macroeconômica Introdução Trata da evolução da economia como um todo Determinação Analisando: Comportamento Agregados econômicos RENDA PRODUTO NACIONAL INVESTIMENTO POUPANÇA CONSUMO NÍVEL GERAL DE PREÇOS EMPREGO DESEMPREGO ESTOQUE DE MOEDA TAXA DE JUROS BALANÇO DE PAGTOS TAXA DE CAMBIO .

Teoria e Política Macroeconômica Introdução Grandes agregados Negligencia o comportamento das unidades econômicas individuais (Microeconomia) Permite estabelecer relações entre os agregados e melhor compreensão das interações entre estes. OBS.: entre os mercados de bens e serviços. Ex. de trabalho e de ativos financeiros e não financeiros.: Não há conflito entre Macro e Microeconomia .

Teoria e Política Macroeconômica Introdução Teoria macroeconômica Questões de curto prazo .Estabilização do nível geral de preços Teoria do desenvolvimento econômico Questões de longo prazo .Questão do desemprego .Progresso tecnológico .Política Industrial .

Estabilidade de preços (combate a inflação) .Alto nível de emprego .Balanço de pagamentos (alguns textos) .Crescimento econômico Política de estabilização (curto prazo) .Distribuição de renda socialmente justa .Teoria e Política Macroeconômica Metas de Política Macroeconômica .

Teoria e Política Macroeconômica
Metas de Política Macroeconômica Alto nível de emprego
Destaque ao trabalho do economista inglês: John Maynard Keynes ( Livro: A teoria geral do emprego, do juro e da moeda (1936) ) – Qual deve ser o grau do Estado na Economia.

Anos 30 – Permitiu um aprofundamento da análise da política econômica ( Tx. Desemp. ~ 25%)
Fazer a economia recuperar o nível de emprego. Surgem os sindicatos, grupos econômicos e o desenvolvimento do mercado de capitais e do comércio internacional

Teoria e Política Macroeconômica
Metas de Política Macroeconômica Estabilidade de Preços Inflação – Aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços. Acarreta distorções, principalmente, sobre a: Distribuição de renda Expectativas da sociedade Balança de pagamentos

Teoria e Política Macroeconômica
Metas de Política Macroeconômica Distribuição Eqüitativa de Renda

Ex. da má distribuição: No Brasil, os críticos do chamado “milagre econômico” argumentaram que piorou a concentração de renda no país nos anos 67/73 devido a uma política deliberada do Governo (a chamada “Teoria do Bolo” ): primeiro crescer, para depois pensar em repartição da renda.

Teoria e Política Macroeconômica Metas de Política Macroeconômica Crescimento Econômico Se existe desemprego e capacidade ociosa Pode-se aumentar o produto nacional Políticas econômicas Estimular a Atividade Produtiva Há um limite de produção Aumento nos recursos disponíveis Ou avanço tecnológico .

) . moradia etc. meio ambiente.Teoria e Política Macroeconômica Metas de Política Macroeconômica Crescimento Econômico Melhor indicador Crescimento da renda nacional per capita Não significa Melhor padrão de vida Nível de desenvolvimento inclui melhoria nos indicadores sociais (pobreza. desemprego.

Teoria e Política Macroeconômica Metas de Política Macroeconômica Inter-relações e conflitos entre objetivos Os objetivos não são independentes. (conflitante) . Aumenta-se a parte dos lucros e da poupança dos mais ricos na renda nacional (Teoria do Bolo). Aumenta a renda dos pobres. sem reduzir a dos ricos (abranda conflitos sociais). podendo ser conflitantes. Crescimento Econômico e Distribuição de renda Renda Aumenta Em países subdesenv.

Teoria e Política Macroeconômica Metas de Política Macroeconômica Inter-relações e conflitos entre objetivos Os objetivos não são independentes. Aproximando do pleno emprego. quando estiver ocorrendo um significativo aumento de produtividade). Com aumento de compras . Podendo aumentar a inflação (exceto. podendo ser conflitantes. Metas de Redução de Emprego e Estabilidade de Preços Reduz-se o desemprego. provocando um aumento dos custos de produção. os recursos tendem a escassear.

