Você está na página 1de 33

IEFP – DELEGAÇÃO REGIONAL DE LISBOA E VALE DO TEJO

CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO SEIXAL –


SFPS
74 EFA PRO TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE

PROCEDIMENTOS
ADMINISTRATIVOS NOS
CUIDADOS POST MORTEM
UFCD 6585
CIRCUITO E TRANSPORTE DE INFORMAÇÃO NAS UNIDADES
E SERVIÇOS DA REDE NACIONAL DE CUIDADOS DE SAÚDE
REALIZADO POR
FORMADORA ANDRÉA
PATRÍCIA ROULEAU
SOARES JULIETA
PORTELA
ÍNDICE
INTRODUÇÃO 3 RECONHECIMENTO E
DECRETO DE LEI 131/1995 4 LEVANTAMENTO DO CADÁVER 19
CONTATO COM A AGÊNCIA
DECLARAR O ÓBITO E EMITIR
FUNERÁRIA 20
CERTIDÃO DO ASSENTO DO ÓBITO 6
FALTAS AO TRABALHO OU ESCOLA 21
CERTIFICADO DE ÓBITO 7
AUTORIDADE TRIBUTÁRIA E
AUTÓPSIA 9 ADUANEIRA 22
ÓBITO OCORRIDO EM HABILITAÇÃO DE HERDEIROS 23
INSTITUIÇÕES DE SAÚDE 10
CONTAS BANCÁRIAS 24
ÓBITO OCORRIDO FORA DE
INSTIUIÇÕES DE SAÚDE 11 SEGURANÇA SOCIAL OU CAIXA
GERAL DE APOSENTAÇÕES 25
MORTE FETAL 16
BENEFICIÁRIO DA ADSE 31
ÓBITO DE PESSOA DESCONHECIDA 17
CONCLUSÃO 32
COMUNICAÇÃO DE ÓBITO AOS
REFERÊNCIAS 33
FAMILIARES 18

2
INTRODUÇÃO

■ Num momento delicado, a disposição para lidar com papelada pode não ser muita, mas
a lei a isso obriga.
■ Existem vários passos a dar, em caso de óbito, para que certas questões legais e
financeiras não fiquem pendentes.
■ Com este trabalho pretendemos identificar esses procedimentos administrativos, bem
como o que deve ser feito em certas situações particulares como, por exemplo, no caso
de óbito de uma pessoa cuja identidade é desconhecida ou no caso de morte fetal.

3
DECRETO DE LEI Nº 131/1995
ARTIGO 192º

O falecimento de qualquer indivíduo ocorrido em território português deve


ser declarado, verbalmente, dentro de quarenta e oito horas, em qualquer
conservatória do registo civil.

O prazo para a declaração conta-se, conforme os casos, do momento em


que ocorrer o falecimento, for encontrado ou autopsiado o cadáver, da
dispensa da autópsia ou daquele em que for recebida a cópia ou o
duplicado da guia de enterramento emitida por autoridade policial.

4
DECRETO DE LEI Nº 131/1995
ARTIGO 193º
A declaração de óbito compete, obrigatória e sucessivamente, às seguintes pessoas:

Ao diretor ou
administrador do
Ao parente capaz mais estabelecimento, público ou
A outros familiares do
próximo do falecido que Aos donos da casa onde o particular, onde o óbito
falecido que estiverem
estiver presente na óbito ocorrer; tiver ocorrido, tiver sido
presentes; verificado ou no qual o
ocasião do óbito;
cadáver tenha sido
autopsiado;

Às autoridades
Ao ministro de qualquer
À pessoa ou entidade administrativas ou
culto presente no
encarregada do funeral; policiais no caso de
momento do falecimento;
abandono do cadáver.

