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Compacidade relativa (areias)

 Indica o grau mais compacto ou mais fofo dos solos granulares em campo.

e max  e
Dr=
e max  e min
Dr  compacidade relativa
e max  indice de vazios máximo do solo
emin = índice de vazios mínimo do solo
Compacidade relativa (areias)

 Também pode ser expresso em função da porosidade ou do peso específico aparente seco.

(1  n min) * (n max  n)
Dr=
(n max  n min) * (1  n)

  d   d (min)    d (max) 
Dr=   * 
  d ( máx )   d (min)    d 
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MATO GROSSO
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO ARAGUAIA

Geotecnia 1
(ensaios de caracterização: índices físicos,granulometria e
plasticidade dos solos)

Professor: Rogério Alves de Oliveira


rogerioalvesphs@gmail.com
Preparação de amostras

 Amostra deformada-não mantem as características do solo. (ensaios de caracterização)


 Amostra indeformada-mantem as características do solo in loco.(ensaios de resistência)
NBR 6457
Etapas de preparação

 Coleta
 Transporte
 Secagem ao ar
 Destorroamento
 Homogeneização
 Quarteamento
 Separação em fração
cavadeira-02.webp

Coleta de amostra

 Amostra deformada
Armazenada em sacos etiquetados
cavadeira-02.webp

Coleta de amostra
 Amostra indeformada
Abertura de poço
Posicionamento e retirada com a caixa
Aplicação de parafina para manter a umidade
Coleta de amostra

 Tubo shelby
Secagem ao ar
 Amostra indeformada
Destorroamento

 Mõo de grau recoberta de borracha


 Almofariz de porcelana

Destorroamento em movimentos circulares


Homogeneização e quarteamento

 Em todas as etapas as amostras são


homogeneizadas
 Quarteamento
 A amostra é dividida em quatro partes, duas
partes são misturadas e e duas são
descartadas
 O processo é repetido ate que a amostra
atinja a massa requerida para ensaio
Separação em fração

• Peneira n°10, abertura 2,00mm


• Peneira n°40 abertura 0,425mm
Caracterizãção de amostras

 Índices físicos
 Granulometria
 Limites de Atterberg
Indices físicos

 Peso específico natural


Amostra indeformada
P
1. Medição do volume da amostra n 
2. Pesagem da amostra V
Indices físicos

 Talhar um corpo de prova esférico com


aproximadamente 5cm de diâmetro, e
determinar sua massa Mi.
 Amarrar o corpo de prova com uma linha de
  𝑃
náilon e parafinar o corpo de prova, 𝛾 𝑛=
posteriormente medir sua massa Mp 𝑉
( 𝑀𝑝 − 𝑀𝑖 ) ( 𝑀𝑝 − 𝑀𝑠 )
 Medir a massa do corpo de prova parafinado 𝑉𝑠= −
submerso na água com uma balança hidrostática. 𝛾𝑎 𝛾 𝑝𝑎𝑟𝑎
𝑉𝑠=𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒   do   corpo   de   prova   em   cm ³
 Retirar e secar o corpo de prova, remover a Mp = Massa   do  corpo   de   prova   parafinado
parafina e tomar uma amostra para ensaio de
Ms = massa   submersa   do   corpo   de   prova   em   g
umidade
𝛾 paraf = massa   espeficica   aparente   da   parafina
𝛾 a = massa   especifica   da  á gua
Indices fisicos

 Umidade
1. A amostra é pesada e é retirado o peso úmido
2. A amostra é colocada em estufa a 104°C e seca por 24 horas. Após isso ela é pesada e é
obtido o peso seco
3. A umidade é calculada com a seguinte fórmula

mu  ms
w=
ms
Indices fisicos
Indices fisicos

 Massa específica dos grãos


 Picnometro
 Microondas
 Bomba
 Termômetro
 balança
Indices fisicos

 Para a calibragem do corpo de prova o


picnometro é preenchido com água
destilada até a marca, o conjunto
picnometro+água é pesado e tem sua
temperatura medida
 Esse processo é repetido variando a
temperatura da água de 10°C a 40°C, com o
peso medido a cada variação de
temperatura.
 Com os dados é montada a curva de
calibração
Curva de calibragem

 Uma porção do solo é adicionada ao


picnometro e é adicionada água até a marca
 É medida a temperatura e a massa do
conjunto Picnometro+agua+solo. (P2)
 A massa do conjunto picnometro + água é
obtido na curva de calibração com a
temperatura obtida no passo anterior. (P1)
Indices fisicos

