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Fenomenos dos transportes

Prof. Msc Salmo Mardegan


Aula 0 - Apresentação
Ementa

 Leis fundamentais da termodinâmica;


noções de termodinâmica;
momento, energia e entropia;
noções de hidrodinâmica;
mecanismos físicos e leis fundamentais da condução. convecção e radiação;
balanço térmico;
trocadores de calor;
radiação pura;

balanço de massa;
transferência de massa.
2 – Visão geral da disciplina

O Fenomeno de transportes é a aplicação


dos conhecimentos de Fisica de forma
estruturada, geralmente, objetivando a
construção de ferramental necessário à
solução de problemas diversos de engenharia
que envolve materiais cujas soluções
analíticas sejam inexistentes ou
extremamente difíceis de serem
encontradas.
3 - Objetivos
Capacitar o aluno ao desenvolvimento, aprofundamento
e aperfeiçoamento nos projetos que, sejam necessários
para adequação em um ambiente de máquinas , através
de:
• Busca e utilização de soluções para resoluções de
problemas quaisquer;
• Ampliação da visão sistêmica para propor soluções
alternativas a diversos problemas práticos de difícil
resolução analítica;
• Desenvolvimento da visão estratégica para a
estruturação de idéias e ações..
4- Introdução´- Conceitos e Definições em
Termodinâmica
1- INTRODUÇÃO
 
Termodinâmica: Ciência que estuda a forma como os corpos armazenam ou trocam energia
(calor e trabalho) entre si.

 A Termodinâmica lida com estados de equilíbrio térmico, mecânico e químico, e é


baseada em três leis fundamentais:

- Lei Zero (“equilíbrio de temperaturas” – princípio de medida de temperatura e


escala de temperatura)
- Primeira Lei (“conservação de energia” – energia se conserva)
- Segunda Lei (“direção em que os processos ocorrem e limites de conversão de uma
forma de energia em outra”)

.
 
.
Conceitos e Definições introdutórias em
Termodinâmica
 
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 
Sistema: o que quer que se encontre numa dada região do espaço rodeada por uma
superfície real ou conceitual (fronteira).

Vizinhança do sistema: Região do espaço exterior ao sistema, que podem influenciar o


comportamento ou condição do sistema. (podem ser isolados do sistema).

Universo (termodinâmico): união sistema-vizinhança.

A condição de um sistema varia, em geral, no decurso do tempo. Num dado instante a


condição de um sistema é definida pelas suas propriedades.

Sistema isolado: O que não tem qualquer interação com a vizinhança: não troca com esta
massa (matéria) nem energia.

Sistema fechado: o que não troca massa com a vizinhança, mas pode trocar energia.

Sistema aberto: o que pode trocar massa e energia com o exterior.


Substância pura: Substância com composição química uniforme e invariável.

Equilíbrio: Um sistema diz-se em equilíbrio se, depois de isolada do exterior, o valor das suas
propriedades não se alterar com o tempo. Pressão e temperaturas uniformes em todo o
sistema
Os processos ocorrem entre estados de equilíbrio.

 Equilíbrio Mecânico

 Equilíbrio Térmico
Equilíbrio Termodinâm ico 
 Equilíbrio de Fase
 Equilíbrio Químico

Processo de quase-equílibrio
Começa a um infinitésimo do estado de equilíbrio e todos os estados intermédios podem ser
considerados de equilíbrio.
Processos reais tem sempre situações de não equilíbrio Exemplo: diferenças finitas de
temperatura e de pressão

Vantagens dos processos de quase-equilíbrio:


 Podem desenvolver-se modelos termodinâmicos simples e obter respostas qualitativas sobre
os sistemas reais.
 Permitem estabelecer relações entre as propriedades dos sistemas.
Energia:

O conceito de energia surge inicialmente com o carater restrito de energia mecânica


(cinética e potencial).
Com o desenvolvimento da termodinâmica, no Séc. XIX, alarga-se aos fenomenos térmicos.
Em sentido termodinâmico, a energia é a resultante macroscópica dos modos de energia
microscópicos possuídos pelas partículas constituintes da matéria (energias de translação,
rotação, vibração e eletronica).
 
