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A missa– parte por parte

 O centro da missa: memorial da


Páscoa de Cristo Na Missa se
realiza o que Cristo ordenou na
última ceia: o memorial de seu
mistério pascal. A eucaristia é,
em primeiro lugar, memorial da
morte e ressurreição do Senhor
sob o sinal do pão e do vinho
dados em refeição, em ação de
graças e súplica.
 Nossa preocupação não deve
ser somente intelectual para
que o povo entenda, mas levar
o povo a experimentar o
mistério pascal, mostrando a
ligação entre a fé e a vida
("Páscoa de Cristo na páscoa da
gente, páscoa da gente na
páscoa de Cristo”) para que a
eucaristia nos impulsione a dar
a vida pelos irmãos e irmãs,
como fez Cristo em sua Páscoa.
Estrutura da Missa
 Ritos Iniciais 1 - Cântico e procissão de Entrada
 2 - Saudação do Altar e da Assembléia
 3 - Ato Penitencial
 4 – Hino de Louvor (Glória)
 Ritos Iniciais 1 - Entrada (Cântico de Entrada)
 a)Dar início à celebração b)Favorecer a união dos fiéis reunidos
 1.1 - Entrada (Procissão de Entrada) a) Representa o Salvador
vindo a este mundo, manifestando a vontade de se oferecer e
começando o ser sacrifício desde a Encarnação. b) As velas
simbolizam a luz que ilumina todo homem. c) A Cruz mostra o
sacrifício que marcou 
 Ritos Iniciais 2 - Saudação do altar e da
Assembléia a) O beijo no altar Durante a
missa, o pão e o vinho são consagrados no
altar, ou seja, é no altar que ocorre o mistério
eucarístico. O presidente da celebração ao
chegar beija o altar em sinal de carinho e
reverência por tão sublime lugar. Por incrível
que possa parecer, o local mais importante de
uma igreja é o altar, pois ao contrário do que
muita gente pensa, as hóstias guardadas no
sacrário nunca poderiam estar ali se não
houvesse um altar para consagrá-las.
 Ritos Iniciais 2 - Saudação do altar e da Assembleia
b) assembleia Fazer sentir à Assembleia reunida a
Presença de Nosso Senhor. Retirada na sua maioria
dos cumprimentos de Paulo, o presidente da
celebração e a assembleia se saúdam. O encontro
eucarístico é movido unicamente pelo amor de Deus,
mas também é encontro com os irmãos.
 Ritos Iniciais 3. Ato Penitencial Após saudar a
assembleia presente, o sacerdote convida toda
assembleia a, em um momento de silêncio,
reconhecer-se pecadora e necessitada da misericórdia
de Deus.
 Ritos Iniciais 4 – Hino de
Louvor (Glória) – nas
solenidade e festas O Glória é
um antiguíssimo e venerável
hino com que a Igreja,
congregada no Espírito Santo,
glorifica e suplica a Deus e ao
Cordeiro. Não é permitido
substituir o texto deste hino por
outro. OBS: Não se canta o
Glória no Advento e Quaresma
 Ritos Iniciais 5 - Oração da Coleta Encerra o rito de
entrada e introduz a assembléia na celebração do dia. “Após
o convite do celebrante, todos se conservam em silêncio por
alguns instantes, tomando consciência de que estão na
presença de Deus e formulando interiormente seus pedidos.
Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar de
‘coleta’, a qual a assembléia dá o seu assentimento com o
‘Amém’ final” (IGMR 32). Dentro da oração da coleta
podemos perceber os seguintes elementos: invocação,
pedido e finalidade.
Liturgia da Palavra 1 - Silêncio 2 - Leituras
Bíblicas 3 - Salmo Responsorial 4 - Aclamação
ao Evangelho 5 - Evangelho 6 - Homilia 7 -
Profissão de fé 8 - Oração universal
Liturgia da Palavra 1 - Silêncio “A Liturgia da
Palavra e todo o rito da missa deve ser
celebrada de modo a favorecer a meditação”.
“Haja nela também breves momentos de
silêncio”, “nos quais com ajuda do Espírito
Santo, a Palavra de Deus possa ser
interiorizada.
