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Desenvolvimento de Competências

Parentais
Sessão nº.1 – Processos de Comunicação – Comportamentos
Comunicacionais e Comunicação Pedagógica da Criança

Margarida Carmo
Curso de Formação

CAPÍTULO
Módulo: Introdução X
Capítulo 1: Introdução
Com este módulo pretende-se abordar a importância de
comunicar nas suas diversas formas. Privilegiar-se-á a função da
empatia no processo de comunicação para então compreender
quais as estratégias a adotar no ato de comunicar com a
criança.
Capítulo 1: Conteúdos Programáticos
• Processo de comunicação
• Conceito
• Elementos do processo de comunicação
• Feedback /Empatia
• Barreiras à comunicação
• Como superar as barreira
• Processo psicológico da comunicação
• Componentes psicológicos
• - Caracterizar as relações interpessoais e o espírito desenvolvido no grupo
• - Identificar comportamentos positivos de um bom participante no grupo
• - Avaliar a importância da comunicação no grupo
• - Caracterizar o produto produtivo e maturo
Capítulo 1: Conteúdos Programáticos
• Barreiras a comunicação
• - Identificar as barreiras que impedem a comunicação no grupo
• - Identificar e caracterizar os vários comportamentos negativos do indivíduo, quando
inserido no grupo
• Recursos aplicáveis pelo emissor
• Recursos aplicáveis pelo receptor
• Comportamentos comunicacionais
• Analisar a importância do comportamento na relação interpessoal
• Interpretar princípios gerais de comportamento
• Conflito e as principais orientações no relacionamento interpessoal
• Importância das primeiras impressões no relacionamento interpessoal
• Estilos de comunicação
• Atitudes ineficazes
• Comunicação assertiva
Capítulo 1: Conteúdos Programáticos
• Comunicação pedagógica
• Formas de comunicação com a criança
• Da família à acompanhante de crianças
• Papel estruturante da acompanhante de crianças
• - Acompanhante de crianças como elemento facilitador do relacionamento interpessoal
• Auto-estima
• Como encorajar a auto-estima
• Como equilibrar os elogios e as críticas
• Reforço da auto-estima
• Principais correntes pedagógicas no período contemporâneo
• Estabelecimento de um clima “árido” / “hostil”
• Orientar a criança
• Ensinar a criança
• Relacionar a criança com outras crianças da sua idade
Algumas questões para refletir

• O que é comunicar?

• Falar é o mesmo que comunicar?

• É possível comunicarmos sozinhos?

• Todos sabemos comunicar?


O que é comunicar?

• Comunicar é “por em comum”, informar, transmitir. É a forma


mais básica – e evolutiva – de nos colocar em relação com os
que nos rodeiam. É darmo-nos a conhecer, o que somos, o que
gostamos, o que pretendemos vir a ser e saber o mesmo dos
demais. Transmitimos sentimentos, emoções, ideias,
pensamentos.

• Este “por em comum” implica que ambos os intervenientes se


encontrem no mesmo contexto de linguagem.
Será possível não comunicar?
Comunicação e Adaptação

• Em média passamos ¾ do tempo a comunicar


com outras pessoas, podendo ser afirmado que a
comunicação humana é uma vertente
fundamental no nosso processo de
relacionamento pessoal.

• Temos a capacidade de nos ajustar ao meio em


que vivemos, à cultura e sociedade em que nos
inserimos.
Elementos da Comunicação
Qual a importância do Feedback na comunicação?
Qual a importância do Feedback na
comunicação?
• Permite continuar a comunicação entre os indivíduos
envolvidos;

• Permite perceber se a mensagem foi corretamente


compreendida;

• Permite avaliar se existem dificuldades na comunicação,


quais são e solucioná-las.
Princípios da Comunicação
• A comunicação é um processo de dois sentidos (bidirecional);

• A mensagem recebida pelo recetor nunca é igual à que enviamos;

• O significado que as pessoas atribuem às palavras depende das suas


próprias experiências e perceções;

• Comunicamos sem estarmos conscientes disso, porque comunicamos


também (e sobretudo) através de linguagem gestual e corporal;
Princípios da Comunicação
• A comunicação é tão mais difícil quanto maior for
o número de recetores e a sua heterogeneidade
(muitos e diferentes recetores);

• Quanto mais simples for uma mensagem, mais fácil


será a sua compreensão e memorização;

