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PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE

SEGURANÇA DO TRABALHO

JOSÉ APARECIDO LEAL


Engenheiro civil
Engenheiro de Segurança do Trablho
MBA de Gestão de Engenharia de Segurança do Trabalho
Técnólogo de Processos Gerenciais
Técnico em Segurança do Trablho
Técnico em Mecânica
Higiene do Trabalho Agentes Físicos Parte – B
Ementa:
1. Controle termo corporal - conceitos gerais e ocorrência.

1.1. Transmissão de calor, sobrecarga térmica e esforço termo corporal.

1.2. Critérios de avaliação, instrumentação, técnicas de medição e medidas de


controle.

1.3. Temperaturas baixas - Efeitos, avaliação e controle.

1.4. Prática em laboratório - técnicas de medição e controle da temperatura.

2. Pressões elevadas e baixas e Critérios de avaliação, instrumentação, técnicas


de medição e medidas de controle.
Segurança do
trabalho
É o conjunto de medidas
adotadas, visando minimizar
acidentes.
Acidente de Trabalho
É aquele que acontece no exercício do
trabalho , provocando lesão corporal
ou perturbação funcional.
O que é Saúde e Segurança
O dicionário define as palavras segurança e saúde da
seguinte forma:
Saúde - a condição do corpo ou da mente;
Segurança – não estar exposto a perigo ou a riscos.

Na indústria, segurança e saúde significam prevenir


acidentes e doenças associadas com o trabalho
(ocupacionais).
Curiosidade
A OIT estima que a cada ano ocorrem mais de 250 milhões de
acidentes associados ao trabalho, os quais resultam em perda
de tempo:
-685.000 por dia, ou 475 por minuto, 8 por segundo;
- 3.000 pessoas morrem no trabalho a cada dia, ou 2 por
minuto.

Desses, 600.000 poderiam ser evitados a cada dia, se práticas


de prevenção de segurança e informações associadas
disponíveis fossem utilizadas.
São relatados 160 milhões de casos de doenças associadas
ao trabalho a cada ano.
HIGIENE INDUSTRIAL

É a ciência que tem como objetivo


antecipar, reconhecer, avaliar e controlar
todos os fatores ou agentes do ambiente
de trabalho, que podem causar danos à
saúde do trabalhador.
HIGIENE OCUPACIONAL
É uma ciência voltada à prevenção de
riscos à saúde oriundos do ambiente ou
atividade profissional, e de várias outras
ciências para atingir seu objetivo.
A exposição profissional a um dado agente
pode levar ao aparecimento de uma
doença que pode não ser considerada
profissional e até mesmo não receber
cuidados médicos.
O Higienista não deve preocupar-se
somente com doença graves, mas
também com pequenos desvios de
saúde e do bem estar, não somente do
trabalhador, mas também de toda a
comunidade na qual a empresa e
trabalhador estão inseridos.
Princípio de Atuação

• Antecipação – identificar os potenciais de riscos e perigos à saúde, antes


que um determinado processo industrial seja implementado ou modificado,
ou que novos agentes geradores de riscos sejam introduzidos no ambiente
de trabalho.
• Reconhecimento – análise e observação do ambiente de trabalho a fim
de identificarmos os agentes existentes, os potenciais de riscos a eles
associados e qual a prioridade de avaliação ou controle existe neste
ambiente.
• Avaliação – Designa principalmente as medições e monitorizações que
serão conduzidas no ambiente de trabalho.
• Controle – Está associado a minimização ou eliminação dos potenciais
de exposição, antecipados, reconhecidos e avaliados no ambiente de
trabalho.
O QUE É RISCO E O QUE É
PERIGO?
O QUE É RISCO E O QUE É PERIGO?

PERIGO RISCO
Situação ou fonte
potencial de dano em
Combinação da
termos de acidentes probabilidade e
pessoais, doenças, gravidade
danos materiais e ao (Consequência) de
meio ambiente de um determinado
trabalho, ou a evento (perigo)
combinação dos
ocorrer.
mesmos
Perigo e Risco
Mesmo Perigo : Ondas no mar

Não tem a mesma


vulnerabilidade,
mas tem a
mesma
probabilidade
De alto risco De baixo risco
Conceitos Básicos de Calor
O calor é um agente presente em diversos ambientes de
trabalho, tais como: Siderúrgicas, indústrias de vidro e, em
certas situações, até mesmo ao ar livre, já que podem
ocorrer exposições superiores ao limite, dependendo a
condições climáticas da região e do tipo de atividade
desenvolvida.
TROCAS TÉRMICAS ENTRE O ORGANISMO E
AMBIENTE
Quando o trabalhador está exposto junto a uma ou várias
fontes de calor, ocorrer a trocas térmicas entre o ambiente
e o organismo.
C
E
FONTE
M R
- Condução/convecção - C
- Radiação – R
- Evaporação – E
- Metabolismo - M
A) CONDUÇÃO

É o processo de transferência de calor que ocorre


quando dois corpos sólidos ou fluídos, que não estão em
movimento e se encontram submetidos a diferentes
temperaturas, são colocados em contato.
Ex.: aquecimento de uma barra de ferro.
B) CONVECÇÃO

Processo de transferência de calor idêntico ao anterior;


nesse caso, porém, as trocas caloríficas se realizam através
de fluido em movimento.
B) RADIAÇÃO
Transferência de calor ocorre sem nenhum suporte
material, o processo e denominado de radiação. A energia
radiante passa através do ar sem aquecê-lo
apreciavelmente, aquecendo somente a superfície
atingida.
Ex.: Radiação emitida pelo sol.
B) METABOLISMO

É o calor gerado pelo metabolismo


resultante da atividade física do trabalhador.
Quando mais intensa for a atividade física,
maior será o calor produzido pelo
metabolismo.
B) EVAPORAÇÃO
É o processo de passagem de um líquido, a uma
determinada temperatura, para a fase gasosa, dispersando
o vapor para o meio ambiente. Não é necessário a
diferença de temperatura para o desenvolvimento do
processo. O calor transferido dessa forma é transmitido
através de variação de temperatura, que é chamado calor
sensível. No fenômeno de evaporação, o líquido retira
calor do sólido para evaporar-se, assim, é possível afirmar
que o sólido perde calor para o meio ambiente por
evaporação.
Ex.: Suor emanado de trabalho forçado.
FATORES QUE INFLUENCIAM NAS TROCAS TÉRMICAS ENTRE O
AMBIENTE E O ORGANISMO

-Temperatura do ar;
- Umidade relativa do ar;
- Velocidade do ar;
- Calor radiante;
-Tipo de atividade.
EQUILÍBRIO HOMEOTÉRMICO

Os mecanismos de termorregulação do organismo têm


como finalidade manter a temperatura interna do
corpo constante, e é evidente que há um equilíbrio
entre a quantidade de calor gerado no corpo e sua
transmissão para o meio ambiente. A equação que
descreve o estado de equilíbrio se denomina balanço
térmico:
M ±C±R-E =S
M - calor produzido pelo metabolismo
C – calor ganho ou perdido por condução – convecção
R – Calor ganho ou perdido por radiação
E – calor perdido por evaporação
S – calor acumulado no organismo (sobrecarga térmica).
EFEITO DO CALOR NO ORGANISMO

