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PROFISSÃO E

PRINCÍPIOS ÉTICOS

Faculdades Integradas
Claretianas

Prof. Sérgio Dalaneze


Rio Claro, 2013.
1) O que é a ética
profissional?

É a aplicação da ética geral no campo


das atividades profissionais.
A ética profissional exige:

Deontologia – estudo dos deveres


específicos que orientam o agir
humano no seu campo profissional.

Diciologia – estudo dos direitos que


a pessoa tem ao exercer suas
atividades.
2) Quais as condições para que uma
atividade seja considerada uma
profissão?

2.1) A atividade deve envolver operações


intelectuais acompanhadas de grande
responsabilidade individual.

2.2) Esta atividade deve comportar uma


aprendizagem especial na área de seu
conhecimento.
2.3) Toda a profissão supõe uma formação
que não seja acadêmica ou técnica apenas.

2.4) Toda profissão deve consistir numa


técnica capaz de ser transmitida através de
disciplinas especializadas.

2.5) Toda profissão deve dispor de


organizações adequadas com atividades,
obrigações e responsabilidades com
consciência de grupo.
3) Conceito de profissão

Profissão é uma atividade pessoal,


desenvolvida de maneira estável e
honrada, ao serviço dos Outros e a
benefício Próprio, de conformidade
com a própria Vocação e em
atenção à DIGNIDADE DA PESSOA
HUMANA.
4 - Qual é a função dos códigos de
ética?

1) Estruturam e sistematizam as
exigências éticas no tríplice
plano:
a) Orientação;
b) Fiscalização;
c) Disciplina.
2) Estabelecem parâmetros variáveis
e relativos que demarcam o piso e o
teto dentro dos quais a conduta pode
ou deve ser considerada regular sob
o ângulo ético;
3) Dado que qualquer profissão visa
interesses de outras pessoas ou
clientes, os códigos visam também
os interesses destes, aparando seu
relacionamento com o profissional;
4)Os códigos não esgotam o
conteúdo e as exigências de uma
conduta ética de vida e nem
sempre expressam a forma mais
adequada de agir numa
circunstância particular;
5) Os códigos sempre são definidos,
revistos e promulgados a partir da
realidade social de cada época e de
cada pais; suas linhas-mestras,
porém são deduzidas de princípios
perenes e universais;
6) Os códigos referem-se a atos
praticados no exercício da
profissão, a não ser que outros
atos também tenham um reflexo
nesta;
7) Os códigos de ética por si não
tornam melhores os profissionais,
mas representam uma luz, pista para
seu comportamento: mais do que
ater-se àquilo que é prescrito
literalmente, é necessário
compreender e viver a razão básica
das determinações;
8) Os códigos de ética fazem parte
do sistema de valores que
orientam os comportamentos das
pessoas, grupos e das
organizações e seus
administradores. Porém, as
pessoas tem que dar alma aos
códigos para vivê-los.
Quando a consciência
profissional se estrutura em uma
TRIOLOGIA, formada pelos
amores à profissão, à classe e à
sociedade, nada existe a temer
quanto ao sucesso da conduta
humana.
5 - Princípio fundamental da
ética profissional

Agir segundo:
1 - Ciência: conhecimento técnico
adequado, exigível a todo o
profissional. Aprendiz aplicado.
Educação continuada.

2) Consciência: função social a ser


desenvolvida em sua função.
6) Princípios fundamentais
da ética profissional
1) Conduta ilibada;
2) Dignidade e decoro profissional;
3) Correção profissional;
4) Coleguismo;
5) Diligência;
6) Desinterese;
7) Confiança;
8) Fidelidade;
9) Independência profissional;
10) Reserva;
11) Discricionaridade.
1 – PRINCÍPIO DA CONDUTA
ILIBADA:

a) Conduta pura; incorruptível; límpida; cristalina;


reta; imaculada; que inspira confiança.
b) Comportamento sem mácula, aquele sobre o
qual nada se possa moralmente levantar.
c) Não é a mera boa conduta – conduta ilibada é
superlativo, exigida tanto na vida pessoal
quanto profissional.
2) PRINCÍPIO DA DIGNIDADE E DO
DECORO PROFISSIONAL (DECÊNCIA;
HONRA; HONESTIDADE):

a) Todas as profissões são dignas e merecem respeito.


