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Avaliação

Cardiorvascular
Escolha de protocolo
• A seleção de um protocolo apropriado para avaliação da
capacidade funcional é de fundamental importância. Quando
a capacidade aeróbia é estimada pelo tempo de exercício ou
pico de trabalho realizado, protocolos com grande gasto
energético estágio a estágio devem ser evitados devido a sua
ineficiente relação entre consumo de O2 e percentual de
trabalho realizado. O protocolo de Balke ou de Naughton, que
utilizam incremento de 1 MET a cada estágio com aumentos
leves de elevação da inclinação e velocidade constante, são
preferencialmente utilizados para a estimativa indireta do
VO2, sendo também utilizados para pacientes com limitada
tolerância ao exercício, fase aguda do infarto do miocárdio e
portadores de insuficiência cardíaca.
Escolha de protocolo
• Em indivíduos sadios os protocolos de Ellestad e
Bruce podem ser aplicados, sendo este último o mais
utilizado, existindo na literatura um grande número
de trabalhos validando tanto o enfoque diagnóstico
como prognóstico em pacientes cardiopatas. Em
indivíduos idosos, ou naqueles em que a capacidade
física é limitada por doença, o protocolo de Bruce
pode ser modificado por 3 minutos sem inclinação.
Uma limitação inerente a estes protocolos é o grande
aumento do VO2 entre cargas de trabalho sucessivas,
com adicional custo energético durante a corrida,
quando comparado com caminhada somente.
Protocolos
1) Os protocolos em esteira resultam VO2 max 10% a 20% maiores
que em bicicleta. Entretanto, para o mesmo ergômetro, esteira ou
bicicleta, não há diferenças estatisticamente significativas entre as
freqüências cardíacas máximas, as respostas de pressão arterial ou
consumo máximo de oxigênio obtidos com os protocolos tradicionais
e os de rampa.
2)     O protocolo de rampa em esteira evidencia a melhor relação entre
VO2 e carga de trabalho, diminuindo os erros associados quando se
estima o VO2 predito por carga.
3)     Os protocolos com grandes incrementos de carga de trabalho entre
estágios (Bruce ou 50 W) apresentam a pior correlação entre VO2
predito e carga de trabalho.
4)     Na presença de doença cardíaca, pode-se melhorar a pequena
relação entre VO2 predito e carga de trabalho pela escolha do
protocolo adequado.
5)     Os protocolos de curta duração também aumentam a discrepância
entre VO2 predito e carga de trabalho; porém, protocolos muito
longos também não melhoram essa relação, sendo o tempo ideal de
duração em torno de 10 minutos.
6)     Na ausência de equipamento para medida direta do consumo de
oxigênio preconiza-se a realização de protocolos com estágios de
curta duração e pequenos aumentos de carga, ou protocolos de
rampa, para maior acurácia na determinação do VO2
Protocolo Específico USP

tempo
18 16
16 14
14 12
velocidade

12

inclinação
10
10
8
8
6
6
4 4
2 2
0 0
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

tempo

Velocidade Velocidade Velocidade Inclinação

Figura 2. Esquematização dos protocolos: sedentários, 3/12 km/h-1; condicionados 5/14 km.h-1; atletas 7/16 km/h-1.
Protocolo homens

Protocolo realizado, número de indivíduos e consumo máximo de


oxigênio em ml. kg-1. min-1 (VO2 max), razão de trocas gasosas (R
max) no VO2 max, e tempo de exercício (em minutos e segundos) em
homens (n = 841) (média e desvio padrão).

Protocolo N VO2 max R Tempo de


mL/kg/min max. exercçicio
atingido min/seg

3 – 12 203 36,17 ± 6,52 1,12 ± 0,09 9:00 ± 1:51


5 - 14 336 49,71 ± 8,11 1,11 ± 0,08 11:28 ± 1:38
7 – 16 302 56,64 ± 7,92 1,11 ± 0,08 11:05 ± 1:34
Protocolo homens

Protocolo realizado, número de indivíduos e frequência cardíaca


máxima atingida (em batimentos por minuto), frequência máxima
predita para a idade (em batimentos por minuto) e percentual de
frequência cardíaca (FC) atingida em relação à predita em homens (n =
841) (média e desvio padrão).

