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DESENVOLVIMENTO INFANTIL

 Na Unidade II estudamos: os conceitos de


crescimento, desenvolvimento e
maturação.

 AS TEORIAS DO DESENVOLVIMENTO:
 Teoria Psicanalítica – Psicossexual
 Teoria de Erickson – Psicossocial
 Teoria de Piaget – Desenvolvimental
 Teoria de Vygotsky - Sociocultural
 IMPORTANTE COMPREENDER A
DISTINÇÃO ENTRE: CONSTITUIÇÃO
PSÍQUICA e DESENVOLVIMENTO

 ENTRE : INFÂNCIA E INFANTIL

 O que significa pensarmos que uma


criança não se desenvolve e sim que ela
se constitui?
 Sabemos que o que chamamos de psiquismo
é um trabalho de representação de um
objeto faltante.

 O recém-nascido não tem psiquismo.

 Freud chamou isso de tempo de espera.

 O que o recém-nascido faz para suportar o


intervalo entre a 1ª experiência de satisfação
e a 1ª experiência de desprazer?
 Freud supõe:

 Desconforto – grito – é o que o bebê sabe


fazer.
 O grito traz a mãe. Adquire o sentido de
chamada. Linguagem.

 Quando sentir novamente esse desconforto


vai então alucinar. Por isso podemos pensar
que o 1º trabalho psíquico é da ordem de
uma alucinação.
 O amadurecimento desse processo
permite que a criança no 2º momento não
alucine e sim faça uma imagem mental.

 Isso é o psiquismo.

 Imaginem agora uma mãe que nunca falta


a essa criança. Não permitirá que esse
sujeito de constitua.
 Por isso dizemos que na origem é o vazio que vai
sendo preenchido por essas representações
mentais.

 São essas as marcas inconscientes deixadas pelo


outro que podem ser traduzidas nos traços de
memória que vão constituindo nosso psiquismo.

 Já no “Projeto para uma Psicologia Científica” Freud estabelece o


desamparo infantil e a busca de satisfação como elementos
constituintes da subjetividade.
 Conceitos: Crescimento, Desenvolvimento,
Maturação.

 Da mesma forma que a tecnologia foi evoluindo


com o passar do tempo, a visão que temos da
criança também foi se modificando e se
ampliando com as novas tendências e teorias
científicas a respeito de seu desenvolvimento.
 CRESCIMENTO: refere-se ao aspecto
quantitativo das proporções do organismo,
ou seja, trata-se das mudanças das
dimensões corpóreas, como peso, altura,
perímetro cefálico, etc.
 DESENVOLVIMENTO: refere-se às
mudanças qualitativas, tais como
aquisição e aperfeiçoamento de
capacidades e funções que permitem à
criança realizar coisas novas,
progressivamente mais complexas, com
uma habilidade cada vez maior.
 O crescimento termina em determinada
idade, quando esta alcança sua
maturidade biológica, enquanto que
desenvolvimento é um processo que
acompanha o homem através de toda sua
existência.
 Rogers, Maslow e outros teóricos, afirmam que,
tal como ocorre com as plantas que, mesmo em
locais insalubres lutam em busca do sol e da
vida, embora os meios lhe sejam adversos, nós,
os seres humanos, temos um impulso inerente
ao organismo como um todo para nos
direcionarmos ao desenvolvimento de nossas
capacidades tanto quanto for possível, quer
sejam físicas, intelectuais ou morais, em
conjunto, sendo a finalidade ou propósito do
desenvolvimento a “auto-realização”.
 Tanto o crescimento como o
desenvolvimento produzem mudanças nos
componentes físicos, mental, emocional e
social do indivíduo, independentemente de
sua vontade.

 As mudanças ocorrem segundo uma


ordem invariante.
 Por exemplo: antes de falar a primeira
palavra a criança balbucia.