Quando o calor cedido pelo organismo ao meio


ambiente é inferior ao recebido ou produzido pelo
metabolismo total (metabolismo basal + metabolismo
de trabalho), o organismo tende a aumentar sua
temperatura. Para evitar a hipertermia (aumento da
temperatura interna do corpo) várias reações de
adaptações do organismo podem ser verificadas:
- A vaso dilatação periférica faz aumentar a circulação
sanguínea na superfície do corpo, ativação das
glândulas sudoríparas (sudorese).
EFEITO DO CALOR NO ORGANISMO

A) Exaustão do calor: a dilatação dos vasos sanguíneos


em resposta ao calor, há uma insuficiência do
suprimento de sangue do córtex cerebral, resultando
em queda da pressão arterial.
EFEITO DO CALOR NO ORGANISMO

B) Desidratação: A desidratação provoca,


principalmente, a redução do volume de sangue,
promovendo a exaustão do calor, porém, em casos
extremos, produz distúrbios na função celular,
provocando até a deterioração do organismo,
insuficiência muscular, redução da secreção
(especialmente das glândulas salivares).
EFEITO DO CALOR NO ORGANISMO

C) Câimbras de calor: Na sudorese há perda de água e


sais minerais, principalmente cloreto de sódio. Com a
redução dessa substância no organismo, podem
ocorrer espasmos musculares e câimbras. Resultado
aparece após sudorese intenso trabalho físico
prolongado. Trata de dores agudas nas extremidades e
músculos abdominais, embora quase não aumenta a
temperatura corporal.
Ex.: Corte de cana
EFEITO DO CALOR NO ORGANISMO

C) Edema de calor: Em pessoas não climatizadas


expostas a um ambiente quente, pode aparecer edema
leve, tais como inchaço das mãos e dos pés.
Geralmente afeta as mulheres e desaparece com a
climatização.
Ex.: Ambiente quente sem climatização.
EFEITO DO CALOR NO ORGANISMO

C) Choque térmico: Ocorre quando a temperatura do


núcleo do corpo atinge determinada nível, colocando
em risco algum tecido vital que permaneces em
contínuo funcionamento. É por causa de um distúrbio
no mecanismo termorregulador que se torna
impossível manter um adequado equilíbrio entre o
individuo e o meio.

Ex.: Entrar em ambiente com temperatura elevada.


EFEITO DO CALOR NO ORGANISMO

C) Exaustão por calor: É um transtorno muito, comum


provocado pelo calor. Resulta da desidratação grave
devido a perda de muito suor. Ocorre com trabalhador
que exerce atividade com esforço física prolongada
(esgotamento induzido pelo estresse de calor). Ocorre
pela deficiência circulatória e pela diminuição de água e
sal no organismo. Ex.: Trabalho no corte de cana.
A American Conference of Governmental Industrial
Hygienists (ACGIH) determina que o objetivo de
gerenciamento da sobrecarga térmica é a prevenção da
insolação.
V – ÍNDICES DE AVALIAÇÃO DO CALOR

A avaliação do calor a que um indivíduo está exposto e


bastante complexa, em razão da quantidade de fatores
a serem considerados. O principal risco da exposição ao
calor é a elevação da temperatura do núcleo do corpo a
nível acima de 37,0º C (ACGIH).
INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO

As principais escalas de medidas de temperaturas são:


Centígrado ou celsius, Farenheit e Kelvin, sendo as duas
primeiras mais utilizadas em higiene do trabalho.
Nas escala Celsius ou centígrado, o ponto de fusão do
gelo é de 0° e o ponto de ebulição da água é de 100°C.
Essa faixa é dividida em 100 parte.
Na escala Farenheit, a fusão do gelo ocorre a 32°F e a
ebulição da água a 212°F, sendo a escala dividida em
180 partes.
TERMÔMETRO DE BULBO SECO (Tbs)

É um termômetro composto de mercúrio comum, ou


algum outro tipo de sensor que possui leitura idêntica,
por exemplo, os sensores eletrônicos que atualmente
vêm sendo amplamente utilizados.
Para o termômetro de mercúrio, é recomendada a
graduação de 10 °C até 100 °C, com subdivisão de 0,2
°C, com bulbo de mercúrio (NH0-06 da
FUNDACENTRO).
Obtida ao colocar o bulbo seco do termômetro em
contato com a mistura de ar úmido.
TERMÔMETRO DE GLOBO (Tg)

É constituído de um termômetro de mercúrio com


graduação de 10 °C a 120 °C, com subdivisão de 0,2 °C
(NHO-06 da FUNDACENTRO).
O globo consiste em uma esfera oca de cobre com
15,24 centímetros de diâmetro (6 polegadas), na cor
preta, absorver o máximo de calor radiante.
TERMÔMETRO DE ÚMIDO NATURAL (Tbn)

É constituído de um termômetro de mercúrio com


graduação de 10 °C a 50 °C, com subdivisão de 0,1 °C
(NHO-06 da FUNDACENTRO).
O termômetro mercúrio ou sensor deve ser montado na
posição vertical, revestido com uma camisa pavio de
algodão branca que deverá envolver totalmente o bulbo
de mercúrio, usando água destilada, por no mínimo meia
hora antes de fazer a leitura da temperatura.
PSICRÔMETRO DE ROTAÇÃO (OU DE
FUNDO)
Mede a umidade relativa do ar e é constituído de dois
termômetros idênticos colocados paralelamente. Um
deles possui o bulbo revestido por tecido que deve ser
umedecido com água destilada durante a medição.
Após a estabilização, fazem-se duas leituras:
-Temperatura bulbo seco (temperatura do ar);
- Temperatura de bulbo úmido.
ANAMÔMETRO

Instrumento utilizados para medição da velocidade do ar.


Existem vários tipos de anemômetros e os mais
indicados para o levantamento de calor são aqueles mais
sensíveis e pequenos fluxos de ar, podendo fazer leitura
continuas da movimentação de ar.
AVALIAÇÃO DE CALOR PARA FINS DE CONFORTO
Muitas vezes, o calor não constitui risco de sobrecarga térmica nos
ambientes, no entanto, produz grande desconforto, especialmente
onde se desenvolvem trabalhos intelectuais, por exemplo,
escritório, laboratórios, sala de desenho, dentre outros.
A NR 17.5.2 dispõe a seguinte recomendações:
a) Velocidade do ar não superior a 0,75m/s;
b) Índice de temperatura efetiva entre 20 a 23 °C;
c) Umidade relativa do ar não inferior a 40% (quarenta por
cento).
AVALIAÇÃO DE CALOR PARA FINS DE CONFORTO

Muitas vezes é necessário fazer uma estimativa do ar. Segundo o


Engenheiro Berenice Goelzer, como regra geral pode-se estimar da
seguinte forma:
-Se não sente o movimento do ar, a velocidade é inferior a 0,30
m/s (50 pés/min).
- Se for sentida uma ligeira brisa, a velocidade do ar é
aproximadamente de 0,30 a 0,6 m/s (50 a 100 pés/min).
- Se o movimento do ar é suficiente forte, como para fazer
movimentar peças de vestidos leves ou cabelos, sua velocidade é
superior a 0,5m/s(100 pés/min).
- Se há sensação de estar numa corrente forte de ar, a velocidade
e provavelmente de 1,5m/s (300 pés/min).
ÍNDICE DE TEMPERATURA EFETIVA

O índice de temperatura efetiva foi proposto pela (ASHVE) em


1923, critério de avaliação de conforto. Temperatura combina do
ar, umidade relativa do ar e o movimento do ar.

Portaria 3.214, em 8 de julho de 1978, a avaliação de calor para


fins de caracterização de insalubridade era feito por esse índice.