Ps
g  * w
P1  P 2  Ps
P1  Pw  Ppic
P 2  Pw  Ps  Ppic
Ps  massa da amostra de solo
 Preparação de amostras
 https://www.youtube.com/watch?v=Lv8bF-sHUWw
 Massa específica dos grãos
https://www.youtube.com/watch?v=wVczeQ1Sbtc
 Massa específica aparente
https://www.youtube.com/watch?v=ayibU6sgAQg&t=385s
Granulometria

 Outra maneira de estudar o comportamento dos solos é por meio da análise do tamanho de suas
partículas, ou seja, sua granulometria. A análise granulométrica é a determinação do tamanho das
partículas presentes em um solo, expressa como uma porcentagem do peso seco total.
 A analise granulométrica é dividida em duas fases
1. Peneiramento (para material retido na peneira 200 (abertura de 0,075mm)
2. Sedimentação (para material passante na peneira 200 (abertura de 0,075mm)
 A granulometria de um solo é representada pela curva granulométrica, que indica a porcentagem,
em peso, do solo para cada diâmetro de grão. A curva é representada por um gráfico semi-log. No
eixo das abscissas são representados os diâmetros em escala logarítmica e no eixo das ordenadas a
porcentagem passante (porcentagem de material com diâmetro menor que o considerado).
 NBR 7181/84
Curva granulométrica
Granulometria

 Preparação da amostra (NBR-7181/ABNT - Análise Granulométrica de Solo)


1. Seleciona-se uma quantidade representativa P1 de material seco ao ar ou úmido; determina-se
sua umidade:
A. - 10,0 kg para material com pedregulho grosso;
B. - 2,0 kg para material com pedregulho fino; 1,0 kg para material arenoso;
C. - 0,5 kg para material siltoso/argiloso.
2. Passa-se a massa P1 na peneira #10 (2,0mm);
3. Do material que passar, separam-se 03 quantidades:
P2 = 20 g para a determinação do peso específico real das partículas; P3 = 50 a 100 g para a
sedimentação; P4 = 200 a 600 g para o peneiramento fino.
Peneiramento

 Peneiramento grosso (material retido na peneira #10)


1. Lava-se o material na peneira #10 (2,0mm), em seguida coloca-o na estufa;
2. Peneira-se o material seco, mecânica ou manualmente, até a peneira #10;
3. Pesa-se a fração retida em cada peneira;
 Peneiramento Fino (material que passa na peneira #10)
1. Lava-se o material na peneira #200 (0,075mm), em seguida coloca-o na estufa
2. Passa-se o material seco nas peneiras de aberturas menores que a #10
3. Pesa-se a fração retida em cada peneira
Peneiramento
Peneiramento
Ensaio de sedimentação

 Tem como base o princípio da sedimentação dos grãos de solo na água. Quando uma
amostra de solo é dispersa na água, as partículas sedimentam em velocidades diferentes,
dependendo da forma, tamanho, peso e viscosidade da água. É presumido que todas
pariculas sejam redondas e que suas velocidades podem ser expressas pela lei de stoke.
Ensaio de sedimentação

 Coloca-se a massa P3 em “banho” (6 a 24 horas) com


defloculante (solução de hexametafosfato de sódio);
 Agita-se a mistura no dispersor elétrico por 5 a 15 minutos;
 Transfere-se a mistura para a proveta graduada,
completando com água destilada até 1000 ml e realiza-se o
agitamento manual;
 Efetua-se leituras do densímetro nos instantes de
30s,1,2,4,8,15,30min,1,2,4,8,24h, sempre lendo a
temperatura do material
Interpretação da curva granulométrica

 A partir da curva granulométrica são retirados alguns coeficientes que nos permitem
conhecer algumas características do solo analisado.
Interpretação da curva granulométrica

 Diãmetro efetivo D10


 Fornece indicação sobre a
permeabilidade do solo
 D30
 D60
Interpretação da curva granulométrica

d 60
Cu   indica a falta de uniformidade (coeficiente de uniformidade)
d10
Cu  5  muito uniforme
5  Cu  15  uniformidade média
Cu  15  Desuniforme

d 30²
Cc   coeficiente de curvatura
d 60 * d10
Solos bem graduados tem Cc entre 1 e 3.
Plasticidade dos solos

 Para os solos em cuja textura haja uma certa porcentagem de fração fina, não basta a
granulometria para caracterizá-los, pois suas propriedades plásticas dependem do teor de
umidade, além da forma das partículas e da sua composi­ção química e mineralógica.