 Liturgia da Palavra 2 - Leituras Bíblicas Devem sempre
ser proclamadas do Ambão. Normalmente são tiradas do
Antigo e Novo Testamento. Tais leituras correspondem
ao desejo de abrir aos fiéis os tesouros da Sagrada
Escritura e propõem-se a ilustrar "a unidade de ambos os
Testamentos e da história da salvação”. As leituras
bíblicas para os domingos é dividida em três
anos(A:Mateus; B:Marcos; C:Lucas)enquanto para as
missa da semana dentro do tempo comum é dividida em
ano par ou impar. OBS: Somente há 2ª leitura nos
domingos e solenidades prórias.
 Liturgia da Palavra 3 - Salmo Responsorial "A primeira
leitura é seguida do salmo responsorial, que é parte
integrante da liturgia da palavra e tem, por si mesmo,
grande importância litúrgica e pastoral, pois favorece a
meditação da Palavra de Deus." Trata- se dum texto
bíblico poético, em forma de oração, geralmente
retirado do livro dos Salmos. Pode ser proclamado de
várias formas, mas a mais comum, e também mais
recomendada, é aquela em que um salmista canta uma
estrofe de cada vez, intercaladas por um refrão cantado
por todos.
 Liturgia da Palavra 4 - Aclamação ao
Evangelho “Depois da leitura, que
precede imediatamente o Evangelho,
canta- se o Aleluia ou outro cântico,
indicado pelas rubricas, confor me o
tempo litúrgico.” “A assembléia dos fiéis
acolhe e saúda o Senhor, que vai lhe falar
no Evangelho.” OBS: Não se canta o
Aleluia (Trata-se duma palavra hebraica
Halləlu ya que significa “Louvai a Jah!”.
É uma aclamação alegre e vigorosa ao
Criador, cujo nome é Javé) na Quaresma
 Liturgia da Palavra 5 - Evangelho É o ponto alto da
liturgia da Palavra. Cristo torna-se presente através de
sua Palavra e da pessoa do sacerdote. Tal momento é
revestido de cerimônia, devido sua importância. Todos
ficam de pé e aclamam o Cristo que fala. O diácono ou o
padre dirigem-se à mesa da palavra para proclamá-la. O
que proclama a Palavra do evangelho menciona a
presença do Cristo vivo entre nós. Faz o sinal da cruz na
testa, na boca e no coração para que todo o ser fique
impregnado da mensagem do Evangelho: a mente a
acolha, a boca a proclame e o coração a sinta e a viva.
 Liturgia da Palavra 6 - Homilia A
homilia faz a transição entre a
palavra de Deus e sua resposta. É
feita exclusivamente por um
ministro ordenado, pois este
recebeu, através da imposição das
mãos o dom especial para pregar o
Evangelho. A função da homilia é
confrontar o mistério celebrado com
a vida da comunidade. Na homilia,
o sacerdote anima o povo, exorta-o
e se for preciso o denuncia,
mostrando a distância entre o ideal
proposto e a vida concreta do povo.
 Liturgia da Palavra 7 - Profissão de
fé “O símbolo ou profissão de fé, na
celebração da missa, tem por
objetivo levar o povo a dar seu
assentimento e resposta à palavra de
Deus ouvida nas leituras e homilia,
bem como lhe recordar a regra da fé
antes de iniciar a celebração da
eucaristia”(IGMR 43). Existem dois
símbolos próprios: Símbolo
Apostólico e o Símbolo Niceno-
Constatinopolitano
 Liturgia da Palavra 8 - Oração universal (Preces
dos Fiéis) “Na oração dos fiéis ou oração
universal, a assembléia dos fiéis, iluminada pela
graça de Deus, à qual de certo modo responde,
pede normalmente pelas necessidades da Igreja
universal e da comunidade local, pela salvação do
mundo, pelos que se encontram em qualquer
necessidade e por grupos determinados de
pessoas”(IGMR 30). É bom que se faça preces
curtas e objetivas.
