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O Grupo

Operativo
de Pichon
Rivière
Pichon
Rivière
•Genebra 1907 – Buenos Aires 1977
(70 anos)
•Foi um psiquiatra e psicanalista
francês-suiço nacionalizado argentino.
•Com 18 anos foi para Rosário e
posteriormente para Buenos Aires,
onde estudou medicina e se
especializou em Psiquiatria.
Hospício de las Mercedes
•De 1936 a 1948, trabalhou no Hospício de las Mercedes, local
que representa uma das etapas mais produtivas da sua vida,
onde ele desenvolveu a sua teoria dos grupos operativos.
•Ele foi designado para coordenar a Sala de Admissão, onde era
realizada a triagem dos pacientes antes de serem encaminhados
às enfermarias.
•Naquela época, a loucura era um estigma (“ameaça
demoníaca”)
• Os pacientes se encontravam numa situação de verdadeiro
apavoramento diante da perspectiva de internação.
• As famílias queriam "se livrar" do familiar com medo de
contaminar o restante dos seus membros (a solução era
enviar a pessoa para a instituição)
• A equipe de saúde era despreparada (também havia o
medo de se contaminar com a loucura dos pacientes que
atendiam)
• A desorganização e péssimo atendimento aos pacientes na sala
de admissão obrigou Pichon a inovar a forma de atendimento.
• O hospício tinha mais de três mil internos e numerosos
funcionários. Qualquer estratégia de trabalho de caráter
individual tornava-se inviável.
• Sua primeira ideia foi a de trabalhar na capacitação do corpo de

Primeiros
enfermagem para alterar a situação existente.
• Foi assim que ele começou a pensar em formas de trabalho de
caráter grupal.

passos • O objetivo era abordar os processos psicodinâmicos de caráter


grupal e familiar que se desenrolavam na sala de admissão do
hospício.
• Nova psiquiatria dinâmica que denominou de psiquiatria social
e operativa.
• Era o final da década de 1930 e visão era pioneira do ponto de
vista das práticas psiquiátricas vigentes em todo o mundo.
Finalidade e propósito
• Inicialmente, Pichon procurou reunir os enfermeiros para discutir os casos dos pacientes
que atendiam.
• Em sua observação da equipe de saúde do hospital, aqueles profissionais experientes, com
longa prática no contato com doentes mentais estavam naquele momento paralisados pelo
que denominou de medo da loucura.
• Observou que no trabalho de aprendizagem havia situações em que surgiam
comportamentos estereotipados, como se só admitissem os conteúdos do conhecimento
antigo, sem qualquer abertura para a incorporação de elementos novos em seu campo.
• Esse obstáculo é sempre carregado de um alto grau de conteúdos emocionais e afetivos.
• A esse processo, denominou estancamento da aprendizagem e estabeleceu que esta é
uma condição necessária da dinâmica dos grupos. (pré-tarefa do processo grupal)
• Outro conceito fundamental que
Conceito de Pichon desenvolveu é o conceito de
vínculo. Para ele, um grupo é uma
vínculo rede de vínculos.
• O aparelho psíquico é o conjunto
das relações sociais internalizadas.
ou seja, não desconsidera a
existência da externalidade como
produtora de sentidos.
Concepção dos grupos

"Definimos o grupo como o conjunto restrito de pessoas, ligadas entre si por


constantes de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação
interna, que se propõe de forma explícita ou implícita, uma tarefa que constitui
sua finalidade.“ (Pichon)
Técnicas
dos •Toda técnica dos Grupos
Operativos tem por objetivo
grupos promover um processo de
aprendizagem para aqueles
operativo envolvidos.

