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1ª AULA ITINERÁRIO

FORMATIVO DE BIOLOGIA

1º -ANO – ENSINO MÉDIO


PROFESSORA: VÂNIA
No primeiro ano do Ensino Médio, o aluno tem contato com o
estudo de microrganismos importantes como vírus e bactérias.
Estes microrganismos são muito conhecidos por serem
importantes causadores de diversas doenças, inclusive a
pandemia do novo coronavírus em 2020. Como essa pandemia é
marcante na vida do aluno, o conteúdo proposto pode esclarecer
diversas dúvidas que o aluno tem sobre o assunto, inclusive guiá-
lo a conhecer diversas outras informações a respeito de doenças
virais, do qual muitas o aluno já está acostumado a ouvir ou
saber. O conteúdo vai permitir ao aluno conhecer mecanismos de
transmissão e sintomas do qual ele poderá se utilizar na sua vida
pessoal e familiar, bem como no futuro demonstrar interesse pela
área de microbiologia.
Módulos 1 e 2 – Estrutura de vírus

Conteúdo: introdução ao assunto de vírus. O


que é um vírus, como é sua estrutura, vírus
envelopados, vírus não envelopados, material
genético de vírus, o que é DNA, o que é RNA,
diferenças entre os ácidos nucleicos.
O estudo dos vírus, a chamada virologia, teve início no final
do século XIX com o reconhecimento de agentes infecciosos
menores do que bactérias.
No contexto histórico, seus primeiros passos foram dados
quando um importante cientista chamado Louis Pasteur
(conhecido estudioso de microrganismos) não conseguiu
encontrar um agente causador da raiva e especulou sobre um
patógeno muito pequeno para ser detectado por
microscópios.
A primeira prova da existência dos vírus se deu em 1892; e
houve outra, seis anos depois, quando Dimitri Ivanovski, um
cientista russo, e Martinus Beijerinck, um botânico holandês,
fizeram experiências com uma doença que afeta as plantas,
conhecida como mosaico do tabaco. Ao usarem folhas de
plantas infectadas para extrair um líquido, os cientistas
perceberam que ele permaneceu infeccioso mesmo após a
filtração para remover bactérias. Os resultados mostraram
que, mesmo após a retirada das bactérias, o chamado “fluido
vivo contagioso” deveria conter agentes responsáveis pela
contaminação e pela doença. Esses agentes filtráveis foram
chamados de vírus, que em latim significa veneno.
COMPARAÇÃO – TAMANHO DOS VÍRUS
Algumas espécies de vírus se envolvem em uma forma modificada
de uma das membranas celulares, seja a membrana externa que
envolve uma célula hospedeira infectada, sejam membranas
internas, como a membrana nuclear ou retículo endoplasmático,
ganhando assim uma bicamada lipídica externa conhecida como
envelope viral. Essa membrana é cravejada de proteínas codificadas
pelo genoma viral e pelo genoma do hospedeiro; a própria
membrana lipídica e quaisquer carboidratos (glicoproteínas)
presentes se originam inteiramente do hospedeiro. O vírus da
influenza e o HIV usam essa estratégia . A maioria dos vírus
envelopados depende do envelope para sua capacidade de
infecção.
• Existem desvantagens e vantagens em ter uma bicamada
lipídica.
• Uma vantagem dos vírus envelopados é que eles podem
ser facilmente modificados, se adaptar e evitar o
reconhecimento do sistema imunológico.
• Algumas desvantagens dos vírus envelopados são:
propensão à exposição ao calor, ácido, base e detergente,
baixa taxa de sobrevivência fora do hospedeiro,
necessidade de ser transferido de hospedeiros para
hospedeiros e maior facilidade de esterilização.
Origem dos vírus
A hipótese regressiva, ou de redução, sugere que os vírus
podem ter se originado a partir de células pequenas que
parasitavam células maiores. Esses vírus começaram como
pequenas células que, semelhante às bactérias, infectavam
células maiores. Essas células pré - virais perderam seu
metabolismo e sua capacidade reprodutora própria,
tornando-se dependente das vias celulares de outras células
para se reproduzirem.
A hipótese do escape, ou da origem celular,
sugere que alguns vírus podem ter evoluído de
pedaços de DNA ou RNA que “escaparam” dos
genomas de um organismo maior. O DNA que
escapou pode ter vindo de plasmídeos
(pedaços de DNA bacteriano que podem ser
transferidos entre as células).
A última hipótese é a da coevolução, a qual
propõe que os vírus podem ter evoluído de
moléculas complexas de proteína e ácido
nucleico ao mesmo tempo que as células
apareceram pela primeira vez na Terra e teriam
sido dependentes da vida celular por bilhões
de anos.
Ácidos Nucleicos dos vírus

Todos os vírus, sem exceção, apresentam um material genético


composto por ácido nucleico, sendo DNA ou RNA. A existência de
material genético nos vírus tem um papel importante na biologia
viral, pois este material genético contém as informações
necessárias para a produção de proteínas virais, incluindo as que
constituem o capsídeo e as glicoproteínas do envelope, bem como
de proteínas que atuem para facilitar a reprodução dos vírus
dentro da célula.
• Para todos os seres vivos, a molécula de DNA se encontra em dupla-fita, ou seja, duas
cadeias de nucleotídeos unidos pelas bases nitrogenadas adenina-timina e guanina-
citosina.
• Já o RNA aparece como fita simples, não apresentando união das bases nitrogenadas.
• Porém, excepcionalmente para os vírus é possível encontrar tipos de vírus contendo DNA
de fita simples e RNA de dupla-fita. Lembre-se de que a biologia geral dos vírus preconiza
que seu material genético é constituído de DNA ou RNA.