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Iluminação

Tipos de lâmpadas e luminárias

Prof. Dani Ferauche


Lâmpadas
As lâmpadas elétricas utilizadas comercialmente podem ser classificadas de acordo com seu
processo de emissão de luz.
Podemos compará-las com as forças da natureza para melhor entendermos seu funcionamento.
Assim temos:
INCANDESCÊNCIA – representada pela luz do sol. A incandescência consiste no processo de
emissão de radiação eletromagnética por um corpo sob alta temperatura.
DESCARGA – representada pelo raio, uma descarga elétrica. Um raio é identificado por dois
princípios, o trovão e o relâmpago. A descarga elétrica provocada pela diferença de potencial
entre duas porções de matérias (terra ou nuvem) ioniza o ar em um percurso criando um plasma
que emite radiação eletromagnética. Parte dessa radiação é emitida em forma de luz, a esse
fenômeno denominamos o nome de relâmpago. Ao liberar este plasma, o ar se expande
rapidamente gerando uma onda de choque sônica, a este fenômeno denominamos trovão.
LUMINESCÊNCIA – representada pelo vaga-lume. A luminescência é a emissão de luz por uma
substância quando submetida a algum tipo de estímulo como luz, reação química, radiação
ionizante.
Podem as lâmpadas artificiais ser, portanto, incandescentes, de descarga ou LED.
Vida útil x Vida mediana
• Vida útil – tempo decorrido (em horas) quando se atinge 70% do fluxo
luminoso inicial de uma fonte de luz.

• Vida mediana – tempo decorrido (em horas) para que 50% das
lâmpadas sob ensaio ainda permaneçam acesas.
Lâmpadas
incandescentes
convencionais
Seu princípio de funcionamento baseia-se
na emissão de luz por um corpo aquecido,
normalmente um filamento de tungstênio.
Esse aquecimento é gerado pela potência
elétrica dissipada por ele quando em
funcionamento.
Dessa forma, ao se desenvolver o filamento
para uma lâmpada incandescente, procura-
se levar o filamento a incandescência
durante seu funcionamento, pois dessa
forma grande parte da radiação emitida
estará no espectro visível. Por isso, esse
tipo de lâmpada ficou conhecida como
incandescente.

https://www.youtube.com/watch?v=qmWpbykZBBQ
Lâmpadas incandescentes convencionais
Seu princípio de funcionamento baseia-se na emissão de luz por um
corpo aquecido, normalmente um filamento de tungstênio.
Esse aquecimento é gerado pela potência elétrica dissipada por ele
quando em funcionamento.
Dessa forma, ao se desenvolver o filamento para uma lâmpada
incandescente, procura-se levar o filamento a incandescência durante
seu funcionamento, pois dessa forma grande parte da radiação emitida
estará no espectro visível. Por isso, esse tipo de lâmpada ficou
conhecida como incandescente.
Lâmpadas incandescentes convencionais
D.M. - Esta dimensão, em milímetros, especifica o
Diâmetro Maior do bulbo. O tamanho do bulbo, ou
seu diâmetro maior, também é expresso em oitavos
de polegada (1/8”), ou seja, cerca de 3,175 mm. Por
exemplo, um bulbo A17 possui o diâmetro maior de
17 oitavos de polegada (1/8”), ou seja, cerca de 54
mm.

M.C.T. - É o Máximo Comprimento Total, em


milímetros, e inclui o bulbo e a base.
Lâmpadas incandescentes convencionais
Resumindo:

- Eficiência: baixa
- Vida útil: 800 horas
- ICR: 100%
- Podem ser dimerizadas (controle da corrente elétrica que varia a intensidade
de luz)
- Tensão de rede 110v/220v
- Uso: geral, residencial, arandelas, abajures, luminárias tipo coluna 
Lâmpadas incandescentes convencionais
Tipos de Bulbos
Lâmpadas incandescentes convencionais
Tipos de Bulbos
Lâmpadas incandescentes convencionais
Tipos de Bulbos
Lâmpadas incandescentes convencionais
Tipos de Bulbos
Lâmpadas incandescentes convencionais
Tipos de Bulbos
Lâmpadas incandescentes convencionais
Tipos de Bulbos
Tipos de bases
Standard
• Bulbo transparente (luz clara), que proporciona maior compactação e design (exceto
as potências de 150W e 200W que utilizam bulbo A65). São preenchidas com gás e
possuem um filamento de tungstênio duplamente espiralado.
• Ideal para iluminação em geral ;
• Sensor de presença ;
• Controle de luminosidade.
• Bulbo A60 e A55  
Vela
• Com opção de bulbo transparente (luz clara) ou revestido /sílica (luz suave), no
formatos B35 (vela lisa) ou B54 (vela balão), favorecendo a estética de luminárias e
do ambiente iluminado. São preenchidas com gás e possuem um filamento de
tungstênio duplamente espiralado.
• Podem ser dimerizadas (controle da luz).
• Base E14 ou E27
Incandescente Vela torcida
• Acabamento transparente ou fosco.
• Base E14 ou E27 .
• Vida média de 1.000 horas.
• Ideal para abajures e luminárias .
• Efeito único.
Incandescente Chupeta
• Vida Média de 1.000 horas
• Base E14
• Ideal para iluminação decorativa
Bolinha
• São lâmpadas incandescentes com opção de bulbo transparente (luz clara);
revestido (luz suave) ou colorido, no formato P45, contribuindo com a decoração do
ambiente a ser iluminado.
• São preenchidas com gás e possuem um filamento de tungstênio duplamente
espiralado.
• Base E27
Geladeira ; Fogão (Gel-Fog) ; Microondas
• São lâmpadas incandescentes especiais com bulbo transparente no formato
P45, projetadas para uso em fogões e geladeiras.
• São preenchidas com gás e possuem um filamento de tungstênio duplamente
espiralado.
Baixa Tensão
• São lâmpadas incandescentes especiais com bulbo no formato A60,
projetadas para funcionamento em 12 Volts.
• São preenchidas com gás e possuem um filamento de tungstênio duplamente
espiralado.
Anti-Inseto
• São lâmpadas incandescentes especiais com bulbo formato A55, revestido
por uma cobertura interna especial que concentra a emissão da luz em uma
faixa de radiação pouco visível aos insetos, proporcionando uma menor
atração dos mesmos no local iluminado.
• São preenchidas com gás e possuem um filamento de tungstênio
duplamente espiralado.
Filamento Reforçado (Fil-Ref)
• São lâmpadas incandescentes especiais com bulbo no formato A60. São
preenchidas com gás e possuem um filamento de tungstênio duplamente
espiralado reforçado, proporcionando uma maior resistência a choques mecânicos
e vibrações. São preenchidas com gás e possuem um filamento de tungstênio
duplamente espiralado reforçado.
• Iluminação semafórica.
• Iluminação de oficinas locais similares.
Refletora Mini-Spot
• São lâmpadas incandescentes especiais refletoras com opção de bulbo
dourado (ouro) ou prateado (prata) no formato R63.
• São preenchidas com gás e possuem um filamento de tungstênio duplamente
espiralado.
Soft
• São lâmpadas incandescentes com bulbo revestido no formato E60. São
preenchidas com gás e possuem um filamento de tungstênio duplamente espiralado.
• Iluminação concentrada, uso em spots e luminárias dirigidas.
 Diferencial
– Proporciona maior destaque no ambiente ou local iluminado.
Incandescente Infra-Vermelha
• Base E27
• Acabamento espelhado
• Ideal para estufas, aquecimento de alimentos, criação de
aves
• Geração de calor dirigido
• Alta durabilidade
Lâmpadas incandescentes
halógenas
É um tipo de lâmpada incandescente um pouco mais
aperfeiçoada que a convencional.
Basicamente é constituída de um tubo de quartzo, dentro
do qual existe um filamento de tungstênio e partículas de
um elemento halógeno, normalmente iodo ou bromo.
Durante seu funcionamento, o tungstênio evapora do
filamento, combinando-se com o gás presente no interior
do tubo, formando o iodeto de tungstênio.
Devido às altas temperaturas, parte do tungstênio
deposita-se no filamento, regenerando-o e criando,
dessa forma, um ciclo de funcionamento também
conhecido como ciclo do iodo.
Nas lâmpadas incandescentes não ocorre esse ciclo e
por isso o tungstênio evaporado deposita-se nas paredes
internas do tubo, diminuindo sua eficiência luminosa.
https://www.youtube.com/watch?v=Fu0r2_aNXys
Lâmpadas incandescentes halógenas
Lâmpadas
incandescentes
halógenas
Esse tipo de lâmpada apresenta uma grande
evolução com relação às convencionais, pois
possuem uma vida útil maior, em média 2000
horas. Além disso, apresenta uma melhor
eficiência luminosa e uma redução
significativa em seu tamanho.
Sua eficiência varia de 15 a 25 lúmen/Watt e
chega a ser 100 vezes menor que as
convencionais. Apesar dessas grandes
evoluções apresentadas, ela ainda possui um
índice de reprodução de cor semelhante ao
da lâmpada convencional, que é de 100%,
sendo considerado o melhor para a
iluminação de um ambiente.
Lâmpadas incandescentes halógenas
Refletoras
MR – Multifaceted Reflector
Mirror Reflector ou Refletor espelhado
MR 16 (1/8”): dicroica
MR 11 (1/8”): mini dicroica
Dicroismo: transmite o infravermelho (calor) e reflete a luz visível 12 Volts
AR – Aluminium Reflector Transformador

