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UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE – UNESC

1ª FASE - CURSO TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL


DISCIPLINA MICROBIOLOGIA E PATOLOGIA ORAL
PROFESSORA ANGELA CATARINA MARAGNO

Seminário Capítulo 5
Livro Microbiologia e Imunologia Geral e Odontológica (SPOLIDORIO
Denise Madalena Palomari)

BIOFILME DENTAL
Alunas: Cheila Henrique P. Tigre
Laura Caetano Sinfronio
Sthefani Marcelino Matias

Junho de 2021.
O QUE É BIOFILME?

Na forma de biofilmes, os
microrganismos apresentam-se mais
virulentos, aumentando o potencial
São comunidades microbianas sésseis que patogênico.
se desenvolvem espontaneamente em
qualquer superfície sólida em condições
fisiológicas adequadas.

Por isso, o conhecimento sobre a: formação e a estrutura


dos biofilmes e sobre as interações microbianas presentes nesse habitat são de extrema
importância para o entendimento das patologias associadas aos biofilmes
(como a cárie dentária) e para a adoção de medidas e estratégias preventivas eficientes.
FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

1º - os microrganismos necessitam entrar no habitat que se


deseja colonizar.

A colonização de um habitat
(nesse caso, a superfície dental)
é um processo complexo que
envolve:
• Interações entre as bactérias 2º - os mesmos precisam se aderir às superfícies (dentes ou
e o hospedeiro; até mesmo superfície de outras bactérias) para se
• Interações interbacterianas. estabelecerem dentro da cavidade bucal – essa aderência
também é um processo complexo.
FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

Quando as condições ambientais são favoráveis, esses microrganismos crescem formando uma
comunidade.

À medida que a comunidade se desenvolve, as


características do ambiente também são alteradas –
alterando a composição da comunidade microbiana – Consequentemente:
essa alteração na composição microbiana que o aumento na diversidade das
ocorre em decorrência do tempo é chamada populações na comunidade, e
esse aumento continua até que
sucessão microbiana ela esteja em equilíbrio com seu
ambiente
comunidade
clímax
O equilíbrio dinâmico entre a microbiota e as condições ambientais locais, é denominada
homeostasia microbiana.
IMPORTANTE!
Quaisquer fatores responsáveis pela alteração da
homeostasia microbiana podem levar a um
desequilíbrio ecológico, havendo aumento na
predisposição a doenças.
FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL
Pode ser dividida em algumas etapas:
a) Formação da Película Adquirida (PA)/Película Salivar (PS)

Logo após a escovação dental, os dentes são naturalmente recobertos por uma
camada proteica e acelular denominada película. • Glicoproteínas salivares
• Fosfoproteínas
• Lipídeos
• Proteínas do tipo amilase, lisozima, peroxidase,
IgA e IgG, mucinas, glicosiltransferases
• Proteínas ricas em prolina e
• Produtos de origem bacteriana.

Essas moléculas formadoras da PA/PS atuam como receptores, permitindo a


adesão seletiva de determinados microrganismos à superfície dental.
FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

b) Adesão de bactérias à superfície dental


As bactérias que tem afinidade que estão soltas na cavidade bucal, se fixam nela.
Existe uma colonização predominante de anaeróbios facultativos gram-positivos.

BACTÉRIAS COLONIZADORAS PRIMÁRIAS:

Streptococcus sanguinis, S. oralis, S. mitis e S. gordonii e Actinomyces


(possuem maior capacidade de adesão ao esmalte)

(até 2 horas após a formação da película)

Existe uma fase adaptativa (sem multiplicação celular) antes que a colonização pelas bactérias prossiga.
Um rápido aumento no número de bactérias só é observado depois de 8 a 12 horas.
FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

c) Coagregação bacteriana
Bactérias que inicialmente se aderiram às superfícies dental oferecem sua
própria superfície para adesão de novas bactérias

Importante destacar que: as bactérias do gênero Fusobacterium se coagregam com a maior


parte dos demais gêneros de bactérias.
Atuando como uma “ponte” entre os colonizadores iniciais e os colonizadores tardios.
FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

d) Multiplicação e sucessão bacteriana

Uma vez estabelecidas na superfície dental, as bactérias começam a se multiplicar,


mas essa taxa de crescimento muda à medida que o biofilme amadurece.

