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CONTABILIDAD

E
Organização/entidade: definição e ciclo de vida
Noção, Objetivos, funções, utilizadores e divisões da contabilidade
Contabilidade desportiva
O desporto tem ganho espaço e relevância
incontestável na sociedade.
Para além do lazer, com o crescimento
económico das entidades desportivas ganha
destaque, também, a parte comercial.

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A sua capacidade de arrecadar recursos e
solidificar-se no mercado, exige que as
entidades desportivas adotem uma gestão
mais eficiente e empresarial para continuar
a ter apoios do Estado e patrocínios
comerciais.

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Organização desportiva
Unidade organizada com estrutura
própria e que inclui tarefas agrupadas
por natureza e importância de acordo
com os objetivos internos que
pretende alcançar

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Objetivos das organizações desportivas:
Ampliar, modernizar e satisfazer os seus
clientes através da prestação de serviços;
Embora não tenham como objetivo a
obtenção do lucro procuram obter bons
resultados financeiros e económicos;

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Objetivos das organizações desportivas:
Executar uma contabilidade transparente
que permita prestar contas ao público, aos
acionistas, patrocinadores e sócios.

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A contabilidade aplicadas às organizações
desportivas é fundamental para a tomada
de decisão, tal como acontece nas
empresas, pois estas entidades também
vendem produtos, prestam serviços,
possuem clientes e fornecedores. Apesar de
não possuírem a mesma política comum de
distribuição de lucros o superavit.

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A contabilidade desportiva diferencia-se das
demais, pois trabalha diretamente com
ativos simbólicos e intangíveis.
Ativo – Bem ou direito que resulta de
acontecimentos passados e que gera
benefícios económicos futuros.

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• Intangível - A palavra intangível deriva do
latim tangere, ou “tocar”. Os bens
intangíveis ou incorpóreos são bens que
não podem ser tocados, porque não são
físicos ou matéria (Hendriksen e Van
Breda, 2010).
Exs: Patentes, marcas, direitos de
concessão, direitos de exploração, direitos
autorais, entre outros.
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Valores gastos diretamente com formação,
renovação de contratos, aquisição, valor de
cláusula compensatória, comissões e custos
correspondentes, desde que possam ser
mensuráveis de forma confiável, direitos de
imagem, patrocínios, publicidade e as
conhecidas “luvas” que nada mais são do
que uma antecipação de recursos para
garantir a contratação do atleta.
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Os atletas são os maiores ativos das
entidades desportivas e quanto maior for a
qualidade desses atletas maior será a
probabilidade de conquista de títulos
gerando mais valias e patrocínios.

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Fatores que afetam ou condicionam o
funcionamento das organizações:
- O tipo de modalidade
- A dimensão
- Estado
- Autoridades fiscais e legais
- Fornecedores

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- Concorrência
- Credores
- Praticantes/atletas
- Acionistas/sócios
- Sindicatos
- Entre outros

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Ciclo de vida
1º Ciclo institucional, é nesta fase que
se decide a criação da organização
desportiva e se obtêm os recursos
necessários para a sua entrada em
funcionamento.

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Ciclo de vida de uma empresa

2º Ciclo funcionamento ou execução, é


a fase em que se desenvolve toda a
atividade com vista a obter
determinados resultados desportivos e
de outra natureza.

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Ciclo de vida de uma empresa

3º Ciclo de liquidação, no qual se


procede à sua extinção

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A fase do funcionamento é a fase mais
longa. A informação sobre a atividade da
organização, é dividida em intervalos de
tempo (ano civil: 01/01/n – 31/12/n+1) que
se designam por períodos administrativos.
A parte da gestão correspondente a esses
períodos designa-se por exercício
económico.

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No desenvolvimento da sua actividade, a
organização estabelece relações internas
e externas, os designados fluxos reais, que
se traduzem por fluxos monetários de
sentido inverso.

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Nestes fluxos existem três óticas:
1) Ótica financeira que diz respeito aos
movimentos da empresa face ao
exterior, nomeadamente,
 Remuneração dos fatores de produção
adquiridos - despesa.
 Remuneração dos bens e serviços
vendidos - receita.
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2) Ótica económica, que está relacionada
com a transformação dos fatores de
produção em bens e serviços,
designadamente,
 Valores incorporados na produção -
custos.
 Valor dos produtos acabados de
fabricar e aptos para venda designam-
se de - proveitos.
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3) Ótica da tesouraria que
corresponde às entradas e saídas de
dinheiro:
 Entradas de dinheiro designam-se
de recebimentos.
 Saídas de dinheiro designam-se de
pagamentos (saídas monetárias).

