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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE 1

PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOCIÊNCIAS E ANÁLISE DE BACIAS
4º Seminário de Geociências I

Accretion tectonics in Western Gondwana highlighted by the


aeromagnetic signature of the Sergipano Belt, NE Brazil

Discente
Victor Menezes Santos
Docentes
Prof. Dr. Carlos Dingues Marques de Sá
Prof. Dr. Herbet Conceição
Profa. Drª. Maria de Lourdes da Silva Rosa

Aracaju-SE 2021
1- INTRODUÇÃO

 Evolução tectônica em terrenos Pré-cambrianos é


complicada:
 Complexidade geológica;

 Obliteração de estruturas.

 A área de estudo está no limite norte do SFC, com


ênfase no Cinturão Sergipano, para a posição exata da
sutura ainda é objeto de debate.

 D’el-Rey Silva (1992): Sutura estaria no sul do


PEAL (MSZ);
Figura 1: Mapa esquemático da Província da Borborema mostrando as três subprovíncias
com ênfase na Faixa Sergipana. Retirado de Almeida et al. 2021.
 Oliveira et al. (2010) : SMASZ;

 Oliveira e Medeiros (2018): Afirmam essa teoria.

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2- CONFIGURAÇÃO GEOLÓGICA

Coruripe
?
Canindé
Cinturão Sergipano

MSZ
Poço Redondo
PRSZ
Marancó
BMJSZ
Macururé
SMASZ
Vaza Barris
ISZ
Estância

Figura 2: Mapa geológico da Faixa Sergipana Domos do embasamento: a - Itabaiana; b


- Simão Dias, c - Jirau do Ponciano. Zonas de cisalhamento: ISZ - Itaporanga; SMASZ -
São Miguel do Aleixo; BMJSZ - Belo Monte-Jeremoabo; PFSZ - Porto da Folha; PRSZ -
Poço Redondo; MSZ – Macururé; JHSZ - Jacaré dos Homens, PISZ - Palmeira dos Índios.
Retirado de Almeida et al. 2021. 4
3- MATERIAIS E MÉTODOS

Domínios
magnéticos

Serviço
Dados Levantamento
Lineamentos Geológico
magnéticos aéreo
Brasileiro

Extensão e
profundidade
Projeto Geofísico Projeto Geofísico
Paulo Afonso-Teotônio do Estado de
Vilela Sergipe

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3.1 TÉCNICAS DE PROCESSAMENTO E APRIMORAMENTO

 São essenciais para a caracterização magnética e a interpretação geológica.

3.1.1. Tilt derivative


 É útil na detecção de tendências lineares que podem estar relacionadas a
estruturas geológicas de subsuperfície.

3.1.2. Matched filter


 Visa a separação das anomalias por profundidade.

3.1.3. Euler deconvolution


 Ferramenta quantitativa na investigação das profundidades médias de fontes
anômalas.

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4- RESULTADOS

 A base para as interpretações foi o TMI (Total Magnetic Intensity), mapas de tilt derivative, matched
filter e técnicas da Euler deconvolution.

 Permitindo a correlação das estruturas magnéticas com o arcabouço estrutural do Cinturão


Sergipano e áreas adjacentes.

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4.1 Domínios Magnéticos

 A interpretação dos domínios magnéticos segue a


premissa de que a estrutura crustal está
diretamente relacionada com o contraste
magnético entre os diferentes domínios.

 TMI + Tilt derivative.

 O Cinturão Sergipano e seus arredores


compreendem onze domínios magnéticos.

Figura 3: (A) Interpretação de domínios magnéticos (usando TMI e mapas tilt derivative) e principais zonas de
cisalhamento da Faixa Sergipana. (B) Domínios magnéticos sem mapa TMI. Zonas de cisalhamento: DF: Falha de
Dores; BMJSZ: Zona de Cisalhamento Belo Monte-Jeremoabo; PFSZ: Zona de Cisalhamento Porto da Folha; PRSZ: Zona
de Cisalhamento Poço Redondo; MSZ: Zona de cisalhamento Macururé; JHSZ: Zona de Cisalhamento Jacaré dos 8
Homens; PISZ: Zona de Cisalhamento Palmeira dos Índios. Retirado de Almeida et al. 2021.
4.2 Matched filter

 Permite obter valores de profundidade


de fontes distintas em diferentes níveis
crustais.

 Cinco níveis de profundidade principais


são estimados: 0.18 km, 0.47 km, 1.50
km, 5.83 km e 8.88 km.

