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Uma das atribuições, merecedora de
reflexão da prática de enfermagem, é a
administração de medicamentos que
envolve aspectos legais e éticos de
impacto sobre a prática profissional.
Erros na administração de medicamentos
trazem à tona a responsabilidade da
categoria de enfermagem. Ao realizar a
ação de modo adequado possibilita a
prevenção do erro e conseqüentemente o
erro real.
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v : Vasopressina
Outro potente vasoconstrictor, tão eficaz
quanto a adrenalina e com menos efeitos
negativos para o coração. Tem uma duração
mais longa (10 a :0 min . Pode ser utilizada
em todas as modalidades de PCR, no lugar da
primeira ou da segunda dose de epinefrina.
v Além da via IV, pode ser administrada por via
intra-óssea, em dose única de 40 UI.
v Obs: Não disponível comercialmente
v Ë Atropina
Pelo seu efeito de bloqueio vagal, é utilizada
nas bradicardias acentuadas e nos bloqueios
atrioventriculares (BAV . Também utilizada
na assistolia e na Atividade Elétrica sem
Pulso.
A dose recomendada é de 0,5 a 1 mg IV/IO
em intervalos de Ë a 5 min. Em crianças usa-
se 0,0: mg/kg/dose. Deve-se evitar dose
total maior que 0,04 mg/kg.
v 4 Lidocaína
Aumenta o limiar da Fibrilação Ventricular (FV e de
excitabilidade dos ventrículos. Está indicada nos casos
de FV/Taquicardia Ventricular(TV sem pulso, que não
respondem ao choque elétrico ou ainda em outras
taquicardias, como a TV com pulso.
A dose recomendada é de 1 a 1,5 mg/kg IV em bolus,
podendo ser repetida metade dessa dose a cada 5 ou
10 min, num total de até Ë mg/kg. Uma dose de
manutenção (: a 4 mg/min é sempre necessária após
a reversão de uma FV/TV.
v Os efeitos colaterais, principalmente em idosos, são:
vertigem, bradicardia, BAV e assistolia.
v 5 Amiodarona
Está indicada numa série de arritmias, tanto
ventriculares como supraventriculares. Na PCR,
tem indicação como droga de auxílio no controle
e reversão da FV/TV sem pulso.
Na PCR, a dose é de Ë00 mg IV em bolus
seguida, se necessário, de outra dose de 150 mg
após Ë a 5 min. A dose de manutenção é de Ë 0
mg em horas, seguidas de 540 mg em 18
horas. A dose máxima nas :4 horas é de
v :,: g.
Sais de Cálcio

Utilizados apenas quando ocorre hipocalcemia,


hipercalemia ou hipermagnesemia ou na
intoxicação por bloqueadores dos canais de
cálcio.
A dose de gluconato de cálcio a 10% é de 5 a 10
ml/EV lentamente ou cloreto de cálcio a 10%,
:,5 a 5 ml/EV, repetindo-se a dose a cada 10
minutos, se necessário.
6 Magnésio (sulfato de magnésio

A sua deficiência está associada a arritmias


cardíacas, sintomas de ICC e morte súbita. Sua
correção deve ser realizada em pacientes com
FV ou TV refratária e recorrente associadas à
hipomagnesemia.
A dose utilizada é de 1 a : g diluídos em 100 ml
de SG 5% e administrado em 5 a 0 minutos.
8 Bicarbonato de Sódio

