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DIREITO PROCESSO CIVIL I Pressupostos Processuais

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FORMAS DE PROCESSO

Comum e Especial

Especial: casos expressamente previstos na lei

Comum: a todos os casos a que não corresponda processo especial


O PROCESSO COMUM ABREVIADO - ARTIGO 425.º

O Processo é abreviado:
i)Ações de condenação;
ii)Valor não superior a 500.000$(Artigo 21.º da LOFTJ)

 Tramitação
i)Fase de articulados e Audiência de Discussão e julgamento
ii)Prazo de Contestação: 10 dias( 425 n.º 2)
iii)Prazo de Réplica e Tréplica ( 425 n.º 2)
iv)Prova: apresentadas com os articulados(471 n.º 3)
v)Selecção dos factos provados e não provados no inicio da Audiência(564 n.º 1)
PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS

Os pressupostos processuais são as condições mínimas cuja verificação é essencial e


indispensável para que o tribunal conheça do mérito da causa.

Relativamente as partes, constituem pressupostos processuais subjectivos, a personalidade


e capacidades judiciárias, a legitimidade processual e o patrocínio judiciário.
PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS RELATIVOS AS
PARTES

A personalidade judiciária consiste na susceptibilidade de ser parte na ação (artigo 9.


n.º 1 do CPC). O legislador consagrou como critério para a determinação da personalidade
judiciária o principio da equiparação, ao brigo do qual tem personalidade judiciária quem
tem personalidade jurídica (n.º 2);

A capacidade judiciária, esta consiste na susceptibilidade de estar por si em juízo, sem


necessidade de representação ( artigo 11.º do CPC). À luz do 11.º n.º 2, a capacidade
judiciária tem por base e por medida a capacidade de exercício de direitos. Deste modo,
ambos têm também plena capacidade judiciária, pelo que, podem estar ambos em juízo, sem
necessidade de representação.
Legitimidade processual: Uma pessoa é parte legitima quando tem interesse directo em
demandar.

O artigo 25.º consagra o critério do interesse directo, ao abrigo do qual o autor é a parte
legitima quando tem interesse em demandar, isto é, quando a procedência da acção
representa para ele uma utilidade ou beneficio, sendo o réu parte legitima quando tem
interesse directo em contradizer, ou seja quando a procedência da acção representa para ele
um prejuízo.

A legitimidade processual pode ser singular ou plural, esta ultima na modalidade de


litisconsórcio ou coligação.
LEGITIMIDADE PLURAL

Litisconsórcio – pedido formulado por várias partes e/ou contra várias partes. A
pluralidade de partes corresponde à pluralidade na contitularidade na mesma relação
material. Pluralidade de partes/unicidade da relação jurídica. Artigo 27.º e ss.

Coligação – pedidos diferentes são formulados por várias partes ou contra várias
partes. Pluralidade de partes/pluralidade de relações jurídicas. Artigo 32.º e ss
LITISCONSÓRCIO
 Activo, Passivo e Misto

Litisconsórcio necessário – Artigo 28.º( legal, negocial ou natural): quando são


vários os titulares da relação material controvertida e é obrigatória a intervenção de
todos eles(por exigência da lei ou do negócio jurídico ou para a decisão produzir o
seu efeito útil normal. Exemplos: Artigo 29.º, 30.º, acção de divisão de coisa
comum. A falta em juízo de algum dos titulares da relação material controvertida
gera a ilegitimidade plural(sanável mediante a intervenção de terceiro).

Litisconsórcio voluntário – Artigo 29.º: quando são vários os titulares da relação


jurídica controvertida mas a lei não exige a intervenção de todos. Facultativa.
Exemplo: acção de reivindicação de propriedade por comproprietário contra
terceiro.
COLIGAÇÃO
pluralidade de a pedidos e e/ou de relações jurídicas. Artigo 35.º

Caracter voluntário e facultativo

Requisitos positivos e negativos

Requisitos positivos: artigo 30.º CPC, pedidos diferentes, a causa de pedir seja
única/pedidos numa relação de prejudicialidade ou dependência ( 32 n.º 1). E ainda: (32
n.º2)

Requisitos negativos: 34.º.Formas de processo diferentes. Coligação ofender regras de


competência absoluta (internacional, hierarquia e matéria)
Patrocínio judiciário, importa referir que se trata de um pressuposto processual que
consiste na assistência jurídica das partes por intermédio de um Advogado, o qual enquanto
profissional do foro, dotado de preparação técnica adequada e necessária para a defesa dos
interesses e direitos das partes.

Artigo 35.º
COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS
 Jurisdição: poder de julgar que o Estado atribui aos tribunais

Competência: fracção de poder jurisdicional que é atribuída por lei a cada tribunal

Regras de competência: definem a repartição do poder jurisdicional e permitem


determinar, relativamente a cada litigio, qual o tribunal a quem foi atribuído o poder
de apreciar.

Matéria, Hierarquia e Território


COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS
 Competência Internacional: a fracção do poder jurisdicional que é atribuída aos
nossos tribunais em face aos tribunais estrangeiros, para solucionar questões que
estão relacionadas com a ordens jurídicas estrangeiras.
- Regras: 66.º e ss e 95.º

Competência Interna: repartição da jurisdição entre os diferentes tribunais que


integram a organização judiciária cabo-verdiana.
COMPETÊNCIA TERRITORIAL

Artigos 69.º e ss
GARANTIAS DE COMPETÊNCIA

Incompetência Absoluta – 97.º e ss

Incompetência Relativa – 102 e ss.

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