Transferência de energia: A característica mais fundamental associada à energia é a sua
conservação, o que implica que a energia de um corpo só possa variar recebendo energia ou
concedendo energia a outros corpos.
Trabalho e calor são termos usados para designar modos ou formas de transferência de
energia.
 
Trabalho: O trabalho, como se verá, pode assumir diversas formas, a mais simples das quais
corresponde à definição já conhecida “produto de uma força pelo deslocamento do seu ponto
de aplicação”.
 
Calor: Fala-se em transferência ou em transmissão de valor quando a energia é transferida
em virtude de uma diferença de temperatura. O calor constitui uma forma de transferência
de energia “mais desorganizada” ou “desordenada” do que o trabalho.
Unidades de massa, comprimento, tempo e força
Unidade: quantidade especificada de matéria utilizada para comparação, em relação à
qual outra quantidade da mesma espécie é medida.
Exemplo: metro – comprimento;
tempo - segundo, minuto, hora

As grandezas físicas estão relacionadas entre si. Um pequeno número de grandezas é


suficiente para conceber e medir as outras – dimensões primárias.
Dimensões primárias: L, M, t, T, i
As restantes dimensões designam-se por secundárias
Dimensões secundárias: Área, Volume, Força, Energia, Potência, etc.

Sistema Internacional – SI:


Unidades primárias: Lenght- (L) – metro (m) ; Mass-(M) – Kilograma (kg)
Time- (t) – segundo (s); Temperature –(T) – Kelvin (K)
Unidades secundárias: Força – Newton (N),
Energia – Joule (J),
Potência – Watt (W)
Pressão e stress - pascal (Pa)
Mole: quantidade de matéria que contem um número de partículas elementares
(átomos, moléculas) igual ao número de átomos contidos em 12 gramas de Carbono-12.

Kilomole – quantidade de matéria de uma dada substância em Kilogramas


numericamente igual ao peso molecular.

m  massa - kg 
Número de Kilomoles 
M  Peso molecular - kg/kmole 
Massa especifica- .
A matéria está distribuída de modo contínuo – hipótese de continuum

m
ρ  lim    M L-3  kg/m 3  massa específica
V  V ' v 

V’ é o menor volume onde a matéria pode ser considerada contínua


 pode variar com a posição no espaço ou com tempo.

ρ  c o n sta n te
m   ρ dV      m  ρ  d V  ρV
Peso especifico- 
Peso Específico ( γ ) é o peso ( G ) de uma unidade de volume de um fluido

γ  ρ.g  ML3 Lt 2  N m 3

Volume específico – v; volume molar

1
v  L3 M 1  m 3 kg
ρ

v  v M  L 3 M  1  M k m o le - 1  m 3 k g  k g / k m o le  m 3 k m o le
Exemplo:
Um corpo em forma de cubo de aresta a = 2,0 m tem massa m = 40 kg.
Qual a densidade do corpo?

Resolução:
O volume do corpo é:
V = a³ = (2,0 m)³ = 8,0 m³ Como a
massa é m = 40 kg, a densidade do
corpo é:
d = m/V
 
d = 40 kg/8,0 m³
d = 5,0 kg/ m³
Exercícios
Exercícios
2-Um reservatório está cheio de óleo cuja densidade é = 850 kg/m³. Se o volume
do reservatório é V= 2 m³, determine a quantidade de massa m no reservatório.
Exercícios
3-Um reservatório de inox pesa 15 kg e está cheio de água, cujo volume é de 0,2 m³.
Considerando a densidade da água 1.000 kg/m³, determine o peso do sistema
combinado.
Pressão - p.
A
Fluído em repouso - Força normal à área A - F normal
F
p  lim normal onde A' é a área no ponto
AA' A

A pressão pode variar de ponto para ponto.