Refletor de alumínio
AR48, AR70, AR111 (diâmetro em mm)
Sem dicroísmo, facho definido, mais calor pro ambiente
PAR – Parabolic Aluminium Reflector
PAR16, PAR20, PAR 38 (diâmetro 1/8”)
Tensão de rede, sem transformador, base E27
Lâmpada Dicróica
• São lâmpadas halógenas dicróicas com base bipino
anticorrosiva, com cobertura dicróica e um vidro frontal
protetor.
• Utilizam tecnologia de baixa pressão. Operam em baixa
tensão (12V) necessitando de transformador e podem ser
dimerizadas.
• Ideais para iluminação decorativa.
• Iluminação dirigida;

Atenção:
Produz raios Ultra Violeta, não utilize sobre áreas onde pessoas, animais e plantas fiquem embaixo desta
lâmpada por muito tempo, pois causam queimaduras.
É possível encontrar modelos de lâmpadas dicróicas com um filtro na frente, para bloquear os raios UV.
Lâmpada AR
• Com superfície refletora de alumínio e haste anti-
ofuscamento.
• São dimerizáveis, operam em baixa tensão (12V),
necessitando de transformador. Ideais para iluminação
decorativa.
• Foco direcionado, realçam os objetos.
• Produz luz homogênea.
• Iluminação que não causa ofuscamento, é possível olhar
para a lâmpada sem causar desconforto, pois o bulbo é
coberto por uma estrutura metálica.
• Os modelos AR tem a capacidade de iluminar desde uma
área pequena e marcada até áreas maiores criando uma
luz geral, conforme o ângulo de cada lâmpada.
Há 3 modelos de lâmpadas AR: AR 48, AR 70 e AR 111, que apresentam os ângulos de
4º, 8º e 24º. 

1.Lâmpada Ar 48: iluminação ideal para leitura, pois é suave e perfeita para pequenas
distâncias entre objeto e lâmpada.
2.Lâmpada AR 70: para distâncias até 3 metros, pode estar embutida no teto ou no piso.
3.Lâmpada AR 111: perfeita para grandes distâncias, até 8 metros (nunca utilize este
modelo em áreas com pé direito simples / baixo).

•Ângulo de 4º:  para destacar um determinado objeto - cria uma luz bem marcada.
•Ângulo de 8º:   luz um pouco menos marcada - também é para destaque.
•Ângulo de 24º:  iluminação tênue, abrange uma área maior, sem marcar muito o
espaço.
Lâmpada Pin
• São lâmpadas halógenas extremamente compactas com base bipino anticorrosiva e
opção de bulbo fosco.
• São dimerizáveis e operam em tensão de rede (127V ou 220V).
• Proporcionam uma iluminação elegante e sofisticada.
• Para manter a iluminação do ambiente por várias horas, um reator eletrônico
será muito útil. Seja em lojas, cozinhas, banheiros, garagens, áreas de
serviço ou em qualquer outro local onde as lâmpadas precisam ficar acesas
durante muito tempo. Leve e compacto, tem partida instantânea e ajuda a
reduzir o consumo de energia, evitando a ilusão de ótica, causada pela má
iluminação.
Lâmpadas Halógenas JDR e JDR/C Convencionais
• Ideal para iluminações decorativas.
• São indicadas para iluminação comercial, residencial, hotéis, restaurantes e
para iluminar objetos sensíveis ao calor como: museus, quadros, vitrines etc.
• Não necessita transformador;
• Iluminação dirigida.
Lâmpadas Halógenas Palito
• Ideal para iluminação de outdoors, grandes áreas internas, auditórios,
estacionamentos, luz de segurança, canteiros de obras, jardins públicos,
fachadas etc.
• Não necessitam de reatores;
• Ideal para iluminação projetada.
Lâmpadas Halógenas PAR
• Ideal para iluminação decorativa;
• Realçam o ambiente;
• São indicativas para iluminação, comercial, residencial, hotéis, restaurantes,
paisagismo etc.
• Luzes coloridas, podem ser usadas em seqüenciais luminosos;
• Dimerizáveis.
Lâmpadas incandescentes halógenas
Resumindo:

- Eficiência: alta
- Vida útil: 2500 horas
- ICR: 100%
- Podem ser dimerizadas
- Tensão de rede: 110v/220v e 12v
- Uso: residencial e comercial; decorativo (usada com refletor dicróico, é ideal
para iluminação de quadros e obras de arte, pois gera menos calor).
Lâmpadas de descarga
Criadas no início do século XIX, eram utilizadas como uma opção a
luminárias a gás. Seu princípio de funcionamento é totalmente
diferenciado em relação às lâmpadas incandescentes.
Dentre os principais tipos de lâmpadas de descarga podem ser
citadas as fluorescentes, de vapor de sódio, de vapor de mercúrio, de
vapores metálicos e mista.
Dentro da classificação de lâmpadas de descarga ainda pode-se fazer
uma subdivisão em dois grupos: lâmpadas de baixa pressão e de alta
pressão.
https://www.youtube.com/watch?v=dEwRG9EpWzY
Lâmpadas fluorescentes
Sendo classificada como lâmpada de baixa pressão, pode ser tubular, circular
ou compacta. A mais antiga e difundida é a tubular, que inicialmente foi
desenvolvida com diâmetro de 38mm, também conhecida como T12. Tinha o
tubo de descarga revestido internamente por um pó fluorescente comum.
Esse tipo de lâmpada possuía um baixo índice de reprodução de cores e uma
alta temperatura de cor, o que restringia seu uso em alguns tipos de ambientes.
Hoje já existem lâmpadas com tubo de diâmetro de 16mm, conhecidas como
T5, e ainda com tubo de 7mm conhecidas como T2. Com essa mudança, foi
possível projetar lâmpadas para luminárias mais compactas e eficientes.
As atuais lâmpadas fluorescentes também melhoraram seu IRC (índice de
reprodução de cores), apresentando-se na faixa de 70 a 80% para lâmpadas
comuns e 80 a 90% para lâmpadas trifósforo, podendo atingir até mesmo 95%
em lâmpadas fluorescentes especiais.
https://www.youtube.com/watch?v=HcYc0pv8OyA
Diâmetro das lâmpadas tubulares fluorescentes

Descrição dos códigos:


Exemplo: Lâmpada Fluorescente T8
T: lâmpada tubular
8: Número que expressa o diâmetro da lâmpada em oitavos de polegada.
8 x 1/8" = 26mm
Lâmpadas
fluorescentes
tubulares
As lâmpadas tubulares não funcionam
diretamente ligadas à rede elétrica.
Necessitam de um dispositivo para
possibilitar sua ignição, estabilizar sua
corrente e atender às especificações da
forma de onda, normalizadas para a
corrente da lâmpada.
Esses dispositivos são conhecidos como
reatores e são, em sua grande maioria,
eletrônicos. A utilização desse tipo de
reator também possibilitou um
considerável aumento no rendimento do
sistema de iluminação com lâmpadas
fluorescentes.
Lâmpadas fluorescentes compactas
Na década de 80 desenvolveu-se a lâmpada fluorescente compacta, objetivando,
inicialmente, a substituição das lâmpadas fluorescentes. Seu princípio de
funcionamento é similar ao das lâmpadas tubulares, apresentando diferença em
alguns detalhes construtivos.
Esse tipo de lâmpada possui uma durabilidade média aproximadamente 8 vezes
maior que as incandescentes, ou seja, cerca de 8.000 horas. Elas são projetadas
para funcionar em conectores do tipo rosca Edson, semelhantes ao das lâmpadas
incandescentes convencionais e já possuem um reator interno incorporado na sua
base.
Ela também possui um IRC de 85% e um rendimento pouco inferior às tubulares,
atingindo níveis de até 70 lúmen/watt. Em relação às incandescentes convencionais,
a lâmpada fluorescente compacta é, aproximadamente, 80% mais econômica. Além
disso, ela existe em diversos tipos de temperatura de cor, tornando possível ao
projetista utilizar a que melhor se adapte ao ambiente.
Lâmpadas fluorescentes
compactas
CFL – Compact Fluorescent Lamp