• O conteúdo de uma mensagem altera-se à medida


que é transmitida de uma pessoa para outra.
Feedback/Empatia
Barreiras na Comunicação
Barreiras na Comunicação

• Externas – exteriores aos intervenientes

• Internas – inerentes ao emissor ou recetor (físicas, biológicas,


psicológicas)
O Boato
Na passagem de ano houve um acontecimento muito estranho que
ainda ninguém conseguiu explicar. Chovia torrencialmente e ouviu-se
um estrondo perto de um restaurante, pelas 2 horas da madrugada.
Toda a vizinhança saiu de suas casas para perceber o que tinha
acontecido. A senhora que vivia mesmo por cima do restaurante viu
um homem alto, todo vestido de negro a sair do local a correr, e
rapidamente chamou a polícia, pensando que seria um assalto.
Ouviram-se as sirenes minutos depois, a polícia chegou e foi verificar
o que tinha acontecido, mas tudo aparentava estar normal, as mesas
e cadeiras pareciam intactas... Apenas uma garrada partida no chão.
Barreiras Psicológicas na comunicação

•Não saber escutar a outra pessoa 

•Faltar ao respeito ao próximo 

•Rotular, fazer juízos de valor

•Problemas anteriores não resolvidos 

•Sentimentos de raiva ou tensão  

•Experiências passadas dolorosas que têm a ver com a conversa 


Barreiras Psicológicas na comunicação
(cont.)
• Orgulho 

• Falta de clareza sobre nossos sentimentos, desejos ou pensamentos 

• Medo de se expor 

• Pensar que não vale a pena 


Dicas para uma Comunicação Eficaz

• Ter em consideração o recetor e suas características

• Transmitir confiança no que se diz

• Utilizar comunicação não verbal (sorrir, usar gestos – mas não em


demasia)

• Utilizar uma linguagem simples, clara e concreta

• Mostrar simpatia/empatia, uma postura correta e manter olhar atento


Dicas para uma Comunicação Eficaz

• Confirmar que a outra pessoa percebe o que estamos a dizer

• Criar intervalos para obter feedback

• Respeitar as diferenças individuais (culturais, profissionais, etc)

• Ser bom ouvinte – Escuta ativa e escuta dinâmica

• Ser assertivo, concreto na mensagem


• texto
O Processo Psicológico da Comunicação
As relações interpessoais e o espírito
desenvolvido no grupo
Podemos definir relacionamento interpessoal como a Relação estabelecida entre dois ou
mais intervenientes num processo de comunicação.
 
Neste âmbito podemos distinguir duas formas de relação:

• Relações convencionais
São mais ou menos prescritas por normas sociais hierárquicas
É o caso das relações profissionais, onde a relação não é escolhida livremente
 
• Relações não convencionais
Têm uma dimensão mais pessoal
A relação traduz-se por uma escolha livre e uma grande implicação pessoal
Fatores que influenciam as relações
interpessoais
• Os contextos (trabalho, família, amigos, colegas)
• Os papéis
• O conteúdo da relação (variável consoante o contexto em que estamos)
• Os intervenientes

• Os contextos
• Relações com os pais e familiares
• Relações com amigos, colegas de trabalho e vizinhos, comunidade
• Relações amorosas
Fatores que influenciam as relações
interpessoais
• Os contextos
• Os papéis
• O conteúdo da relação
• Os intervenientes

• Os contextos
• Relações com os pais e familiares
• Relações com amigos, colegas de trabalho e vizinhos, comunidade
• Relações amorosas
Comportamentos positivos em grupo

• A palavra assertividade vem de “assero”, afirmar. Diferente de acertar, afirmar


não tem relação com o certo ou errado e sim com a exposição positiva do que se
deseja transmitir. Uma pessoa assertiva é capaz de expressar o mais diretamente
possível o que pensa, o que deseja, escolhendo um conjunto de atitudes
adequadas para cada situação, de acordo com o local e o momento.

