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þ Lesão tecidual decorrente de um trauma térmico, elétrico, químico,


radioativo e até certos animais e vegetais;

þ São lesões freqüentes em nosso meio, sendo a maior parte decorrente


de acidentes domésticos, onde um número considerável de pacientes
apresenta lesões de tal gravidade que apresentam risco de morte;

þ As queimaduras graves devem ser consideradas como trauma


sistêmico, onde produzem grande desequilíbrio hidroeletrolítico e
hemodinâmico.

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þ ueimaduras térmicas: o agente causador pode ser o fogo, líquidos


superaquecidos ou contato com objetos superaquecidos, ou ainda,
substâncias inflamáveis como o álcool, gasolina e gás de cozinha;

þ ueimaduras químicas: ácido muriático, soda cáustica, etc...,


ocorrendo devido ao tipo, concentração e temperatura do agente;

þ ueimaduras elétricas: ocorrem devido á corrente elétrica.

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A determinação da extensão da área queimada é realizada através da


avaliação da percentagem de superfície corporal que sofreu o trauma.
Um método simples e rápido que possibilita estimar aproximadamente
a extensão é a REGRA DOS NOVE. Esta técnica foi idealizada por
Pulaski e Tennison, dividindo a superfície corporal em áreas
representadas por números múltiplos de nove.
- Podem ser classificadas em:
baixa: menos de 15% da superfície corporal atingida
média: entre 15 e menos de 40% de área atingida
alta: mais de 40% do corpo queimado.

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þ ueimaduras químicas:
são provocadas por produtos capazes de produzir queimaduras, que
são geralmente, utilizados para o uso doméstico e até mesmo em
indústrias, sendo:
- hidróxido de sódio, potássio e bário;
- limpadores de esgoto,
- removedores de tinta,
As extremidades são os locais mais atingidos

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È = S OPATOLOG A: a principal diferença entre as queimaduras


térmicas e químicas está no tempo em que o agente químico fica em
contato com a pele. A lesão tecidual depende:
- Da concentração do agente químico;
- uantidade da substância;
- Modo e duração de contato com a pele;
- Extensão corporal exposta ao agente;
- Mecanismo de ação da droga.

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È NTERVENÇÕES EMERGENC A S
Estas queimaduras exigem intervenções de caráter emergencial e deve
considerar o cuidado do local lesado e suporte sistêmico:
- Despir completamente o paciente;
- Diluição do agente com água corrente e abundante, diminuindo
assim a reação entre a substância e o tecido corporal;
- Remoção física da substância;
- Produtos químicos em pó devem ser espanados, inicialmente e
depois removido com água corrente.

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È UE MADURAS ELÉTR CAS
São produzidas pelo contato entre o corpo e a fonte elétrica, sendo que
a gravidade é determinada pelo trajeto da corrente elétrica através do
corpo. Pode gerar lesões musculares, desordens elétricas no
miocárdio, lesões ósseas e de órgãos vitais. A resistência orgânica
variam na ordem:
- 1ª - ossos; 4ª- pele;
- 2ª- gordura; 5ª- músculo;
- 3ª - tendão; 6ª - sangue;
7ª - nervo.

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- = S OPATOLOG A
Um dos efeitos imediatos da lesão elétrica é 
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5 , podendo ocasionar fraturas e luxações como efeitos
retardados da descarga elétrica. As manifestações cardiopulmonares
ocorrem logo após o acidente, sendo a
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são as principais causas de morte imediata.

- NTERVENÇÕES EMERGENC A S
infusão de ringer lactato no sentido de evitar complicações como a
necrose tubular aguda.

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O tratamento baseia-se no ABCDE do atendimento ao trauma, sendo


que antes é necessário realizar medidas para salvar a vida do
paciente:
- Remover toda a roupa do paciente para interromper o processo de
queimadura;
- A área queimada e as roupas também devem ser molhadas com
água, promovendo um resfriamento da lesão;
- Jóias e adereços devem ser retirados;
- Pesquisar o mecanismo da queimadura:
* hora do acidente;
* agente causador da queimadura;
* doenças pré-existentes.
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AVAL AÇÃO DAS V AS AÉREAS E VENT LAÇÃO


Em busca de sinais de obstrução:
- ueimaduras faciais, chamusqueamento dos cílios e das estruturas
nasais, depósitos de carbono e alterações inflamatórias agudas da
orofaringe; escarro carbonato.
- Tosse e rouquidão sugerem edema de laringe;
- Aumento da =R e da profundidade;
- Presença de lesão inalatória aumenta em 20% a mortalidade
associada à extensão da queimadura

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AVAL AÇÃO DAS V AS AÉREAS E VENT LAÇÃO


MPORTANTE: a inalação de gases nocivos é encontrado
freqüentemente em vítimas que permaneceram em locais fechados
em ambientes com fumaças ou sofreram queimaduras em face,
pescoço e tórax. Este tipo de lesão produz complicações
respiratórias, pois o CO liga-se à hemoglobina, formando a
carboxihemoglobina, impedindo a oxigenação tecidual adequada,
podendo evoluir para um quadro de acidose metabólica e
respiratória.