Figura 4: Resultados de Matched filter aplicados ao mapa TMI. Diferentes profundidades de origem com topo em: (A) 9
0,18 km; (B) 0,47 km; (C) 1,50 km; (D) 5,83 km; (E) 8,88 km. Retirado de Almeida et al. 2021.
4.3 Lineamentos Magnéticos

 Os lineamentos magnéticos mostram as principais direções das estruturas geológicas na subsuperfície, como falhas, diques e
limites litológicos, que são características essenciais para identificar zonas de cisalhamento.

Figura 5: (A) Extração de lineamentos magnéticos no mapa derivado de inclinação. (B) Mapa dos principais lineamentos. Zonas de cisalhamento: MSZ (Macururé), BMJSZ
(Belo Monte-Jeremoabo), SMASZ (São Miguel do Aleixo) e ISZ (Itaporanga). Retirado de Almeida et al. 2021. 10
4.3 Lineamentos Magnéticos

 Cinco regiões podem PEAL


ser individualizadas: HIMZ
SFC, domínio externo
DI
do Cinturão Sergipano, Figura 6: Lineamentos
Cinturão Sergipano DE
magnéticos interpretados em
Matched filter para
domínio interno, HIMZ profundidades de: (A) 0,18 km;
(B) 0,47 km; (C) 1,50 km; (D)
e PEAL. 5,83 km; (E) 8,88 km. Retirado
de Almeida et al. 2021.
SFC

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4.4 Euler deconvolution

 São usados ​para reforçar a


interpretação geológica.

 Os resultados obtidos apresentam


boa correlação com os lineamentos
magnéticos, principalmente
quando comparados aos resultados
do Matched Filter, o que implica
uma boa consistência dos dados.

Figura 7: Euler deconvolution obtidas com SI 1. Retirado de Almeida


et al. 2021.
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5- DISCUSSÕES
HIMZ (Zona Magnética de Alta Intensidade ) – A sutura principal:

 O Complexo Arapiraca (Mendes e Brito, 2017) é


formado por rochas gnáissicas a migmatíticas,
localmente granulíticas, metassedimentares com
lentes e camadas de rochas metamáficas, mármore,
rochas calcissilicáticas.

 O HIMZ aponta para uma estrutura geológica com


raízes crustais profundas, 22km (Dutra et al., 2019).

 Embora vários autores considerem o domínio Rio


Coruripe como uma extensão ao norte do Domínio
Macururé (Oliveira et al., 2015, 2017; Lima et al.,
2019), Os dados apresentados demonstram que se
trata de uma unidade distinta. Figura 8: Domínios magnéticos sem mapa TMI. Zonas de cisalhamento: DF: Falha de Dores;
BMJSZ: Zona de Cisalhamento Belo Monte-Jeremoabo; PFSZ: Zona de Cisalhamento Porto da
Folha; PRSZ: Zona de Cisalhamento Poço Redondo; MSZ: Zona de cisalhamento Macururé; JHSZ:
Zona de Cisalhamento Jacaré dos Homens; PISZ: Zona de Cisalhamento Palmeira dos Índios. 13
Retirado de Almeida et al. 2021.
5- DISCUSSÕES
Implicações tectônicas
 A interpretação de dados magnéticos integrado aos dados geológicos e geofísicos existentes fornecem pistas
para entender a evolução do orógeno Sergipano.
 Características magnéticas distintas sugerem que as associações litotectônicas na área se correlacionam com
diferentes terrenos delimitados por falhas que sofreram amalgamação subsequente.
(i) assinatura magnética contrastante entre terrenos.
(ii) contraste no relevo magnético.
(iii) lineamentos magnéticos com mais de três direções principais.

Modelos evolutivos:
 Oliveira et al., 2010: Modelo envolvendo deposição em duas margens passivas.
 D’el-Rey Silva, 1992: Cinturão Sergipano evolui por inversão de bacia.
 Davison e Santos (1989): Cinturão Sergipano se formado a partir da colagem de distintos domínios
litoestratigráficos.
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6- CONCLUSÕES
 A heterogeneidade na assinatura magnética permite a
divisão do Cinturão Sergipano em dois domínios
geofísicos principais:
 Domínio externo é caracterizado por baixa
frequência magnética e relevo magnético suave.
 Domínio interno é caracterizado por alta frequência
e relevo magnético áspero.

 O mapa TMI descreve uma Faixa de 10 km de largura e


100 km de comprimento de assinatura magnética alta,
denominada (HIMZ), que abrange parte dos Domínios
Canindé e Rio Coruripe e é a região mais provável de ser
a zona principal de sutura da colisão SFC-PEAL.

 Esses resultados apontam para a acreção de continentes


da margem norte do São Francisco antes da colisão final,
apoiando a hipótese de que o Cinturão Sergipano
Figura 9: (A) Intensidade Magnética Total (TMI). Retirado de Almeida et al. 2021.
evoluiu como um orógeno acrescionário.
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Obrigado!