Teoria e Política Macroeconômica Metas de Política Macroeconômica Inter-relações e conflitos entre objetivos O administrador público (policy-maker) tem de fazer escolhas quanto à ênfase a ser dada a diferentes objetivos. Cada combinação afeta diferentes grupos na sociedade de diferentes maneiras. e qualquer escolha estará sujeita à objeção política pelos representantes dos grupos para os quais a escolha alternativa é pior. Na maioria dos países Previsão quanto à alternativa política Partido Político que assumir o poder .

Permitir à economia operar: com baixas taxas de inflação e distribuição justa de renda. .Teoria e Política Macroeconômica Instrumentos de Política Macroeconômica Atuação do Governo Capacidade Produtiva (Produção Agregada) Despesas planejadas (Demanda Agregada) a pleno emprego.

Teoria e Política Macroeconômica Instrumentos de Política Macroeconômica .Política de Rendas (Controle de Preços e Salários) .Política Monetária .Política Cambial e Comercial .Política Fiscal .

Teoria e Política Macroeconômica Instrumentos de Política Macroeconômica Política Fiscal Instrumentos Antidisponíveis inflacionárias Controle de Diminuição suas despesas dos gastos (política de gastos) Maior Crescimento Aumento dos gastos Melhor Dist. de Renda Gastos em setores/ regiões mais atrasados Arrecadação de Aumento da Diminuição da Impostos tributos (política carga tributária carga tributária progressivos tributária) Inibe Consumo Estimula consumo Benefício a RESULTADO e Investimento e Investimento grupos menos favorecidos .

Open market (compra/venda de títulos públicos) .Redescontos (empréstimo do Bacen aos B.Reservas compulsórias (% sobre depósitos dos B. . de juros. Os instrumentos: .C.Emissões . de juros. de crédito e das tx.Regulamentação sobre crédito e tx. Comerciais) . Bacen) .Teoria e Política Macroeconômica Instrumentos de Política Macroeconômica Política Monetária Quantidade de moeda.

Venda de Compra títulos de títulos Inibe Consumo Estimula consumo Solução mais e Investimento e Investimento complexa . Diminuição da tx. de Renda Aumento da tx.Teoria e Política Macroeconômica Instrumentos de Política Macroeconômica Política Monetária Instrumentos disponíveis Estoque monetário Reservas compulsórias Open Market RESULTADO Antiinflacionárias Diminuir (Enxugar) Maior Crescimento Aumento do estoque Melhor Dist.

Controle do Governo Política Cambial Política Comercial Taxa de Câmbio (Fixo. flutuante etc. seja estabelecimento de cotas etc.) Instrumentos de incentivo às exportações e/ou estímulo/desestímulo às importações. sejam fiscais. .Teoria e Política Macroeconômica Instrumentos de Política Macroeconômica Política Cambial e Comercial Política que atuam sobre as variáveis relacionadas ao setor externo da economia. creditícios.

aluguel. esses controles são utilizados como política de combate a inflação. . juros. lucros.Teoria e Política Macroeconômica Instrumentos de Política Macroeconômica Política de Rendas (Controle de Preços e Salários) Os agentes econômicos ficam proibidos de levar a cabo o que fariam. Normalmente. Influenciam diretamente: salários. em resposta a influências normais do mercado.

Política de estabilização da inflação não são compatíveis com melhoria no grau de ddtribuição de renda.Faça um resumo dos instrumentos de política econômica. . 4.Conceitue e aponte as principais diferenças entre os enfoques da Macroeconomia e Microeconomia 2.Sintetize os objetivos de Política Econômica 3.Teoria e Política Macroeconômica QUESTÕES PARA REVISÃO 1. Você concorda? Justifique sua resposta.

Macroeconomia Conceitos Básicos .

 Produto Interno Bruto (PIB)  .Conceitos preliminares  Produto Nacional Bruto (PNB)  É o valor dos bens e serviços finais produzidos por fatores de produção de propriedade de agentes econômicos residentes no país. não importando assim a propriedade dos referidos fatores. se de residentes ou de não residentes no país. não importando se esses fatores estão localizados dentro ou fora do país em questão É o valor dos bens e serviços finais produzidos por fatores de produção localizados dentro das fronteiras geográficas do país.

Decomposição do PIB  Três formas de mensurar o PIB    Ótica do dispêndio Ótica da renda Ótica da produção .

Decomposição do PIB  Ótica do dispêndio   Soma-se os gastos dos agentes econômicos (residentes e nãoresidentes) com bens e serviços finais produzidos pela economia PIB=Consumo das famílias + Consumo do governo + Investimento em capital fixo + (Exportações – Importações) .

