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RISCOS

FÍSICOS

Ana Luiza Caldas Horcades


Claudia Rodrigues S. dos Anjos
Frank Pavan
Swenny da Silva
Riscos Físicos – Ruído

1. Introdução
2. Cálculo de Avaliação
3. NR15 – Anexo 01 x NHO-01
4. Exemplos Práticos
5. Papel do Higienista
6. Referências Bibliográficas
Agentes Físicos

Consideram-se agentes de risco físico as diversas


formas de energia a que possam estar expostos os
trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, pressão,
umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes,
vibração, etc.
Agentes Físicos

Consideram-se agentes de risco físico as diversas


formas de energia a que possam estar expostos os
trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, pressão,
umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes,
vibração, etc.

RUÍDO
1. INTRODUÇÃO
Segundo os autores Brevigliero, Possebom e Spinelli (2009), o ruído é:

“O fenômeno físico vibratório com características indefinidas


de variações de pressão (no caso, ar) em função da
frequência, isto é, para uma dada frequência podem existir,
em forma aleatória através do tempo, variações de diferentes
pressões. Essa é uma situação real e frequente, por isso
utilizamos a palavra ruído, mas não nos referindo
necessariamente à sensação objetiva do barulho.’’
Definição:

 De acordo com o disposto na Convenção 148 da


Organização Internacional do Trabalho, o ruído “[...]
compreende qualquer som que possa provocar uma
perda da audição ou ser nocivo para a saúde ou
envolver qualquer outro tipo de perigo.”
Agentes Agressivos à Saúde e suas Consequências
Agentes Físicos – Conceitos e Consequências

RUÍDO

As ondas sonoras podem transmitir-se da fonte até ao ouvido, tanto


diretamente pelo ar, como indiretamente por condução nos materiais –
estruturas sólidas, paredes, pavimentos e tetos, que funcionam como fontes
secundárias. Quando o ruído atinge determinados níveis, o aparelho auditivo
apresenta uma fadiga que, embora inicialmente seja suscetível de recuperação,
pode em casos de exposição prolongada ao ruído intenso transformar-se em
surdez permanente devido a lesões irreversíveis do ouvido interno, além de
alterações fisiológicas extra-auditivas.
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Efeitos do Ruído no Corpo Humano


Os níveis de ruído não são igualmente nocivos nas várias bandas
de frequência e as suscetibilidades individuais levam a efeitos muito
distintos em várias pessoas de um grupo sujeito à mesma exposição.
Agentes Agressivos à Saúde e suas Consequências
Agentes Físicos – Conceitos e Consequências
O estabelecimento da relação causal entre um determinado evento (acidente ou doença) e
uma dada condição de trabalho constitui a força motriz para implementação das ações
preventivas para assegurar a higidez e segurança do meio ambiente laboral. Os acidentes e
doenças ocupacionais resultam da conexão entre um fato ou acontecimento (causa) e uma lesão
ou perturbação funcional (efeito), estando, portanto, entrelaçados.
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Agentes Físicos – Conceitos e Consequências
O estabelecimento da relação causal entre um determinado evento (acidente ou doença) e
uma dada condição de trabalho constitui a força motriz para implementação das ações
preventivas para assegurar a higidez e segurança do meio ambiente laboral. Os acidentes e
doenças ocupacionais resultam da conexão entre um fato ou acontecimento (causa) e uma lesão
ou perturbação funcional (efeito), estando, portanto, entrelaçados.

