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Prevenção e estimulação da linguagem oral e escrita: O fazer

fonoaudiológico junto a criança que não apresenta dificuldade de


aprendizagem.
Geovane kubiaki Babireski
Ana Paula Duca
Claudia Maria Sedrez Gonzaga

Bruna Cristina Ianze


Dayane Maciel dos Santos
Geovana finco da Silva
Jucelia Garcias da Silva
Karine Mello Pin
kelim Cristina Hubner Bittencourt

Professora Giovana Romero Paula


16-09-2021
INTRODUÇÃO

Estudar sobre a aquisição da linguagem oral e escrita é um desafio e, maior ainda, é pensar como o

fonoaudiólogo pode trabalhar de uma forma ampla em um ambiente escolar. O fazer pedagógico e o

fazer fonoaudiológico juntos formam a parceria perfeita tanto na prevenção como na remediação.


O material de pesquisa foi a revista Comunicar, ligada ao Conselho Federal de Fonoaudiologia. A

analise foi feita entre as edições 48 a 70, que compreendem o período de janeiro de 2011 a junho de

2016. Dentro dessas edições buscou responder as seguintes perguntas: como é a atuação da

fonoaudiologia no desenvolvimento e aquisição de linguagem, oral e escrita, em crianças que não

apresentam distúrbios? De que forma o fonoaudiólogo, dentro de seu campo especifico de

conhecimento, pode intervir para uma melhoria do ensino-aprendizagem de crianças sem distúrbios?
FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

 O conselho federal de Fonoaudiologia (CFFa) criou em 2002 um documento


oficial que considera o Fonoaudiólogo um profissional da área da saúde, além
disso, a atuação pode ser autônoma e independente nos setores publico e privado.
 Além de ter atuação clínica, empresarial, escolar (escola especial e regular),
hospitalar, dentre outros. estes campos de atuação vêm ampliando com o
desenvolvimento dessa ciência.
 A atuação do fonoaudiólogo no ambiente escolar tem por objetivo a troca de
conhecimentos entre fonoaudiólogos e profissionais que atuam na escola,
apresentando estratégias e subsídios aos professores, melhorando e prevenindo o
potencial infantil, gerando condições essências que propiciam, por sua vez o
desenvolvimento satisfatório da criança.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Para Chevrie-Muller e Nardona a aquisição da linguagem é um
passo além da aquisição de linguagem oral, em todos os
sentidos, pois apresenta uma decodificação dos sons em
grafemas.
Já para Vygosky apresenta uma das teorias de aprendizagem
mais estudas que postula sobre a aquisição de linguagem oral,
sendo uma forma de comunicação, a capacidade intelectual,
pois é a partir desse momento a criança expressa sua
inteligência em códigos fonológicos.
VYGOTSKY E A AQUISIÇÃO DE
LINGUAGEM
Conforme foi mencionado que a linguagem oral se dá no cortex
temporal esquerdo, mais precisamente na fissura perissilviana, e,
que a ZDI se encaixa na presente pesquisa, pois é com a relação
ao nível potencial que a criança adquire a linguagem escrita.
 É perceber toda a complexidade que envolve o mundo e ser capaz
de decodificá-lo através da interiorização, uma codificação interna
que a criança faz de uma ação externa pela qual ela será capaz de
transformar a linguagem oral em símbolos e signos.
VYGOTSKY E A AQUISIÇÃO DE
LINGUAGEM
 Ele ainda coloca organiza sua teoria em três grandes campos que
podemos classificar como:
 Processos sociais;
 Instrumentos e signos