A Portaria n. 491 considerava insalubridade os locais onde o índice


de temperatura efetiva era superior a 28 °C. No mesmo sentido o
decreto n. 53.831/64, determinava que a temperatura efetiva 28
°C geravam o direito a aposentadoria especial aos 25 anos de
trabalho.
ÍNDICE DE TEMPERATURA EFETIVA

O Índice de Temperatura Efetiva é determinada por meio das


temperaturas de bulbo seco (tbs) e úmido (tbu) e a velocidade do
ar. O procedimento de avaliação é o seguinte:
- Com o psicrômetro, determinam-se as temperaturas de bulbo
seco e úmido;
-Medir a velocidade do ar utilizando-se o anemômetro ou
termoanemômetro;
- Com esses dados, obtém-se o Índice de Temperatura Efetiva no
ábaco.
ÍNDICE DE TEMPERATURA EFETIVA - EXEMPLO

Exemplo 2
-Temperatura de bulbo úmido (tbu) = 20,0 °C;
- Temperatura de bulbo seco (tbs) = 27,0 ° C;
- Velocidade do ar = 0,5m/s.
UMIDADE RELATIVA DO AR

A NR – 17 estabelece que nos ambientes de trabalho a umidade


relativa de ar não pode ser inferior a 40% (quarenta por cento). A
umidade relativa do ar é determinada com o uso do psicrômetro.
Com os valores das temperaturas de bulbo úmido e seco.
Entra com os valores na carta psicrométrica e determina a
umidade relativa do ar.
UMIDADE RELATIVA DO AR - EXEMPLO

Exemplo 1:
Num determinado escritório, foi avaliada a umidade
relativa do ar.
- Temperatura de bulbo úmido (tbu) 20,0 °C;
-Temperatura de bulbo seco (tbs) = 30,0 °C;
- Resultado 45%

Exemplo 2:

Numa sala de projetos, foi avaliada a umidade


relativa do ar:
- Temperatura de bulbo úmido (tbu) 22 °C;
-Temperatura de bulbo seco (tbs) = 35,0 °C;
TEMPERATURA EFETIVA CORRIGIDA (TEC)

A temperatura efetiva corrigida torna-se medida um pouco mais


precisa, pois considera o calor radiante. Para obtenção desse
índice, utiliza-se temperatura de bulbo seco (tbs), temperatura de
bulbo úmido (tbn), temperatura de globo(Tg) e a velocidade do ar.
1º Determina a umidade relativa do ar;
2º Entrando-se com o novo valor de temperatura do ar, dado pela
tg, obtendo-se o valor corrigido de tbn. Que deverá, então, ser
utilizado no ábaco de temperatura corrigida;
3º Com os valores de Tg, Tbu corrigida e velocidade do ar,
determina-se a temperatura efetiva corrigida.
TEMPERATURA EFETIVA CORRIGIDA (TEC)
Exemplo:
Um determinado ambiente com calor radiante
apresentou os seguintes dados:
-Tbs = 32 °C;
- Tbu = 22 °C
- V = 1,0m/s
-Tg = 42 °C

A) Tbs = 32 °C Tbu=22 °C , Obtém-se UR = 47%


B) Entra-se com UR = 47% Tg 42 °C = Tbu = 29
°C
C) Entrando-se com Tg e Tbu corrigido no ábaco
de temperatura efetiva obtém-se:
Tg= 42 °C Tbu= 29 °C TEC = 32 °C.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE CONFORTO
TÉRMICO
I - Critério legal
A NR 17, subitem 17.5.2 determina que nos locais de trabalho
onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual
e atenção constante, tais como salas de controle, laboratórios,
escritórios, salas de desenvolvimentos ou análise de projetos,
dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de
conforto:
Índice de temperatura efetiva entre 20oC e 23oC;
Velocidade do ar não superior a 0,75m/s;
Umidade relativa do ar não inferior a 40% (quarenta por cento).
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE CONFORTO
TÉRMICO
II - Instrumentos de medição
Na avaliação das condições de conforto térmico foram utilizadas
os seguintes instrumentos de medição:

VELOCIDADE DO AR
A velocidade do ar nos locais de trabalho foi medida utilizando-se
o Anemômetro Digital marca ..... modelo......, sendo a faixa de
medição desse instrumento de 0,4 a 30m/s, com resolução de
0,1m/s.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE CONFORTO
TÉRMICO
II - Instrumentos de medição

UMIDADE RELATIVA DO AR

A umidade relativa do ar nos locais de trabalho foi obtida


utilizando-se o Psicrômetro marca........ Este instrumento é
constituído de dois termômetros idênticos e montados
paralelamente. Um deles possui o bulbo revestido por tecido, que
foi umedecido em água destilada durante a medição. Com os
dados obtidos nos dois termômetros — Tbu — Termômetro de
bulbo úmido e Tbs — Termômetro de bulbo seco — foi
determinada a umidade relativa do ar através da Carta
Psicrométrica.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE CONFORTO
TÉRMICO
II - Instrumentos de medição

Índice de Temperatura Efetiva

Esse índice foi obtido com os valores das temperaturas de bulbo


úmido e bulbo seco medidas com o Psicrômetro e a velocidade do
ar obtida com o Anemômetro digital marca ....modelo...... Com
estes parâmetros, o índice de temperatura efetiva foi determinado
por meio do ábaco normatizado.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE CONFORTO
TÉRMICO
AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONFORTO TÉRMICO
POSTO DE TRABALHO: 01
LOCAIS DE TRABALHO:
DRH – Departamento de Recursos Humanos
- Sala da secretária e gerente de RH

CONDIÇÕES DE CONFORTO
ÍNDICE DE TEMPERATURA EFETIVA : 23,5°c
VELOCIDADE DO AR:< 0,4 M/S
UMIDADE RELATIVA DO AR: 52%
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE CONFORTO
TÉRMICO

CONCLUSÃO
A velocidade do vento está dentro dos valores
considerado aceitáveis pela NR 17 da Portaria n. 3214.
No entanto, o índice de Temperatura Efetiva e a umidade
relativa do ar não estão em conformidade com essa
norma.
PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE
SEGURANÇA DO TRABALHO
SEGUNDA PARTE
Higiene do Trabalho
É a ciência e a arte do
reconhecimento, avaliação e
controle dos riscos à saúde.
1a. Definição de Higiene Industrial

Frank Patty – 1948

A Higiene Industrial visa antecipar e


reconhecer situações potencialmente
perigosas e aplicar medidas de controle de
engenharia antes que agressões sérias à
saúde do trabalhador sejam observadas.
Higiene Industrial
É a ciência e a arte devotada ao
reconhecimento, avaliação e controle dos
fatores ambientais e estresse originados do
ou no local de trabalho, que podem causar
doença, comprometimento da saúde e bem-
estar ou significante desconforto e
ineficiência entre os membros de uma
comunidade.
ÍNDICE DE SOBRECARGA TÉRMICA – IST
- CRITÉRIO DE BELDING E HATCH
O IST foi proposto por Belding e Hatch (Universidade de
Pittsbunh) em 1955, e consiste na avaliação das trocas
térmicas e parâmetros fisiológicos do equilíbrio
homeotérmico, tais como: condução; convecção,
radiação, calor metabólico, além do tempo de exposição.
A principal desvantagem desse índice É a complexidade
do cálculo para determinar a exatidão de todos os
parâmetros. De todos os parâmetros físicos e do
metabolismo total, que nem sempre são facilmente
mensuráveis de forma exata.
AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