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Contabilidade
A contabilidade é um sistema de informação de
apoio à gestão que permite conhecer a situação
patrimonial (posição financeira) e o desempenho
económico-financeiro de uma determinada
entidade.

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Contabilidade
Na situação patrimonial e desempenho económico-
financeiro estamos a querer considerar, entre muitas
outras informações:
• Dívida atual ao fornecedor x
• Crédito atual sobre o cliente y
• Vendas do produto z no mês anterior
• Resultados obtidos até ao fim do 3º trimestre
• Descontos de pronto pagamento concedidos aos
clientes no último trimestre

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Contabilidade
Na noção de entidade estamos a incluir:
• Empresas individuais (ginásios)
• Sociedades
• Grupos de sociedades
• Clubes
• Associações
• Federações
• Segmentos de negócios, etc.
Entidade (contabilística) é uma unidade económica
que controla e gere um conjunto de recursos.
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O papel da contabilidade - génese
Surgiu como forma de fazer face às deficiências de
memória do homem. Numa primeira etapa a
contabilidade visava suprir deficiências de memória
e servia, muitas vezes, em situações de litígio, como
prova.

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Tratava-se de uma forma de registo e
classificação que permitia facilmente recordar as
variações das grandezas.
Atualmente, pretende dar resposta às:
• Necessidades de informação interna (sistema
de apoio ao processo de tomada de decisão)
• Exigências de informação externa (obrigações
decorrentes da lei comercial, fiscal, ...)

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Atualmente, a contabilidade é uma fonte
de informações que apoia a tomada de
decisão, facultando, a todo o momento,
informações sobre a situação da
organização e a evolução da mesma.

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Evolução da Contabilidade

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À medida que as organizações se
tornaram mais complexas, sobretudo a
partir da Revolução Industrial, em finais do
Séc. XVIII, os processos de registo foram-
se refinando até chegarmos ao método
contabilístico tal como é usado atualmente.

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Utilizadores da informação contabilística
• Internos (administradores, diretores, presidentes,
chefes de secção, gestores em geral na preparação
da tomada de decisão)
• Externos (acionistas, financiadores, fornecedores,
trabalhadores, estado, clientes, atletas, sócios, ...).

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Divisões da contabilidade
As duas mais importantes divisões da contabilidade
são:
• Contabilidade financeira (geral ou externa), aquela
que, principalmente, serve de base ao processo de
comunicação da empresa com o exterior.
• Contabilidade de gestão (analítica, de custos ou
interna), aquela que serve de base ao processo de
decisão interno da empresa.

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A contabilidade patrimonial ou financeira
regista as relações externas (despesas,
receitas, recebimentos e pagamentos).
Inicialmente, teve maior expressão nas
empresas comerciais só que com o seu
desenvolvimento e aperfeiçoamento foi
estendida a sua aplicação às empresas
transformadoras e às restantes
organizações.
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A contabilidade regista todos os factos que permitem
saber:
 A posição devedora ou credora relativamente aos
que com ela transacionam.
 A composição e valor do património.
 O custo dos bens ou serviços vendidos.
 A origem dos encargos (dívidas) e dos
rendimentos.
 A natureza e importância dos resultados.
 As responsabilidades dos agentes obrigados a
prestar contas dos valores pertencentes à
organização
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Os gestores que são responsáveis pela gestão
de uma organização devem saber a cada
momento:

 O que têm.
 Quais as suas disponibilidades (dinheiro em
caixa e em depósitos à ordem).
 Qual o montante de dividas dos seus clientes.

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 Qual o montante de dividas
 Quais os prazos das suas obrigações (quando
têm de pagar).
 Se a organização tem o dinheiro suficiente
para fazer face às suas necessidades.
 Quais são os resultados ao fim do ano (se tem
lucro ou prejuízo).

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 Com que capitais compra os edifícios, os
equipamentos necessários.
 Qual será o comportamento que a organização
deverá adotar na possibilidade de haver uma
crise económica.

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O método contabilístico é constituído por um
conjunto de registos relativos a grandezas e
às suas variações (aumentos ou
diminuições).

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