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SOCIOLOGIA E ANTROPOLOGIA URBANA

Unidade IV
Profa. Ma. Girsivania Teixeira dos Prazeres
OBJETIVO
• Pensar a cidade com base do pressuposto de que as relações sociais se realizam na qualidade
das relações espaciais. Essa reflexão é fundamental para os dias atuais, visto que há uma
intensificação da urbanização no mundo.
 
Transformações Urbanas
As cidades brasileiras possuem desafios históricos relacionados a desigualdades socioespaciais.
Somados a esses desafios, o contexto atual é de transformações amplas que afetam não só o Brasil,
mas o mundo inteiro. Transformações que afetam o modo de vida nas cidades.
Dentre as transformações urbanas podemos destacar: segurança pública; mudança do clima;
transformação digital; desenvolvimento econômico.
Transformações Sociocultural
Reflete as mudanças que vêm ocorrendo na compreensão coletiva sobre questões de gênero, raça, etnia e pessoas
com deficiência.

Essas mudanças afetam o modo como as pessoas vivenciam o urbano, o modo como usam os espaços públicos,
como se locomovem e interagem entre si nas cidades.

É preciso buscar a compreensão de como as cidades acolhem sua população em dois aspectos:
(1) na sua diversidade e
(2) nas suas especificidades identitárias e culturais.
Transformação Demográfica
Reflete as mudanças observadas na pirâmide etária brasileira nas últimas décadas,
bem como as projeções de curto, médio e longo prazos.

Essas projeções indicam que há uma tendência de envelhecimento da população do


país. É preciso buscar a compreensão de como as cidades podem acolher melhor as
pessoas em todas as fases da vida. Significa buscar um olhar intergeracional sobre
as cidades, de forma a permitir uma ação concertada e direcionada ao
desenvolvimento urbano sustentável.
TRANSFORMAÇÃO AMBIENTAL
Reflete as mudanças que vêm ocorrendo na atmosfera global ocasionadas pela ação humana. Essas mudanças
acontecem de forma progressivamente mais acentuada desde o início do século passado, e provocam impactos
negativos diretos nos assentamentos humanos. Esses impactos podem ser expressos de forma mais emblemática
no aumento da frequência e intensidade de eventos de risco, tais como inundações, deslizamentos, incêndios,
escassez de água e de alimentos. Também são expressos pelo aumento da temperatura média global e pela
formação de ilhas de calor.

O mundo enfrenta hoje o duplo de desafio de:


(1) buscar mitigar as ações que podem provocar a
mudança do clima;
(2) adaptar os assentamentos humanos e os sistemas naturais
à mudança do clima.
TRANSFORMAÇÃO AMBIENTAL
Os impactos negativos diretos na vida urbana mostram a relevância de buscar a compreensão de como as cidades
podem contribuir para uma ação local voltada a essa mitigação e adaptação, de forma concertada e direcionada
ao desenvolvimento urbano sustentável.

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Transformação digital
é o fenômeno histórico de mudança cultural provocada pelo uso disseminado das tecnologias de informação e
comunicação (TICs) nas práticas sociais, ambientais, políticas e econômicas. A transformação digital provoca uma
grande mudança cultural, inédita, rápida e difícil de entender na sua totalidade. Afeta mentalidades e
comportamentos nas organizações, governos, empresas e na sociedade de forma geral”. A transformação digital,
portanto, afeta diretamente a organização do espaço e a vida das pessoas.

É preciso buscar a compreensão dos impactos positivos e negativos desse fenômeno sobre as
cidades para uma ação concertada e direcionada ao desenvolvimento urbano sustentável.
Transformação Econômica e Laboral
Reflete as mudanças recentes, porém com estimativas de permanência em médio e longo prazos, nas relações
de trabalho, nas formas de produção e consumo e no desenvolvimento econômico local.

Há uma tendência à precarização e à volatilidade do trabalho, bem como à redução do emprego formal. A
interseção dessas mudanças com a transformação digital potencializa a transformação econômica e laboral nas
cidades.
Transformação Econômica e Laboral
É preciso buscar a compreensão sobre os impactos que essas mudanças podem gerar sobre as cidades, o espaço
urbano e o psicológico das pessoas que nelas residem. Dessa forma, será possível planejar ações concertadas e
direcionadas ao desenvolvimento urbano sustentável.
REFERÊNCIA
GEERTZ, C. O saber local. Rio de Janeiro: Vozes, 2013.

WALLACE J.; H.; SPEARMAN, M. L. A ciência da fábrica. Porto Alegre: Bookman, 2012.


DUARTE, F. Planejamento urbano. Curitiba: InterSaberes, 2012. 199 p.
 
GARBOSA. R. A. O processo de produção do Espaço Urbano: Impactos e desafios de uma
nova urbanização. Curitiba: Ed. Saberes, 2016
 

SCOPEL, V. G. Planejamento urbano. Porto Alegre: SAGAH, 2019.

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