• A assertividade permite uma comunicação direta por meio de um


comportamento que habilita o indivíduo a agir no seu interesse, defender-se sem
ansiedade excessiva, expressar os seus sentimentos de forma honesta e
adequada, fazendo valer os seus direitos sem negar os dos outros.
Comportamentos positivos em grupo

• O comportamento assertivo resulta na fusão de quatro fatores:


• Bom contacto visual
• Tom de voz neutro
• Atenção à linguagem (Saber dizer “não”)
• Postura aberta
A Importância da comunicação em grupo
• Para que a interação pessoal seja realmente eficaz no ambiente de grupo, será
necessário que cada elemento consiga ter o controlo sobre as suas emoções e
atitudes, conhecendo-se a si próprio, nomeadamente no que diz respeito ao seu
comportamento, atitudes e postura e como estes poderão afetar o ambiente e a
sua própria imagem perante os outros.
 
• Desta forma, cada elemento deverá fazer uma auto-análise relativamente à sua
forma de ser e estar, através de algumas perguntas, as quais devem ser
respondidas com sinceridade, pois só assim poderá melhor aperceber-se de quais
serão os seus aspetos positivos e negativos (Sei escutar o outro? Sei expressar-
me? Sou prestável? Sou empático? Respeito o outro?...)
Caracterizar o produto produtivo e maturo
• Uma das exigências fundamentais para que a comunicação e as
relações interpessoais se tornem progressivamente mais ricas,
produtivas e maduras, é a necessidade de compreensão de si próprio
e dos outros.

• Associamo-nos aos outros para alcançarmos certos objetivos e


satisfazer necessidades que, sozinhos, não conseguiríamos realizar. Os
outros alimentam a nossa auto-estima, fazem-nos sentir bem,
importantes, responsáveis pelo bem-estar deles, fazem-nos
companhia, divertem-nos.
Barreiras à Comunicação: o que impede a
comunicação em grupo

As barreiras na comunicação surgem sempre que existe um bloqueio na


comunicação que impede que os seus elementos comuniquem
eficazmente, gerando um comportamento negativo em grupo.

Aqui, tanto emissor como recetor devem usar de recursos que lhes
permitam impedir ou suprimir barreiras, tais como: a escuta ativa, o
reformular questões, simplificar ideias, direcionar o que pretende dizer,
estar confiante.
O efeito do comportamento na comunicação
O nosso comportamento difere
consoante o grupo em que nos
inserimos, a forma como
lidamos com quem nos rodeia e,
claro a nossa personalidade. No
entanto, nós adultos, somos os
principais modelos de
comportamento para as nossas
crianças, que os adotam e
reproduzem.
As primeiras impressões no relacionamento interpessoal
Basta uma fração de segundo para se formar a primeira impressão sobre algo ou
alguém. Num curto espaço de tempo, o cérebro humano constrói imagens difíceis de
serem desmontadas posteriormente.
As primeiras impressões no relacionamento interpessoal

Em que se baseiam as primeiras impressões?

- Características físicas

- Características verbais e não verbais

- Atitudes e comportamentos
Conflito e as principais orientações no relacionamento
interpessoal

Por conflito entende-se uma divergência de ideias, de opiniões, de


comportamentos que coloca em sentidos opostos os intervenientes de
uma relação.

Mas serão os conflitos sempre negativos?


Os conflitos são o combustível que impulsiona a nossa capacidade de
questionar, de pensar, de comunicar!
O conflito na comunicação com a criança

• As estratégias de negociação interpessoal são muito importantes para as


crianças, porque são o mecanismo que mais influência tem no progresso
do desenvolvimento interpessoal.

• É importante que os adultos que lidam com crianças conheçam os


diversos níveis de estratégias de negociação interpessoal, que saibam
identificar em que nível ou níveis se situam as crianças, para poderem
intervir no sentido de promover o seu desenvolvimento a este nível.
O conflito na comunicação com a criança/jovem
• Nível 0 – impulsiva
A criança utiliza estratégias físicas para atingir os seus objetivos, age impulsivamente. Tem
dificuldade em diferenciar a sua perspetiva da do outro, bem como em distinguir entre ações e
sentimentos. Não colabora com os outros, em vez disso foge ou usa a força.

• Nível 1 – unilateral
A criança utiliza estratégias unilaterais para obter controlo ou satisfazer a sua pessoa. Verificam-
se ordens e alegações de sentido único ou simples acomodação passiva às necessidades do
outro. A sua perspetiva é a que prevalece.
 
