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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

FACULDADE DE TECNOLOGIA
ENGENHARIA DE MATERIAIS

CORROSÃO
Discentes:
Henrique Guimarães Almeida – 21601218 Herick
Rodrigues Nascimento – 21552424
Isabelle Lima dos Santos – 21602274
Laila Soutelo da Silva – 21650065

MANAUS-AM
2021
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CORROSÃO
 A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela ação química ou eletroquímica
do meio, estar ou não associado a esforços mecânicos.

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CORROSÃO EM MATERIAIS METÁLICOS
 A corrosão dos metais é um processo natural em que o metal é deteriorado por meio
de reações de oxirredução entre ele e agentes naturais, principalmente o oxigênio do
ar. Esse processo causa grandes prejuízos econômicos e sociais, pois traz danos às
estruturas de edifícios, carros, pontes, navios, etc.

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CORROSÃO DE MATERIAIS CERÂMICOS
 A deterioração (que também pode ser chamada corrosão) ocorre somente em
temperaturas elevadas ou em ambientes muito agressivos. Estes materiais são muito
resistentes à deterioração.

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DEGRADAÇÃO DE POLÍMEROS
 Os mecanismos de deterioração são diferentes daqueles dos metais e cerâmicas. A
deterioração deste tipo de material é denominada degradação.

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CORROSÃO: IMPORTÂNCIA
 A corrosão apresenta importância nas áreas:
 Social;
 Aspectos de Seguranças;
 Aspectos Ambientais.

 Econômica.

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CORROSÃO: IMPORTÂNCIA
 Acidentes provocados por corrosão geralmente implicam em danos ambientais graves

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CORROSÃO: IMPORTÂNCIA
 Importância Econômica
 O custo da prevenção é que conta, pelo fato da corrosão ser
espontânea
 Custos totais = custos diretos corretivos + custos diretos
preventivos + custos indiretos

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CORROSÃO: IMPORTÂNCIA

 Limitação ao ferro Fundido e aos diferentes aços carbono;


 Ligas mais resistentes não teriam sido desenvolvidas;
 Industrias de tintas e revestimento metálicos não existiriam.

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OXIDAÇÃO – REDUÇÃO

 A oxidação e redução são processos eletroquímicos envolvidos na corrosão.


 Oxidação: perda de elétrons. Local: anodo.

 Redução: ganho de elétrons. Local: catodo

  
 Reação de oxirredução
 Elemento oxidado – agente redutor
 Elemento reduzido – agente oxidante

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POTENCIAL DE ELETRODO
 Diferença de potencial eletroquímico.

 Potencial de Eletrodo Padrão: concentração de 1 M.


  
 Influências: Concentração e Temperatura.
 Eletrodo de referência: Hidrogênio. Pilha eletroquímica de
eletrodos de ferro e cobre.

Pilha eletroquímica de
eletrodos de Zinco e cobre.
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POTENCIAL DE ELETRODO

 Sinal do Potencial
  
(Equação de Nernst)

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FORMAS DE CORROSÃO

1. Ataque Uniforme 1. Por esfoliação


2. Corrosão por placas 2. Grafítica
3. Alveolar 3. Dezincificação
4. Puntiforme ou por pite 4. Empolamento pelo hidrogênio
5. Intergranular 5. Em torno de cordão de Solda
6. Intragranular
7. Filiforme

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1. Ataque uniforme É uma corrosão localizada e ocorre em regiões da superfície
metálica, formando placas com escavações. Geralmente ocorre
Ocorre em toda a extensão da superfície, ocorrendo a perda em metais passivos onde a película protetora previamente
uniforme de espessura. formada, se desprende por já estar muito espessa pela ação da
gravidade.
2. Corrosão por placas

Formas de corrosão uniforme e em placas.

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3. Alveolar Ocorre na superfície metálica produzindo cavidade cujo fundo
tem forma angulosa e com profundidade em geral maior que o
Ocorre na superfície metálica de forma a produzir sulcos e diâmetro. É favorecida pela presença de cloretos no ambiente.
apresentando fundo arredondado. É causada pela presença de
íons halógenos em zonas onde a camada protetora tenha sido
violada.

4. Puntiforme ou pite

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5. Intergranular 5. Intragranular
Tem ocorrência entre os grãos da rede cristalina, já que sob se dá nos grãos da rede cristalina em si, prejudicando
determinadas condições os contornos se tornam muito reativos. expressivamente as propriedades mecânicas do material
metálico, que poderá fraturar à menor solicitação mecânica.

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7. Filiforme 7. Por esfoliação
Tende a ocorrer em superfícies metálicas revestidas com tintas Tem ocorrência de forma paralela à superfície. Geralmente é
ou com metais e em casos onde a umidade relativa do ar é maior vista em chapas ou componentes extrudados que tiveram seus
que 85%, mas também em revestimentos mais permeáveis à grãos alongados ou achatados.
penetração de oxigênio e água ou que já apresentam defeitos
superficiais.

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9. Grafítica Ocorre em ligas de cobre-zinco, com a corrosão preferencial do
zinco, deixando com que reste o cobre. É um caso de corrosão
Forma de corrosão que ocorre no ferro fundido cinzento em preferencial.
temperatura ambiente, geralmente em aplicação sob forte
exposição à água. Nesse caso o ferro é transformado em
produtos de corrosão, fazendo com que só reste o grafite.

10. Dezincificação

CORROSÃO GRAFÍTICA

DEZINCIFICAÇÃO

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11. Empolamento pelo hidrogênio É observado em zonas termicamente afetadas. Umas das
principais causas para a deterioração da solda é a exposição à
Ocorre porque o hidrogênio, em seu estado atômico, tem grande alta temperatura.
capacidade de difusão em materiais metálicos. Assim, se o
hidrogênio for gerado na superfície do material metálico, ele
migra para seu interior e acumula-se em defeitos existentes.