 Antes de formar uma sentença completa


com sujeito, predicado e complemento,
ela usa frases monossílabas.
 O mesmo acontece com a marcha. Antes
de andar, a criança senta e engatinha.
Essa sequência segue um padrão de
evolução e da mesma forma acontece em
outras áreas do desenvolvimento.
 Apesar das diferenças individuais de cada
criança, há evidências de que o processo
maturacional, a sequência dos estágios
evolutivos e a direção do desenvolvimento
são comuns a todos os seres humanos em
todos os lugares e em todos os tempos de
sua história.
 Embora todas as crianças progridam com certos
padrões, a idade em que cada uma se torna
capaz de executar atividades novas e a maneira
como as executa, varia de uma para outra.

 Por exemplo: uma criança pode desenvolver-se


de uma forma lenta, rápida, regular ou irregular
em vários aspectos de sua vida.
 E esta é uma das várias razões para se
afirmar que uma criança não deve ser
comparada com outra, pois cada uma
segue um estilo próprio e um ritmo
peculiar de desenvolvimento.
 Durante toda a sua vida, o ser humano
tem que ajustar-se às mudanças causadas
pelas transformações do seu próprio corpo
e pelos fatores do meio em que vive, e
isto depende de dois aspectos básicos:
MATURAÇÃO e APRENDIZAGEM.
 É importante fazer a distinção entre
crescimento e desenvolvimento,
maturação e aprendizagem, para saber o
que esperar da criança em cada estágio e
não exigir dela determinada atitude ou
comportamento que não está de acordo
com seu grau de maturidade.
 MATURAÇÃO: é o processo através do
qual ocorre a mudança e o crescimento
progressivo, nas áreas física e psicológica
do organismo infantil. Subjacente a tais
mudanças, existem fatores intrínsecos
transmitidos por hereditariedade, que
constituem parte do equipamento
congênito do récem-nascido.
 EQUIPAMENTO CONGÊNITO: é a
totalidade da dotação de origem
filogeneticamente pré-formada e herdada
do recém-nascido (características e
tendências que a criança traz ao nascer)
sejam físicas ou psicológicas.
 A hereditariedade estabelece os limites
fisiológicos e psicológicos sobre os quais o
ambiente atuará. As modificações
orgânicas ou psíquicas resultantes da
maturação são relativamente
independentes de condições, experiência
ou prática, originados do ambiente
externo, ou seja, trata-se de tendências
inatas.
 Neste caso, o ambiente atua apenas no
sentido de propiciar condições para que a
maturação se dê completamente, mas
sozinho nada poderá criar no indivíduo.
 O amadurecimento não pode ocorrer no vácuo,
por isso pressupõe as condições ambientais
normais, que lhe possibilitem sua concretização.

 Por exemplo: há evidências de que a falta de


estímulo normal do meio determina
retardamento ou retrocesso no amadurecimento
das funções intelectuais.
 A maturidade ocorre no momento em que
o organismo está pronto para a execução
de determinada atividade e não se limita
ao estado adulto.

 Em qualquer fase da vida, podemos falar


em maturidade.
 Por exemplo: uma criança que anda com
um ano de idade, apresenta maturidade
nesta função, porém não existe apenas
maturidade física, mas também
maturidade mental, social, emocional,
sexual.
 APRENDIZAGEM: é a mudança sistemática
do comportamento ou da conduta, que se
realiza através da experiência e da
repetição e depende de fatores internos e
externos, ou seja, de condições
neuropsicológicas e ambientais.
 É oportuno lembrar que: se a criança não
está madura para executar uma
determinada atividade, não poderá
aprendê-la, pois não disporá de condições
para a sua realização.
 Toda aprendizagem depende da
maturação e das condições ambientais.