A pressão atmosférica varia com a altitude
A pressão nos oceanos varia com a profundidade

Unidades da pressão: SI – Pa = N/m2


Outras unidades: kPa = 103 Pa; MPa = 106 Pa; bar = 105 Pa
1 atmosfera = 1,01325 x 105 Pa; 1 psi = 1lbf/in2 = 6895 Pa

A pressão pode ser relativa ou absoluta


Pressão absoluta é a pressão medida em relação ao vácuo absoluto.
Pressão relativa é medida em relação à pressão atmosférica local.
prelativo> 0

A pressão relativa pode ser negativa ou positiva pabsoluto


patmosférico
prelativo< 0
A pressão absoluta é sempre positiva
pabsoluto
Pressão atmosférica – é a pressão exercida pelo ar a qual é medida
em ambiente externo.
Pressão relativa – é a diferença de pressão entre a pressão
atmosférica do local e a pressão do fluído. É também conhecida
como pressão manométrica.
Vácuo – é uma medida de pressão relativa quando a diferença de
pressão entre o ambiente e o fluído é menor zero. Também
conhecido como depressão e sucção.
Exercícios
1-As figuras mostram um mesmo tijolo, de dimensões 5 cm x 10 cm x 20 cm, apoiado sobre
uma mesa de três maneiras diferentes. Em cada situação, a face do tijolo que está em
contato com a mesa é diferente.

I II III
As pressões exercidas pelo tijolo sobre a mesa nas situações I, II e III são,
respectivamente, p1 , p2 e p3 .

Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que

A) p1 = p2 = p3 .
B) p1 < p2 < p3 .
C) p1 < p2 > p3 .
D) p1 > p2 > p3 .
Exercícios
2- Aplica-se uma força de 80 N perpendicularmente a uma superfície de área 0,8 m²
Calcule a pressão exercida.

3. Qual a pressão exercida por um tanque de água que pesa 1000 N, sobre a sua base
que tem uma área de 2 m²?

4. A água contida num tanque exerce uma pressão de 40 Pa, sobre a sua base. Se a
base tem uma área de 10 m², calcule a força exercida pela água sobre a base.
O teorema de Stevin

O teorema de Stevin também é conhecido por teorema fundamental da


hidrostática e sua definição é de grande importância para a
determinação da pressão atuante em
qualquer ponto de uma coluna de líquido.

O teorema de Stevin diz que “A diferença de pressão entre dois pontos


de um fluido em repouso é igual ao produto do peso específico do fluido
pela diferença de cota entre os dois pontos avaliados”,
matematicamente essa relação pode ser escrita do seguinte modo:
Fluido em repouso
Selecionamos uma amostra do fluido  um cilindro
imaginário com uma área de secção transversal A

Como a amostra está em equilíbrio, a força resultante na


vertical é nula

F
1

y1 A  Fy  0

F 2  F1  m g

y2

p 2 A  p 1 A   A  y1  y 2 g
 
F P  mg
2

p2  p1  gh ou p  p0  gh
F  pA
  Lei fundamental da hidrostática
m  V  Ah
Lei de Stevin
22
22
III. Pressão em líquidos
Princípio de Stevin e vasos comunicantes
Aplicação desse princípio com dois ou mais líquidos imiscíveis:
Princípio de Pascal e prensa hidráulica
Numa prensa hidráulica, êmbolos com áreas
diferentes suportam a mesma pressão.
Logo, as forças exercidas pelos êmbolos
têm de ser diferentes.

Esquema de elevador hidráulico usado em oficinas.


Medição de pressão: Manometros ou transdutores de pressão

Coluna de líquido – p-patm =gh

Manometros Bourdon
Magnehelic
Sensores piezoelétricos – alguns sólidos geram uma tensão elétrica por efeito da pressão.

1 atm= 76 cm de mercúrio= 760 mm


de mercúrio= 10⁵Pa =10⁵ N/m²
Conversão entre Unidades

1 atm = 1,01325 × 10⁵ Pa (Pascals)


1 atm = 0,96784 kgf/cm² (Quilograma-força
por centímetro quadrado)
1 atm = 14,69594 psi (lb/in²)
1 atm = 760 mmHg (milímetros de mercúrio) ou
76cmHg
1 atm = 10,17973 mH2O (metros de coluna de
água)
Exercícios
EXERCÍCIOS ESSENCIAIS

1- Qual a força, em newtons, que deve suportar cada mm² da área da parede
de um submarino projetado para trabalhar submerso em um lago a uma
profundidade máxima de 100 m, mantendo a pressão interna igual à
atmosférica? (Dado: massa especifica da água =10³ kg/m³)
Exercícios
EXERCÍCIOS ESSENCIAIS

1- Qual a força, em newtons, que deve suportar cada mm² da área da parede
de um submarino projetado para trabalhar submerso em um lago a uma
profundidade máxima de 100 m, mantendo a pressão interna igual à
atmosférica? (Dado: massa especifica da água =10³ kg/m³)
2-Um reservatório aberto em sua superfície possui 8m de profundidade e
contém água, determine a pressão hidrostática no fundo do mesmo.