 Liturgia Eucarística 1 - Preparação das ofertas 2 -
Oração sobre as ofertas 3 - Oração eucarística 4 –
Rito de comunhão 5 – Rito da Paz 6 – Fração do pão
7 – Comunhão 8 – Oração depois da comunhão
 Liturgia Eucarística 1 - Preparação das ofertas
Inicia-se com a procissão das oferendas, levam-se
ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles
elementos que Cristo tomou em suas mãos. A
seguir o sacerdote lava as mãos, exprimindo por
esse rito um desejo de purificação interior. Se o
foco da Liturgia da Palavra era o ambão ou Mesa
da Palavra, o foco agora é o altar. Ele é “o centro
de toda liturgia eucarística.”
 Liturgia Eucarística 2 - Oração sobre as ofertas
Após a preparação das oferendas para o
sacrifício, o sacerdote profere a oração sobre as
oferendas (própria de cada celebração). A
assembléia responde:”Amém”.
 Liturgia Eucarística 3 -Oração eucarística “Por
ela os fiéis se unem a Cristo para proclamar as
maravilhas de Deus e oferecer o verdadeiro
sacrifício: oferecem o Cristo, pelo sacerdote; e
unidos a Cristo, oferecem a si mesmos ao Pai”.
Visa preparar os fiéis para receberem o corpo e o
sangue do Senhor como alimento espiritual.
 Liturgia Eucarística 3 -Oração eucarística
Elementos principais da Oração eucarística: a)
Ação de graças (no Prefácio); b) Aclamação
(Sanctus); c) Epíclese (invocações especiais); d)
Narração da instituição e consagração e)
Anmnese f) Mistério da fé g) Oblação; h)
Segunda epclíse i) intercessões J) Doxologia final
(exprime a glorificação de Deus).
 Liturgia Eucarística a) Prefácio: antecede o
momento da narrativa da instituição da Eucaristia.
Ou seja, a Oração Eucarística se abre com um
grande louvor a Deus pelas maravilhas que Ele
operou na história da Salvação e continua fazendo
ainda hoje entre nós. 
 Santo:O prefácio termina com a aclamação do Santo.
Toda a Igreja, a celeste e a peregrina neste mundo, é
convidada a um grande louvor e glorificação. Ele
deveria ser sempre cantado por toda a assembléia. E
não deveria ser qualquer música que traz a palavra
“Santo”, mas deve ser o texto mesmo que está no
missal. c) Epíclese:Terminado o canto do Santo, o
presidente da celebração suplica que o Espírito Santo
santifique as oferendas do povo, pão e vinho, para
que se tornem Corpo e Sangue de Cristo.
 Liturgia Eucarística d) Narrativa da Instituição e
consagração: Quando pelas palavras de cristo e
ações de Cristo se realiza o sacrifício que Ele
instituiu na última ceia, ao oferecer seu corpo e
sangue nas espécies do pão e do vinho. (IGMR
55) e) Anamese: Cumprindo a ordem recebida do
Cristo Senhor, a igreja faz memória do próprio
Cristo, relembrando a sua bem- aventurada
paixão, ressurreição e ascenção. “Fazei isto em
memória de mim”.
 f) Mistério da Fé: Eis o mistério da fé! Quando o
presidente da celebração diz isto, ele não está referindo-
se única e exclusivamente àquele momento específico do
relato da instituição da eucaristia, como podemos achar,
mas quer referir-se à toda a vida de Cristo na terra e a
vida de Cristo em nós e, conseqüentemente, nossa vida
em Cristo.
 Liturgia Eucarísticag) Oblação: Na seqüência, vem o
que nós chamamos de oblação, isto é, a assembléia
reunida, realizando esta memória, oferece ao Pai a hóstia
imaculada. Não só ela, mas todos os fiéis oferece-se a si
mesmos e se aperfeiçoam, cada vez mais, pela mediação
de Cristo, na união com Deus e com o próximo, para que
Deus seja tudo em todos. Onde a assembléia responde:
“recebei ó Senhor a nossa oferta”. h) Segunda epíclese:
Houve uma primeira epíclese que foi a invocação do
Espírito Santo sobre as oferendas de pão e vinho para
que se tornassem Corpo e Sangue de Cristo 
 Acontece agora uma segunda epíclese na Oração
Eucarística. Trata de uma nova invocação do
Espírito Santo, agora para que todos os
participantes daquele ato litúrgico, pela ação do
Espírito Santo, sejam transformados numa única
assembléia, sem divisões, com os mesmos
sentimentos de Cristo, todos unidos num só
coração e numa só alma. A assembléia responde:
“fazei de nós um só corpo e um só espírito”.