 É através da aprendizagem que o homem


desenvolve os comportamentos que o
possibilita viver, e atualmente, os
estudiosos afirmam que este processo se
inicia mesmo antes do nascimento.
 As teorias do desenvolvimento dão as
diretrizes, pois descrevem as várias fases
que são comuns no processo de
amadurecimento de todos os indivíduos e
isto garante certa previsibilidade, o que
nos possibilita avaliar cada criança, bem
como orientar seus pais e/ou educadores.
 Para pensarmos:

 A psicologia do desenvolvimento nasceu


como reflexão sobre as interrupções do
desenvolvimento.
 A psicologia da adaptação, como uma
análise dos fenômenos de inadaptação.
 A psicologia da memória, da consciência,
do sentimento surgiu como uma psicologia
das perturbações afetivas.
 Podemos dizer que a psicologia, em sua
origem, é uma análise do anormal, do
patológico, do conflituoso, uma reflexão
sobre as contradições do homem consigo
mesmo. (Foucault)

 Podemos então sustentar, como Lacan,


que a psicologia tem uma função de
técnica de adaptação à ordem pública.
 Vicktor e o embate NATUREZA – CRIAÇÃO.

 Platão (idealista) e Descartes (racionalista)


acreditavam que pelo menos algum
conhecimento é inato.

 Já os empiristas (Locke) insistiam que no


nascimento, a mente é uma “tábula rasa”.
Portanto, todo o conhecimento é criado
pela experiência.
 Rousseau acreditava na ideia da interação
entre forças internas e externas mas
alegava que todos os seres humanos são
naturalmente bons e buscam experiências
que os ajudem a crescer.

 No campo da Psicologia Científica, um dos


primeiros pesquisadores foi Stanley Hall. Ele
acreditava que os marcos da infância eram ditados
por um plano de desenvolvimento inato e eram
semelhantes àqueles ocorridos no desenvolvimento
da espécie humana.
 Já Watson, explicou o desenvolvimento de
forma radicalmente diferente de Stanley
Hall. Ele define o desenvolvimento em
termos de mudanças de comportamento
causadas por influências ambientais. Não
acreditava no inato de forma alguma.

 “Deem-me uma dúzia de bebês saudáveis, bem formados, e meu


próprio mundo especificado para criá-los e garanto pegar qualquer um
aleatoriamente e treiná-lo para se tornar qualquer tipo de especialista
que eu poderia escolher: médico, advogado, comerciante, chefe e,
sim, até mendigo e ladrão, independentemente de seus talentos,
inclinações, capacidades, vocações e a raça de seus ancestrais.”
 O Ciclo Vital diz respeito aos estágios
através dos quais os seres humanos
passam desde o nascimento até a morte.

 Pressupostos:

 O desenvolvimento ocorre em estágios


sucessivos e definidos.
 Princípio Epigenético: cada estágio
caracteriza-se por eventos ou crises que
devem ser satisfatoriamente resolvidos.

 Cada fase do desenvolvimento contém um


aspecto dominante, um complexo de
características, ou um ponto crítico que a
diferencia das fases precedentes e
posteriores.
 Theodore Lidz: “A jornada, desde o útero
até a idade adulta e desta até a
maturidade e velhice, é extensa, circular e
plena de incontáveis contingências”.
 TEÓRICOS DO DESENVOLVIMENTO:

 Freud e sua teoria da libido.

 Seus seguidores: Klein, Winnicott, Dolto.

 Jung: o desenvolvimento ocorre durante


toda a vida e não é somente determinado
pelas experiências precoces da infância.
 Outros autores: Erickson, Piaget, Vygotsky
estudaram os processos de
desenvolvimento.

 Não é possível pensar a infância sem


considerar o ambiente e o genético.

 As teorias do apego: Harry Harlow que


estudou o aprendizado social e os efeitos
do isolamento social em macacos.
 Os dois tipos diferentes de mães artificiais.

 O que os macacos preferiam?

 As mães artificiais com tecido felpudo pois


proporcionavam contato e conforto.

 John Bolby: estudou o apego dos bebês às


mães.
 Sustentou que a separação precoce
causava efeitos nefastos ao
desenvolvimento intelectual e psíquico da
criança.

 René Spitz: o efeito da privação.

 Arnold Gesell: os marcos evolutivos, os


gradientes evolutivos.

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