12. Em torno de cordão de Solda

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Aços inoxidáveis não sofrem corrosão?

A água com pH = 10 não é corrosiva?

O ácido sulfúrico concentrado é mais Corrosão em peça de aço inoxidável.


corrosivo que o ácido diluído?

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Meio Corrosivo Condições Operacionais:
Materiais Metálicos
• Composição química • Solicitações mecânicas
• Composição química • Concentração • Movimento relativo entre
• Presença de impurezas • Impurezas material metálico e meio
• Estado da superfície • pH • Condições de imersão no meio
• Forma • temperatura • Meios de proteção contra a
• União de materiais (solda, rebites)
• teor de oxigênio corrosão
• Contato com outros materiais
• pressão • Operação contínua ou
• sólidos suspensos intermitente

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Dentro do estudo de processos corrosivos é recomendável que sigam seguintes
etapas:
verificar a compatibilidade entre o meio corrosivo e o material, segundo as tabelas que apresentam
taxas de corrosão;

verificar condições operacionais;

verificar relatórios de inspeção de equipamentos;

estabelecer o mecanismo; responsável pelo processo;

fazer avaliação econômica;

indicar medidas de proteção;

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Influência do dióxido de enxofre na ação corrosiva Curvas da influência de dióxido de enxofre e
da atmosfera carvão na corrosão atmosféricas
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UMIDADE
RELATIVA
DO AR

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 Oxigênio;

 Nitrogênio;

 Monóxido de carbono;

 Dióxido de carbono;

 Ozônio;

 Dióxido de enxofre;

 Trióxido de enxofre;

 Monóxido de nitrogênio;

 Dióxido de nitrogênio;

 Amônia;

 Cloreto de hidrogênio;

 Fluoreto de nitrogênio;

 Cloro.

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OUTROS FATORES

A temperatura, que se for elevada diminui a possibilidade de condensação de vapor d'água na superfície
metálica, minimizando a possibilidade de corrosão;
O tempo de permanência do filme eletrolítico na superfície metálica, que pode ser influenciado por fatores
climáticos;
Os ventos, que podem levar agentes poluentes e névoa salina para as superfícies metálicas;
As variações cíclicas de temperatura e umidade;
Raios ultravioleta.

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ÁGUAS NATURAIS
 Substâncias que podem estar
contaminando a água.

SOLO
 Presença de água;
 Presença de sais solúveis;
 Presença de gases;
 Acidez;
 Ph;
 Resistividade elétrica;
 Potencial redox;
 Condições microbiológicas.

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ALIMENTOS
• Possível formação de sais metálicos
tóxicos;
• Presença de alguns tipos de
conservantes pode favorecer a
degradação nas embalagens metálicas;
• A indústria utiliza largamente
equipamentos de aços inoxidáveis.

PRODUTOS QUÍMICOS
 Pureza do metal;

 natureza da superfície metálica;

 por isso do produto químico.

 Concentração;

 Temperatura;

 Aeração.
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SUBSTÂNCIAS FUNDIDAS
 Formação de ligas;

 Formação de compostos intermetálicos;

 Penetração do metal líquido integranularmente no metal sólido;

 Transferência de massa.

SOLVENTES ORGÂNICOS
• Presença de impurezas que podem existir nos solventes;
• A demanda do uso de etanol como combustível trouxe uma grande porção dos
dados que temos hoje sobre a resposta dos metais a solventes orgânicos no que
diz respeito à sua corrosão.

POLÍMEROS
• Formação de vapores corrosivos originados
pela sua decomposição ;
• Compostos orgânicos halogenados ;
• Polímeros contendo substâncias nitrogenadas .

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CORROSÃO SOB TENSÃO
 Ação conjunta de um ambiente corrosivo e uma tensão estática através de solicitações mecânicas tais
como tração e flexão;
 Solicitação mecânica aplicada ou tensões internas;
 Para evitar: diminuição das tensões internas:
 Shot peening ou tratamento térmico de revenimento.

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CORROSÃO SOB FADIGA

 Solicitação mecânica cíclica de baixa frequência em meio corrosivo;


 Todos os metais são suscetíveis.

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CORROSÃO ASSOCIADA À EROSÃO, CAVITAÇÃO E AO
IMPINGIMENTO

 Erosão: ação abrasiva de fluidos com substâncias sólidas em suspensão que realizam movimento
relativo com a peça;
 Cavitação: corrosão iniciada pelo impacto de bolhas na superfície do material (possibilidade de causar
deformação plástica)
 Impingimento: associadas a fluxos turbulentos causados pela diferença na geometria de tubulações

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FRAGILIZAÇÃO POR HIDROGÊNIO

 Inserção de átomos de hidrogênio H na estrutura cristalina do metal;


 Provenientes de íons H+ presentes no meio;
 Criação de tensões internas;
 Configurações propícias:
 pH baixo;
 Quando o filme passivo é danificado.

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REFERÊNCIAS

 ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO


Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Corrosão e
Degradação dos Materiais. 2005.
 V.A. IDALINA. Escola Politécnica Da Universidade De São Paulo Departamento
de Engenharia Química. Corrosão. Laboratório de Eletroquímica e Corrosão
 CALLISTER JR., W. D. Materials science and engineering: an introduction.
4. ed. New York: J. Wiley & Sons, 1997.
 HIGGINS, Raymond A. Propriedades e estruturas dos materiais em
engenharia. São Paulo: DOFEL, 1982.
 VAN VLACK, L. H. Princípios de ciência e tecnologia dos materiais. 4. ed.
Rio de Janeiro: Campus, 1994.

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