 Liturgia Eucarística i) Intercessões: Chegado o
momento que chamamos de intercessões. As
intercessões exprimem que a Eucaristia é
celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto
a celeste como a terrestre, e que a oblação é feita
também por ela e por todos os membros vivos e
mortos.
 j) Doxologia Final: A oração eucarística termina
com a doxologia. Esta palavra vem da língua
grega, de doxa, que significa final. A oração
termina com o grande ofertório do Corpo e do
Sangue de Cristo ao Pai. Exprime a glorificação
de Deus e é confirmada e concluída pela
aclamação do povo de Deus. O amém que
respondemos no final deveria ser o amém mais
empolgante de toda a liturgia. Por isso mesmo ele
deveria ser sempre cantando.
 Liturgia Eucarística 4 – Rito de
comunhão Inicia-se com a oração do
Pai-Nosso - Após a oração, o
sacerdote diz sozinho o embolismo
(Livrai-nos de todos os male, ò Pai e
dai-no hoje a vossa paz. Ajudados
pela vossa misericórdia, sejamos
sempre livres do pecado e protegidos
de todos os perigos, enquanto,
vivendo a esperança, aguardamos a
vida do Cristo Salvador).
 Liturgia Eucarística 5 – Rito da Paz “A Igreja implora
pela paz e a unidade para si própria e para toda a
família humana.” Todos se saúdam fraternalmente.
“É conveniente que cada um dê a paz com sobriedade
e apenas aos que estão perto de si”.

  Liturgia Eucarística 6 – Fração do pão O gesto da fração,
praticado por Cristo na última Ceia, e que serviu para
designar, nos tempos apostólicos, toda ação eucarística,
significa que os fiéis, apesar de muitos, se tornam um só
Corpo, pela Comunhão do mesmo pão da vida que é Cristo,
morto e ressuscitado pela salvação do mundo (1 Cor 10, 17)
Agnus Dei (cordeiro de Deus) - Para acompanhar o rito da
fração do pão, pode-se repetir essa invocação quantas vezes
for necessário, terminando sempre com as palavras Dai-nos a
Paz. A seguir o Sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico
que será recebido na comuhão, e convida-os a ceia de Cristo.
 Liturgia Eucarística 7 – Comunhão “Portanto,
qualquer que comer este pão, ou beber o cálice
do Senhor indignamente, será culpado do corpo e
do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem
a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste
cálice. Porque o que come e bebe indignamente,
come e bebe para sua própria condenação, não
discernindo o corpo do Senhor” (I Coríntios
11:27-29). .
 Podemos perguntar o que significa participar do
pão e do cálice “indignamente”. Pode significar
ignorar o verdadeiro significado do pão e do cálice,
e se esquecer do tremendo preço que nosso
Salvador pagou por nossa salvação. Ou pode
significar permitir que a cerimônia se torne um
ritual morto e formal, ou vir à Mesa com pecado
não-confessado. Para guardar a instrução de Paulo,
cada um deve examinar a si mesmo antes de comer
do pão e beber do cálice, em observância ao aviso
 Liturgia Eucarística 8 – Oração depois da
comunhão O sacerdote, implora os frutos do
mistério celebrado. Conclui-se então a Liturgia
Eucarística
 Ritos Finais 1 - Avisos 2 - Saudação e bênção do
sacerdote 3 - Despedida da assembléia 4 - Beijo
no altar por parte do sacerdote. 5 – Procissão para
a sacristia.
Referencias
 BÍBLIA. Português. A Bíblia de Jerusalém.
Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus,
2002.

 Instrução Geral do Missal Romano e Introdução


ao Lecionário. Edições CNBB.

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