5
DECLARAR O ÓBITO E EMITIR
CERTIDÃO DO ASSENTO DO ÓBITO
■ O óbito pode ser registado na conservatória em cuja área tiver
ocorrido ou, sendo esta desconhecida, a conservatória em cuja
área estiver o cadáver.
■ Se o óbito tiver ocorrido em estabelecimento hospitalar de sede
de concelho em que haja mais de uma conservatória, é
competente para lavrar o registo a conservatória da área da
última residência habitual do falecido, quando situada no
mesmo concelho.
■ O registo pode também ser feito numa Loja do Cidadão, Espaço
Registos do IRN ou no consulado português. Pode-se ainda
optar pela certidão de óbito on-line.
■ Para que se possa declarar e registar o óbito é necessário:
Certificado de óbito passado pelo médico; Cartão de cidadão do
representante; Cartão de cidadão da pessoa que faleceu.
■ A declaração de óbito pode ainda ser obtida junto da agência
funerária.
6
Modelo 1725 do CO em suporte papel

CERTIFICADO DE
ÓBITO
■ O certificado de óbito (CO) é o documento que certifica a
morte de uma pessoa.
■ De acordo com o artigo 14º da Lei n.º 45/2004, de 19 de
agosto, e o artigo 114º do novo Código Deontológico da
Ordem dos Médicos, a certificação do óbito é da
exclusiva competência dos médicos.
■ Este documento identifica o falecido, estabelece a causa
da morte e fornece informações para a sua família. É
imprescindível para o assento do óbito nas Conservatórias
do Registo Civil e a ele estão inerentes questões jurídicas
variadas, tanto no âmbito civil, como penal, como
criminal, tais como: seguros de vida, pensões, heranças e
investigação de crimes.
■ Dada a importância deste documento, é imprescindível
que o seu preenchimento seja correto, completo, e preciso.

7
Impressão do aspeto gráfico do CO em suporte digital

CERTIFICADO DE
ÓBITO
■ Um médico pode certificar o óbito quando a causa de
morte é natural e conhecida, e se assistiu o falecido
durante a sua última doença. É considerado assistente o
médico que preceituou ou dirigiu o tratamento da doença
até à morte, e o médico que visitou o doente ou deu
consulta extra-hospitalar nos 7 dias anteriores ao
falecimento.
■ Do mesmo modo, um médico não deve certificar o óbito
quando se encontre perante o cadáver de um indivíduo
para ele desconhecido, sempre que se trate de uma morte
violenta, ou sempre que seja uma morte de causa
ignorada.

8
AUTÓPSIA
■ Nos casos de morte violenta ou de causa ignorada é
necessária a realização da autópsia médico-legal, se esta for
ordenada pelo Ministério Público, “salvo se existirem
informações clínicas suficientes que associadas aos demais
elementos permitam concluir, com segurança, pela
inexistência de suspeita de crime, admitindo-se, neste caso,
a possibilidade da dispensa de autópsia” (artigo 18.º da Lei
n.º 45/2004).
■ A autópsia médico-legal pode também ser dispensada nos
casos em que a sua realização pressupõe o contacto dos
profissionais forenses com fatores de risco particularmente
significativos, suscetíveis de comprometer as condições de
salubridade ou afetar a saúde pública.
■ De acordo ainda com o artigo 18.º da Lei n.º45/2004, a
dispensa de autópsia médico-legal nunca se poderá verificar
nas situações de morte violenta atribuível a acidente de
trabalho ou acidente de viação, dos quais tenha resultado
morte imediata.

9
ÓBITO OCORRIDO EM
INSTITUIÇÕES DE SAÚDE
Nas situações de morte violenta ou de suspeita de morte violenta, bem como nas mortes de causa
ignorada e quando o óbito for verificado em instituições públicas de saúde ou em instituições privadas
de saúde, deve o seu diretor ou diretor clínico:
■ Comunicar o facto, no mais curto prazo (48 horas), à autoridade judiciária competente,
remetendo-lhe, devidamente preenchido, o boletim de informação clínica, bem como qualquer
outra informação relevante para a averiguação da causa e das circunstâncias da morte;
■ Assegurar a permanência do corpo em local apropriado e providenciar pela preservação dos
vestígios que importe examinar.
■ Nos casos em que seja ordenada a realização de autópsia médico-legal, a autoridade judiciária
envia ao serviço médico-legal ou ao médico contratado que a vai realizar, juntamente com o
despacho que a ordena, cópia do boletim de informação clínica.