Não há indicação formal para o seu uso em PCR. Pelo contrário,


efeitos colaterais têm sido apontados com o uso dessa
substância. Como durante a PCR a acidose é láctica e
dependente da ausência de ventilação, o restabelecimento
desta costuma ser suficiente para corrigir o equilíbrio ácido-
básico.
Em algumas situações causadoras da PCR ʹ acidose metabólica,
hipercalemia, intoxicação exógena por tricíclicos e, ainda,
quando não se obtêm sucesso na reanimação com desfibrilação
e intervenções farmacológicas, na assistolia e atividade elétrica
sem pulso .Seu uso está indicado na dose de 1 mEq/kg a cada
10 min, sempre guiado pela gasometria arterial.
Observações
1. Medicamentos como noradrenalina, dopamina ou
dobutamina são utilizadas logo após a reanimação
com a finalidade de se manterem estáveis as
condições hemodinâmicas do paciente.
:. A reposição volêmica rápida está indicada em
situações em que a PCR for desencadeada por trauma,
grandes hemorragias ou perdas volêmicas evidentes.
ͻMedicamentos para manutenção das condições
hemodinâmicas do paciente :
A dopamina na dose de 5 a 15 g/kg/min, a
dobutamina na dose de 5 a 15 g/kg/min ou a
noradrenalina (que possui potente efeito
vasoconstritor na dose inicial de 0,0Ë g/kg/min
Principais Medicamentos utilizados
no TCE
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Devem-se tentar normalizar os parâmetros
hemodinâmicos do pacientes por meio da
infusão de solução cristalóide, sangue ou
mesmo fármacos vasopressores, e realizar
exames laboratoriais de emergência como tipo
sanguíneo, hemoglobina e hematocrito em
todos os pacientes e teste de gravidez em
mulheres.
A hipercapnia deve ser evitada
nesses pacientes, pois sua ação
vasodilatadora pode aumentar a PIC.
A sedação adequada(sedativos e
opioides diminui a dor, ansiedade e
agitação, reduzindo o metabolismo
cerebral, diminuindo o consumo de
oxigênio e facilitando a ventilação
mecânica.
Benzodiazepínicos de ação curta como o midazolam
são comumente utilizados, tendo função sedativa e
anticonvulsivante. O propofol tem alguns benefícios
em relação ao midazolam, pois tem meia-vida
plasmática menor. Entretanto, o propofol não é
recomendado em caso de hipotermia, pois esses
pacientes tem tendência de precipitar
hiperlipidemia. Outras complicações do propofol
incluem colapso cardiovascular, acidose
metabólica e bradicardia.
Os barbitúricos são menos usados como
sedativos por causa do risco de depressão
cardiovascular e aumentar o risco de infecção.
A analgesia é obtida através do uso de
acetaminofeno e infusão de opioides, como
remifentanil, fentanil ou morfina, os quais
possuem efeitos mínimos no controle
hemodinâmico cerebral.

O uso de bloqueadores neuromusculares pode


aumentar a PIC.
A manutenção da estabilidade hemodinâmica é essencial para
o tratamento do paciente com TCE grave, já que a lesão
cerebral pode levar a perda da capacidade de auto-regulação
vascular de modo localizado, no sistema nervoso central, ou
sistemicamente.

A hipotensão deve ser evitada a todo custo, pois pode ocorrer


redução do fluxo sanguíneo cerebral (FSC , que abaixo do valor
aceitável pode causar isquemia cerebral.
A hipertensão também apresenta efeitos lesivos no paciente
traumatizado, podendo aumentar o edema vasogenico
causando efeito prejudicial na PIC.
Inicialmente, o volume vascular deve ser mantido
buscando uma pressão venosa central em torno de 5-
10 mmHg, usando soluções isotônicas de cristalóides
ou colóides. Se a pressão sangüínea adequada não
pode ser mantida facilmente com uso de volume, a
introdução de um agente vasoativo esta indicada.
Além disso, em pacientes com lesões associadas com
evolução para choque e que necessitam de fármacos
inotrópicos e agentes vasopressores para controlar a
pressão, um cateter de artéria pulmonar ou monitor
cardíaco não invasivo deve ser considerado.
A terapia hiperosmolar é a principal conduta na intervenção e
no manuseio do paciente com edema cerebral e aumento da PIC
após o trauma craniano. É indicada particularmente nos casos de
aumento súbito nos valores da PIC, tendo efeito rápido.

O manitol, um diurético osmótico, é comumente usado por rápida


ação e eficácia, sem causar a hipercalemia e disfunção renal.
O manitol também estabiliza o gradiente de concentração entre
o plasma e as células cerebrais, reduzindo o edema cerebral,
drenando a água através da barreira hematoencefalica, para o
compartimento vascular.