As lâmpadas fluorescentes são utilizadas


nas mais diversas áreas- residenciais,
comerciais e industriais-, sendo indicadas
para a iluminação de ambientes internos
como lojas, escritórios e indústrias devido
ao seu ótimo desempenho.
As lâmpadas de alta potência estão sendo
utilizadas até mesmo em ambientes de pé-
direito com grande altura, como galpões.
Lâmpadas fluorescentes compactas
Características: Potência da Potência da lâmpada
lâmpada de fluorescente
incandescência compacta
Vida média: 8000 horas
Eficiência luminosa: 50 a 69 lm/W 25W 5 – 7W
Índice de reprodução de cor: 85 40W 8 – 9W
60W 11 – 15W
Temperatura de cor: 2700 K – luz amarela,
semelhante à das lâmpadas de 75W 15 – 18W
incandescência - 4000 K luz branca. 100W 20 – 23W
Potências nominais: 5, 7, 9, 11, 13, 18, 20, 22, >100W ≥ 23W
26 e 32W
Reciclagem de lâmpadas fluorescentes
Os processos de reciclagem são realizados em locais especializados,
que sabem como retirar o mercúrio dos objetos sem que ele contamine
o meio ambiente e também sem que as pessoas tenham qualquer
intoxicação. Você pode encontrar postos de reciclagem em sites
especializados ou da prefeitura do seu município.
A reciclagem acontece em um sistema a vácuo, que quando associado
a altas temperaturas consegue separar o mercúrio dos outros elementos
químicos presentes na lâmpada como alumínio, pó fosfórico, cobre e
também do vidro.

http://www.santos.sp.gov.br/?q=ecopontos
Lâmpadas de vapor de sódio
As lâmpadas de vapor de sódio foram criadas na década de 30 e apresentam-se nos
modelos de alta e baixa pressão.
A lâmpada de sódio de baixa pressão, também conhecidas como LPS, é a fonte de
iluminação artificial de maior eficiência luminosa, chegando a atingir exorbitantes 200
lúmen/watt. Além disso, possuem uma vida útil de aproximadamente 20.000 horas.
Apesar desse excelente rendimento luminoso, elas possuem uma aplicação restrita
devido ao seu péssimo índice de reprodução de cores, que chega a ser menor que
20%, caracterizando uma radiação quase monocromática. Esse tipo de lâmpada é
utilizado em ambientes onde são necessários elevados níveis de iluminamento e
onde os requisitos de qualidade de luz possam ser desprezados. Em geral é usada
em túneis, rodovias e pátios de descarga.
Lâmpadas de vapor de sódio
A lâmpada de sódio de alta pressão, também conhecida como HPS, foi
desenvolvida em escala industrial após a síntese da alumina policristalina, que é
um material de alto ponto de fusão, translúcido e resistente quimicamente ao
vapor de sódio sobre alta pressão a temperatura elevada.
Esse tipo de lâmpada normalmente apresenta índice de reprodução de cores
maior que a LPS, entre 23 e 50%. Ela, assim como a LPS, apresenta um alto
rendimento luminoso, na faixa de 130 lúmen/watt, e uma vida útil de
aproximadamente 24.000 horas.
No Brasil sua aplicação é voltada principalmente para instalações de ambientes
externos como, por exemplo, postes de iluminação pública, áreas externas e em
instalações industriais, onde não seja necessária fidelidade de cor.
Lâmpadas de vapor de mercúrio
A lâmpada de vapor de mercúrio, também conhecida como HPM, possui
vida útil de aproximadamente 16.000 horas e uma eficiência luminosa
55lúmen/Watts, em média.
Assim como as lâmpadas de vapor de sódio, ela possui um baixo IRC e
normalmente necessita de reator como ferramenta auxiliar para seu
funcionamento.
Seu baixo IRC em lâmpadas normais ocorre devido à não emissão de
luz vermelha e pode ser melhorado através da utilização de fósforo.
Lâmpadas mistas
As lâmpadas de luz mista, como o próprio nome já diz, são uma combinação
de uma lâmpada vapor de mercúrio com uma lâmpada incandescente, ou
seja, um tubo de descarga de mercúrio ligado em série com um filamento
incandescente. O filamento controla a corrente no tubo de arco e ao mesmo
tempo contribui com a produção de 20% do total do fluxo luminoso produzido.
A combinação da radiação do mercúrio com a radiação do fósforo e a
radiação do filamento incandescente, produz uma agradável luz branca.
As principais características da luz mista são: substituir diretamente as
lâmpadas incandescentes em 220V, não necessitando de equipamentos
auxiliares (reator, ignitor e starter) e possuir maior eficiência e vida media 8
vezes maior que as incandescentes.
Lâmpadas de vapor metálico
A lâmpada de vapor metálico HPMH (High Pressure Metal Halide) é
construtivamente semelhante à lâmpada de mercúrio de alta pressão, ou seja,
utiliza um tubo de descarga de sílica fundida inserida no interior de um bulbo
de quartzo transparente. Os modelos mais comuns são do tipo lapiseira.
As lâmpadas de vapor metálico apresentam uma eficácia luminosa de 65 a
100 lm/W e um índice de reprodução de cores superior a 80. A sua vida útil é
em geral inferior a 8000 horas. São comercialmente disponíveis lâmpadas de
70 W a 2000 W, sendo utilizadas em aplicações onde a reprodução de cores
é determinante, como por exemplo, em estúdios cinematográficos, iluminação
de vitrines e na iluminação de eventos com transmissão pela televisão.
O tubo de descarga contém vapor de mercúrio, um gás para ignição (argônio) e haletos metálicos. A
temperatura de vaporização dos metais é em geral superior à máxima temperatura suportável pelo material do
tubo de descarga. Já o metal na forma de um haleto vaporiza a uma temperatura significativamente inferior.
Geralmente utilizam-se iodetos, pois são quimicamente menos reativos. A adição de metais introduz raias no
espectro que melhoram as características de reprodução de cores da lâmpada. Um ciclo regenerativo similar ao
das lâmpadas incandescentes halógenas ocorre nas lâmpadas HPMH.
Lâmpadas de neon
É uma lâmpada de descarga em gás que contém
sobretudo néon a baixa pressão.
O termo é por vezes usado para dispositivos
semelhantes que contêm outros gases nobres,
habitualmente para produzir cores diferentes.
A lâmpada de néon foi inventada pelo inventor
norte-americano e engenheiro electrotécnico
Daniel McFarlan Moore.