 Método genético-experimental.
 Ou seja, e quando o ato de pensar se relaciona com o ato de
falar e a criaça consegue se expressar oralmente no seu
ambiente e com o mundo, se tem aí um fato de suma
importancia para o seu desenvolvimeto.
A FONOAUDIOLOGIA E O PROCESSO
DE AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM
 A linguagem é um processo mental que ocorre no córtex cerebral.
Para isso são ativadas inúmeras áreas do cérebro, entre elas, a área
de Wernicke e área de Broca, que codificam no córtex secundário as
informações auditivas e as projeções motoras, respectivamente.
 Mas para a leitura e linguagem escrita é preciso primeiro a ativação
da área visual primária (no lobo occi- pital).
A FONOAUDIOLOGIA E O PROCESSO
DE AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM
Na Fonoaudiologia a aquisição da linguagem escrita possui
uma interação que visa compreender o desenvolvimento desse
processo por meio de uma interação da consciência fonológica
e a decodificação desses em símbolos gráficos. E isso requer
do aluno uma compreensão do movimento articulatório dos
fonemas e como esses ganham um significado gráfico dentro
da língua.
METODOLOGIA

 O estudo busca problematizar o fazer fonoaudiológico, por meio da


analise da revista comunicar ligada ao conselho federal de
fonoaudiologia.
 Trata-se de uma revisão de literatura que teve a seguinte pergunta
norteadora: Como o fonoaudiologia pode auxiliar na aquisição e no
desenvolvimento de linguagem oral e escrita em crianças sem
alterações?
 Após a pergunta norteadora foram realizadas as definições dos
descritores, ou seja a busca na literatura, categorização dos estudos,
avaliação e interpretação dos estudos incluídos na revisão.
METODOLOGIA

 A investigação começou pelo site do Conselho Federal de Fonoaudiologia


(CFF) por publicações que tivessem relação com o tema da aquisição da
linguagem escrita. Foram selecionadas longitudinalmente as publicações
da revista do CFFa, a Comunicar, que possui publicações semestrais.

 Foram selecionados os últimos cinco anos de publicações, de janeiro de


2011 a junho de 2016, foram analisadas 23 edições da revista, da edição
48- 70.

 A revista tem publicações desde 2003 e tem por finalidade mostrar o que
os conselhos regionais desenvolvem de atividades e pesquisa e como o
CFF vem desenvolvendo seu trabalho.
RESULTADO E DISCUSSÃO

 Foi possível registrar os seguintes resultados: houve 17 edições, o


que corresponde a 73,9%, que apresentaram algum tema relacionado
á educação, isso somente reforça o carácter da própria especialidade
que é ligada a área da saúde, mas também da educação.
 Destacaram-se entre as publicações: Sete edições, do total de 23
(30,4%), apresentam temas relacionados entre educação e deficiência
ou distúrbios e o trabalho da fonoaudiologia nesse campo. Quatro
edições, do total de 23 (17,3%). Tem artigos com temas relacionados
a esta pesquisa, ou seja, a atuação da fonoaudiologia com indivíduos
sem distúrbios.
CONCLUSÃO

 Após a busca na revista Comunicar do Conselho Federal de


Fonoaudiologia, do ano de 2011 a 2016 com 23 edições, sobre o tema do
fazer do fonoaudiólogo na escola, foi possível compreender que os artigos
publicados referem muito mais pesquisas no âmbito das dificuldades e
distúrbios de aprendizagem, do que na prevenção e estimulação da
linguagem oral e escrita.
 O papel do artigo foi mostrar a necessidade de um maior número de
pesquisas sobre prevenção e estimulação da linguagem oral e escrita que é
um fazer do fonoaudiólogo e a importância que a Fonoaudiologia tem no
desenvolvimento da linguagem de indivíduos sem distúrbios e deficiências,
pois é essa a ciência que primordialmente estuda a comunicação humana.
REFERÊNCIAS
BACHA, SMC; OSÓRIO, AM do N. Fonoaudiologia & Educação: uma revisão da prática
histórica. Rev CEFAC, São Paulo, v.6, n.2, 215-21, abr-jun, 2004.
CHEVRIE-MULLER, C; NARBONA, J. A linguagem da criança: aspectos normais e
patológicos. 2ª Ed. Porto Alegre: Artemed, 2005.