Por nexo causal compreende-se, então, a relação de causa e efeito existente entre uma conduta ou
atividade (trabalho) e um determinado resultado danoso (lesão corporal ou agravo à saúde) que, por
sua vez, deve ser a causa da perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade laboral,
ou da própria morte :
Saúde/Segurança Trabalho Doença/Acidente.
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RUÍDO
- Interfere no equilíbrio bioquímico do organismo
- Pode causar diversos prejuízos à saúde:
- Prejuízos temporários
- Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR)
- Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional (PAIRO)
- Trauma acústico
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- Pode causar diversos prejuízos à saúde: risc ssão
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- Prejuízos temporários
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- Prejuízos temporários
- Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR)
- Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional (PAIRO)
- Trauma acústico
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Efeitos extra auditivos:


- Comprometimento da comunicação e entendimento vocal/auditivo;
- Problemas neurológicos, como insônia e dores de cabeça;
- Problemas cardiovasculares;
- Vertigens, desequilíbrios e desmaios;
- Problemas respiratórios e aumento da frequência respiratória;
- Problemas digestivos;
- Problemas comportamentais e/ou psicoemocionais;
- Cansaço, desânimo, déficit de atenção e diminuição de rendimento devido à
falta de disposição.
Riscos Físicos – Ruído
O ouvido humano apresenta uma elevada sensibilidade para
ouvir sons, é capaz de perceber sons que a ele chegam com uma
energia vibratória muito baixa, da ordem de 0,000000000001
Watt/m2 até sons com elevada energia como os produzidos pela
turbina de aviões a jato da ordem de 10.000 Watt/m2. É o mais
sensível dos órgãos do sentido do corpo humano, mais do que a
visão e o olfato.
Riscos Físicos – Ruído
Tipos de ruído (NR15):
- Contínuo
- Intermitente
- Impacto
Riscos Físicos – Ruído
Tipos de ruído (NR15):
- Contínuo
- Intermitente
- Impacto

Definição pela NR15:

- Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de Limites de


Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto (anexo I).
Riscos Físicos – Ruído
Tipos de ruído (NR15):
- Contínuo
- Intermitente
- Impacto

Definição pela NR15:

- Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de Limites de


Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto (anexo I).

- Entende-se por Ruído de Impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração
inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo (anexo II).
Riscos Físicos – Ruído
Intensidade Sonora:

A intensidade sonora está relacionada com a amplitude da onda sonora e com a quantidade de energia
que a fonte sonora transmite ao meio de propagação do som:
- Quanto maior a intensidade sonora, maior a amplitude da onda sonora e maior a energia
transmitida ao meio de propagação do som;
- Quanto menor a intensidade sonora, menor a amplitude da onda sonora e menor a energia
transmitida ao meio de propagação do som.
Riscos Físicos – Ruído
Intensidade Sonora: A
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A intensidade sonora está relacionada com a amplitudecterda onda
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que a fonte sonora transmite ao meio de propagação
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- Quanto menor a intensidade sonora, menor a amplitude da onda sonora e menor a energia
transmitida ao meio de propagação do som.
Riscos Físicos – Ruído
Intensidade Sonora:

A intensidade sonora está relacionada com a amplitude da onda sonora e com a quantidade de energia
que a fonte sonora transmite ao meio de propagação do som:
- Quanto maior a intensidade sonora, maior a amplitude da onda sonora e maior a energia
transmitida ao meio de propagação do som;
- Quanto menor a intensidade sonora, menor a amplitude da onda sonora e menor a energia
transmitida ao meio de propagação do som.
Riscos Físicos – Ruído
Intensidade Sonora:

A intensidade sonora está relacionada com a amplitude da onda sonora e com a quantidade de energia
que a fonte sonora transmite ao meio de propagação do som:
- Quanto maior a intensidade sonora, maior a amplitude da onda sonora e maior a energia
transmitida ao meio de propagação do som;
- Quanto menor a intensidade sonora, menor a amplitude da onda sonora e menor a energia
transmitida ao meio de propagação do som.
Riscos Físicos – Ruído
Intensidade Sonora:

A intensidade sonora está relacionada com a amplitude da onda sonora e com a quantidade de energia
que a fonte sonora transmite ao meio de propagação do som:
- Quanto maior a intensidade sonora, maior a amplitude da onda sonora e maior a energia
transmitida ao meio de propagação do som;
- Quanto menor a intensidade sonora, menor a amplitude da onda sonora e menor a energia
transmitida ao meio de propagação do som.

