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TÓPICOS

INTEGRADORES
Direito Penal
Prof.º. Edigardo Neto
Tópicos Integradores
Princípio da insignificância (ou da criminalidade de bagatela)
• origem: o princípio da insignificância surge inicialmente no
Direito Romano com o braço “de minimus non curat
praetor”, buscando traduzir a ideia de que os tribunais não
devem cuidar de questões de pouca importância;
• nesta época o princípio estava restrito ao direito privado;
• incorporação ao Direito Penal: na década de 1.970 (cerca de
cinquenta anos atrás) tal princípio surge com as ideias do
alemão Claus Roxin buscando sustentar o funcionalismo penal
como sistema penal – nessa nova linha de pensamento o autor
alemão traz o princípio da insignificância;
Tópicos Integradores
• Segundo Roxin o Direito Penal não deve se ocupar de
condutas insignificantes – condutas incapazes de lesar ou
colocar em risco de lesão bens jurídicos protegidos pela
norma penal;
• Finalidade: mais do que um princípio, a insignificância é uma
medida de política criminal que busca promover uma
interpretação restritiva da lei penal – ele reduz o campo de
alcance da norma penal e limita o poder punitivo do estado;
• Natureza jurídica: causa supralegal de exclusão da tipicidade –
é uma causa não prevista expressamente em lei que exclui o
primeiro substrato do crime (fato atípico por exclusão da
tipicidade);
Tópicos Integradores
REQUISITOS DA APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA:
• requisitos objetivos: dizem respeito ao fato praticado;
• mínima ofensividade da conduta;
• ausência de periculosidade social da ação ;
• reduzido grau de reprovabilidade do comportamento;
• inexpressividade da lesão jurídica provocada;
• requisitos subjetivos: dizem respeito ao agente e vítima
do fato praticado;
Tópicos Integradores
VALORAÇÃO PELA AUTORIDADE POLICIAL:
• o entendimento do STJ é de que o princípio da
insignificância somente pode ser aplicado pelo Poder
Judiciário (nesse sentido: STJ, HC 154.949)  há
reserva de jurisdição na aplicação do princípio30;
• há também o entendimento de que o delegado de
polícia tem poder para aplicação do princípio da
insignificância - posição mais técnica, visto que o fato
é atípico (não há crime);
Tópicos Integradores
APLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: tal
princípio é aplicável a todos os crimes que com ele seja
compatível, sendo incorreta a visão de que ele seria aplicável
apenas nos crimes patrimoniais29;
• regra geral - não há um valor exato a pautar a aplicação do
princípio da insignificância, devendo ser analisados os
requisitos objetivos e subjetivos previstos na tabela acima;
• exceções - em alguns casos não se aplica tal princípio,
podendo citar como exemplos:
• crimes contra a vida;
• crimes contra a dignidade sexual;
• crimes praticados com violência e grave ameaça à pessoa;

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