10
ÓBITO OCORRIDO FORA DE
INSTIUIÇÕES DE SAÚDE
■ Caso o óbito ocorra no domicilio a primeira coisa a fazer é ligar para
o número nacional de emergência médica 112 ou chamar o médico
assistente do falecido.
■ Caso o médico certifique o óbito, e não existem indícios que possam
levar a uma perícia, deve-se contactar os bombeiros ou uma agência
funerária para proceder ao levantamento do cadáver, para a casa
mortuária do serviço médico-legal da área ou, na sua inexistência,
para a do hospital ou do cemitério mais próximos.
■ Em situações de morte violenta ou de causa ignorada deve-se
contactar a PSP ou a GNR. O mesmo acontece em caso de acidentes.
■ Compete à autoridade policial: inspecionar e preservar o local;
Comunicar o facto, à autoridade judiciária competente, relatando-lhe
os dados relevantes para averiguação da causa e das circunstâncias
da morte que tiver apurado; solicitar a comparência do perito médico
da delegação do Instituto ou do gabinete médico-legal.

11
ÓBITO OCORRIDO FORA DE
INSTIUIÇÕES DE SAÚDE

■ Quando haja lugar ao exame do local, é elaborada


informação pelo perito médico, a enviar à autoridade
judiciária.
■ No caso das restantes situações de morte violenta ou de
causa ignorada e quando o óbito for verificado fora de
instituições de saúde, que se verifiquem em comarcas não
compreendidas na área de atuação das delegações do
Instituto ou de gabinetes médico-legais, compete à
autoridade de saúde da área onde tiver sido encontrado o
corpo proceder à verificação do óbito e, se detetada a
presença de vestígios que possam fazer suspeitar de crime
doloso, providenciar pela comunicação imediata do facto à
autoridade judiciária.

12
ÓBITO OCORRIDO FORA DE
INSTIUIÇÕES DE SAÚDE

■ Em todas as situações em que não haja certeza do óbito, as


autoridades policiais ou os bombeiros devem conduzir as
pessoas com a máxima brevidade ao serviço de urgência
hospitalar mais próximo.
■ Compete às autoridades policiais promover a remoção dos
cadáveres, consoante o local em que se tiver verificado o
óbito, para a casa mortuária do serviço médico-legal da área
ou, na sua inexistência, para a do hospital ou do cemitério
mais próximos:
– Após a verificação do óbito e a realização do exame
de vestígios;
– Por determinação da autoridade judiciária
competente.

13
ÓBITO OCORRIDO EM VIAGEM POR
MAR OU PELO AR
■ Se em viagem a bordo de navio ou aeronave portugueses ocorrer algum
falecimento, a autoridade de bordo, dentro das vinte e quatro horas
posteriores à verificação do facto, deve lavrar o registo do óbito com as
formalidades e requisitos previstos, acrescentando a indicação da latitude
e longitude em que o óbito tenha ocorrido.
■ Não havendo livro próprio a bordo, o registo é lavrado em papel avulso,
em duplicado.
■ No caso de falecimento com queda à água ou no espaço, sem que o
cadáver seja encontrado, a competente autoridade de bordo deve lavrar,
na presença de duas testemunhas, um auto de ocorrência e remetê-lo a
qualquer conservatória do registo civil, incumbindo esta de promover a
respetiva justificação judicial.
■ Quando o óbito se verifique em pequenas embarcações, o auto da
ocorrência é substituído por auto de averiguações lavrado na capitania
competente.
■ Se o óbito tiver ocorrido a bordo de navio ou aeronave estrangeiros, e o
cadáver vier a ser desembarcado ou encontrado em território português,
o assento de óbito pode ser lavrado em qualquer conservatória do registo
civil.

