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APORTE TERMICO

FLAVIO
FLAVIO BONATO,
BONATO, LUCAS
LUCAS BOZZA
BOZZA
Sumário
1. INTRODUÇÃO
O aporte térmico – também chamado de 'heat input' ou ‘entrada de calor’ - pode ser definido como
"a energia fornecida pelo arco de solda à peça de trabalho, que é transformada em calor". Na prática,
entretanto, o aporte pode ser caracterizado como a razão entre a potência do arco fornecida ao
eletrodo e a velocidade de deslocamento do arco.
2. CALCULO APORTE TERMICO
Para calculá-lo, você pode utilizar a equação abaixo:

Onde consideramos:
H: aporte de calor (J/mm)

V: tensão aplicada (V)


I: corrente elétrica (A)

v: velocidade de soldagem (mm/s)

n: eficiência térmica da soldagem (%)


EFEITOS APORTE TERMICO
 A característica mais importante do aporte térmico é que ele governa as taxas de resfriamento nas soldas e, portanto, afeta a microestrutura do
metal de solda e da zona afetada pelo calor. Uma mudança na microestrutura afeta diretamente as propriedades mecânicas das soldas. Portanto,
o controle de entrada de calor é muito importante na soldagem a arco elétrico em termos de controle de qualidade.
 Muitas especificações exigem a medição e o controle do aporte térmico durante o processo de qualificação do procedimento. Algumas delas têm
o aporte térmico como uma variável essencial suplementar, ou seja, você só precisa controlá-lo se o design de seu produto exigir propriedades
mínimas de impacto definidas. Já outras especificações não o definem como uma variável essencial específica, mas exigem que você controle a
base do aporte térmico e sua relação com a tensão, corrente e velocidade de deslocamento.
 O pensamento fundamental por trás da importância do aporte térmico na soldagem é que, à medida que este aporte térmico aumenta, a taxa de
resfriamento da solda é reduzida.
 Com uma taxa de resfriamento reduzida, a maioria dos materiais exibirá maior quantidade e tamanho de grãos, que resulta em propriedades
mecânicas alteradas, principalmente na tenacidade do material – produzindo uma microestrutura mais fraca, com menos propriedades efetivas. O
aço inoxidável, por exemplo, se torna menos resistente à corrosão. Além disso, há maior propensão de trincas a frio e maiores zonas
termicamente afetadas no metal base.
 Por outro lado, o baixo aporte térmico – causado por uma velocidade de deslocamento excessiva, por exemplo – também tem seus prejuízos. O
cordão se solidificará muito rapidamente, resultando em uma estrutura de grãos não refinada e falhas potenciais na penetração.
CONTROLE DO HEAT INPUT
Para possuir um melhor controle sobre o aporte térmico e suas variáveis, recomenda-se o pré-aquecimento para
diminuir a taxa de resfriamento e a zona termicamente afetada, prevenindo a formação e microestruturas
indesejadas como a martensítica (solução sólida de carbono e ferro).
O pré-aquecimento também atua evitando que materiais presentes na superfície do material acabem se
depositando na junta de solda, causando porosidade ou aumentando o potencial de trincas. Por fim, ele ajuda a
reduzir a quantidade de tensões residuais no metal e na junta de solda, o que pode eliminar a necessidade de
tratamento térmico pós-soldagem em algumas aplicações.
Podemos concluir que, embora nem sempre seja uma variável prioritária, o aporte térmico afeta diretamente
toda a qualidade da junta soldada. Cruzar os limites de valores mínimos e máximos podem causar diversos
problemas, levando à necessidade de retrabalho. Manter a soldagem dentro dos parâmetros garantirá as
propriedades mecânicas dos materiais envolvidos.
Caso você tenha dúvidas, pode contar com o auxílio da equipe técnica da Aventa. Estamos sempre a disposição
para oferecer soluções aos processos de nossos clientes, bem como oferecer treinamentos e capacitações para
colaboradores envolvidos.

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