• Nível 2 – recíproca
As estratégias deste nível envolvem esforços no sentido de satisfazer ambos os participantes, de
forma recíproca. Envolve formas de negociação, trocas e contratos, estratégias de persuasão
(tentar convencer o outro). Não há compromissos. A criança diferencia as perspetivas
considerando-as em simultâneo. Ela resolve, geralmente com autonomia problemas com outras
crianças (como esperar pela sua vez, partilhar materiais, etc.).
Estilos de comunicação com a criança

O modo como o adulto se comporta perante a criança e exerce o seu poder sobre a
educação depende de cultura para cultura, depende das normas sociais vigentes,
depende da personalidade e educação prévia dos pais, mas claro da criança e suas
características.
Os pais podem ser afetivos, compreensivos e autoritários. Para perceber estas
diferenças é necessário conhecer as crenças e valores dos pais. E é aqui que a
Psicologia fala de diferentes estilos parentais, que refletem o clima emocional em que
decorrem as relações entre ambos e revela-se em aspetos como o tom de voz, a
linguagem corporal, a formalidade no trato e as mudanças de humor. «Exprime-se
também por um conjunto de estratégias que os pais utilizam no seu quotidiano com os
filhos e que visa instruí-los em aptidões em diferentes domínios (académico, social,
afectivo) e em determinados contextos.» É uma forma de controlo em que se usam
explicações, punições e recompensas numa supervisão e disciplina consistentes.
Os 4 Estilos Parentais

Estilo Autoritário - caracteriza-se pela imposição da obediência e do respeito pela


autoridade. Se na relação que se estabelece entre os pais e a criança o afeto, a
reciprocidade e o equilíbrio do poder não estão presentes, o desenvolvimento da
criança pode ser prejudicado, comprometendo-se as relações posteriores que ela virá
a estabelecer com outras pessoas. Os pais autoritários são exigentes, pouco tolerantes
e pouco compreensivos, daí resultando a submissão e o conformismo dos filhos.
Alguns estudos mostram que os filhos de mães autoritárias exibem comportamentos
agressivos (agressões verbais ou físicas, destruição de objetos) e mentira e são
socialmente retraídos, são depressivos e ansiosos. Noutros estudos os filhos de pais
autoritários foram descritos como tendo tendência para um desempenho escolar
moderado, sem problemas de comportamento, mas possuindo pouca desenvoltura
em sociedade, baixa auto-estima e alto índice de depressão. Outro efeito encontrado
do estilo parental autoritário é a transmissão deste estilo aos filhos.
Os 4 Estilos Parentais

Estilo Democrático - Há dados que sugerem que uma educação num ambiente familiar
com poucas tensões (pais democráticos) pode formar pessoas mais relaxadas, mais
aptas a lidar com problemas (de forma otimista) e a sobreviver socialmente. Quando
os pais são afetivos e participativos em relação aos filhos influenciam a forma como
eles aprendem e se relacionam com os outros, assim como o repertório dos seus
comportamentos: as suas atitudes e objetivos. A ser assim, o investimento na
prevenção de problemas nas relações pais/filhos pode contribuir para um
desenvolvimento mais saudável das crianças. Os pais democráticos caracterizam-se
por serem muito tolerantes embora sejam exigentes face aos filhos, ou seja, há uma
reciprocidade: os filhos devem responder às exigências dos pais, mas estes também
aceitam a responsabilidade de responderem, quanto possível, aos pontos de vista e
razoáveis exigências dos filhos. Encorajam a autonomia das crianças e a negociação
torna-se possível.
Os 4 Estilos Parentais

Estilo Permissivo - Os pais permissivos são compreensivos, tolerantes e afetuosos.


Utilizam pouco a punição e evitam sempre que possível o exercício da autoridade ou a
imposição de regras e restrições. Não conseguem estabelecer limites, permitindo
comportamentos desadequados causadores de problemas. Não exigem um
comportamento maduro («boa educação», cumprimento de tarefas), permitindo às
crianças que elas regulem o seu próprio comportamento, tomem as suas próprias
decisões e utilizem poucas regras na gestão do dia-a-dia (horas de deitar, refeições,
tempo para ver televisão, etc.). Tentam comportar-se de maneira não-punitiva e
recetiva diante dos desejos e ações da criança; apresentam-se aos seus filhos como
um recurso para a realização dos seus desejos e não como um modelo, nem como um
agente responsável por moldar ou direcionar o seu comportamento.
Os 4 Estilos Parentais