A avaliação ocupacional do calor deve ser feita utilizando-


se os índices que levam em conta todos os fatores
ambientais que influenciam na sobrecarga térmica, bem
como os fatores fisiológicos e alternância de tempo de
trabalho/descanso. Dentre esses índices, destacam-se: o
IST (índice de sobre carga térmica), TGU (Índice
Termômetro de Globo Úmido) e o IBUTG (Índice de bulbo
úmido termômetro de globo)
ÍNDICE TERMÔMETRO DE GLOBO ÚMIDO
O índice de termômetro de globo úmido foi desenvolvido
em 1971. Esse índice é obtido com o termômetro de
globo úmido, que consiste em uma esfera oca de 6 cm de
diâmetro, pintada de tinta preta fosca, recoberta por uma
camada dupla de tecido negro.
ÍNDICE DE GLOBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO -
IBUTG
O índice de temperatura de bulbo úmido termômetro de
globo, é o índice mais utilizado no mundo. Esse índice foi
desenvolvido por Constantine Yaglou e David Minard, em
1957, durante investigação realizada nos treinamentos
dos recrutas da marinha dos estados Unidos expostos ao
sol usando uniformes verdes. Foi observado que o risco
devido à exposição ao calor era reduzido, enquanto as
pausas e a diminuição do tempo de treinamento dos
recrutas definidas utilizando-se o índice IBUTG (OIT
1989).
ÍNDICE DE GLOBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO -
IBUTG
Atualmente o IBUTG e adotado:
-NR 15, Anexo 03 da Portaria 3214, de 1978;

-ACGIH “Conferência Governamental Americana de


Higienistas Industriais (American Conference of
Governmental Industrial Hygienists – ACGIH);

- NHO – 06 “Norma de Higiene Ocupacional.


ÍNDICE DE GLOBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO -
IBUTG

A equação para o cálculo do índice varia


em função da presença ou não de carga
solar no ambiente trabalho, no
momento da medição, conforme segue:
IBUTG
Ambientes internos ou
externos sem carga solar.
IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg
IBUTG
Ambientes externos com
carga solar
IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg
NR 15 - Anexo nº 3
Item 2. Os aparelhos que devem ser usados
nessa avaliação são:

• Termômetro de Bulbo Úmido Natural


• Termômetro de Globo
• Termômetro de Mercúrio Comum
Termômetros só de Mercúrio?

É permitido usar qualquer outro tipo de


sensor de temperatura que dê leitura
idêntica à fornecida pelo termômetro
de mercúrio sob as mesmas condições.
ACGIH
“Conferência Governamental Americana de Higienistas Industriais” (American
Conference of Governmental Industrial Hygienists)

O pavio do Termômetro de Bulbo Úmido


Natural deve ser mantido úmido com
água destilada por no mínimo ½ hora
antes de se fazer a leitura da
temperatura.
IBUTG

Não deve ser utilizado


para avaliação de
conforto térmico
Temperatura Efetiva

Não deve ser usada para


avaliação de sobrecarga
térmica.
Calor
Devem ser feitas medições de
calor em cada situação
térmica a que fica submetido
o trabalhador.
Deve ser
determinado o
IBUTG para cada
situação térmica.
Situação térmica
Cada parte do ciclo de trabalho onde as
condições ambientais são mantidas
constantes, de forma que os parâmetros
a serem estabelecidos permanecem
inalterados.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
A avaliação de sobrecarga térmica é estabelecida pelo anexo nº 3
da NR-15

• Principais efeitos no organismo da Sobrecarga Térmica


• Exposição a altas temperaturas
A transmissão de calor ocorre no sentido ambiente-corpo. O
organismo tende a aumentar a temperatura interna resultando
num processo chamado hipertemia. Para evitar esse processo
ocorrem os seguintes mecanismos:
Vaso dilatação sanguínea;
Ativação das glândulas sudoríparas (sudorese);
Aumento da circulação sanguínea periférica;
Troca eletrolítica de suor;
Morte por falha cardíaca quando a temperatura retal for superior a
41,7°C.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Consequências da hipertemia:
Transtornos sistemáticos
Câimbra por calor
Esgotamento (Exaustão do calor)
Dessalinização (perda de íons de sódio)
Deficiência circulatória
Desidratação
Choque Térmico
Transtornos na pele
Erupções
Queimaduras (por radiação ultravioleta)
Transtornos psiconeuróticos
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Avaliação de Calor
A avaliação de calor é baseada nas medições dos parâmetros
que influenciam diretamente na quantificação da sobrecarga
térmica. São eles:

Temperatura do ar
Umidade relativa do ar
Velocidade do ar
Calor radiante
Atividade exercida

•Temperatura do ar
A quantidade de calor ganha ou perdida pelo corpo humano é
proporcional a diferença de temperatura entre o ambiente e o
homem.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
Avaliação
Deve ser medida com termômetro de mercúrio comum, mas de
funcionamento confiável, permitindo leituras até 1/10 de grau
Celsius.
A leitura é feita quando o termômetro está estabilizado.
O contato com fontes radiantes, podem falsear os resultados, pois
o bulbo do termômetro é um elemento sensível a absorção de
radiação.

Para uma leitura correta é necessário


a) Utilizar um termômetro bem calibrado.
b) Esperar o tempo necessário· para que a coluna se estabilize ou
criar uma corrente de ar ao redor do bulbo.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• CalorRadiante
É uma variável que influi de forma significativa no processo de
sobrecarga térmica quando no ambiente a ser avaliado, há a
presença de fontes de radiação que emitem considerável
quantidade de energia no espectro infravermelho.

• Avaliação
A avaliação é realizada com o auxílio de um equipamento
denominado termômetro de globo.
O termômetro de globo consiste de uma esfera ôca de cobre com
aproximadamente 15 cm de diâmetro e 1 mm de espessura
pintado em preto fosco e um termômetro comum de bulbo ou
termopar localizado no centro do globo.
O globo absorve calor que é transmitido ao termômetro interno
por convecção. As leituras devem ser iniciadas após 30 minutos
de estabilização.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Atividade Exercida
A quantidade de calor produzida pelo organismo é proporcional à
atividade executada.
Na literatura encontram-se várias correlações entre atividades e
carga térmica geral, entretanto para efeito de cálculo considera-se
a tabela do anexo 3 da NR-15.

• Índices utilizados nas avaliações


Os índices tratam de correlacionar de acordo com a natureza da
exposição as variáveis que influem nas trocas entre o indivíduo e
o ambiente e dimensiona a magnitude do risco.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
Todos os índices tratam de estabelecer os limites entre quais o
intercâmbio térmico entre o organismo e o meio ambiente externo,
não suponha perigo ou risco para as pessoas.

O índice T.E. e T.E.C. são apropriados somente para a avaliação


de conforto térmico pois não consideram o tipo de atividade e o
I.B.U.T.G e o I.S.T são usados para avaliações de sobrecarga
térmica.

A legislação brasileira através da Portaria 3214 estabelece o


índice de Bulbo úmido - Termômetro de Globo para avaliação de
exposição ao calor. Este índice é baseado na ponderação
fracionada das temperaturas de globo, bulbo úmido e bulbo seco.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
A equação para o cálculo do índice, varia em função da presença, ou
não de carga solar no momento da medição.

• Ambientes internos ou externos sem carga solar:


IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg

• Ambientes externos com carga solar:


IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs
tbn -- temperatura de bulbo úmido natural
tg -- temperatura de globo
tbs - temperatura de bulbo seco
Obs: Encontram-se disponíveis no mercado equipamentos eletro-
eletrônicos que fornecem os resultados diretamente e valores de
IBUTG.