A dose preconizada de manitol no TCE e de 0,6 g/kg; entretanto


alguns protocolos defendem o uso de altas doses de manitol,
acima de 1,4 g/kg, mas não há evidencias que comprovem o uso
em altas doses.
Doses repetidas de manitol devem ser realizadas com cuidado,
pois a osmolalidade > Ë:0 mOsm/L esta associada com efeitos
colaterais em nível neurológico e renal. Outras possíveis
complicações do uso do manitol são a depleção do volume
intravascular excessivo, hipotensão e hipercalemia.
Outra escolha são as soluções hipertônicas, que reduzem o edema
cerebral movendo a água para fora das células, reduzindo
a pressão no tecido e diminuição no tamanho da célula, diminuindo
a PIC. As principais complicações do seu uso são a hemodiluição e o
aumento do calibre vascular. Entretanto, o uso de soluções salinas é
reservado para o uso quando a ação do manitol é refrataria.
Em pacientes com PIC aumentada, mudanças repentinas na
concentração sérica e a osmolalidade de sódio devem ser
evitadas, sendo que esses fatores tem impacto na natureza do
edema cerebral.
É preciso ter cuidado em diminuir a concentração sérica de
sódio com medicamentos quando o paciente esta em
hipernatremia grave porque a diminuição rápida da
concentração sérica de sódio pode causar edema cerebral em
forma de rebote (mielinolise pontina central , podendo ser
fatal.
O uso de anticonvulsivantes na fase aguda do TCE (primeiros
sete dias , não reduz a incidência de convulsões pós-traumáticas
em longo prazo, não sendo recomendada sua administração na
fase aguda.
Para os pacientes que apresentam quadro convulsivo, a fenitoína
é o fármaco de escolha na dose de 15 a :0 mg/kg, após Ë0 minutos
seguido por 100 mg, administrado por via venosa, três vezes
ao dia (Ë00 mg/dia , tanto para convulsões parciais quanto para
generalizadas. Caso não ocorra melhora com a fenitoína, outro
fármaco da mesma classe esta indicado no controle das crises
convulsivas
Considerações Finais
Não podemos nos esquivar da possibilidade de que a
opção de agir de qualquer cidadão, mesmo consciente de um agir
ético alicerçado nas suas responsabilidades, poderá não ser certa,
pois é inquestionável o fato de que erros humanos ocorrem
independentemente da vontade da pessoa.

Uma falha pode ter conseqüências irreparáveis, pois uma


vida que foi perdida, naturalmente é irrecuperável.

As atividades da enfermagem estão intimamente relacionadas com respeito


à dignidade do ser humano, impregnadas de consideração pelo semelhante.

Ao realizar a terapia medicamentosa com técnica e responsabilidade,


este fazer necessita ser encarado como uma atribuição de extrema
consciência social e humana sendo assim mais profissional. Não há como
abordar esta responsabilidade sem se reportar a conceitos éticos e morais já
que são termos utilizados freqüentemente, que exigem transparência em
seus significados.
Referências Bibliográficas
1..јLaganá MTC, Araújo TL, Santos LCR, Silva SH. Princípios gerais de
administração de medicamentos e ações de enfermagem. Rev Esc Enfermagem USP
abr. 1989; :Ë(1 : Ë-1 . (1:.06.:00 .

:. Conselho Regional de Enfermagem-COREN (BR-SP . Principais


legislações para o exercício da enfermagem. São Paulo: COREN;
199 .
Ë. AME: 10 anos/ouro ʹ Dicionário de Administração de medicamentos na
enfermagem.RJ: PUB,:009
Ë.CARVALHO, V.T. Erros na administração de medicamentos: análise de relatos dos
profissionais de enfermagem. Ribeirão Preto. :000. 1Ë1 p. Dissertação (Mestrado -
Escola de Enfermagem deRibeirão Preto, Universidade de São Paulo.
4. Manual PCR Sírio Libanês - ulaboração > Comissão de Ressuscitação
Cardiopulmonar do HSL
Assessoria uditorial > Comunicação e Marketing
Projeto Gráfico > Sérgio Gonzalez
5. Site de busca: WWW.GOOGLE.COM
   


 
 

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