- Na medida em que o som se propaga, a energia associada à vibração das partículas do meio
vai diminuindo, logo a amplitude de vibração vai diminuindo também. Por esse motivo,
quanto mais afastados da fonte sonora, mais dificuldade se tem em ouvir o som produzido.
Riscos Físicos – Ruído
expressa em Pascal (Pa)

Intensidade Sonora:

A intensidade sonora está relacionada com a amplitude da onda sonora e com a quantidade de energia
que a fonte sonora transmite ao meio de propagação do som:
- Quanto maior a intensidade sonora, maior a amplitude da onda sonora e maior a energia
transmitida ao meio de propagação do som;
- Quanto menor a intensidade sonora, menor a amplitude da onda sonora e menor a energia
transmitida ao meio de propagação do som.

- Na medida em que o som se propaga, a energia associada à vibração das partículas do meio
vai diminuindo, logo a amplitude de vibração vai diminuindo também. Por esse motivo,
quanto mais afastados da fonte sonora, mais dificuldade se tem em ouvir o som produzido.
Riscos Físicos – Ruído
O ouvido humano não responde linearmente aos estímulos, mas
sim logaritmicamente. Por estas razões, o nível de potência sonora,
o nível de intensidade sonora e o nível de pressão sonora são feitas
numa escala logarítmica expressa em decibéis (dB).
Riscos Físicos – Ruído
O ouvido humano não responde linearmente aos estímulos, mas
sim logaritmicamente. Por estas razões, o nível de potência sonora,
o nível de intensidade sonora e o nível de pressão sonora são feitas
numa escala logarítmica expressa em decibéis (dB).
O decibel é por definição, o logaritmo da razão entre o valor
medido e um valor de referência padronizado e corresponde
praticamente à menor variação da pressão sonora que um ouvido
humano normal pode distinguir nas condições normais de audição.
Riscos Físicos – Ruído
Frequência:
A frequência é a característica através da qual o ouvido
distingue um som agudo ou alto de um som grave ou baixo. Assim,
um som com uma frequência elevada denomina-se agudo e com
uma frequência reduzida denomina-se grave.
Riscos Físicos – Ruído
Frequência:
A frequência é a característica através da qual o ouvido
distingue um som agudo ou alto de um som grave ou baixo. Assim,
um som com uma frequência elevada denomina-se agudo e com
uma frequência reduzida denomina-se grave.
Riscos Físicos – Ruído
expressa em Hertz (Hz)

Frequência:
A frequência é a característica através da qual o ouvido
distingue um som agudo ou alto de um som grave ou baixo. Assim,
um som com uma frequência elevada denomina-se agudo e com
uma frequência reduzida denomina-se grave.
Riscos Físicos – Ruído
O ouvido é o órgão responsável pela captação de vibrações no ar (sons) e transformação desses, em
impulsos nervosos que o cérebro descodifica. Além dessa função, o ouvido também está relacionado
com o equilíbrio do corpo. Do ponto de vista anatômico o ouvido humano encontra-se dividido em três
partes: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno.
Riscos Físicos – Ruído
O ouvido é o órgão responsável pela captação de vibrações no ar (sons) e transformação desses, em
impulsos nervosos que o cérebro descodifica. Além dessa função, o ouvido também está relacionado
com o equilíbrio do corpo. Do ponto de vista anatômico o ouvido humano encontra-se dividido em três
partes: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno.