• Limites de tolerância:
Os Limites de Tolerância bem como os procedimentos de avaliação são
estabelecidos pelo anexo 03 da NR-15 Portaria 3214 - MTE.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

• O índice de Bulbo úmido - Termômetro de Globo – IBUTG


utilizado para a avaliação da sobrecarga térmica é um método
simples, baseado na combinação das leituras provenientes dos
termômetros de globo, bulbo úmido e seco, correlacionando
posteriormente a carga térmica ambiental com a carga metabólica
do tipo de atividade exercida pelo trabalhador.

• A NR 15 – Anexo 3, indica dois procedimentos para o cálculo do


IBUTG, um para ambientes internos (sem carga solar) e outro
para ambientes externos (com carga solar proveniente de fontes
naturais ou artificiais).
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Os “LT” estabelecidos pelas tabelas do Anexo 3, variam de acordo
com a existência de descanso no próprio local de trabalho ou em outro
local. Considera-se local de descanso ambiente termicamente mais
ameno com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve,
onde “M” é a taxa de metabolismo média ponderada em uma hora.

• Além do estabelecido no Anexo 3 recomenda-se utilizar a


metodologia estabelecida na Norma NHT 01 para a avaliação da
sobrecarga térmica com a presença ou não da carga solar.

• Em relação à sobrecarga térmica, a exposição ao calor com valores


de IBUTG superiores aos “LT” será caracterizada como insalubre de
grau médio, cabendo ao trabalhador o adicional devido de 20% sobre o
salário mínimo legal (regional).
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
•Ciclo de Trabalho - Conjunto das atividades desenvolvidas pelo trabalhador em
uma sequência definida e que se repete de forma contínua no decorrer da
jornada de trabalho.

• Ponto de Trabalho - Todo e qualquer local onde o trabalhador permanece


durante o desenvolvimento de seu ciclo de trabalho.

• Situação Térmica - Cada parte do ciclo de trabalho, onde as condições


ambientais são mantidas constantes, de forma que os parâmetros a serem
estabelecidos permaneçam inalterados.

• Limite de Tolerância - Representa as condições sob as quais se acredito que a


grande maioria dos trabalhadores possa ficar continuamente exposta,
diariamente, sem sofrer efeitos adversos à sua saúde.

• Temperatura de ponto de orvalho:é a menor temperatura a que o ar pode ser


resfriado, sem que ocorra alguma condensação de vapor de água ou umidade.
Portaria 3.214/78 - NR-15 - Anexo Nº3
Regime de trabalho intermitente com períodos de
descanso no próprio local de prestação de serviço
• Períodos de descanso: tempo de serviço para todos os efeitos
legais.
• Tipo de atividade (leve, moderada ou pesada): Quadro No 3.
• Regime de trabalho:
Portaria 3.214/78 - NR-15 - Anexo Nº3
Limites de Tolerância para Exposição ao Calor
QUADRO Nº 3
TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE
Portaria 3.214/78 - NR-15 - Anexo Nº3
Regime de trabalho intermitente com período de
descanso em outro local (de descanso)

• Local de descanso: ambiente termicamente mais ameno, com


o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.
• Limites de Tolerância: Quadro Nº2
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Exercícios:
1) Um operador gasta 3 minutos para carregar o forno e
aguarda 4 minutos para a carga atingir a temperatura esperada,
sem no entanto, sair do local de trabalho. Em seguida gasta
outros 3 minutos para descarregar o forno. Este ciclo de
trabalho é continuamente repetido durante toda a jornada de
trabalho em local sem carga solar.
Solução:
Todo o cálculo é efetuado em cima de uma base de cálculo de
60 minutos, que é representativa para toda a jornada de trabalho.
Foi realizado levantamento em campo com o auxílio da árvore
dos termômetros, os valores encontrados foram:
a) Tg = 35ºC; tbn = 25 ºC, tbs = 28ºC
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Exercícios:
b) Definir o tipo de atividade segundo o Quadro 3: Moderada
Sem carga solar.

c) Calcular o IBUTG para recinto fechado sem carga solar:


IBUTG = 0,7tbn + 0,3tg → IBUTG = 28ºC;

d) Definir o ciclo de trabalho para uma base de cálculo de 1 h (60


min.)
Tempo de trabalho: 6 min. X 6 = 36 minutos;
Tempo de descanso: 4 min. X 6 = 24 min.

Ciclo de trabalho: 36 min. Trabalhando por 24 min. Descansando no


próprio local de trabalho.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Exercícios:
e) Consultando o Quadro 1 para encontrar o ciclo máximo de trabalho
permitido para o IBUTG de 28ºC, verifica-se que o trabalhador
executando uma tarefa do tipo MODERADA poderia ficar exposto a um
ciclo máximo de 45 min. Trabalhando por 15 min. Descansando.

Conclusão: Neste caso conclui-se que o ciclo de trabalho (36 min por
24) apresentado, é adequado para o IBUTG de 28ºC, que permite um
ciclo de até 45 min. x 15 min. Para uma atividade tipo MODERADA.
Portanto o “LT” não foi ultrapassado.

É possível verificar que a definição do tipo de atividade (leve, moderada


ou pesada) fica a carga a avaliação subjetiva do profissional de
segurança. A consulta do Quadro 3 é limitada a identificação da
descrição da atividade (neste exercício) não sendo utilizado o valor
quantitativo da taxa de metabolismo (Kcal/h) para efeitos de cálculo.
Desta forma, dependendo do avaliador, o que pode ser atividade
moderada para um, pode ser pesado para outro, influenciando
significativamente a conclusão da avaliação através da consulta ao
Quadro 1.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Exercícios:
2) Um operador gasta 3 minutos para carregar o forno e aguarda 4
minutos para a carga atingir a temperatura esperada. Em seguida
gasta outros 3 minutos para descarregar o forno. Durante o tempo
em que aguarda a elevação da temperatura da carga (4 min) o
operador fica fazendo anotações, sentado numa mesa fora do local
onde está localizado o forno. Este ciclo de trabalho é continuamente
repetido durante toda a jornada de trabalho em recinto fechado sem
carga solar.
Solução:
Os tempos de Tt e Td devem ser somados, no período mais
desfavorável do ciclo de trabalho, sendo que a soma dos mesmos
deve ser igual a 60 minutos corridos.Todo o cálculo é efetuado em
cima de uma base de cálculo de 60 minutos, que é representativa
para toda a jornada de trabalho.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Exercícios:
a) Mediante as medições em campo os valores encontrados,
foram:
Local de descanso: tg = 28ºC, tbn = 20ºC;
Local de trabalho: tg = 54ºC, tbn = 22ºC;

b) Definir o tipo de atividade (quadro 03): MODERADA

c) Calcular IBUTGt e o metabolismo em função do tipo de


atividade:
IBUTGt = 0,7tbn + 0,3tg → IBUTGt = 0,7x22 + 0,3x54 → IBUTGt =
31,6ºC → Mt = 300 Kcal/h

d)Calcular IBUTGd = 0,7tbn + 0,3tg → IBUTGt = 0,7x20 + 0,3x28


→ IBUTGd = 22,4ºC → Md = 125 Kcal/h
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Exercícios:
e) Definir o ciclo de trabalho:
Tempo de trabalho: 6 min. X 6 = 36 minutos;
Tempo de descanso: 4 min. X 6 = 24 min.;
Ciclo de trabalho: 36 min. Trabalhando por 24 min. Descansando em
outro local de trabalho.