14
ÓBITO OCORRIDO EM
VIAGEM POR TERRA,
ACIDENTE OU NAUFRÁGIO
■ Se o falecimento ocorrer em viagem por terra, o assento de óbito pode ser lavrado
em qualquer conservatória do registo civil.
■ No caso de morte de uma ou mais pessoas em incêndio, desmoronamento ou em
consequência de explosão, inundação, terramoto, naufrágio ou de outro acidente
análogo, o funcionário do registo civil deve lavrar assento de óbito para cada uma
das vítimas cujo corpo tiver sido encontrado em condições de poder ser
individualizado.
■ No caso de naufrágio em que pereça toda ou parte da tripulação ou dos passageiros
da embarcação, não sendo encontrados os cadáveres, ou não sendo possível
individualizá-los, compete ao magistrado do Ministério Público da comarca a cuja
área pertencer a praça da matrícula da embarcação promover, no prazo máximo de
30 dias a contar da receção do auto, a justificação judicial dos óbitos.
■ Para a instrução do processo, a autoridade marítima remete, no prazo máximo de
60 dias a contar da data do naufrágio, ao Ministério Público o auto da investigação
sobre a ocorrência e identificação dos náufragos desaparecidos.

15
MORTE FETAL
■ Sempre que ocorrer morte fetal com tempo de gestação de 22 semanas ou superior deve ser
apresentado e depositado em qualquer conservatória do registo civil o respetivo certificado
médico.
■ O requerente do depósito deve ser ouvido em auto, nele devendo constar os seguintes elementos:
a) Sexo;
b) Duração provável da gravidez, referida a meses ou semanas;
c) Nome completo e residência habitual da parturiente e, sendo casada, o nome do marido;
d) Data e lugar do parto;
e) Cemitério onde vai ser ou foi sepultado.
■ É dispensado o certificado médico de morte fetal quando ocorra a interrupção voluntária da
gravidez, bem como, até às 24 semanas da gestação, quando a interrupção da gravidez seja
espontânea.

16
ÓBITO DE PESSOA
DESCONHECIDA
■ No assento de óbito de pessoa cuja identidade não seja possível determinar
deve especialmente ser mencionado o lugar, data e estado em que o
cadáver foi encontrado, o sexo, cor e idade aparente do falecido, o
vestuário, papéis ou objetos encontrados junto ao cadáver, bem como
qualquer outra circunstância capaz de permitir a sua identificação.
■ Sempre que for possível deve-se arquivar, como documento, as fotografias
do cadáver publicadas em jornais ou mandadas tirar por qualquer
JOHN DOE
autoridade.
■ Se as tentativas de identificação ou de encontrar a família foram
infrutíferas, a informação conhecida é publicada num jornal de grande
tiragem.
■ O cadáver permanece no Instituto Nacional de Medicina Legal (INML)
por cerca de 30 dias.
■ Após os 30 dias, o INML dá início ao processo do assento de óbito e o
corpo é enterrado, com um número atribuído pelo cemitério. E nos casos
em que o corpo não está identificado, é arquivado no processo uma
JANE DOE
amostra de ADN, para futuras comparações.

17
COMUNICAÇÃO DE
ÓBITO AOS FAMILIARES
■ O diretor do serviço no qual o cadáver estiver depositado é responsável
pela comunicação da notícia de morte aos familiares, podendo tal
responsabilidade ser delegada a outro profissional de saúde do serviço no
qual a pessoa faleceu ou chegou já cadáver.
■ Geralmente são os enfermeiros os profissionais de saúde privilegiados na
comunicação da morte aos familiares, pois são estes profissionais que,
por norma, acompanham o utente nas diferentes etapas da fase terminal e
também devido à natureza da sua formação e profissão.
■ O enfermeiro a quem incumbir comunicar a notícia de morte deverá ser o
que melhor conhecer o familiar do falecido e que melhores competências
tiver na comunicação de más notícias.
■ Se a morte ocorrer num Lar ou Unidade de Cuidados Continuados deve
ser o responsável pelo serviço a comunicar com a família.
■ No caso da morte ocorrer fora destas instituições, e se houver dados
identificativos suficientes da pessoa falecida, compete às autoridades
policiais promover a comunicação do óbito às famílias.