As ondas sonoras procedentes do


exterior penetram no canal auditivo
externo e atravessam-no até
chegarem ao tímpano, fazendo-o
vibrar.
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

Controle do Ruído
são medidas que devemos tomar visando atenuar o
efeito do ruído sobre os trabalhadores.
AGENTE FÍSICO – RUÍDO
Nova NR01 - 1.4.1 Cabe ao empregador:
(...)
g) implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, de
acordo com a seguinte ordem de prioridade:
I. eliminação dos fatores de risco;
II. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de
medidas de proteção coletiva;
III.minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de
medidas administrativas ou de organização do trabalho; e
IV.adoção de medidas de proteção individual.
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O ruído:

 Máquina Trabalhador
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído:
Trabalhador
 Máquina 1º na fonte
2º no meio
3º no receptor
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído na fonte:

Atuar na fonte geradora do


ruído, com o objetivo de
eliminar, atenuar ou reduzir
os níveis de som.
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no meio:

 Máquina Quando não é possível o controle do ruído na fonte,


ou a redução obtida foi insuficiente, então devemos
passar a considerar medidas que visem controlar o
ruído na sua trajetória de propagação. Podemos
conseguir isso de duas maneiras : 
Evitando que o som se propague a partir da fonte
(enclausuramento);
Evitando que o som chegue ao receptor.
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no meio:


Enclausuramento simples:
Material
isolante
acústico
Isolamento Acústico

 Isolamento acústico é a capacidade de um material em bloquear o som ou ruído


entre diferente ambientes. O isolamento acústico ou isolamento sonoro se dá a
partir da utilização de materiais densos e pesados que tenham a capacidade de
amortecer e dissipar a energia sonora.
Isolamento Acústico

 Isolamento acústico é a capacidade de um material em bloquear o som ou ruído


entre diferente ambientes. O isolamento acústico ou isolamento sonoro se dá a
partir da utilização de materiais densos e pesados que tenham a capacidade de
amortecer e dissipar a energia sonora.

 Materiais isolantes acústicos:


Chapas metálicas, vidro, madeira maciça, parede de tijolo maciço, mantas de
borracha, etc.
Isolamento Acústico X Absorção Sonora
 Absorção sonora e isolamento acústico são dois conceitos
distintos e se referem à propriedade dos materiais de absorver
ou de isolar o som. Quando ondas sonoras incidem sobre
determinada superfície e não são refletidas para o recinto em
que foram produzidas, temos a absorção sonora. Ou seja, a
energia, no todo ou em parte, foi absorvida pelo material.
Isolamento Acústico X Absorção Sonora
 Absorção sonora e isolamento acústico são dois conceitos
distintos e se referem à propriedade dos materiais de absorver
ou de isolar o som. Quando ondas sonoras incidem sobre
determinada superfície e não são refletidas para o recinto em
que foram produzidas, temos a absorção sonora. Ou seja, a
energia, no todo ou em parte, foi absorvida pelo material.

 A densidade e a espessura de cada material determinam a sua


capacidade de absorção sonora. Em relação aos materiais, a
absorção sonora equivale à somatória de dois outros
fenômenos: a dissipação sonora e a transmissão sonora.
Isolamento Acústico X Absorção Sonora
 A dissipação sonora se dá devido ao movimento das partículas de ar no
interior do material quando da passagem da onda sonora através dele.
Assim, para que um material seja considerado um bom absorvedor
sonoro, é necessário que ele “respire”, isto é, que permita às partículas
do ar penetrarem e se movimentarem em seu interior. Incluem-se neste
grupo: as espumas em geral, as lãs (de vidro, de rocha e de pet), os
feltros e outros tecidos com espessura considerável.
Isolamento Acústico X Absorção Sonora
 A dissipação sonora se dá devido ao movimento das partículas de ar no
interior do material quando da passagem da onda sonora através dele.
Assim, para que um material seja considerado um bom absorvedor
sonoro, é necessário que ele “respire”, isto é, que permita às partículas
do ar penetrarem e se movimentarem em seu interior. Incluem-se neste
grupo: as espumas em geral, as lãs (de vidro, de rocha e de pet), os
feltros e outros tecidos com espessura considerável.