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NALAÇÃO POR MONÓX DO DE CARBONO


Sinais e sintomas:
- Cefaléia;
- Tonturas;
- Náuseas;
- Pele e mucosa de coloração rósea ou cereja;
- Taquicardia;
- Taquidispnéia.

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NTERVENÇÕES
È A ventilação deverá ser feita com máscara reservatório não
reinalante, com a garantia de oferecer uma fração de 100% de O2.
È A intubação traqueal deverá ser realizada quando a vítima apresentar:
- confusão mental, cianose perilabial e de extremidades, dispnéia,
acidose metabólica, edema de face, respiração por via oral e
rouquidão.

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C RCULAÇÃO (PADRÃO HEMOD NÂM CO)
*Logo após o acidente há o aumento da permeabilidade capilar, o
edema intersticial e a hipovolemia com perda de massa eritrocitária,
aumentando a viscosidade sanguínea o que dificulta a perfusão
periférica.
*Todas essas alterações contribuem para o decréscimo do Débito
cardíaco, queda da PA, e aumento da =C;
* A função renal fica prejudicada em decorrência da hipovolemia
com fluxo reduzido nos rins, podendo gerar uma necrose tubular
aguda, com eliminação de hemoglobina na urina e diminuição do
Débito urinário.

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NTERVENÇÕES
È Acesso venoso duplo com cateter nº 14 ou 16 em veias periféricas,
quando não possível, um via intra-óssea deve ser mantida;
È Reposição volêmica com Ringer Lactato;
È Colher amostras de sangue para Ht, Hb, tipagem sanguínea e
dosagem de eletrólitos;
È Realizar a sondagem gástrica para prevenir vômitos e conseqüente
aspiração do conteúdo;
È Realizar sondagem vesical para monitorizar o volume e
características da urina.

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NTERVENÇÕES
È A perfusão distal dos membros e da expansibilidade da caixa torácica
durante a inspiração podem estar comprometidas nos casos de
queimaduras circunferências e o desenvolvimento progressivo do
edema. Nestes casos o médico procederá a ESCAROTOM A.
È Este procedimento é a realização de incisões no sentido longitudinal
dos membros, tórax e/ou abdome diminuindo a pressão provocada
pelo edema.

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TRATAMENTO DA DOR
È O uso de narcóticos e analgésicos devem ser administrados
cautelosamente, em pequenas doses, somente por via endovenosa.
È Geralmente a droga de escolha é a morfina, na dose usual de 3 a 5
mg, repetindo a cada 10 minutos, conforme prescrição médica.
Depois de cada morfina, o paciente deve ser reavaliado quanto á
freqüência respiratória, ao pulso, PA e nível de consciência.
È É importante lembrar que o paciente pode estar agitado por
hipoxemia e não apenas pela dor.

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È Obter história da lesão: observar a presença de condições
respiratórias pré-existentes, história de tabagismo;
È Monitorar SSNV: observar enchimento capilar e a força dos pulsos
periféricos;
È Monitorar a eliminação urinária: observar a cor e a presença de
hematúria, bem como o volume para anotar no balanço hídrico;
È Estimar perdas insensíveis, especialmente pelo exsudato;

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È Monitorar o padrão respiratório;
È Controlar a dor para diminuir o sofrimento do paciente;
È mplementar técnicas de isolamento adequadas;
È Trocar os curativos conforme rotina e verificar a lesão 1 vez por
dia, com o objetivo de identificar a presença de tecido de
granulação e fornece detecção precoce de infecção.

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âNOBEL, E. et al 
|
 
. Livraria Atheneu.
1994.
° [ [Rotinas em Pronto Socorro. São Paulo: Editora Artmed,
2005.

Sites:
ÕÕÕ.sistemanervoso.com.br
ÕÕÕ.scgd3murcia.iespana.es/scgd3murcia/traumatism
ÕÕÕ.atarde.com.br/queimaduras.jpg

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