https://www.youtube.com/watch?v=GeDVC4dHtXE&list=PLcIQqFZ3DOAg7HRMAfXM4OW2lFVRal_rv&index=35
Reatores e transformadores
Um transformador é um dispositivo destinado a transmitir energia elétrica ou potência
elétrica de um circuito a outro, transformando tensões, correntes e ou de modificar os
valores das impedâncias elétricas de um circuito elétrico.

O reator é um equipamento auxiliar utilizado em conjunto com as lâmpadas de


descarga (lâmpadas fluorescentes, vapor mercúrio, vapor de sódio e vapor metálico)
que tem como objetivo limitar a corrente na lâmpada e fornecer as características
elétricas adequadas. Os tipos de reatores encontrados no mercado são:
eletromagnéticos e eletrônicos.

A correta aplicação dos reatores garante um melhor desempenho para os projetos


elétrico e luminotécnico, contribuindo diretamente para a manutenção do fluxo
luminoso e a vida útil da lâmpada.

https://www.youtube.com/watch?v=EujrS1CYFpk
Reatores e transformadores
O que é um reator eletromagnético?

São constituídos por um núcleo laminado de aço silício (com baixas perdas) e bobinas de
fio de cobre esmaltado ou alumínio. Geralmente são impregnados com resina de poliéster
adicionado com carga mineral, tendo um grande poder de isolação e dissipação térmica.

O que é um reator eletrônico?

São constituídos por capacitores e indutores para alta frequência, resistores, circuitos
integrados e outros componentes eletrônicos. Operam em alta frequência (de 20 kHz a 50
kHz). Essa faixa de operação quando bem projetada proporciona maior fluxo luminoso com
menor potência de consumo, transformando assim os reatores eletrônicos em produtos
economizadores de energia e com maior eficiência que os reatores eletromagnéticos.
Reatores e transformadores
Quais são os tipos de partida e funcionamento dos reatores?

Reator Eletromagnético Partida Convencional: O reator fornece por alguns segundos uma tensão nos
filamentos da lâmpada para pré-aquecê-lo e em seguida, com a utilização de um starter proporciona o
acendimento da lâmpada fluorescente.

Reator Eletromagnético Partida Rápida: Neste tipo de partida os filamentos são aquecidos constantemente
pelo reator, o que facilita o acendimento da lâmpada em um curto espaço de tempo. Para este tipo de
partida não é utilizado o starter, mas o uso de uma luminária (chapa metálica) aterrada é necessário para o
perfeito acendimento das lâmpadas.

Reator Eletrônico Partida Rápida: O acendimento é controlado eletronicamente pelo sistema de pré-
aquecimento dos filamentos da lâmpada. O reator gera uma pequena tensão em cada filamento e, em
seguida, uma tensão de circuito aberto entre os extremos da lâmpada. Esta partida possibilita a emissão
de elétrons por efeito termo-iônico. O tempo entre a energização do reator e o acendimento da lâmpada
ocorre em torno de 1s a 2,5 s.