Dados: = 10000N/m³, g = 10m/s² .


2-Um reservatório aberto em sua superfície possui 8m de profundidade e
contém água, determine a pressão hidrostática no fundo do mesmo.

Dados: = 10000N/m³, g = 10m/s² .


3. Dispõe-se de uma prensa hidráulica conforme
o esquema a seguir, na qual os êmbolos A e B,
de pesos desprezíveis, têm diâmetros
respectivamente iguais a 40cm e 10cm. Se
desejarmos equilibrar um corpo de 80kg que
repousa sobre o êmbolo A, deveremos aplicar
em B a força perpendicular F, de intensidade:
Dado: g = 10 m/s²
3. Dispõe-se de uma prensa hidráulica conforme
o esquema a seguir, na qual os êmbolos A e B,
de pesos desprezíveis, têm diâmetros
respectivamente iguais a 40cm e 10cm. Se
desejarmos equilibrar um corpo de 80kg que
repousa sobre o êmbolo A, deveremos aplicar
em B a força perpendicular F, de intensidade:
Dado: g = 10 m/s²
4. A figura representa uma prensa
hidráulica. Determine o módulo da força
F aplicada no êmbolo A, para que o
sistema esteja em equilíbrio.
4. A figura representa uma prensa
hidráulica. Determine o módulo da força
F aplicada no êmbolo A, para que o
sistema esteja em equilíbrio.
5 – Em um vaso de forma cone truncado, são colocados três líquidos imiscíveis. O mais leve
ocupa um volume cuja altura vale 20 cm; o de densidade intermediária ocupa um volume de
altura 40 cm e o mais pesado ocupa um volume de altura igual a 60 cm. Supondo que as
densidades dos líquidos sejam 15 g/cm³ , 20 g/cm³ e 40 g/cm³ , respectivamente, qual é a
força extra exercida sobre o fundo do vaso devido à presença dos líquidos? A área da
superfície inferior do vaso é 20 cm² e a área da superfície livre do líquido que está na
primeira camada é superior vale 40cm². A aceleração gravitacional local é 10 m/s² .

1
20 cm
2
40 cm
3
60 cm

4
5 – Em um vaso de forma cone truncado, são colocados
três líquidos imiscíveis. O mais leve ocupa um volume
cuja altura vale 20 cm; o de densidade intermediária
ocupa um volume de altura 40 cm e o mais pesado ocupa
um volume de altura igual a 60 cm. Supondo que as
densidades dos líquidos sejam 15 g/cm³ , 20 g/cm³ e
40 g/cm³ , respectivamente, qual é a força extra
exercida sobre o fundo do vaso devido à presença dos
líquidos? A área da superfície inferior do vaso é 20
cm² e a área da superfície livre do líquido que está na
primeira camada é superior vale 40cm². A aceleração
gravitacional local é 10 m/s² .

1
20 cm
2
40 cm
3
60 cm

4
6-Na figura apresentada a seguir, os êmbolos A e B possuem áreas de 80cm² e 20cm²
respectivamente. Despreze os pesos dos êmbolos e considere o sistema em equilíbrio
estático. Sabendo-se que a massa do corpo colocado em A é igual a 100kg, determine a
massa do corpo colocado em B.
6-Na figura apresentada a seguir, os êmbolos A e B possuem áreas de 80cm² e 20cm²
respectivamente. Despreze os pesos dos êmbolos e considere o sistema em equilíbrio
estático. Sabendo-se que a massa do corpo colocado em A é igual a 100kg, determine a
massa do corpo colocado em B.
Massa Específica:

Peso Específico:
Dimensões, Homogeneidade Dimensional e Unidades
Sistema Internacional (S.I.) (1960):
Temperatura – T

É uma propriedade intensiva.


Propriedade de sistema que determina se o sistema está ou não em
equilíbrio térmico com outros sistemas. 
T1 T2

Equilíbrio térmico – igualdade de temperaturas.