CORREA, J; MACLEAN, M. O desenvolvimento da consciência fonológica e o aprendi- zado da


leitura e da escrita durante a alfabetização. In: LAMPRETCH, R. (org.) Aquisição de
Linguagem: estudos recentes no Brasil. Porto alegre: EDIPUCRS, 2011. P. 129-144.

CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA. Exercício profissional do fono- audiólogo.


Brasília (DF); 2002.

MATURANA, RH. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Hori- zonte: Ed.
UFMG, 1998.

MARCOLINO, J; ZABOROSKI, AP; OLIVEIRA, JP de. Perspectivas atuais em Fo-


noaudiologia: refletindo sobre ações na comunidade. São José dos Campos: Pulso, 2010.
REFERÊNCIAS

MOREIRA, MA. Teorias de Aprendizagem. São Paulo: EPU, 1999.

NAVAS, ALGP; SANTOS, MTM dos. Aquisição e Desenvolvimento da Leitura e da Es- crita.
In: FERNANDES, FDM; MENDES, BCA; NAVAS, ALGP. (org.). Tratado e Fonoau-
diologia. 2ª Ed. São Paulo: Roca, 2009.

OLIVEIRA RT, ZABOROSKI AP, OLIVEIRA JP, BOUGO GC. Assessoria Fonoaudiológica
na Educação Infantil. Rev Conexão. UEPG. 2010; 1(6):78-83.

VIGOSKY, LS. A Formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos


superiores. 7ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

VIGOSKY, LS. Pensamento e Linguagem. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

ZORZI, J. Falando e escrevendo: desenvolvimento e distúrbios de linguagem oral e escrita.


Curitiba: Editora Melo, 2010.
Perguntas
1. Qual é o objetivo do artigo: Prevenção e estimulação da linguagem oral e escrita: o fazer
fonoaudiológico junto a criança que não apresenta dificuldade de aprendizagem?
RESPOSTA: O presente artigo tem como objetivo revisar as produções científicas acerca do
trabalho do fonoaudiólogo na educação, relacionado a estimulação e prevenção na linguagem
oral e escrita em crianças sem dificuldade de aprendizagem, pois é essa a ciência que
primordialmente estuda a comunicação humana.

2. Segundo o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), quem é o profissional


Fonoaudiólogo no que ele atua?
RESPOSTA: Considera o Fonoaudiólogo um profissional da área da Saúde, além disso, a
atuação pode ser autônoma e independente nos setores público e privado. É responsável pela
promoção de saúde, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e
aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, função
vestibular, linguagem oral e escrita, voz, fluência, articulação da fala, sistema miofuncional
orofacial, cervical e deglutição. Pode também exercer suas atividades de ensino, pesquisa e
administrativa, além de ter atuação clínica, empresarial, escolar (escola especial e regular),
hospitalar, dentre outros.
Perguntas
3. Durante a explicação do artigo faz-se menção a Vygotsky e a sua teoria da Zona de Desenvolvimento Proximal
(ZDI), no que ela consiste?

RESPOSTA: A Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDI), se refere a uma distância entre o que a criança aprende
(nível atual) e o que ela pode aprender (nível potencial). A ZDI pode ser entendida como a zona potencial de
aprendizagem. Ou seja, o caminho entre esses dois pontos que ela pode se desenvolver mentalmente por meio da
interação e da troca de experiências. 

4. Como ocorre o processo de aquisição da linguagem escrita para Zorzi (2010, pg.86)?

RESPOSTA: Para chegar ao nível alfabético de escrita, a criança precisa compreender o que é letra e seu valor
sonoro. Isso envolve conhecimentos em termos de consciência fonológica e segmentação da palavra em
unidades fonêmicas, de modo a permitir a identificação dos sons que compõem as palavras e sua
correspondência com as letras que podem escrevê-los.

5 . Após o estudo realizado, qual foi o resultado encontrado?

RESPOSTA: Foi possível compreender que os artigos publicados referem muito mais a pesquisas no âmbito
das dificuldades e distúrbios de aprendizagem, do que na prevenção e estimulação da linguagem oral e escrita.

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