s
Tipos de Tarefas

• Pré-tarefa: Nela o grupo passa por um período de “Resistência”, chamado de


pré-tarefa por Pichon (1988).
• Tarefa explicita: Aprendizagem, diagnostico ou tratamento.
• Tarefa implícita: Maneira como os integrantes vivenciam essa experiência.
• Enquadre (Elementos Fixos).
Divisão grupal
Dentro desse conceito de Pichon, foi desenvolvido uma forma a possibilitar a compreensão do campo grupal, como uma estrutura de
movimento.
(Baremblitt 1986)
• Vertical: Tudo que diz respeito a cada membro em sua particularidade.
• Horizontal: Refere-se ao grupo pensado na sua totalidade.
• Homogêneo: Participantes possuem alguma característica em comum.
• Heterogêneo: Participantes têm diferentes características ou problemas. Ex: depressão, doenças crônicas.
• Fechados: Os quais há um prazo para terminar e geralmente não permitem que os participantes entrem e saem quando quiserem.
• Abertos: Os quais não há um prazo para termino e permitem que participantes entre em saem.
• Definir, quem é esse grupo
(participantes)?
• Qual a finalidade do grupo?
Que grupo é • Qual a freqüência?
esse? • Quem coordena? Observador?
• Local?
Papéis desempenhados no grupo
• Os papéis se formam de acordo com a representação que cada um
tem de si mesmo que responde as expectativas que os outros têm
para com o indivíduo. 
• Os papéis tendem a ser fixos no começo, até que se configure a
situação de lideranças funcionais, ou seja, lideranças operativas que
se fazem mais eficazes em cada "aqui e agora" da tarefa.
• O Coordenador, com sua técnica, favorece o vínculo entre o grupo e o
campo de sua tarefa, numa situação triangular. O vínculo de
transferência deve ser compreendido nesse último contexto.
• Porta voz: Aquele que expressa as ansiedades do
grupo.
Papéis
• Sabotador: Aquele que cria obstáculos e prejudica
desempenhados no o andamento do grupo.
grupo • Instigador: Aquele que costuma fazer intrigas.

• Líder: Geralmente conduz a maioria dos temas de


discussão no grupo, ele serve de inspiração para os
outros membros.

• Apaziguador: É aquele que tenta apagar incêndios,


e coloca panos quentes em temas e conflitos.
Coordenador: Esse toma um
Papéis papel muito importante, ele faz a
medição de interpretações dentro
desempenhados no do grupo dando sentido e rumo.
Orientando para a melhor
grupo comunicação e evitar discussões
frontais.

Observador: O observador observa o


existente, ou seja ele esta ali para
observar cada ação ou reação da
reunião e no final junto com o
coordenador discutir sobre oque foi
observado.
Portanto, podemos resumir as finalidades e propósitos dos
grupos operativos dizendo que a atividade está centrada na
mobilização de estruturas estereotipadas, nas dificuldades de
aprendizagem e comunicação, devidas ao montante de
ansiedade despertada por toda mudança.

A tarefa consiste na resolução das ansiedades ligadas à


aprendizagem dessa disciplina e na facilitação para assimilar uma
informação operativa em cada caso.

O grupo deve configurar um esquema conceitual, referencial e


Conclusão
operativo de caráter dialético, no qual as principais contradições que
se referem ao campo de trabalho devem ser resolvidas durante a
própria tarefa do grupo.

Novo esquema referencial: Esclarecimento, comunicação,


aprendizagem e resolução de tarefas coincidem com a cura.
Referências Bibliográficas

- Velloso, Marco Aurélio Fernandez; Meireles, Marilucia Melo. Seguir a aventura com
Enrique José Pichon-Rivière: uma biografia. Casa do Psicólogo, 2007. 282 p. São Paulo.
- Pichon-Rivière, E. (2000a). O processo grupal. São Paulo: Martins Fontes. (Original
publicado em 1983).
Obrigada! Professora:
Grupo A:
Amábile Xavier - 201951230442
Linda Silva de Souza - 202108170241
Lucas Reis - 201951219708
Naiara Pires - 202107383534
Sílvia Alves -202108170641

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