f) Calcular a taxa de Metabolismo (M) média ponderada em função do


ciclo de trabalho:
_ _
M = (mt x tt + md x td) / 60 min. → M = (300 x 36 + 125 x 24) / 60
_
M = 230 Kcal/h
______
g) Calcular IBUTG = (IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td) / 60 min. →
_____ ______
IBUTG = (31,6 x 36 + 22,4 x 24) / 60 → IBUTG = 27,9ºC
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
Conclusão:
Para interpretar o resultado devemos proceder da seguinte forma:
- Pegar o metabolismo média ponderada calculado na alínea “f”
(M = 230 Kcal/h e determinar o máximo IBUTG permitido pelo
Quadro nº 2;
- Como no Quadro nº 2 não existe o valor de M = 230 Kcal/h,
arredondar para o valor imediatamente acima que é M = 250
Kcal/h;
- Para M = 250 Kcal/h no quadro 2, o máximo IBUTG aceito é de
28,5 ºC;
- Comparar com o IBUTG média ponderada calcula na alínea “g”
que foi de 27,9ºC com o máximo IBUTG permitido no Quadro 2
para o metabolismo média ponderada calculado;
- Neste caso conclui-se que o ciclo de trabalho apresentado neste
exemplo é compatível com as condições térmicas do ambiente
analisado e portanto o “LT” não foi ultrapassado.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Exercícios:
3) Um trabalhador fica exposto continuamente junto a um forno (sem
local de descanso) durante duas horas. Feita a avaliação do calor no
local, obtiveram-se os seguintes dados:
-Tbn = 25,0ºC; Tg = 45ºC;
- Ambiente interno sem caga solar
- Tipo de atividade: remoção com pá.

Considere:
Local de trabalho
Atividade: Carregamento de forno;
Taxa de metabolismo = 440 Kcal / h;
IBUTG = 31,0 ºC ; Tempo de trabalho = 20 minutos;
Local de descanso
Atividade: Sentado fazendo anotações
IBUTG = 23,0 ºC
Taxa de metabolismo = Quadro 3
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

Exercícios:
a) Solução:
Segundo o quadro 1, anexo 3, NR -15, para a atividade pesada e IBUTG
= 31,0 ºC, não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas de
controle. Sendo assim, nesse exemplo, a exposição ao calor superou o
limite de tolerância.

b) Solução:
Cálculo da taxa de metabolismo média ponderada para uma hora:
_
M = 440 x 20 + 150 x 40 / 60 = 246,6 Kcal/h = 250 Kcal/h

c) Cálculo do IBUTG médio ponderado para uma hora:


---------
IBUTG = 31 x 20 + 23 x 40 / 60 = 25,6 ºC
Segundo o quadro 2, para M = 250 Kcal/h, o máximo IBUTG permitido é
de 28,5ºC. Como o local apresentou IBUTG = 25, 6ºC, o limite não foi
ultrapassado, não estando caracterizada a insalubridade.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR

Exercícios:
4) No setor de uma tecelagem, um operador de máquinas desenvolve
uma atividade moderada, onde se encontraram os seguintes valores:
Tg = 35ºC; Tbn = 25ºC; A atividade é insalubre?

5) No setor de cozimento de uma indústria alimentícia, o trabalhador


aciona durante 8 minutos uma válvula de vapor que está situada em
frente aos cozinhadores. Após esse período de acionamento, dirige-se à
sala ao lado, permanecendo aproximadamente 4 minutos, anotando os
dados do quadro sinóptico de controle dos cozinhadores, retornando em
seguida ao local de operação da válvula de vapor.

Local da válvula de vapor: atividade considerada moderada;


Local: Sala de anotações: Atividade considerada leve;
Após o levantamento:
Válvula de vapor: Tbn = 24ºC; Tg = 42ºC; Tempo de exposição 8
minutos;
Sala: Tbn = 21ºC; Tg = 25ºC ; Tempo de exposição 4 minutos.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Exercícios:
Considerando a exposição ocupacional ao calor de acordo com a tabela a
seguir; verificar se o limite de tolerância é superado.
N Operação IBUTG ºC M Kcal/h Tempo /
minutos
01 Executar serviços diversos durante o vazamento 32,0 220 20
do forno com a porta aberta
02 Realizar limpeza com a porta do forno fechada 28,0 300 25
03 Observar a operação do forno – sentado 25,0 100 15

A NR – 15 determina que as medições de calor devem ser feitas no período


mais desfavorável do ciclo de trabalho e no tempo de 60 minutos. Nessa
análise, foi verificado a ocorrência de três situações térmicas no ciclo de
trabalho, durante o período de 60 minutos.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Continuação:
a) Cálculo da média ponderada de IBUTG

IBUTB = IBUTG1 . t1 + IBUTG2 . t2 + IBUTG3 . t3/ 60

IBUTG = 32 x 20 + 28 x 25 + 25 x 15 / 60 = 28,5ºC

b) Cálculo da média ponderada da taxa de metabolismo

M= M1 . t1 + M2 . t2 + M3 . t3 / 60

M= 220 x 20 + 300 + 25 + 100 x 15 / 60 = 223,3 Kcal/h

No quadro 2 do anexo 3 da NR 15 temos os valores da taxa de


metabolismo média ponderada no intervalo ente 200 e 240 Kcal/h. No
quadro 5 os valores estão interpolados (NHO -06). Assim, para = 227
Kcal/h o valor máximo de IBUTG é igual a 29,4ºC. Como valor obtido foi
de 28,5ºC, o limite de tolerância não foi ultrapassado.
AVALIÇÃO DE CALOR PARA CARACTERIZAÇÃO DE INSALUBRIDADE

O Anexo 3 da NR 15, define o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo


pela aplicação dos seguintes procedimentos:
Ambientes externos com carga solar:
IBUTG = 0,7 x Tbn + 0,2 x Tg + 0,1 x Tbs

Ambientes internos ou externos sem carga solar:


IBUTG= 0,7 x Tbn + 0,3 x Tg

Numa avaliação da exposição para insalubridade, dados obtidos:


- Temperatura de bulbo úmido natural (Tbn) = 25ºC
-Temperatura de globo (Tg) = 40ºC
- Ambiente sem carga solar
- Tipo de atividade: moderada, (220Kcal/h), conforme quadro 3 da NR – 15,
anexo 3.
AVALIÇÃO DE CALOR PARA CARACTERIZAÇÃO
DE INSALUBRIDADE

De acordo com o Quadro 1, Anexo 3 da NR 15,


para atividade moderada e trabalho continuo,
IBUTG é igual a 26, 7ºC. Como o IBUTG obtido foi
de 29,5ºC, a atividade desse trabalhador é
considerada insalubre de grau médio por
exposição ao calor.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• Eliminação / neutralização da Insalubridade

A insalubridade por calor só poderá ser eliminada através de


medidas aplicadas no ambiente ou reduzindo-se o tempo de
permanência junto às fontes de calor, de forma que o “M” fique
compatível com o IBUTG.