Reator Eletrônico Partida Instantânea: Nesse sistema não há o pré-aquecimento dos filamentos. O reator
gera diretamente a tensão de circuito aberto para o acendimento da lâmpada.
E Ignitor?
Por que as lâmpadas metálicas e de sódio precisam de reator e ignitor?
As lâmpadas de descarga (vapor metálico e vapor de sódio) possuem em seu
interior (tubo de arco) uma mistura de gases em alta pressão. Quando a corrente
elétrica aquece estes gases, ocorre um processo químico que gera luz.
Precisam de um IGNITOR para produzir um pico
de tensão e gerar o acendimento. Somente a
corrente não é suficiente para dar a partida na
lâmpada. Acesa a lâmpada, o ignitor para de
produzir os pulsos automaticamente e se
autodesliga.
LED – nova tecnologia (?)
Em 1961 dois pesquisadores, Robert Biard e Gary Pittman, descobriram
que certo composto era capaz de emitir radiação infravermelha quando
percorrido por uma corrente elétrica. Este composto é o GAAS
(Arsenieto de gálio), usado na fabricação de diodos retificadores e
outros.
Porém a radiação infra/violeta não pode ser vista a olho nu, logo mais
em 1962 Nick Holonyak consegui obter através de um LED iluminação
visível, na cor vermelha. Robert e Gary patentearam a ideia, mas Nick
Holonyak é considerado o inventor do LED (Light Emitting Diode).
LED
Eram utilizados como sinalizadores de equipamentos eletrônicos, como
calculadoras, tv, computadores, indicando se estavam ligados ou não.
Seu fluxo luminoso era insuficiente para iluminação geral.
Na última década, com o aumento de seu fluxo luminoso e a descoberta
da tecnologia para emissão de luz branca, tornou-se possível sua
utilização para substituir as lâmpadas tradicionais em muitos de seus
usos.

http://www.abilumi.org.br/abilumi-alerta-para-o-perigo-de-adquirir-lampadas-led-nao-certificadas/?option=com_content
&task=view&id=40&Itemid=34
https://www.youtube.com/watch?v=fAWcdJjnDAA
LEDs
LEDs (Lighting Emitted Diodes - Diodo
Emissor de Luz) são dispositivos
semicondutores que convertem energia
elétrica diretamente em luz visível
através de um chip com dimensões bem
reduzidas. 
Os LED's estão cada vez mais eficientes
e econômicos, não geram calor e geram
até 80% de economia de energia em
comparação com outras lâmpadas
tradicionais.
O que é um diodo?
Um diodo é um componente eletrônico que permite a passagem da
corrente elétrica somente em um sentido. Uma analogia simples que
podemos fazer é comparar um diodo a uma válvula que só deixa a água
fluir em um sentido, ou seja, o diodo faz a mesma coisa com a corrente
elétrica. Isso fica bem exemplificado na imagem abaixo:
O diodo é um componente com 2 terminais, onde o próprio símbolo
esquemático indica qual é a polaridade. Se você observar o símbolo do
diodo de perto, será possível visualizar um triângulo que forma uma
pequena seta, indicando em que sentido a corrente elétrica é permitida.
Nos diodos a corrente flui do anodo para o catodo, assim como mostra a
imagem a seguir:

https://youtu.be/rR8WdjZ5tHQ
Tipos de LED
• LEDs difusos comuns: sua luz é distribuída sobre o seu encapsulamento plástico, ou seja sua
luz é difusa, espalhada, dispersa e normalmente o seu encapsulamento plástico é opaco
exatamente para se conseguir esse efeito de difusão da luz, mas ainda assim ele possui pontos
em seu encapsulamento plástico onde a luz é mais forte e pontos onde a luz é mais fraca;
• LEDs de alto brilho: sua luz possui um brilho mais intenso que a dos leds difusos e
normalmente seu encapsulamento plástico é transparente e sua luz é focada, concentrada, em
uma direção e um ângulo.;
• Fitas de LED: é uma fita, que pode ser de vários tamanhos, e que possui minúsculos leds
ligados um após o outro, e esses leds podem ser controlados em conjunto, acendendo, piscando
e variando suas cores (dependendo do modelo);
• LEDs bicolores:  possuem duas cores, normalmente verde e vermelho, mas existem de outras
cores também, podem ter dois ou três terminais e podem ser difusos ou transparentes, e podem
ter suas cores combinadas para formarem outras cores;
• LEDs RGB ou tricolores: é um led que possue três cores, são elas: vermelho (R), verde (G) e
azul (B). Você pode acender essas cores individualmente ou em conjunto para que formem
outras cores. Eles podem ser difusos ou transparentes;
Tipos de LED
• LEDs SMD: são leds muito pequenos, muito encontrados em fitas de leds, e em
placas como o Arduino e Raspberry PI, podem ser difusos, transparentes e
multicores (RGB);
• Matriz de LEDs: é um conjunto de leds dispostos em linhas e colunas, que podem
acender, pisca e mudar de cor (dependendo do modelo) individualmente ou em
conjunto. Podem ser usados para exibir letras e números e até gráficos com pouca
resolução;
• LED ou display de 7 segmentos alfanuméricos: possui sete leds dispostos de
tal forma que são capazes de exibir letras e números. Existem variações desse tipo
de display com duas, três, quatro ou mais unidades de sete segmentos;
• LED ou display de 16 segmentos alfanuméricos: possui dezesseis leds
dispostos de tal forma que são capazes de exibir letras maiúsculas e minúsculas e
números. Existem variações desse tipo de display com duas, três, quatro ou mais
unidades de dezesseis segmentos.
Tipos de LED
• LED infravermelho: é um tipo de led que emite uma luz infravermelha, invisível ao
olho humano. São usados comumente em sensores, controles remotos e como
parte de aparelhos de visão noturna;
• LED de alta potência ou HPLEDs: High-power leds são leds muito potentes
capazes de substituir lâmpadas. Normalmente são usados na iluminação de
ambientes, lanternas e faróis de carros;
• LEDs orgânicos (OLEDs): são leds muito pequenos, quase microscópicos que
são usados na construção de TVs, telas de smartphones e tablets, monitores, telas
flexíveis e etc. 
Painel de LED quadrado de embutir

Aplicação em cozinha de painéis de LED

Painel de LED
retangular de embutir

Painel de LED redondo de embutir


E os drivers de LED?
O mercado mundial denomina as fontes de LEDs como "drivers”.
O driver é uma fonte de alimentação eletrônica, de configuração remota, com uso mais adequado a
cargas que necessitem de corrente contínua regulada e estabilizada, como é o caso dos LEDs.
Funções do Driver:
• Converter a corrente alternada em corrente contínua
• Transformar a tensão da rede (127/220Vca) em um nível adequado a operação;
• Filtrar os "ruidos", reduzindo a ondulação na tensão retificada;
• Ter isolamento entre o circuito de saída em corrente contínua, da entrada da rede elétrica em
corrente alternada;
• Ser dotada de circuítos de proteção contra eventuais curtos-circuítos na saída;
• Tensão de saída regulada e estabilizada, independentemente da variação da tensão de
entrada (90 a 240Vca);
• No caso de alimentação de multiplos LEDs, provera variação proporcional da tensão,
entretanto mantendo a corrente do circuito em série constante.
Luminárias
As luminárias são aparelhos destinados à fixação da lâmpada. Mas,
além de dar suporte, elas devem controlar e distribuir a luz, manter a
temperatura de operação dentro dos limites estabelecidos, ter uma
aparência agradável, ser economicamente viável e facilitar instalação,
conservação e manutenção.
É um dos principais fatores de qualidade da iluminação, pois determina
os contrastes, a possibilidade de boa adaptação, a presença ou não de
ofuscamento e, em geral, a capacidade visual e o bem estar causado
pela iluminação.
Luminárias
Na escolha da luminária para iluminação de um determinado ambiente é
essencial a verificação de sua eficiência e do seu coeficiente de
utilização.
A eficiência de uma luminária determina a relação entre a quantidade da
luz total emitida por ela e a luz total gerada pelas lâmpadas. Embora a
eficiência da luminária seja um fator muito importante no
desenvolvimento de um projeto de iluminação, a sua análise de forma
isolada pode levar a soluções inadequadas de iluminação. Logo, uma
luminária indicada para um determinado recinto deve combinar
eficiência, controle de ofuscamento e distribuição de luz compatível com
o ambiente a ser iluminado.
Luminárias
A forma das luminárias, a existência ou não de aletas, o material e o
tipo de pintura do refletor são os componentes que mais influenciam
na eficiência da luminária.
O coeficiente de utilização descreve a porcentagem dos lúmens
emitidos pela lâmpada que atinge a superfície de trabalho. Esse índice
depende das refletâncias das paredes e do tipo de luminária.
Classificação das luminárias

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