Protocolo N VO2 max R Tempo de


mL/kg/min max. exercçicio
atingido min/seg
3 – 12 203 36,17 ± 6,52 1,12 ± 0,09 9:00 ± 1:51
5 - 14 336 49,71 ± 8,11 1,11 ± 0,08 11:28 ± 1:38
7 – 16 302 56,64 ± 7,92 1,11 ± 0,08 11:05 ± 1:34
Protocolo mulheres

Protocolo realizado, número de indivíduos e consumo máximo de


oxigênio (em ml.kg-1 .min-1) (VO2 max), razão de trocas gasosas (R
max) VO2 max e tempo de exercício (em minutos e segundos), em
mulheres (n = 297) (média e desvio padrão).

Protocolo N VO2 max R Tempo de


mL/kg/min max. exercício
min/seg
3 – 12 176 31,36 ± 6,55 1,06 ± 0,07 08:17 ± 1:44
5 – 14 81 43,46 ± 6,42 1,07 ± 0,06 11:16 ± 1:32
7 – 16 40 50,29 ± 6,87 1,08 ± 0,09 09:55 ± 1:47
Protocolo mulheres

Protocolo realizado, número de indivíduos e frequência cardíaca


máxima atingida (em batimentos por minuto), frequência máxima
predita para a idade (em batimentos por minuto) e percentual de
frequência cardíaca (FC) atingida em relação à predita em mulheres (n
= 297) (média e desvio padrão).

Protocolo N FC max atingida FC max predita % FC max


(bpm) (bpm) atingida em
relação a predita
3– 12 176 177,87 ± 13,04 181,00 ± 12,54 98,40 ± 5,70
5 - 14 81 184,33 ± 09,79 186,47 ± 08,61 98,92 ± 4,28
7 – 16 40 183,51 ± 09,23 188,44 ± 10,70 97,55 ± 4,97
Cálculo do Vo2 Estimado

• Esteira Ergométrica
VO2 (ml/Kg/min) = velocidade x [0,1+ (inclinação/100 x 1,8)] + 3,5
METODOLOGIA DO TESTE DE BRUCE EM ESTEIRA ROLANTE

• Nesta metodologia, a velocidade e a


inclinação variam em cada um dos
estágios que se sucedem sem
interrupção até a exaustão. Bruce
propõe equações diferenciadas para
homens e mulheres, consideran­do o
tempo de duração do teste (t) em
minutos para cálculo do consumo de
oxigênio.
TESTE DE BALKE PARA ESTEIRA ROLANTE

Nesta metodologia PINI,1983 a


velocidade da esteira é fixada em 5,4
Km/h (90 m/min) e , sem que o
indivíduo apoie as mãos nas barras
protetoras, o grau de inclinação
aumenta em 1% após cada minuto de
teste. O cálculo do consumo máximo de
oxigênio é feito a partir do tempo total
de teste (t) em minutos, através da
equação:

VO2max [ml(kg.min)-1] = 11,826 + 1,62 (t-1)


BALKE PARA CICLOERGÔMETRO

• Este protocolo foi desenvolvido para


eletrocardiografia de esforço, razão pela qual são
mais indicados para indivíduos destreinados.
• A técnica proposta por BALKE (1959) é escalonada
máxima, sem intervalos. Inicia-se o teste com uma
carga de 25 watts e, a cada dois minutos, aumenta-
se mais 25 watts, sucessivamente, até ser atingida
a FC máxima do indivíduo, ou outros critérios de
interrupção. A carga máxima sustentada (W)
permite se estimar o VO2max em litros por minuto
e a divisão pelo peso corporal total (peso) se
expressar esse resultado em ml(kg.min)-1, através
da fórmula:

• VO2max [ml(kg.min)-1] = [200 + (12 x W)] / peso


(kg)
Conversões

• 1 w = 6.01 kgm/min = 0,017001Kp

• 1 w = 6 kgm/min = 0,017Kp

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