A neutralização através de EPI’s não ocorre, pois não é possível


determinar se estes reduzem a intensidade do calor a níveis abaixo
dos limites de tolerância, conforme prevê o artigo 191, item II, da
CLT. Os EPIs (blusões e mangas), muitas vezes, podem até
prejudicar as trocas térmicas entre o organismo e o ambiente.
Entretanto, os EPIs devem ser sempre utilizados, uma vez que
protegem os empregados dos riscos de acidentes e doenças
ocupacionais.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
•NOÇÕES DE CONTROLE COLETIVO E INDIVIDUAL
As medidas de controle podem ser relativas a:
•Ambiente (Fonte / trajetória)
•Trabalhador: Medidas de natureza - Médica / Administrativa /
Segurança individual (uso de EPI)

•Medidas de controle relativas ao ambiente:


Controle de fonte: Pode ser usada para controle do calor emitido por
radiação ou convecção.
Ex.: Para calor radiante são utilizadas barreiras, impedindo a
propagação da radiação na direção dos trabalhadores ou isolamento
para redução da temperatura superficial.
Para as fontes de calor convectivas são adotados os métodos de
extração localizada ou de ventilação geral.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• NOÇÕES DE CONTROLE COLETIVO E INDIVIDUAL
• Controle de trajetória - Método de controle mais utilizado:
• Insuflação de ar fresco no local onde permanece o
trabalhador:
O sistema mais adequado consiste em dimensionar a entrada de ar
pela parte inferior, o mais próximo possível do solo, de modo que
iniciada primeiramente sobre o trabalhador para posteriormente
misturar-se com a corrente ascendente de ar quente e escapar por
aberturas localizadas na parte superior do local de trabalho.
Fator alterado: temperatura e velocidade do ar.

• Exaustão de vapores de água emanados de um processo.


Para que a água evapore de uma superfície qualquer, é necessário
que sua pressão de vapor seja maior do que a pressão de vapor da
água adsorvida no ar.
Fator alterado: umidade relativa do ar.
HIGIENE DO TRABALHO

CALOR
• NOÇÕES DE CONTROLE COLETIVO E INDIVIDUAL

• Utilização de barreiras entre a fonte e o homem.


Refletores - Alumínio / Aço fundido
Absorventes de Infravermelho- Ferro / Aço
Fator alterado: Calor radiante

• Aumento da distância da fonte


Fator alterado: Calor radiante, temperatura do ar.

• Automatização do processo.
Fator alterado: Metabolismo do trabalhador
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE
INSALUBRIDADE
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE INSALUBRIDADE

• EXMO. DR. JUIZ PRESIDENTE DA ....ª VARA DO


TRABALHO DE.........
• REFERENTE: PROCESSO N.
• RECLAMANTE: AAAAAAAA
• RECLAMADA: BBBBBBBBBB
• JOSÉ APARECIDO LEAL, Engenheiro de Segurança do
Trabalho, perito nomeado nos autos do processo em
epígrafe, vem perante V. Exa. apresentar o laudo
técnico.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE INSALUBRIDADE

I – Metodologia
As medições de calor foram realizadas utilizando-se o
monitor de sobrecarga térmica marca ....., modelo ..........
Esse instrumento determina através
de sensores os três parâmetros necessários para avaliação
do IBUTG (índice de bulbo úmido termômetro de globo), ou
seja, temperatura de bulbo úmido natural, temperatura de
globo e temperatura de bulbo seco.
O equipamento foi calibrado antes e depois das avaliações
através do sensor específico.
Nos locais onde a fonte de calor é muito intensa, os sensores
foram montados em tripé por meio de uma extensão.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE INSALUBRIDADE

II – Informantes
As informações foram obtidas com os seguintes
funcionários:
Nome:
Cargo:
Nome:
Cargo:
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE INSALUBRIDADE

III - Descrição das atividades


O reclamante exercia a função de Ajudante de
prensa e suas atividades consistiam em:
— Alimentar o cilindro com massa de eletrodo para
ser prensada;
— Realizar serviços de limpeza em geral e limpeza
da máquina com querosene eventualmente
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE INSALUBRIDADE

IV - Local de trabalho
— O reclamante trabalhava no setor de prensas
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE INSALUBRIDADE

V - Dados obtidos
Local de trabalho — junto às prensas
Temperatura de bulbo úmido natural = 25,0o C
Temperatura de globo = 40,0o C
Calor metabólico (M) = 220 kcal/h
Índice de bulbo úmido termômetro globo = 29,5º C
Local de descanso
Temperatura de bulbo úmido natural = 20,0o C
Temperatura de globo = 28,0o C
Calor metabólico (M) = 150 kcal/h
Índice de bulbo úmido termômetro globo = 22,4º C
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE INSALUBRIDADE

V - Dados obtidos
IBUTG = 29,5 x 30 + 22,4 x 30 / 60 = 25,95ºC
M = 220 x 30 + 150 x 30 / 60 = 185 Kcal/h @200kcal/h

VII - CONCLUSÃO
O anexo 3, NR-15, Portaria n. 3214, em seu Quadro 2,
estabelece que, para M=200 kcal/h, o máximo IBUTG
permitido é de 30,0ºC. Como esse local apresentou IBUTG =
25,9ºC, não há risco de sobrecarga térmica e, desse modo,
atividade não se caracteriza como insalubre.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DE INSALUBRIDADE

VII – RESPOSTA AOS QUESITOS DO RECLAMANTE

QUESITO 01
Queira o Sr. Perito descrever, detalhadamente, as funções
exercida pelo reclamante.
- Ver item III do laudo
QUESITO 02
Quais os valores do IBUTG nos locais de trabalho e descanso
do reclamante?
- Ver item V do laudo.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE
AVALIAÇÃO OCUPACIONAL
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

I – INSTRUMENTOS UTILIZADOS/METODOLOGIA

Para a quantificação do calor, utilizaram-se os termômetros


de bulbo úmido natural, globo e bulbo seco, conforme Anexo
3, NR-15 da Portaria n. 3.214.

a) Termômetro de bulbo úmido natural


Constituído por um termômetro de mercúrio comum, de
escala de 0oC a 60º C e subdivisões de 0,1oC, com bulbo
recoberto por um pavio de tecido absorvente, inicialmente
umedecido, e sua extremidade alongada imersa em um
reservatório com água destilada (Erlenmeyer de 125ml)
durante o período de medição.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

I – INSTRUMENTOS UTILIZADOS/METODOLOGIA

b) Termômetro de globo
Utilizado para quantificar o calor radiante, é constituído de um
termômetro de mercúrio comum, com escala de 0oC a 150oC e
subdivisões de 0,2º C, localizado no centro de uma esfera oca de
cobre de dimensões padronizadas e pintadas externamente de
preto fosco.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

I – INSTRUMENTOS UTILIZADOS/METODOLOGIA

c) Termômetro de bulbo seco


Utilizado para quantificar a temperatura do ar, constituído de um
termômetro de mercúrio comum, com escala de 0oC a 60oC e
subdivisão de 0,1oC.
Em caso de utilizar outro tipo de sensor de temperatura, por
exemplo, medidor digital de sobrecarga térmica, a discussão da
metodologia é similar, apenas substituindo termômetro de
mercúrio por sensor eletrônico de temperatura.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

I – INSTRUMENTOS UTILIZADOS/METODOLOGIA

Esses termômetros foram montados em um tripé e


fixados neste com pinças, de modo que as leituras
foram representativas das condições sob as quais
os trabalhadores estavam expostos (local de
trabalho e descanso). As leituras foram obtidas após
30 (trinta) minutos de estabilização.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

II – DADOS OBTIDOS NAS MEDIDAS

Os dados obtidos nas medições, caracterização das


atividades, locais de trabalho e os respectivos
temos de exposição estão descritos na planilha a
seguir: RECONHECIMENTO
FUNÇÃO : Vazador

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES:


- Escorificar panelas de metal líquido e vazar nos moldes da linha 01, da linha 02 e
linha 03;
- Verificar e medir temperatura;
- Realizar a limpeza da área.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

II – DADOS OBTIDOS NAS MEDIDAS


LOCAL DE TRABALHO
- Linhas de vazamento de metal.