b) É decente o profissional que não se envolve em:
- Crime – estelionato, falsidade, receptação e outros;
- Se apresenta mal vestido;
- Pleiteia remuneração excessiva;
- Atua maliciosamente, que abusas da falta de
escorreição.
- Publicidade exagerada;
- Uso de expressões chulas, inconvenientes e vulgares;
- O correto exercício da profissão não se coaduna com
excessos, repudia arrogância e a presunção, reclama
moderação aos ímpetos da defesa.
3) O PRINCÍPIO DA CORREÇÃO
PROFISSIONAL

O profissional correto:
- Atua com transparência – protagonista dos direitos
sociais;
- Age com interesse no trabalho de promoção social
- Não se vangloria e beneficia de sua função ou cargo;
- Condói-se daquele que necessita de seus préstimos;
- É sério, sem sisudez; discreto, sem ser anônimo;
reservado, sem ser inacessível; cortês, urbano,
honesto.
- É aquele profissional que se pauta por uma
orientação moral acima de qualquer suspeita.
4) PRINCÍPIO DO COLEGUISMO

a)Núcleo comum de todos os integrantes da carreira.


b) Formam uma verdadeira comunidade – cuja missão é
realizar a justiça social.
c) Coleguismo é diferente de companheirismo (pândego).
d) Coleguismo – sentimento de pertença ao mesmo
grupo profissional: (fornecer livros, revistas;
partilhar conhecimentos; dar orientação técnica
para solucionar um problema complexo; respeitar os
profissionais mais experientes).
e) Falta de coleguismo: (disputar cargos; concorrer de
maneira desleal; estimular ou calar-se diante de
maledicência; comentar erro de colega; acobertar
erro de colega).
5) PRINCÍPIO DA DILIGÊNCIA (ZELO,
CUIDADO, ATENÇÃO,
PREOCUPAÇÃO):

a) O profissional de Assitencia social atua em uma


verdadeira UTI social.
b) Deve estar pronto e ter presteza para cuidar do
interessa alheio.
c) Diligente: Não pode faltar compromissos
assumidos; se atrasar para reuniões ou atos de
ofício; deixar de dar retorno quando procurado;
completar o seu processo de formação.
d) Negligente: não se empenha no auto-
aprimoramento; não deve dar um tratamento
diferente para os casos menores.
6) PRINCÍPIO DO DESINTERESSE

a) É conhecido como o altruísmo de quem


relega a ambição pessoal ou a
aspiração legítima, para buscar o
interesse das necessitados.
b) O dever do Assistente social é sempre
tentar a paz social, intervindo para
solucionar o conflito ou assegurar
direitos.
7) PRINCÍPIO DA CONFIANÇA

a) O usuário merece do profissional que lhe


atende toda a (segredo, informações íntimas,
terá em suas mãos as soluções para os seus
problemas).
8) PRINCÍPIO DA FIDELIDADE

a) A quem os profissionais da assistencia social


devem fidelidade?
- Justiça, verdade, transparências, aos valores
éticos de dignidade, igualdade, liberdade
9) PRINCÍPIO DA
INDEPENDÊNCIA PROFISSIONAL

a) Ausência de quaisquer vínculos interferentes na


ação do profissional, capazes de condicionar ou
orientar sua atuação de forma diversa ao
interesse da justiça..
b) A independência não pode fugir ao controle
ético.
c) A independência não exclui, mas em lugar disso
postula enfaticamente, estrita dependência à
ordem moral.
d) A maior garantia de independência destes
profissionais é a observância da preceitos
éticos.
10) O PRINCÍPIO DA RESERVA

a) O homem de bem é um homem discreto.


b) Desprestigia-se a si e a classe o profissional que comenta
aquilo que tomou conhecimento em virtude de sua função.
c) Princípio da reserva é mais amplo que o sigilo.
d) É prudente evitar tratar de assuntos profissionais em
lugares diversos do ambiente profissional.
e) Procura coibir o excesso de confiança e intimidade com os
envolvidos.
f) Reserva: tratar de assuntos de trabalho em lugar compatível;
manter reserva sobre documentos ou objetos ; vigiar para
que os funcionários também preservem a reserva;
reservar endereço de usuários; não externa opinião sobre
caso a si confiado.
g) Princípio da informação: postula amplitude de conhecimento
de fatos, notícias e circunstâncias conducentes ao
exercício da profissão.
11) PRINCÍPIO DA
DISCRICIONARIEDADE

a) O assistente social é alguém provido de


discernimento para exercer a profissão .
b) Esta se pontua pela discricionariedade de seu
exercente, poder atuar com liberdade na
escolha de sua conveniência, oportunidade e
conteúdo.
c) O assistente social mesmo subordinado à lei,
possui uma vasta área para selecionar o
momento, as estratégias e as formas de sua
atuação.

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