18
RECONHECIMENTO E LEVANTAMENTO
DO CADÁVER
■ O reconhecimento do cadáver deve ser registado,
devendo ser identificada a pessoa que procedeu a esse
reconhecimento.
■ O levantamento do corpo, marcando a passagem da
responsabilidade da unidade de saúde para os familiares
e destes para as agências funerárias, deve implicar
necessariamente a assinatura de um termo de
responsabilidade por parte do familiar que recebe o
corpo.
■ As Unidades de Saúde devem estar preparadas para
tomarem providências eficazes e atempadas nas
situações de indigentes e corpos não reclamados
responsabilizando-se pela realização dos funerais.

19
CONTACTO COM A
AGÊNCIA FUNERÁRIA
■ Após a comunicação do óbito, deverá ser contactada de
imediato uma Agência Funerária. Esta entidade pode tratar
de vários assuntos além do velório, funeral e serviço
religioso:
– Organizar o velório, funeral e demais serviços
religiosos;
– Obter o certificado médico do óbito;
– Declarar o óbito até 48 horas após o mesmo,
comunicar ao Estado, e assim obter a certidão de
óbito;
– Emitir a declaração de presença no funeral, para
justificar faltas ao trabalho ou à escola;
– Pedir os apoios ao Estado em nome do beneficiário.

20
FALTAS AO TRABALHO OU ESCOLA

■ Os familiares da pessoa falecida têm direito a faltar ao


trabalho ou à escola. Os dias de que podem usufruir são
contados de modo continuo, a partir da data em que começar
a faltar e variam consoante o grau de parentesco.
■ Para justificar a ausência, deve apresentar-se a declaração de
presença passada pela agência funerária, a qual indica a data
do funeral e a relação de parentesco do trabalhador ou
estudante com a pessoa falecida.
• 5 dias - Mulher, marido ou pessoa com quem vivia em união de facto; Filhos ou enteados,
biológicos ou adotados; Mãe ou pai, madrasta ou padrasto; Sogros, noras ou genros.
• 2 dias – Netos; Bisnetos; Filhos, netos ou bisnetos de enteados; Avôs; Bisavôs; Avôs ou bisavôs
da mulher ou marido; Irmãos; Cunhados.

21
AUTORIDADE TRIBUTÁRIA
E ADUANEIRA

■ Se a pessoa que faleceu possuía bens, estes devem ser


registados e comunicados à Autoridade Tributária e
Aduaneira pelo cabeça de casal da herança (cônjuge não
separado judicialmente se for herdeiro ou tiver meação nos
bens do casal; o testamenteiro; parentes que sejam herdeiros
legais; herdeiros testamentários).
■ Esta comunicação deve ser feita até ao final do terceiro mês,
após o final do mês em que ocorreu a morte. Por exemplo, se
a pessoa faleceu em janeiro a comunicação deve ser feita até
dia 30 de abril.
■ Apesar desta comunicação não comportar quaisquer custos,
há situações em que pode ser necessário pagar imposto de
selo, cujo valor corresponde a 10% sobre os valores
herdados.

22
HABILITAÇÃO DE
HERDEIROS
■ Sempre que haja bens móveis ou imóveis, é necessário
proceder à habilitação de herdeiros com vista às seguintes
formalidades:
– Declarar quem são os herdeiros;
– Realizar o registo dos bens da herança em nome de
todos os herdeiros;
– Proceder à partilha dos bens entre os herdeiros.
■ Este documento pode ser pedido em qualquer altura e vai
permitir realizar algumas ações, como por exemplo,
aceder às contas bancárias do falecido.

