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CASO CLÍNICO 3

LINFEDEMA
Adriele Santos
Amanda Peroni
INTEGRANTES Ana Paula Rangel
Beatriz Felix
Brenda Campos
Kassyany Soares
Livya Souza
CASO CLÍNICO

Paciente do sexo feminino, 57 anos, hipertensa, com índice de massa corporal (IMC) de 46,8 kg/m²,
diagnosticada com câncer na mama esquerda, localmente avançado, tipo histológico carcinoma lobular
infiltrante grau II, RH positivo e HER2 negativo, estadiamento clínico IIIB, matriculada no INCA em 4
de novembro de 2014. Inicialmente, foi proposta quimioterapia neoadjuvante, com quatro ciclos de
adriamicina e ciclofosfamida, seguida de 12 ciclos semanais de paclitaxel. Todas as infusões foram
realizadas no membro superior contralateral ao tumor. Após o último ciclo de quimioterapia, houve o
primeiro relato de linfedema no membro superior esquerdo. Foi encaminhada para consulta com a
mastologia em 31 de julho de 2015, onde se discutiu o benefício da cirurgia mesmo com o diagnóstico
de linfedema.
Nessa ocasião, foram solicitados exames de ultrassom com dopplerdo membro superior
para avaliar presença de trombose venosa profunda e tomografia computadorizada de
abdome para avaliar a extensão da doença e operabilidade. Depois de descartadas a
trombose venosa profunda e a progressão de doença, foi considerada elegível para a
cirurgia e encaminhada para a fisioterapia para a redução do linfedema até a data cirúrgica.
Na avaliação fisioterapêutica, a paciente apresentava amplitude completa dos movimentos
dos ombros, linfedema grau III, associado à fibrose linfoestática em antebraço e sensação
de peso, sem dor e/ou alterações flogísticas.
QUEIXA PRINCIPAL

 Linfedema grau III com inchaço indolor;

 Sensação de peso.
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

Paciente do sexo feminino, hipertensa, em 4 de novembro de 2014 apresentou diagnóstico de


câncer de mama a esquerda. Após o último ciclo de quimioterapia no dia 31 de julho de 2015,
recebeu o relato de linfedema no MMSS esquerdo. Foi encaminhada para consultas pois
pensavam que era uma trombose profunda e através dos exames, essa hipótese foi descartada. De
acordo com progressão da doença, a mesma não conseguiu realizar a cirurgia e recebeu um
encaminhamento para a fisioterapia para fazer a redução do linfedema e assim, conseguir fazer a
cirurgia.
AVALIAÇÃO

 A paciente apresenta amplitude completa dos movimentos dos ombros, linfedema grau III,
associado à fibrose linfostática em antebraço e sensação de peso, sem dor e/ou alterações
flogísticas.
DIAGNÓSTICO

 Diagnosticada com câncer na mama


esquerda, localmente avançado, tipo
histológico carcinoma lobular infiltrante
grau II, RH positivo e HER2 negativo, Carcinoma lobular infiltrante
estadiamento clínico IIIB; (apresentam tumores um pouco
maiores). Se inicia em um ducto
 Linfedema em MMSS esquerdo.
mamário, rompe a parede desse
ducto e cresce no tecido adiposo
da mama.
OBJETIVOS

 Diminuir a obstrução do membro afetado;

↳ Linfedema e fibrose.

 Diminuir a sensação de peso nos braços.


PLANO DE TRATAMENTO

 Cuidados com a pele;

↳ Hidratada, limpa e seca, uso de protetor solar, entre outros.

 Exercícios de força, aquecimento/alongamento e exercícios aeróbicos;

↳ 1º Exercício Ativo-assistido: até a diminuição do linfedema;

↳ 2º Exercício Ativo: após a diminuição do linfedema par ajudar na circulação da linfa;

↳ Com uso de bastão ou de bolinha, elevação dos ombros, entre outros.

 Drenagem Linfática e o Enfaixamento compressivo.


CUIDADOS COM A PELE

 Tem como objetivo evitar novas infecções.

Higiene Pessoal Pele hidratada Evitar a exposição aos raios


ultravioleta
EXERCÍCIOS
Aquecimento (respiração profunda, rotação do pescoço e ombros);
Exercícios Aeróbicos (caminhada, natação);
Treino de Força.

Olhar de um lado Segurar a bola com as mãos na altura do peito Elevar o bastão com os cotovelos
para o outro. e apertar, sustentar por 3 segundos e após, esticados até acima da cabeça.
soltar.
DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL

 O objetivo é traçar nova rota do fluxo de líquido


linfático estagnado em torno de áreas bloqueadas e
direcionar para vasos linfáticos saudáveis, que
drenam para o sistema venoso;

 Nos linfedemas de MMSS, é necessário


reencaminhar o fluxo de linfa estagnada no tecido
subcutâneo do braço e da axila afetada, em direção
aos gânglios linfáticos axilares do lado oposto e
para os linfonodos inguinais, do mesmo lado da
cirurgia.
ENFAIXAMENTO COMPRESSIVO

 É aplicado após a drenagem linfática manual;


 Tem como objetivo auxiliar no retorno do fluido linfático à circulação e aumentar a pressão sobre o
tecido, auxiliando na redução do volume e na melhora da textura, tornando-a menos endurecida.

Braçadeira
Enfaixamento
elástica.
compressivo.
REFERÊNCIAS

 http://www.mariliabelmonte.com.br/linfedema.html
 https://drapatriciafigueira.com.br/linfedema-o-que-voce-precisa-saber

 https://fisioandressasoares.com.br/tratamento/tratamento-pos-mastectomia-fisioterapia-fortaleza/

 https://www.viverhoje.org/2016/1896-2513-linfedema-pos-mastectomia-atuacao-do-fisioterapeuta/#:~:text=Enfaixam
ento%20compressivo%3A%20tem%20como%20objetivo,sempre%20ap%C3%B3s%20a%20drenagem%20linf%C3
%A1tica

 https://www.oncofisio.com.br/tudo-o-que-voce-quer-saber-sobre-o-linfedema

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