Componentes do PIB       PIB=Y=C+I+G+NX Y=renda ou produto C=consumo (famílias e empresas) I=Investimento (formação líquida de capital fixo (FLCF) + depreciação + variação de estoques) G=gastos correntes do governo NX=Exportações líquidas=Exportações – importação de bens e serviços .

estaduais e federais. subsídios. inventários. investimentos feitos pelo governo e os gastos das estatais (contabilizadas como empresas)  Investimento   Gastos correntes do governo  . Exclui transferências. prédios por empresas (particulares ou estatais). máquinas.Componentes do PIB  Consumo  Gastos das famílias em bens e serviços Compras de equipamentos. Inclui compra de imóveis por famílias Bens e serviços consumidos pelos governos municipais.

nos preços em que os bens e serviços foram produzidos PIB a preço de mercado: valor dos bens e serviços pelo preço em que são transacionados correntemente PIB a preço de fatores = PIB pmImpostos indiretos + subsídios .Componentes do PIB      Exportações líquidas  As importações de bens e serviços são excluídas porque são incluídas em outros componentes do PIB e não foram produzidas pelo país Produto per-capita = PIB/Numero de habitantes O PIB é calculado em termos nominais. isto é.

aluguéis e lucros distribuídos + tributos indiretos – subsídios – depreciação do capital .Decomposição do PIB  Ótica da renda   Soma-se as rendas geradas ao longo do processo produtivo PIB=Salários e contribuições sociais + Rendimentos de autônomos + Juros.

Decomposição do PIB  Ótica da produção   Soma-se o valor adicionado de todas as atividades econômicas com os tributos indiretos e subtrai-se os subsídios e a depreciação do capital PIB=valor adicionado de todas as atividades econômicas + tributos indiretos -subsídios -depreciação do capital .

Via de regra.Definições preliminares  PIB per-capita    É o PIB de um determinado país dividido pela sua população total É uma medida do nível de bem-estar econômico de um país. maior é o nível de bem-estar econômico de um determinado país . quanto maior o PIB per capita. pois informa qual seria a renda de cada habitante do país se o PIB fosse igualmente distribuído entre todos os habitantes.

lazer. etc.Críticas ao PIB como medida de bem-estar  PIB não mede adequadamente desenvolvimento. existência de trabalho voluntário que contribua para o bem-estar da sociedade. . qualidade do meioambiente. educação familiar.

76 1.330 1.070 14.258 1.200 885 662 375 Taxa média de crescimento 3 2.36 1.07 1.667 13.Economic Growth.223 2.Experiências de crescimento País Período PIB per capita inicial (US$ de 1985) 842 436 1.302 1.284 499 413 378 349 PIB per capita final(US$ de 1985) 16.65 0. Nova Iorque McGraw-hil 1995 .88 0.09 1.15 2.01 0.288 18.144 3.64 1.244 401 649 2.39 2.71 1.693 1.748 2.417 17.08 Japão Brasil Canadá Alemanha EUA China México Reino Unido Argentina Indonésia Paquistão India Bangladesh 1890-1990 1900-1987 1870-1990 1870-1990 1870-1990 1900-1987 1900-1987 1870-1990 1900-1987 1900-1987 1900-1987 1900-1987 1900-1987 Fonte: Robert Barro e Xavier Sala – I-Martin.589 3.

a um ritmo maior ou menor dependendo do país. o PIB e o PIB per capita crescem. os quais são seguidos por períodos em que a economia cresce pouco ou apresenta crescimento negativo (recessão). para longos períodos de tempo Flutuações  O crescimento das economias de mercado não é. Há períodos nos quais a economia cresce fortemente. uniforme ao longo do tempo. Essa alternância de prosperidade e recessão é chamada pelos economistas de flutuação cíclica . ou seja. contudo.Crescimento e flutuações   Tendência  As economias de mercado apresentam uma tendência de crescimento ao longo do tempo.

