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RESOLUÇÃO DE

CÁLCULOS PARA
DETERMINAÇÃO DE
CONCENTRAÇÕES
E TEORES
IDENTIFICAÇÃO DOS DADOS NA
ANÁLISE

• DADOS QUE SÃO RELEVANTES SOMENTE


PARA PROCEDER E EXECUTAR A ANÁLISE.
• DADOS QUE SÃO RELEVANTES PARA A ETAPA
DE CÁLCULO.
1. MASSAS
2. VOLUMES
3. DIFERENÇA ENTRE ANALITO, PADRÃO E REAGENTE.
• DADOS QUE NÃO ESTÃO NO PROBLEMA.
EXEMPLO
50,00 mL de água de caldeira reagiram com
molibdato de amônio (forma azul de
molibdênio) e foram avolumados a 250,00
mL. Preparou-se uma solução padrão cuja
concentração em fosfato era igual a 0,150 g/L.
No colorímetro Dubosq (esquema ao lado)
adicionou-se o padrão num tubo, a amostra no
outro tubo e se observou tonalidades iguais
quando a altura da amostra foi três vezes a
altura do padrão.
Calcule a concentração de fosfato na amostra
original em mol/L, sabendo que a massa
molar do fosfato é 94,0 g/mol.
RESUMO DOS DADOS RELEVANTES
PARA A ETAPA DE CÁLCULO.
50,00 mL de amostra (água de caldeira)
avolumados a 250,00 mL
solução padrão a 0,150 g/L
colorímetro Dubosq
tonalidades iguais
altura da amostra = 3 x altura do padrão
Concentração final em mol/L
massa molar do fosfato = 94,0 g/mol
DADOS QUE NÃO ESTÃO NO
PROBLEMA

• COMO FUNCIONA O COLORÍMETRO DUBOSQ.


• A LEI DE LAMBERT-BEER (A = abC).
• O FATO DE QUE TONALIDADES IGUAIS IMPLICAM
ABSORBÂNCIAS IGUAIS.
• O FATOR DE DILUIÇÃO UTILIZADO.
• AS CONVERSÕES DE UNIDADE NECESSÁRIAS.
UTILIZANDO OS DADOS PARA A
RESOLUÇÃO
• A (amostra) = A (padrão)
• A (padrão) = a . b . 0,150 g/L
• A (amostra) = a . 3b . C, logo
• 3b . C = b . 0,150 g/L
• C = 0,050 g/L na solução diluída
• Cálculo do fator de diluição: 50,00 mL → 250,00
mL, 5x
• C = 0,050 g/L x 5 = 0,250 g/L, na solução original
• nº de mols = massa/massa molar
• mol/L = nº de mols/volume(L)
g/L 0,250
• mol/L = ⇒ mol/L = = 2,66 × 10 -3 mol/L
massa molar 94,0
OS DIFERENTES TIPOS DE CÁLCULO

• COMPARAÇÃO DIRETA ENTRE PADRÃO E


AMOSTRA.
• CURVA DE CALIBRAÇÃO.
• DILUIÇÃO DE UMA SOLUÇÃO.
• DILUIÇÕES SUCESSIVAS.
• DILUIÇÃO DE UMA AMOSTRA SÓLIDA.
• PRÉ-CONCENTRAÇÃO.
• PADRONIZAÇÃO INTERNA (CROMATOGRAFIA).
EXEMPLO DE COMPARAÇÃO DIRETA
Para determinar a concentração do corante amarelo no
shampoo Johnson's, o analista retirou uma alíquota de
10,00 mL do shampoo e diluiu em balão volumétrico de
50,00 mL. A amostra diluída apresentou 61,0% de
transmitância em fotocolorímetro calibrado com água
destilada.
Uma solução padrão 0,800 mol/L do corante apresentou
67,8% de T no mesmo aparelho.
Para um branco adequado, o analista retirou 10,00 mL
do shampoo, aqueceu com carvão ativo (poderoso
adsorvente de corantes), filtrou quantitativamente e
levou a 50,00 mL em balão volumétrico. Esta nova
solução apresentou 88,0% de T no mesmo aparelho.
Qual a concentração do corante?
EXEMPLO DE CURVA DE CALIBRAÇÃO
Um analista testou dois fotocolorímetros preparando
padrões de KMnO4. Fez a leitura das absorbâncias em cada
aparelho, utilizando cubetas com o mesmo b. Os
resultados estão na tabela:
ppm de Mn A (aparelho 1) A (aparelho 2)
5,00 0,105 0,080
10,0 0,207 0,165
15,0 0,310 0,235
20,0 0,425 0,315
25,0 0,530 0,405
A absorbância de uma amostra foi de 0,380, no aparelho
de maior sensibilidade, calcule a sua concentração em
mol/L e a leitura de transmitância que essa solução
apresentaria no aparelho de menor sensibilidade.
Curva de Calibração do Mn