 Os materiais considerados bons absorvedores sonoros são,


portanto, os leves (pouca massa), moles e porosos. Já os
materiais com características de isolantes acústicos são os
pesados (muita massa), duros e lisos, como concreto, aço, vidro,
chumbo, entre outros.
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no meio:


Enclausuramento duplo:

Material
isolante
acústico
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no meio:


Enclausuramento simples com absorção:

Material Material
absorvente isolante
acústico acústico
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no meio:


Enclausuramento duplo com absorção:

Material
isolante
acústico

Material
absorvente
acústico
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no meio:


Mudança da acústica do local:

Alterando as condições de propagação do


som, podemos diminuir o ruído de um
local. Para tal precisamos estudar a
situação em que se encontra a fonte de
ruído e as condições de reflexão, absorção
ou difração do som no local.
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no meio:

 Máquina Trabalhador
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no receptor:

Não pode ser considerado como controle do


ruído, mas apenas a eliminação de alguns
efeitos.
Pode-se também diminuir o tempo de
exposição, com a rotação de turnos, ou o uso
de cabines de repouso.
AGENTE FÍSICO – RUÍDO

O Controle do ruído no receptor:

 Máquina Trabalhador
ESCOLHA DA PROTEÇÃO INDIVIDUAL
ADEQUADA
1- Análise criteriosa do ruído – intensidade e frequência
2- Análise das características psicofisiológicas do trabalhador
3- Capacitação
4- Análise da adaptação do trabalhador
ESCOLHA DA PROTEÇÃO INDIVIDUAL
ADEQUADA
Plugue de inserção X Abafador
- Abafador: Formado por duas conchas com espuma em sua cavidade
interna, unidas por uma espécie arco ajustável de plástico.
- Plugue de inserção: Peças feitas por silicone ou espuma expansível.
Devem ser pressionados com os dedos e liberados no interior do canal
auditivo. Quando recompõem sua forma original, promovem a
selagem do canal. 
ESCOLHA DA PROTEÇÃO INDIVIDUAL
ADEQUADA
AVALIANDO A EFICIÊNCIA DE INSERÇÃO DOS PLUGUES AUDITIVOS
- O Índice de Redução de Ruído Publicado é uma estimativa de laboratório da
eficiência de um protetor auditivo.
2 - Cálculo de Avaliação
Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de
pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem
ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.
NR-15
3 - Comparando a NR15 Anexo I x NHO - 1
01
NR15 e a NHO - 01, existem algumas diferenças entre o ruído
continuo, intermitente e de impacto. A NR 15 deduz os limites de
tolerância entre os ruídos continuo, intermitente e de impacto, à
exposição entre 8 horas trabalhadas e limite máximo de sua
exposição. Já a NHO - 01 trabalhou mais tecnicamente, pegando
informações em normas internacionais de referência (ANSI, TLVs da
ACGIH, IEC, etc), bem como, na NR 15, anexo 1 e 2, criou
metodologias de trabalho para avaliações de ruído, técnicas,
estatísticas, formulas de dados, quantificação na avaliação e medidas
de controle.
3.1 NR 15 - ANEXO I x NHO 01
3.1 NR 15 - ANEXO I x NHO 01

Considera o incremento de
duplicação de dose (q) igual a
5.
Diferente
3.1 NR 15 - ANEXO I x NHO 01
3.1 NR 15 - ANEXO I x NHO 01
3.1 NR 15 - ANEXO I x NHO 01
3.1 NR 15 - ANEXO I x NHO 01