T1 >T2
Postos em contato : V1  V2 ,
resistividade 1 
resistividade 2 

As alterações das propriedades terminam – os corpos estão em equilíbrio


térmico. A propriedade utilizada para definir o equilíbrio térmico é a
temperatura
Lei zero da Termodinâmica
Dois corpos em equilíbrio térmico com um terceiro estão em equilíbrio entre
si.
Para ver se dois corpos estão à mesma temperatura não é necessário pô-los em
contato entre si, basta verificar se estão em equilíbrio com um terceiro -
termometro
Termometro - corpo em que pelo menos uma das propriedades mensurável varia
com a temperatura.
A essa propriedade e substância chamam-se termométricas

Termometro de líquido em tubo capilar


Termometro de gás
Tipos de termómetro Termopar
Sensores de resistência elétrica.
Pirometros
Estabelecer uma escala de temperaturas consiste em definir um conjunto de regras que
permitam atribuir um mesmo número a todos os estados de equilíbrio térmico e números
diferentes a estados que não estão em equilíbrio térmico.
Uma vez estabelecida uma escala de temperatura a condição necessária e suficiente de
equilíbrio térmico é a igualdade das suas temperaturas.
Se um dado sistema em equilíbrio termodinâmico, é constituído por várias partes em
comunicação através de paredes diatérmicas, a temperatura toma o mesmo valor em
cada uma das partes; caso contrário não haveria equilíbrio mútuo e, portanto, não haveria
equilíbrio termodinâmico.

Ponto Fixo: é a temperatura de um estado de equilíbrio termodinâmico escolhido


Ponto do gelo: temperatura de gelo puro em equilíbrio com água saturada de ar à pressão
de uma atmosfera.
Ponto de Vapor: temperatura de água pura em equilíbrio com o seu vapor à pressão de
uma atmosfera.
Ponto triplo da água: temperatura de água pura em equilíbrio com gelo e com o seu vapor.
(escala Kelvin = 273,16 K)
Escalas de temperatura

Escala Celsius.
Água em fusão a 1 atmosfera: T= 0ºC
Água em ebulição a 1 atmosfera: T = 100 ºC
1ºC = 1 K; a escala tem a mesma unidade.
0º C = 273,15 K
T (ºC) = T (K) - 273,15
C   K – 273

Escalas Rankine e Fahrenheit.


1 R = 1,8 K
T (R) = 1,8 T (K).
A escala Rankine é uma escala absoluta.
C  F – 32
Escalas Fahrenheit. 
Água em fusão a 1 atmosfera: T= 32 ºF 5 9
Água em ebulição a 1 atmosfera: T = 212 ºF
1ºC = 1,8 F.
T (ºF) = 1,8 T (ºC) + 32 ; T (ºC) = 5/9 [T (ºF) –32]
T (F) = T (R) –459,67
Exemplos:

1- Em um determinado dia, em São Paulo, a temperatura ambiente


foi igual à de Londres. Sabendo que, nesse dia, a temperatura de
Londres foi 50ºF, a temperatura de São Paulo foi:

a) 10ºC.
b) 20ºC.
c) 25ºC.
d) 28ºC.
e) 32ºC.
2) A pressão de 1 atm, as temperaturas de ebulição da água e fusão do gelo na escala Fahrenheit são,
respectivamente, 212ºF e 32ºF. A temperatura de um líquido que está a 50ºC à pressão de 1 atm é, em ºF:

a) 162.
b) 90.
c) 106.
d) 82.
e) 122.
3) Para medir a temperatura de um certo corpo, utilizou-se um
termômetro graduado na escala Fahrenheit e o valor obtido
correspondeu a 4/5 da indicação de um termômetro graduado na
escala Celsius, para o mesmo estado térmico. Se a escala adotada
tivesse sido a Kelvin, esta temperatura seria indicada por:

C  F – 32

5 9
4. (F.M.Pouso Alegre-MG) O termômetro Celsius marca 0 na
temperatura do gelo fundente e 100 na temperatura de ebulição da
água, sob pressão atmosférica. O termômetro Fahrenheit marca 32
e 212, respectivamente, nessas temperaturas. Quando o
termômetro Celsius marcar 40°C, o Fahrenheit marcará:

C  F – 32

5 9
5- PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA

Sistemas fechados

A estrutura da termodinâmica assenta em duas leis


fundamentais.
Estas leis não podem ser demonstradas; são axiomas. A sua
validade é estabelecida com base no fato da experiência não
se contradizer, nem contradizer as consequências que dela
se podem deduzir.
PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA

A 1ª lei da termodinâmica é relativa ao princípio de


conservação de energia aplicado a sistemas fechados onde
operam mudanças de estado devido à transferência de
trabalho e de calor através da fronteira.
Permite calcular os fluxos de calor e de trabalho quando
são especificadas diferentes variações de propriedades.

Exemplos:-Trabalho necessário para comprimir uma dado


fluido num compressor.
-Ciclo necessário para produzir vapor a uma dada
pressão e temperatura numa caldeira
Permite concluir que é impossível converter todo o calor fornecido a uma máquina
térmica em trabalho; algum calor será rejeitado.

 
Propriedades
 pressão (p)
 volume específico (v)
 temperatura (t)
 energia interna (u)
 entalpia (h)
 entropia (s)

Duas propriedades selecionadas são necessárias para definir o estado do sistema em


equilíbrio.
As restantes quatro são consequência imediata e estão fixas.
Nota: cuidado com a escolha das propriedades independentes.

Exemplo 1: a massa e volume específicos não são propriedades independentes; uma


é o inverso da outra.

Exemplo 2: a pressão e a temperatura não são variáveis independentes. Deve-se


utilizar outro par de propriedades para definir o estado, por exemplo, p e v.
Se conhecer duas propriedades de um estado as restantes podem ser determinadas através
de expressões analíticas ou de resultados experimentais.

Conhecendo, por exemplo, p e v, a terceira propriedade x, tal que x=f(p,v).


Em alguns casos f é simples e conhece-se analiticamente (pv=RT). Noutros casos conhecem-
se tabelas experimentais.

1ª Lei da Termodinâmica ou Princípio de Conservação de Energia.

A energia não pode ser criada ou destruída.

A energia pode ser:


Armazenada
Transformada de uma forma para outra
Transferida de um sistema par outro (ou para a vizinhança)

A energia pode atravessar a fronteira sob duas formas – Calor ou Trabalho


Calor e trabalho

Só o trabalho e o calor podem mudar o estado. O trabalho atravessa a fronteira do sistema;


transfere-se.

“Trabalho é algo que surge nas fronteiras quando o sistema muda o seu estado devido ao
movimento de parte da fronteira por acção de uma força.”
“Não se pode afirmar que o sistema tem um dado trabalho”.

Formas mecânicas de trabalho 2 


W   F  ds
Força F
 constante.
 Força F qualquer 1
W  F s

Realiza-se trabalho pelo sistema na vizinhança se o único efeito sob algo externo ao sistema
poder ser considerado como elevação de um peso.
W > 0  trabalho realizado pelo sistema
W < 0  trabalho realizado sobre sistema

Cálculo de W  saber como F varia ao longo de s

O valor do integral depende do processo.


O trabalho W não é uma propriedade do sistema
6-Transferência de calor

Calor - Modo de transferência de energia resultante da diferença de temperatura entre


dois sistemas (ou um sistema e a vizinhança).

O calor, tal como o trabalho, é uma quantidade transiente que aparece na fronteira do
sistema.
Não existe calor no sistema antes ou depois de um estado.
O calor atravessa a fronteira  a energia é transferida sob a forma de calor do sistema
para a vizinhança ou vice-versa.

Sentido da transferência – do corpo de maior temperatura para o de menor temperatura –


devido a um gradiente de temperaturas.
Transferência de calor

Convenção de sinais:
Q>0 calor transferido para o sistema
Q<0 calor transferido do sistema para a vizinhança

Processo Adiabático: quando não ocorre transferência de energia sob a forma de calor entre o sistema e a vizinhança.
Sistema isolado termicamente do exterior.
Sistema e vizinhança à mesma temperatura.

Q=0
Sistema
Convenção de sinais: adiabático
Se o calor entra no sistema proveniente da vizinhança (Q>0)
Se o calor sai do sistema para a vizinhança (Q<0)

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