Tendência-ciclo PIB Ciclo Tendência Tempo .

portanto. da sua capacidade de produzir bens e serviços ao longo do tempo A tendência depende. . A taxa potencial de crescimento da economia é. crescer a uma taxa igual a taxa de crescimento da força de trabalho mais a taxa de crescimento da produtividade. o PIB dividido pelo número de trabalhadores da economia. igual a taxa de crescimento da produtividade do trabalho acrescida da taxa de crescimento da força de trabalho.    portanto.Determinantes da tendência   O crescimento de longo-prazo depende do aumento da capacidade de produção da economia. ou seja. No longo-prazo o PIB pode. no máximo. ou seja. de variáveis relacionadas ao lado de oferta da economia Seja y=Y/L a produtividade do trabalho.

Crescimento da Produtividade no Brasil T a b e la– I r e s c C P e r iood .

Tabela I I: Cres Per 1 1 1 1 1 1 .

do investimento total dividido pelo PIB Acumulação de capital humano  Aumento do treinamento e qualificação da força de trabalho existente na economia  Via de regra. maior será a quantidade de bens e serviços que eles podem produzir por hora trabalhada.  O ritmo de acumulação de capital humano depende de variáveis como o gasto em educação como proporção do PIB .Determinantes da tendência   Acumulação de capital físico  Aumento do estoque de máquinas. ou seja. quanto maior for esse treinamento e essa qualificação. ou seja. maior será a produtividade dos trabalhadores. equipamentos e instalações industriais de uma economia ao longo do tempo  O ritmo de acumulação de capital depende da taxa de investimento.

a força de trabalho nos países desenvolvidos cresceu mais rapidamente do que a população devido à seguinte conjugação de fatores:   Ingresso das mulheres no mercado de trabalho Imigração proveniente dos países subdesenvolvidos . à mudança na taxa de participação (percentual da população que faz parte da força de trabalho). e a chegada de trabalhadores provenientes de outros países.Determinantes da tendência  Crescimento da força de trabalho   Ao longo do tempo. o tamanho da força de trabalho aumenta devido ao crescimento populacional. No século XX.

Determinantes da tendência  Progresso tecnológico    O avanço técnico permite a produção de uma quantidade maior de bens e serviços a partir de um mesmo estoque de capital (humano e físico) e força de trabalho É o determinante mais importante da tendência de crescimento no longo-prazo. Um dos principais determinantes do ritmo de progresso tecnológico é o gasto em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias em relação ao PIB .

Flutuações cíclicas   As flutuações (ou desvios) do PIB com respeito à tendência de longo-prazo são explicadas pelas mudanças no nível de gasto dos agentes econômicos (C+I+G+MX) Essas mudanças na demanda agregada podem ocorrer em função de:     Mudanças nas expectativas dos empresários sobre a rentabilidade futura dos projetos de investimento Mudanças no estado de confiança dos consumidores quanto ao comportamento futuro da economia Mudanças na política fiscal do governo Mudanças na competitividade externa da economia. afetando as exportações líquidas .

Questão para Discussão  As estimativas sobre o “crescimento potencial” da economia brasileira variam entre 4 à 5 % ao ano. No entanto. desde 2000 o Brasil tem crescido a uma taxa anual inferior a 3%. Pede-se:    Esse crescimento medíocre da economia brasileira é explicado por fatores relacionados às condições de oferta ou de demanda da economia? Que políticas você acha que o governo deveria implementar para fazer com que a economia cresça a uma taxa entre 4 e 5 % ao ano? Que políticas você acha que o governo deveria adotar para aumentar o potencial de crescimento da economia brasileira para 7 ou 8% ao ano? .

Desemprego     As flutuações do nível de atividade econômica são. e portanto. consistindo na taxa de desemprego aberto (ou seja. medido nas seis principais regiões metropolitanas do país. uma queda do PIB é acompanhada por uma redução do número de postos de trabalho. o percentual de pessoas desocupadas na semana de referência da pesquisa que procurou emprego nos últimos 30 dias). em geral. por um aumento da taxa de desemprego Essas variações do desemprego são chamadas de desemprego cíclico No Brasil. acompanhadas por variações da taxa de desemprego Via de regra. a taxa de desemprego é calculada pelo IBGE. a saber:       São Paulo Rio de Janeiro Belo Horizonte Porto Alegre Salvador Recife .