Tabela Anexo Nº1 com tempo


máximo diário de exposição
permissível em função do nível de em minutos com q=3.
ruído em horas com q=5.
4 - Exemplos Práticos
4 - Exemplos Práticos
4 - Exemplos Práticos
Estudos Publicados
 “Efeitos danosos do ruído ocupacional e outros agentes agressores à saúde e
segurança dos rodoviários – O direito à qualidade do meio ambiente acústico.”
O DIREITO DIFUSO À QUALIDADE DO MEIO AMBIENTE ACÚSTICO E O
DIREITO À QUALIDADE SONORA - A PERDA AUDITIVA EM TRABALHADORES
DO TRANSPORTE PÚBLICO URBANO - EFEITOS DANOSOS DO RUÍDO E
MEDIDAS PREVENTIVAS
“Estudos realizados junto a motoristas e cobradores do transporte coletivo urbano em
diferentes municípios do Brasil demonstram a importância do controle biológico
audiométrico nessa população (perda auditiva contraída, sugerida ou desencadeada) em
virtude da alta prevalência da PAIR, com ocorrência variando entre 4,5% e 46%16 17 e
associação positiva entre a doença e o tempo acumulado de trabalho.”
Estudos Publicados
“Assim, a atividade de dirigir ônibus urbanos é uma das mais arriscadas do ponto de vista
da saúde auditiva em razão das condições de trabalho impostas aos motoristas: a intensa
poluição sonora resultante da posição habitual do motor dos veículos (principal fonte de
ruído ocupacional, instalado na frente, ao lado do profissional); a grande potência do motor
a diesel; o tempo de exposição contínua a níveis de ruído muito acima dos limites de
conforto (podendo ser superior a 08 horas diárias); a falta de manutenção dos ônibus; o
alto nível de ruído do ambiente urbano (principalmente o trânsito), entre outras.”

“A comparação dos níveis sonoros entre os dois modelos de ônibus indica que o uso de
veículo com motor localizado na região traseira é ideal, visto que apresenta valor inferior
ao veículo com motor dianteiro.”
“... A proteção da saúde e segurança do trabalhador ultrapassa o
enfrentamento da lesão ocorrida ou da doença instalada, abrangendo a
eliminação de toda situação de exposição a risco, pois a doença
ocupacional ou o acidente consiste justamente no resultado do
acúmulo de reiteradas submissões do trabalhador a elementos
agressores de sua integridade física e mental”
5 - Papel do Higienista na prevenção da
Saúde do Trabalho

• Atuar de forma proativa se antecipando aos riscos potenciais à


saúde das pessoas nos locais de trabalho;
• Manter um programa continuado de gerenciamento de riscos
ambientais sempre com base em dados técnicos, ouvindo as
pessoas e em sinergia com o setor médico, alavancando os
resultados na prevenção da saúde dos trabalhadores;
• Implementar as melhores práticas de Antecipação,
Reconhecimento, Avaliação e Controle dos riscos ambientais e se
manter sempre atualizado;
• Gerar resultados objetivando um ambiente de trabalho saudável;
OBRIGADO
6 – Referências

1- GERGES, SAMIR N. Y. Protetores Auditivos Florianópolis: NR Editora, 2003.


TLVs e BEIs ACGIH – 2019 – Traduzido pela ABHO
 Funabashi, L. Antônio. Caso Prático do Estudo de Projetos de EPC na indústria X, 2018.
2- SIMÕES, SARA C. D. Ruído e Vibrações no Corpo Humano: Avaliação de Ruído e Vibrações - LAUAK
PORTUGUESA – Indústria Aeronáutica, LDA, disponível no endereço eletrônico
https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/7315/1/Projeto%20Individual.pdf
3- MIRANDA, ALESSANDRO S. Efeitos danosos do ruído ocupacional e outros agentes agressores à saúde e
segurança dos rodoviários – O direito à qualidade do meio ambiente acústico, 2019
6 – Referências

Sites consultados:
 NR-15 Anexos 1 e 2. Disponível no site:
< https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-15-Anexo-01.pdf > Acesso em
05/08/2020, às 10h15min.
NHO-01 da Fundacentro. Disponível no site:
< http://antigo.fundacentro.gov.br/biblioteca/normas-de-higiene-ocupacional/publicacao/detalhe/2012/9/nho-01-
procedimento-tecnico-avaliacao-da-exposicao-ocupacional-ao-ruido> Acesso em 04/08/2020, às 11h30min.

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