O estabelecimento de microrganismos
primários é um antecedente para a
subsequente proliferação de outros
microrganismos, em um processo de
sucessão microbiana/bacteriana.
FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

Gêneros:
COMPOSIÇÃO MICROBIANA DO BIOFILME DENTAL

Cada uma dessas espécies


Estima-se que a cavidade
pode se apresentar com
bucal seja composta por
fenótipos ou genótipos
mais de 700 espécies
distintos, possuindo diferentes
bacterianas.
capacidades de virulência.
Streptoccoccus mutans
Por isso, a comunidade
microbiana da cavidade bucal Streptoccoccus sobrinus
tem sido considerada a
microbiota mais complexa do
corpo humano.

Veillonella parvula

Fusobacterium nucleatum Neisseria subflava Actinomyces naeslundii


COMPOSIÇÃO MICROBIANA DO BIOFILME DENTAL

Em qualquer ecossistema, a homeostasia microbiana pode ser alterada por qualquer modificação
em fatores que são críticos para a manutenção da estabilidade ecológica, o que pode resultar em
um maior crescimento de bactérias que inicialmente estão presentes em menores proporções.

No caso da cavidade bucal, o principal fator responsável


pela ruptura na homeostasia microbiana é a dieta.
IMPORTANTE!

Em indivíduos que consomem uma dieta pouco cariogênica, o nível de


colonização do biofilme dental por microrganismos cariogênicos é considerado
clinicamente irrelevante, e as superfícies dentais são consideradas sadias.

Já em dietas ricas em açúcar, pode haver o


aumento de bactérias do gênero Streptococcus,
mais cariogênicas, podendo levar ao aparecimento
da cárie dentária.
FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

Quanto mais tempo o pH do biofilme permanece reduzido, inibe o


crescimento de microrganismos que são intolerantes ao baixo pH
(não sobrevivem em pH mais ácido).
Nessa condição, microrganismos que são mais ácido-tolerantes
tornam-se mais competitivos, tendo sua proporção elevada no biofilme.

S. mutans e lactobacilos são as bactérias mais favorecidas pelo baixo pH do biofilme,


tornando-se predominantes em um biofilme dental cariogênico.
Essa é uma das razões pelas quais essas bactérias são consideradas um dos principais
microrganismos relacionados à cárie dentária.
Coluna 1: padrão de Dna.
Colunas 2 a 12: cepas de S. mutans isoladas de biofilme dental formado in vivo na presença de sacarose.
Colunas 13 a 19: cepas de S. mutans isoladas de biofilme dental formado in vivo na ausência de sacarose.
Coluna 20: perfil genotípico de cepa controle – S. mutans.

Estudo mostrou que o biofilme formado sob frequente exposição à sacarose possui diferentes genótipos de S. mutans, os quais
não são encontrados quando o biofilme é formado sob condições não cariogênicas.
ESTRATÉGIAS PARA INTERFERIR NA FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

A correta limpeza dos dentes é o meio mais eficiente para


a prevenção de doenças bucais como cárie dentária.

Autocuidado
conjunto de ações e decisões
tomadas pelo indivíduo com a
finalidade de prevenir/controlar,
diagnosticar e tratar quaisquer
desvios da própria saúde.
IMPORTANTE!
O controle mecânico do biofilme representa um importante papel no que se
refere à saúde bucal.

O biofilme é constantemente desorganizado pelo uso de alguns dispositivos


para limpeza dental, como escovas dentais, fios interdentais e escovas
interproximais.

Esse é o método mais simples


para interferir na formação do biofilme
ESTRATÉGIAS PARA INTERFERIR NA FORMAÇÃO DO BIOFILME DENTAL

ATENÇÃO
Vale ressaltar que os agentes químicos, como
clorexidina, apenas devem ser indicados
quando não forem obtidos resultados
satisfatórios com as demais medidas de
controle mecânico.

IMPORTANTE VISITAR O
DENTISTA REGULARMENTE!
ATIVIDADE PARA EVIDENCIAR
BIOFILME DENTAL

BIOFILME REVELDO
ATRAVÉS DA
APLICAÇÃO DE
CORANTES REVELDORES
CUIDE-SE!

Muito obrigada!

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