a saber:      Mecanização dos processos produtivos (desemprego tecnológico) Mismatching. ou seja. .Desemprego  O desemprego não é explicado apenas pelas flutuações no nível de atividade econômica. incentivando as mesmas a pagar horas extras ao invés de criar novos postos de trabalho Atualmente o desemprego estrutural é a principal causa do desemprego nos países da Europa Ocidental (França. mas também por problemas estruturais da economia. Alemanha. descasamento entre a exigência técnica dos postos de trabalho sendo oferecidos e a qualificação da força de trabalho Elevada rigidez no mercado de trabalho. 1960 e 1970. ou seja. direitos trabalhistas excessivos que aumentam o custo de contratação por parte das firmas. Itália e Espanha) As flutuações no nível de atividade econômica continuam gerando flutuações na taxa de desemprego. no entanto essas flutuações se dão em torno de uma média bastante mais elevada do que a prevalecente nas décadas de 1950.

Isso porque a economia não pode crescer de forma permanente a um ritmo superior à sua tendência de longo-prazo O único efeito dessas políticas é reduzir o desemprego cíclico. ou seja. a quantidade máxima de bens e serviços que essa economia poderia produzir caso a capacidade de produção estivesse plenamente utilizada . a taxa de desemprego que prevaleceria na economia caso a economia estivesse crescendo com base na sua tendência de longo-prazo Políticas governamentais de incentivo à demanda agregada não podem mudar a taxa natural de desemprego. ou seja.Desemprego    O desemprego estrutural é definido pelos economistas como a “taxa natural de desemprego”. reduzir o desemprego que advém da diferença entre o PIB e o produto potencial da economia. isto é.

   Quando o PIB está crescendo duas coisas podem estar ocorrendo: a economia pode estar produzindo mais bens e serviços ou os preços podem estar subindo. os economistas usam o conceito de PIB real. . O PIB real é.Revisitando o PIB. portanto. a preços constantes (preços num “ano base”). de todos os bens e serviços produzidos por uma economia em um ano.. Por conta disto. o valor. O PIB nominal é o valor destes mesmos bens e serviços medidos a preços correntes.. o valor dos bens e serviços produzidos neste ano se nos fixássemos os preços de algum ano específico no passado. isto é.

quanto do crescimento do PIB se deve à variação nos preços. Ou seja. Deflator do PIB: Mede o nível corrente dos preços em relação aos mesmo num ano base.PIB Real     O PIB real é uma medida melhor do que o nominal para medir a satisfação das pessoas Quando falamos em crescimento. utilizamos a variação percentual do PIB real em relação a um determinado período. Deflator = (PIB nominal/PIB real) x 100 .

divulgado mensalmente. Taxa de inflação: variação percentual do nível de preços em relação a um período anterior O índice de preços ao consumidor (IPC).Índice de preços    A medida para avaliar o poder aquisitivo das pessoas é o índice de preços ao consumidor. é uma medida de custo geral dos bens e serviços por um consumidor típico .

Isto porque as ponderações são diferentes ou os dias de coleta de dados são diferentes .Índice de preços   Índice de preços por atacado (IPA): mede a variação dos preços relevantes para a indústria O IPC e o IPA são calculados por várias instituições no Brasil. É normal que os índice ao consumidor (ou os índices por atacado) medidos por instituições diferentes não coincidam mês a mês.

 Faz-se um levantamento periódico de cada um dos preços que compõem a cesta. por exemplo. . o IPC. o preço da cesta de bens e serviços de um consumidor típico em cada ano é dividido pelo preço desta mesma cesta no ano-base e o resultado é multiplicado por 100.  Calcula-se o custo da cesta (mantendo-se as quantidades dos bens e serviços da cesta inalterados)  Escolhe-se um ano base para calcular o índice (isto é a variação de preços em relação a um índice).Índice de preços  Os índices de preços são calculados da seguinte forma:  Escolhe-se uma determinada cesta de bens e serviços consumidos por um consumidor típico. Os pesos atribuídos a cada bem devem refletir a importância daquele bem no consumo de um consumidor (ou uma firma) típica. Para calcular.

A taxa de inflação é calculada através da seguinte fórmula: .Índice de preços   O número obtido pelos procedimentos anteriores é um índice de preços ao consumidor A taxa de inflação é a variação percentual do indice ano n − indice ano n − 1 x100 índice de preços em indice ano n − 1 relação a um período anterior.

