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Características da

experiência religiosa

Reflexões
Filosofia 10º ano

Isabel Bernardo
Catarina Vale
Isabel Bernardo
Reflexões Catarina Vale
Filosofia 10.º ano

Dimensões da ação
humana e dos
valores

Religião, fé e
razão

Argumentos a
favor da
existência de
Deus

Morte e Vida de Gustav Klint (1916)


A criação de Adão (pormenor do teto da Capela Sistina)
de Miguel Ângelo, 1508-1512

A religião estabelece uma ligação entre um Eu e um Outro, uma


ligação entre um homem e uma realidade sobrenatural.
Características da experiência religiosa

A universalidade e a pluralidade da experiência religiosa

A importância das crenças e dos rituais religiosos

O papel das normas e das instituições na experiência religiosa


A universalidade e a pluralidade da experiência religiosa

Todos os povos e culturas apresentam manifestações de


religiosidade.

Em 2007, estimava-se que cerca de 90% da população do planeta


professava um credo religioso.

Algumas dessas religiões, como o cristianismo ou o islamismo, têm


grande expressividade numérica em vastas zonas do globo.

O fenómeno religioso não se manifesta numa única religião, mas


em múltiplas religiões, com deuses, crenças, cultos e rituais
marcadamente diferentes entre si.
A universalidade e a pluralidade da experiência religiosa
As religiões com maior número de crentes são:

Islamismo

Budismo
Cristianismo
Hinduísmo
A importância das crenças e dos rituais religiosos
As crenças encontram-se associadas a predisposições para admitir
certas ideias como verdadeiras.

O homem religioso assume que as crenças veiculadas pela sua


religião são verdadeiras.

“Ao mesmo tempo que as pessoas admitem o lado emocional e social


da religião, também julgam fazer afirmações verdadeiras, para as
quais há argumentos e provas que as sustentam. Deste ponto de
vista, as crenças religiosas são uma tentativa de descrever o modo
como o mundo é, o tipo de coisas que contém e o que explica os
acontecimentos que nele ocorrem.”

Simon Blackburn (2001). Pense. Uma introdução à Filosofia.


Lisboa: Gradiva, p. 159 (adaptado).
Crença mais comum é a da existência de um mundo
sobrenatural, o mundo do sagrado que se distingue
radicalmente do mundo quotidiano, o mundo profano.

O sagrado manifesta-se no profano. A essa manifestação, Mircea


Eliade chamou de hierofanias.

“As realidades sagradas, «de ordem diferente» – de uma realidade


que não pertence ao nosso mundo – manifestam-se em objetos
que fazem parte integrante do nosso mundo «natural», «profano».
O sagrado pode manifestar-se em pedras ou em árvores, por
exemplo. Mas, a pedra sagrada, a árvore sagrada, não são
adoradas como pedra ou árvore, são-no justamente porque são
hierofanias, porque «mostram» qualquer coisa que já não é pedra
nem árvore, mas o sagrado.”
Mircea Eliade (1999). O sagrado e o profano. A essência das religiões. Lisboa: Edição
«Livros do Brasil», pp. 24-26 (adaptado).
A importância das crenças e dos rituais religiosos
Todas as religiões apresentam rituais específicos.

Os rituais:

são cerimónias, sucessivamente


Missa na paróquia de Telheiras, em
Lisboa
repetidas
Mesquita de Meca, na Arábia
Saudita
em dados locais e
Muro das lamentações, local
sagrado do judaísmo, em Jerusalém
em certos momentos, nas quais, através de objetos, pessoas,
gestos, palavras e emoções, os homens prestam culto à ordem
transcendente num espaço significativo;

pretendem reforçar a ligação entre o ser humano e o divino;

ilustram a dimensão coletiva da experiência religiosa através


da partilha da fé num espaço próprio, sagrado.

Cerimónia judaica numa sinagoga Cerimónias religiosas nas margens do rio Ganges,
em Israel considerado uma divindade no Hinduísmo
O papel das normas e das instituições na experiência
religiosa

Cada religião, a partir dos princípios religiosos que a


caracterizam, estabelece um conjunto de normas que pretendem
orientar a conduta do indivíduo, definindo o que se pode ou não
fazer, o que é desejável ou proibido.

Assim, cada religião elabora o seu código normativo que liga a


experiência religiosa a uma moral, ao modo como se age e à
maneira como cada um encara o sentido da sua existência e os
fins que tem na vida.
O papel das normas e das instituições na experiência
religiosa
Cristianismo, Judaísmo, Islamismo e Budismo são exemplos de
religiões que contemplam muitas normas e preceitos orientadores da
conduta humana e apelam à obediência dos homens a essas
orientações.
Estas normas e preceitos encontram-se registados nos livros
sagrados para cada uma das religiões:
Bíblia (cristianismo)
Torah e Talmude (judaísmo)
Alcorão (islamismo)
Corpo de Dharma (budismo)
Corpo
Torah de Dharma
Alcorão
Bíblia
e Talmude
O papel das normas e das instituições na experiência
religiosa

As igrejas, as sinagogas e as mesquitas são exemplos de


instituições religiosas, pois:

são organismos com estruturas estáveis, que obedecem a


normas que orientam as interações entre os indivíduos e destes
com o divino

possuem funções específicas para os diferentes membros da


organização, estabelecem sanções e encontram-se ligadas a
símbolos, como por exemplo, a cruz para os cristãos ou a
menora para os judeus.
Bibliografia
 Blackburn, Simon (2001). Pense. Uma introdução à Filosofia. Lisboa: Gradiva, pp. 157-
160.

 Corrier Internacional (2007). Au nom de Dieu, Porquoi les religions se font la guerre. Mars-
Abril-Mai 2007.

 Delumeau, Jean (2002). As grandes religiões do mundo. Lisboa: Editorial Presença, 3.ª ed.

 Elíade, Mírcea (1999). O sagrado e o profano. A essência das religiões. Lisboa: Edição
«Livros do Brasil», pp. 23-30.

 Grayling, A. C. (2002). O significado das coisas. Lisboa: Gradiva, pp. 142-151.

 Saussaye, Chantepie (1979). História das Religiões. Vol. 2. Círculo dos Leitores, pp: 121-
185.

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