 A plasticidade é normalmente definida como uma propriedade dos solos, que consiste na
maior ou menor capacidade de serem eles moldados, sob certas condições de umidade ,
sem variação de volume. Trata-se de uma das mais importantes propriedades das
argilas.
Plasticidade dos solos

 Devido ao processo de camada dupla desenvolvido nas argilas (interação entre as


partículas de argilo minerais e as águas), o comportamento das argilas está relacionado a
umidade em que elas se encontram.
Limite de liquidez

 Umidade na qual o solo passa do estado plástico para o estado


líquido.
 È determinado pelo ensaio de casagrante
NBR 6457 – ABNT – “Amostras de Solo – Preparação para Ensaios
de Compactação e Ensaios de Caracterização”.
NBR 6459 – ABNT – “Solo – Determinação do Limite de Liquidez”
DNER – ME 122/94 – Solos – Determinação do Limite de Liquidez
– método de referencia e método expedito
Limite de liquidez

Utiliza-se 70g do material passado na peneira 40 (0,425 mm)


 Coloca-se o material numa cápsula. Acrescenta-se de 15 a 20 cm³ de água destilada. Mistura-se até resultar em
uma massa plástica;
 Transfere-se a massa plástica para a concha do aparelho. A massa é moldada de tal forma que, a parte central da
concha, apresente uma espessura de aproximadamente 1 cm;
 Com o emprego do cinzel, divide-se a massa do solo em duas partes, abrindo-se uma ranhura no centro,
perpendicularmente à articulação da concha;
 Gira-se a manivela, procede-se ao golpeamento da concha contra a base do aparelho, à razão de duas voltas por
segundo até que as bordas inferiores da ranhura se unam em 1,3 cm de comprimento, sendo registrado então o
número de golpes;
 Retira-se um pedaço de massa plástica do trecho em que ela se uniu. Coloca-se em uma cápsula para a
determinação da umidade utilizando a estufa;
 Repetem-se as operações, acima mencionadas, colocando-se agora de 1 a 3 cm³ de água, até se obter 5 pontos.
Limite de liquidez
Limite de liquidez

 Com os dados do numero de golpes e umidade de cada amostra é montada a curva de


fluidez.
 Constrói-se um gráfico, com o eixo de ordenadas em escala aritmética, representando os
teores de umidade e com o eixo das abscissas, em escala logarítmica, representando o
número de golpes
 O limite de liquidez corresponde a umidade referente a 25 golpes
Limite de plasticidade

 O Limite de plasticidade marca a transição do estado semi-plástico ao estado plástico.


È representado por LP, e expresso em porcentagem.
 O limite de Plasticidade é definido como o menor teor de umidade com o qual se
consegue moldar um cilindro com 3 mm de diâmetro, rolando-se o solo com a palma
da mão.
NBR 6457 – ABNT – “Amostras de Solo – Preparação para Ensaios de Compactação e
Ensaios de Caracterização”
NBR 7180 – ABNT – “Solo – Determinação do Limite de Plasticidade”
DNER – ME 082/94 – Solos – Determinação do Limite de Plasticidade
Limite de plasticidade

 Coloca-se a amostra na cápsula de porcelana, mistura-se água destilada até obter-se uma massa
plástica e uniforme;
 Retira-se aproximadamente 10g da massa e obtida forma-se uma pequena bola, que deve ser
rolada sobre a placa de vidro esmerilhado, com pressão suficiente da mão para que a massa
tome a forma de um cilindro de 3 mm de diâmetro por 10 cm de comprimento (gabarito);
 Amassa-se o material e procede-se como anteriormente. Continua-se a operação até que, por
perda da umidade, o cilindro se fragmente ao atingir as medidas desejadas;
 Logo que o cilindro se quebre transferem-se vários pedaços para um recipiente para a
determinação da umidade em estufa;
 Repetem-se as operações anteriores até que se obtenha um mínimo de 3 valores para a umidade;
Limite de plasticidade
Limite de plasticidade

 Caso o tubo fissure antes de atingir as dimensões deve-se aumentar a umidade


 Caso o tube atinja as dimensões e não fissure deve-se diminuir a umidade

O LP é obtido com a média de pelo menos 3 ensaios, cada ensaio não pode diferir da média
em mais de 5%, devendo ser descartado caso isso aconteça.
Indice de plasticidade

 IP=LL-LP
 Ele define a zona em que o terreno se acha no estado plástico e , por
ser máximo para as argilas e mínimo, ou melhor, nulo para as areias ,
fornece um critério para se conhecer o caráter argiloso de um solo;
assim, quanto maior o !P, mais plástico será o solo.
 Quando um material não tem plasticidade (areia, por exemplo),
considera-se o índice de plasticidade nulo e escreve-se IP = NP, ou
seja, não plástico
 Sabe-se que uma pequena porcentagem de matéria orgânica eleva o
valor do LP, sem elevar simultaneamente o do LL; tais solos
apresentam, pois, baixos valores para IP. Sabe-se , ainda, que as
argilas são tanto mais compressíveis quanto maior for o IP.

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