Isto significa que o aumento de preços da manteiga não significou uma redução do poder aquisitivo do agente. superestimam o aumento de preços de um ano para outro (os produtos que os consumidores realmente compram subiram menos do que os produtos da cesta-índice) . A substituição de produtos. Ele preferiu substituir do que diminuir sua quantidade consumida. Várias pessoas passarão a comprar margarina (que não teve os preços aumentados).Índice de preços  Há três problemas amplamente reconhecidos nos índices de preços mais difíceis para o economista resolver  Efeito substituição: Suponhamos que a manteiga aumente de preço. substituindo o seu antigo consumo de manteiga. não é captada pelo índice – calculado numa cesta fixa de bens. Os índices de preço. porém. portanto.

ao ajustar o preço do bem. porém muitas vezes é difícil medir tais mudanças em termos quantitativos. mesmo se o preço do bem se mantiver igual. Se a qualidade de um bem se deteriora de um ano para o outro. .Índice de preços  Problemas   O segundo problema do índice de preços ao consumidor é a introdução de novos bens O terceiro problema dos índices de preço é a mudança de qualidade não-quantificada. o valor do produto cai. levar em conta a mudança de qualidade. Busca-se.

Em geral eles “contam a mesma história”. ele reflete a relação entre o nível de preços corrente e o nível de preços do ano-base.Índice de preços   Há entre os economistas um debate acerca da gravidade dos problemas de medição e das soluções possíveis Vimos anteriormente que o deflator do PIB é a razão entre o PIB nominal e o PIB real. Os economistas usam tanto o deflator do PIB quanto o índice de preços ao consumidor para conhecer o ritmo de crescimento dos preços. Todavia. ou seja. há duas diferenças importantes. .

os aviões .Diferenças entre o deflator do PIB e o IPC  O deflator do PIB considera a variação dos preços de todos os bens e serviços produzidos internamente enquanto o índice de preços ao consumidor considera os preços de todos os bens e serviços consumidos. por exemplo.entram no PIB mas não são objeto de consumo da família . Por outro lado. alguns produtos – como. isto inclui os bens importados que fazem parte da cesta de consumo.

Diferenças entre o deflator do PIB e o IPC   O petróleo no Brasil. Recentemente. Quando o preço do petróleo aumenta. é produzido e importado. o preço do petróleo subiu muito. A segunda diferença entre o deflator e o IPC é que o IPC é medido por intermédio de uma cesta fixa. enquanto o deflator é medido pelos bens produzidos no ano base (PIB real). como nos EUA. o índice de preços ao consumidor aumenta mais do que o deflator do PIB. porém o governo optou por subsidiar o produto a fim de que o impacto na inflação não fosse muito grande. .

Esta diferença não é importante quando todos os preços variam proporcionalmente.Diferenças entre o deflator do PIB e o IPC   No deflator o conjunto de bens avaliados muda ao longo do tempo. Para saber o poder de compra de um salário no ano x hoje em dia. precisamos inflacionar o valor recebido no ano x pela variação dos preços até hoje. . Mas se os preços de diferentes bens e serviços variam a taxas diferentes. a forma pela qual os preços são ponderados influi sobre a taxa de inflação agregada. Os índices de preços permitem a comparação dos preços em diferentes pontos do tempo.

Inflacionando valores Salario do ano x em 1999 = Salario do ano x indice em 1999 Indice de preços no ano x .

A economia brasileira foi formalmente indexada de 1964-1995 .Indexação    Os índices de preços são usados para descontar os efeitos da inflação quando se comparam valores monetários de épocas diferentes Quando uma quantia é corrigida automaticamente por lei ou contrato (formal ou informal). diz-se que foi indexada.

Essa distinção foi importante no Brasil a partir do Plano Collor II. A correção monetária repõe exclusivamente a variação dos preços no passado enquanto a indexação pode acrescentar “algo mais”. alguns fazem uma distinção entre os dois conceitos. .Indexação X Correção monetária   Embora muitos economistas usem como sinônimos os termos “indexação” e “correção monetária”.

. Os agentes para se defenderem da inflação reivindicam aumentos de seus salários ou rendas. Porém quando a economia apresenta baixo crescimento dificilmente os preços mantêm-se indexados – como mostra o Brasil pós-desvalorização No Brasil. os gastos da previdência são indexados ao salário mínimo. A possibilidade de indexação informal sempre existe.Indexação X Correção monetária   Em muitos países a indexação é predominantemente informal. é arbitrado pelo governo. O salário mínimo. por sua vez.

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