0,600

y = 0,02122x - 0,00238
0,500
R2 = 0,99968
0,400
Absorbância

0,300
y = 0,0160x
0,200 R2 = 0,9991

0,100

0,000
0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0
Concentração (ppm)
EXEMPLO DE DILUIÇÃO SUCESSIVA
A lagoa Rodrigo de Freitas apresentou mudanças de
coloração no passado, provavelmente devido à
proliferação de algas e cianobactérias (chamadas de
algas azuis). Um dos fatores que contribuiu foi,
provavelmente, o excesso de nutrientes provenientes do
esgoto doméstico, notadamente fosfato.
Para comprovar se havia excesso de fosfato, um analista
coletou a amostra de água da lagoa, centrifugou em
velocidade média por 20 minutos, descartou o precipitado
e submeteu o sobrenadante à análise de fosfato por
espectrofotometria.
O complexo de fosfato com Fe(II) e NH4MoO4 absorve em 660
nm. A solução colorimétrica contém Fe(II) e NH4MoO4
dissolvidos em H2SO4. O método é bastante sensível e a
vidraria é lavada com HCl diluído, preparado em água
ultrapura (Milli-Q) para evitar contaminação de fosfato.
O analista preparou padrões de 0; 50; 100; 150 e 200 µ mol/L.
A 1,00 mL de cada padrão acrescentou 2,00 mL da solução
colorimétrica e fez o mesmo para o sobrenadante da amostra.
Mas a leitura da amostra foi superior à leitura dos padrões.
Tomou então 2,00 mL do sobrenadante, levou a 10,00 mL em
b. v. e desta última solução tomou 1,00 mL para fazer a
análise espectrofotométrica. Obteve então resultado dentro da
curva de calibração (A = 0,092).
Curva de Calibração do Fosfato

0,200
y = 0,000870x - 0,000400
R2 = 0,999963
0,150
Absorbância

0,100

0,050

0,000
0 50 100 150 200
Concentração (µ mol/L)
EXEMPLO DE AMOSTRA SÓLIDA

Uma amostra de 2,53 g de aço foi dissolvida em 20 mL de


HNO3 1:3, tratada com agente oxidante para que o manganês
fosse à permanganato e diluída à 50,00 mL com água
destilada. 2,00 mL dessa solução foram avolumados a 50,00
mL com água destilada. A transmitância, nas mesma
condições dos padrões, foi de 55,2%. Determine o teor de
manganês no aço.
EXEMPLO DE PRÉ-CONCENTRAÇÃO
Um analista fez a varredura de um padrão dissolvido em clorofórmio
e observou que o λ max era 610 nm neste solvente. O analista
preparou uma série de padrões em clorofórmio e procedeu a leitura
de todos eles.
O analista pesou então 1,0023 g da amostra, atacou com os
reagentes apropriados, dissolveu em água e avolumou em b. v. de
100,00 mL. Retirou uma alíquota de 25,00 mL deste b. v. e
avolumou em 250,00 mL. Retirou uma alíquota de 100,00 deste
último balão e transferiu para uma ampola de decantação. Nesta
ampola, fez quatro extrações sucessivas com clorofórmio, cada
uma com 5 mL.
O analista coletou as quatro alíquotas num mesmo balão de
25,00 mL e avolumou. Esta solução foi lida no mesmo
comprimento de onda dos padrões com absorbância de 0,410.
Curva de Calibração em Clorofórmio

0,800
y = 0,1043x + 0,0008
0,700 R2 = 0,9995
0,600
Absorbância

0,500
0,400
0,300
0,200
0,100
0,000
0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00
Concentração (mg/L)
PADRONIZAÇÃO INTERNA EM
CROMATOGRAFIA
CH OH extrai glicerol de biodiesel. Determinou-se o teor
3
residual de CH3OH no glicerol obtido do biodiesel por
cromatografia gasosa com DCT, utilizando EtOH como padrão
interno. Para os padrões, 2,00 g de glicerina foram adicionados
em balões volumétricos (BV’s) de 10,00 mL, seguidos de
volumes de MeOH a 5% m/v e de EtOH a 5% m/v em água.
Após homogeneizar e completar volumes com água, injetou-se
1 µ L de cada padrão e obtiveram-se os dados da tabela.
SOL MeOH EtOH S S S S (água)
. (mL) (mL) (MeOH (EtOH) (glicerol)
)
1 0,50 1,00 1,70 x 4,61 x 1,38 x 6,20 x
103 103 105 105
2 1,00 1,00 4,16 x 4,89 x 1,35 x 6,47 x
103 103 105 105
Amostra A
Pesaram-se 1,9900 g da amostra de glicerol de biodiesel em BV
de 10,00 mL, o BV foi completado com água e em seguida foram
transferidos 2,00 mL para outro BV de 10,00 mL, onde se
acrescentou 1,00 mL de etanol a 5% m/v e o BV foi completado
com água. Áreas obtidas após injeção de 1,0 µ L: MeOH: 6,17 x
103; EtOH: 4,82 x 103; Glicerol 2,64 x 104; Água 6,8370 x 105.
Amostra B:
Pesaram-se 2,0010 g da amostra de glicerol de biodiesel em BV
de 10,00 mL, acrescentou-se 1,00 mL de EtOH a 5% m/v e o BV
foi completado com água. As áreas obtidas após a injeção de 1,0
µ L foram: MeOH: 3,32 x 103; EtOH: 5,02 x 103; Glicerol 5,74 x
104; Água 6,90 x 105.
SOL. MeOH EtOH S(MeOH/
(mg) (mg) EtOH)
1 25 50 0,369
2 50 50 0,851
3 100 50 1,766
4 150 50 2,744
5 200 50 3,686
A − 50 1,280
B − 50 0,661
GRÁFICO DE PADRONIZAÇÃO INTERNA

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