FONTES GERADORAS
- Operação do carrinho de vazamento nas panelas das linhas
01 e 02, interferência da produção das linhas, fusão do
metal, escorificação, dentre outras.
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

II – DADOS OBTIDOS NAS MEDIDAS


AVALIAÇÃO QUANTITATIVA
ATIVIDADES TBN TG IBUTG ATIVIDADE TEMPO
METABOLISMO (min)
- Controle do vazamento das 26,4 41,8 31,0 180 30
panelas nas caixas e moldes
- Medir temperatura, escorificação e 23,9 38,2 28,2 220 15
auxiliar na troca das panelas
- Aguardar o próximo vazamento 22,0 30,0 24,4 100 15
sentado
MODELO DE LAUDO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE CALOR

II – DADOS OBTIDOS NAS MEDIDAS


Observações:
IBUTG = 31,0 x 30 + 28,2 X 15 + 24,4 x 15/ 60 = 28,6º C

M = 180 x 30 + 220 x 15 + 100 x 15/60 = 170 Kcal/h


Conclusão;
O Anexo 3, NR 15, Portaria n. 8214, em seu Quadro 2, estabelece
que para M = 170 Kcal;h = 175 Kcal/h o máximo de IBUTG
permitido é de 30,5º C. Como exposição do trabalhador apresentou
IBUTG = 28,6º C, não há risco de sobrecarga térmica. Além disso,
exposição ao calor não caracteriza a atividade insalubre, nem
gera direito aposentadoria especial.
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

FRIO
TEMPERATURAS EXTREMAS

FRIO = temperaturas abaixo de 15ºC


RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

FRIO OCUPACIONAL

A exposição ocupacional ao frio intenso


pode constituir problema sério
implicando em diversos inconvenientes
que afetarão a saúde, o conforto e a
eficiência do trabalhador.
Temperaturas extremas – Fontes
Alguns segmentos necessitam de baixas temperaturas para o
desempenho de suas atividades afins:

 Frigoríficos
 Indústria alimentícia
 Industria de pescado
 Armazenagem de alimentos
 Câmaras frigoríficas
 Câmaras frias e resfriadas
 Fabricação de gelo e sorvete
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

EFEITOS DO FRIO NO ORGANISMO HUMANO

– A baixa temperatura corporal resulta de um balanço negativo


entre a produção e a perda de calor;
– O fluxo sanguíneo é reduzido em proporção direta com a
queda da temperatura;
– Temperatura corpórea < 35ºC =>
- cai a freqüência do pulso;
- diminuição global de todas as atividades fisiológicas;
- queda da pressão arterial;
- queda da taxa metabólica;
- a produção de calor é insuficiente para manter o equilíbrio;
- hipotermia (diminuição da temperatura interna do corpo)
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

Os mecanismos fisiológicos mais importantes


em relação ao frio são os seguintes:

Redução do fluxo sanguíneo superficial e o


incremento da atividade física (tremor).
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

Nas baixas temperaturas o corpo humano


apresenta alterações na respiração e na
frequência cardíaca, palidez da pele,
resfriamento das extremidades (que, muitas
vezes, ficam roxas), dificuldade de
movimentação muscular, ressecamento do
nariz e rachaduras nos lábios.
Em geral uma pessoa nua começa a sentir frio dos
25 graus Celsius para baixo. Usando roupas leves,
um adulto suporta 5 graus negativos. De qualquer
forma, o corpo aumenta o metabolismo para
produzir mais calor e reduz a circulação periférica –
por isso a palidez. A ingestão de bebidas alcoólicas
para esquentar pode ser examinada: ela aquece
por produzir certa ardência, mas provoca um
aumento da circulação periférica (aquele
calorzinho).
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

• Temperatura do núcleo do corpo < 29ºC =>


- O hipotálamo perde a capacidade termoreguladora;

- Sonolência;

- Coma;

- Morte.
torporoso: que não responde a estímulos
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

Medidas de Proteção contra o Frio


• Regime de trabalho – recomendam-se períodos de trabalho
intercalados por períodos de descanso para regime de trabalho;
• Exames médicos admissionais – excluir portadores de diabetes,
epiléticos, fumantes, alcoólatras, alérgicos ao frio e portadores de
problemas articulares;
• Exames médicos periódicos – atentar para o diagnóstico precoce de
vasculopatias periféricas, ulcerações térmicas, dores articulares,
perda de sensibilidade tátil e repetidas infecções das vias aéreas
superiores (faringites, rinites, sinusites, amigdalites)
• Vestimentas adequadas – japona e calça térmica, luvas térmicas,
botas térmicas, meias de lã, bala clava.
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

• Educação e Treinamento – conscientizar o trabalhador quanto a


necessidade do uso de vestimentas adequadas. Quando na sala de
repouso, manter-se aquecido, seco e em movimento, realizando
exercícios com os braços, pernas, mãos, dedos e pés, para ativar
a circulação periférica.

• Evitar exercícios violentos, como jogos coletivos, para não haver


dispersão de calor excessivo.
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

• Roupa de proteção contra o frio, considerar os seguintes


fatores:

– a roupa deve proporcionar isolamento contra o frio, o vento e a


umidade;

– deve permitir a transpiração e dissipação do excesso de calor gerado


durante o trabalho;

– deve permitir a realização cômoda do trabalho (considerar o peso e o


volume da roupa).
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS
CRITÉRIOS PREVENTIVOS BÁSICOS
• Adotar difusores nos sistemas de distribuição do ar frio de modo a impedir
ou minimizar as correntes diretas de ar sobre as pessoas.

• Isolar os processos, os equipamentos ou suas partes frias, para evitar o


contato.

• Reduzir ou eliminar as tarefas de mera vigilância que exijam pouca atividade


física.

• Evitar o contato direto com equipamentos ou com suas partes frias por meio
de isolamento.

• Limitar a duração da exposição aumentando a freqüência e duração dos


intervalos de descanso e recuperação, ou permitindo a autolimitação da
exposição.

• Realizar programas de treinamento dos trabalhadores para o


reconhecimento precoce dos sintomas da exposição inadequada ao frio
bem como quanto aos primeiros socorros necessários.
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

balaclava
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

Calça térmica
RISCOS DE EXPOSIÇÃO AOS AGENTES FÍSICOS

Japona
térmica
Tempo de Exposição ao Frio – NR 29 Portaria 3214

QUADRO 1
Faixa de Temperatura Máxima exposição diária permissível para
de Bulbo Seco ( ºC) pessoas adequadamente vestidas para frio
15,0 a – 17,9 Tempo máximo de 6 horas e 40 minutos sendo 4 períodos
12,0 a -17,9 de 1 hora 40 minutos alternados com 20 minutos de repouso
10,0 a -17,9 e recuperação térmica fora do ambiente frio.

- 18,9 a – 33,9 Tempo máximo de 4 horas, alternando 1 hora de trabalho e


1 hora de descanso fora do ambiente frio.
- 34,0 a - 56,9 Tempo máximo de 1 hora em 2 períodos de 30 minutos
separados 4 horas para recuperação.
- 57,0 a – 73,0 Tempo máximo: 5 minutos

Abaixo de – 73,0 Não é permitida exposição ao ambiente frio seja qual for a
vestimenta utilizada.

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