Estilo Negligente - O estilo negligente resulta da combinação entre controlo e


responsividade em baixos níveis. Pais negligentes não são nem afetivos nem exigentes
nem compreensivos. Tendem a manter os seus filhos à distância, respondendo
somente às suas necessidades básicas. Não conseguem organizar-se de modo a
fornecerem cuidados e apoio continuados aos seus filhos. Demonstram pouco
envolvimento na socialização da criança, não supervisionando o seu comportamento.
A ausência de contenção e de orientação vai ter como consequência uma manipulação
do mundo exterior por parte das crianças, pois esse é o padrão relacional a que se
habituaram no seu dia-a-dia. Enquanto os pais permissivos estão envolvidos com os
seus filhos, os pais negligentes estão, frequentemente, centrados em si próprios. O
estudo dos estilos parentais engloba também as famílias negligentes mas importa
diferenciar um estilo parental negligente da negligência abusiva, considerada uma
violência contra criança na literatura sobre maus-tratos.
Os 4 Estilos Parentais

A negligência considerada como maus-tratos ocorre quando os responsáveis pelas


necessidades básicas (necessidades físicas, sociais, psicológicas e intelectuais) não as
satisfazem, ao passo que o estilo parental negligente se refere aos pais que não
assumem integralmente os seus papéis de pais. Neste caso, as relações afetivas entre
pais e filhos tendem a diminuir cada vez mais a longo prazo, e até a desaparecer
restando uma mínima relação funcional entre pais e filhos. 
Comunicação com a Criança: o papel dos Educadores Formais
e Informais

- Formas de comunicar com a criança:


- Papel dos pais e família na estimulação da comunicação da criança: as
estratégias para desenvolvimento da linguagem

- Importância dos educadores formais no desenvolvimento da


comunicação da criança
Da família à acompanhante de crianças
- A família tem o primeiro e mais básico papel na socialização da criança – socialização
primária. É aqui que são incutidas as regras de ser e estar, mas também de
comunicar. Cabe à família desenvolver as primeiras estratégias de estimulação da
linguagem e de comunicação da criança, onde se denota claramente o nível de
desenvolvimento cognitivo que a criança já adquiriu mas, igualmente, os seus
progressos – ou não.

- Por sua vez, a família é o contexto imediato da criança, onde decorrem uma série de
acontecimentos, interações e aprendizagens que vão influenciar todo o
desenvolvimento futuro da criança.
Estratégias de desenvolvimento da linguagem
• 1. Fale diariamente com a criança de forma a promover um ambiente linguístico rico, dando
sempre o modelo correto, usando frases simples e pronunciando bem as palavras.

• 2. Ensine as palavras nos contextos próprios do dia a dia, ou seja, os alimentos quando estão a
comer ou as roupas quando as crianças se estão a vestir.

• 3. Não fale à bebé com a criança e se ela disser, por exemplo, «au-au» para se referir ao cão,
diga-lhe «o cão faz ão-ão».

• 4. Faça perguntas abertas ou de escolha múltipla para que a criança fale mais.

• 5. Dê-lhe espaço e tempo para responder, promovendo uma linguagem mais espontânea.
Importância dos cuidadores formais e informais na
comunicação da criança

- O educador e auxiliar, no jardim-de-infância, têm um papel único a desempenhar na


descoberta da utilização que a criança faz da linguagem (para que a utiliza e como o
faz). Devem observá-la primeiro na relação com os outros, adultos e crianças, e só
depois na situação escolar.

- Deverão estar atentos a quaisquer sinais de dificuldade da linguagem e fala da criança,


que podem confundir-se com atrasos de desenvolvimento ou virem a criar-lhe
problemas nas suas relações com os outros e na aprendizagem.
Importância dos cuidadores formais e informais na
comunicação da criança

• Alguns destes comportamentos são naturais numa determinada fase do


desenvolvimento da criança, ou em determinadas situações, e só são consideradas
dificuldades se permanecerem durante muito tempo, fora da fase correspondente ou
da situação em que surgem. Mesmo assim, é necessário ter em conta que o
desenvolvimento da linguagem e da fala, fazem parte de um processo altamente
individual e influenciado pelo meio.
• Se o educador ou o professor identificarem as dificuldades da criança, poderão facilitar
a comunicação com ela e entre ela e as outras crianças, o que influenciará
positivamente a aprendizagem e desenvolvimento social de todas. Não devemos
esquecer, contudo, a relação fundamental entre escola e família!