23
CONTAS BANCÁRIAS

■ É necessário comunicar à instituição financeira, em que as


contas da pessoa falecida estão sediadas, que o seu titular
morreu.
■ Os herdeiros podem ter acesso às contas, desde que
comprovem a sua qualidade de herdeiros, através da
apresentação da certidão de óbito e da habilitação de
herdeiros.
■ Tem igualmente que provar que o imposto do selo relativo à
transmissão dos depósito está pago ou, no caso de isenção,
provar que se encontra cumprida a obrigação de declaração
de transmissão, junto do serviço de finanças.

24
SEGURANÇA SOCIAL OU
CAIXA GERAL DE
APOSENTAÇÕES
O Estado dispõe de alguns apoios, dos quais se pode,
eventualmente, usufruir ou beneficiar:
■ SUBSÍDIO POR MORTE
– Prestação paga de uma só vez, aos familiares do
beneficiário da Segurança Social falecido desde que
este tenha feito contribuições para a Segurança
Social pelo menos durante 36 meses em regime do
Seguro Voluntário Social. As contribuições em
Regime Geral não necessitam de comprovativo.
– Para requerer é necessário preencher e entregar o
Requerimento de Prestações por Morte nos serviços
da Segurança Social e no prazo de 180 dias a
contar da data da morte, acompanhado pelos
documentos exigidos nos formulários.

25
SEGURANÇA SOCIAL OU CAIXA
GERAL DE APOSENTAÇÕES
■ REEMBOLSO DAS DESPESAS DE FUNERAL
– Esta prestação é atribuída de uma só vez, mediante prova do pagamento das
despesas de funeral de um beneficiário, do regime geral de Segurança Social.
Para isso não pode haver familiares do falecido com direito ao subsídio por morte
e o requerente tem de apresentar o original das despesas do funeral.
– Para requerer, deve-se preencher e entregar nos serviços de Segurança Social o
Requerimento de Reembolso de Despesas de Funeral no prazo de 90 dias a
contar da data do registo do óbito, acompanhado dos documentos exigidos no
formulário.

26
SEGURANÇA SOCIAL OU CAIXA
GERAL DE APOSENTAÇÕES
■ SUBSÍDIO DE FUNERAL
– Prestação em dinheiro, atribuída de uma só vez, que compensa o requerente pelas
despesas efetuadas com o funeral de qualquer pessoa, desde que residente em
território nacional. Destina-se aos cidadãos que não estejam enquadrados por
regime obrigatório de proteção social com direito ao subsídio por morte.
– Para requerer deve-se preencher e entregar nos serviços de Segurança Social o
formulário respetivo, no prazo de 6 meses, a seguir ao mês da morte,
acompanhados dos documentos exigidos no formulário.

27
SEGURANÇA SOCIAL OU CAIXA
GERAL DE APOSENTAÇÕES
■ PENSÃO DE SOBREVIVÊNCIA
– Prestação em dinheiro, atribuída mensalmente, e destina-se a compensar os
familiares do beneficiário falecido, pela perda de rendimentos de trabalho
resultante da sua morte. Para isso é preciso que à data da morte o beneficiário
tenha garantido 36 meses de contribuições, conforme o Regime Geral, ou 72
meses de contribuições, conforme o regime do Seguro Social Voluntário.
– Para pedir esta pensão, é necessário preencher e entregar nos serviços de
Segurança Social, o Requerimento de Prestações por Morte, no prazo de 6 meses
a contar da data da morte do beneficiário.

28
SEGURANÇA SOCIAL OU CAIXA
GERAL DE APOSENTAÇÕES
■ PENSÃO DE VIUVEZ
– Trata-se de um apoio atribuído mensalmente, aos viúvos dos beneficiários de
pensão social. Para ter direito a esta pensão, o requerente não pode ter direito a
nenhuma outra pensão por direito próprio e preencher a condição de recursos da
pensão social.
– Para pedir esta pensão, deve-se preencher e entregar, o respetivo formulário, nos
serviços da Segurança Social, no prazo de 6 meses a contar do mês seguinte ao
falecimento, assim como os documentos ali exigidos.

29
SEGURANÇA SOCIAL OU CAIXA
GERAL DE APOSENTAÇÕES
■ PENSÃO DE ORFANDADE
– Prestação atribuída, mensalmente, aos órfãos com nacionalidade portuguesa e
residentes no país, até atingirem a maioridade ou a emancipação.
– Para requerer é necessário preencher e entregar nos serviços de Segurança
Social, o Requerimento de Prestações por Morte – Pensão de Orfandade, com os
respetivos documentos adicionais, no prazo de 6 meses a contar do mês seguinte
ao falecimento.

30
BENEFICIÁRIO DA
ADSE
■ Caso a pessoa falecida seja beneficiária da ADSE, então a
sua morte também deve ser comunicada à ADSE, mediante a
apresentação do número de beneficiário da pessoa falecida e
juntando o Certificado de Óbito. Em algumas situações pode
haver reembolso de despesas.
■ Relativamente aos benefícios dos serviços, se a pessoa já
beneficiava da titularidade atribuída pelo cônjuge falecido,
manterá esse direito após a sua morte. Caso nunca tenha tido
esse benefício, existe um prazo limite para o reclamar, desde
que cumpridos os requisitos de acesso. Esta informação é
obtida junto da ADSE.

31
CONCLUSÃO
■ Independentemente do local onde ocorra o óbito, deverá ser contactada de imediato uma Agência
Funerária, de forma a esta poder tratar com as autoridades competentes, a fim de ser possível realizar o
funeral.
■ Existem, porém, alguns procedimentos que diferem relativamente ao local onde o óbito ocorre,
domicilio, hospitais, lar, ou em outros locais.
■ Antes de qualquer outra burocracia, o primeiro passo é obter o certificado de óbito, passado por um
médico, pois este documento para além de certificar a morte, é imprescindível para o assento do óbito
nas Conservatórias do Registo Civil e a ele estão inerentes questões jurídicas variadas, tanto no âmbito
civil, como penal, como criminal, tais como: seguros de vida, pensões, heranças e investigação de
crimes.
■ Como as burocracias a tratar em caso de falecimento exigem o contacto com várias entidades, pode ser
necessário algum tempo e disponibilidade para resolver tudo.
■ Por isso, o ideal, é recorrer a uma Loja do Cidadão que tenha o Espaço Óbito, pois será mais simples, já
que se pode tratar de tudo num só lugar. Para tratar das questões relacionadas com a herança, pode-se
recorrer ao Balcão de Heranças
■ Existem vários prazos para tratar dos diferentes assuntos relacionados com o óbito, mas o ideal é não
demorar mais de dois meses para começar a resolver.
32
REFERÊNCIAS

■ https://www.ordemenfermeiros.pt/arquivo/documentos/CJ_Documentos/CJ_Parecer_15
3_2013_ComunicacaoMorte.pdf
■ https://ordemdosmedicos.pt/wp-content/uploads/2017/12/SICO___utilizadores_medicos
.pdf
■ https://eg.uc.pt/bitstream/10316/30806/1/CERTIFICA%C3%87%C3%83O-DO-%C3%
93BITO-AVALIA%C3%87%C3%83O-DOS-PROCEDIMENTOS-LEGAIS-FMUC-20
15-JOS%C3%89-EDUARDO-FERREIRA-DA-SILVA.pdf
■ https://justica.gov.pt/Guia-do-Espaco-Obito/Primeiros-passos
■ https://dre.pt/web/guest/legislacao-consolidada/-/lc/106490492/201703020000/7339887
4/diploma/indice/7
■ https://dre.pt/pesquisa/-/search/480519/details/maximized
■ https://www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/leis-e-impostos/Pages/morte-familiar.aspx
■ http://funerariaferreira.pt/o-que-fazer-no-caso-de-obito/ 33

Você também pode gostar