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ELEMENTOS DE

MÁQUINAS - APOIO
Guias

PARA QUE SERVE UM GUIA???


Mancais de deslizamento
Quais a principal função dos mancais
de deslizamento?

A principal função dos mancais de


deslizamento, existentes em máquinas
e equipamentos, é servir de apoio e Os mancais de deslizamento são
guia para os eixos girantes. elementos de máquinas sujeitos
às forças de atrito. Tais forças
surgem devido à rotação dos
eixos que exercem cargas nos
alojamentos dos mancais que os
contêm.
Mancais de deslizamento
Quais os principais cuidados afim de
aumentar a vida dos mancais de
deslizamento?

Sendo elementos de máquinas sujeitos às forças de atrito, os mancais


de deslizamento deverão apresentar um sistema de lubrificação
eficiente. Lembremos que as forças de atrito geram desgastes e calor e,
no caso dos mancais de deslizamento, opõem-se, também, ao
deslocamento dos eixos.
Mancais de deslizamento
É importante que o projeto de construção dos mancais de deslizamento
contemple a facilidade de desmontagem e troca de equipamentos.
Mancais de deslizamento
ALINHAMENTO

Colocar o eixo sobre o mancal e fazer o eixo girar para que se possa
observar as marcas provocadas pelo eixo contra o mancal. Quando os
mancais estiverem alinhados, as marcas deverão ser uniformes.
Mancais de deslizamento
ALINHAMENTO

Comparar o alinhamento do mancal com um eixo padrão, controlando o


paralelismo com calibradores e o alinhamento horizontal com um nível de
precisão.
Mancais de deslizamento
CONTROLE DE FOLGA

O controle da folga entre o mancal e o eixo é feito com uma lâmina


calibrada verificadora de folgas.
Mancais de deslizamento
VANTAGEM vs DESVANTAGEM

VANTAGENS DESVANTAGENS
São simples de montar e desmontar. Produzem altas temperaturas em serviço.

Adaptam-se facilmente às circunstâncias. Provocam desgastes em buchas e eixos


devido às deficiências de lubrificação.

Apresentam formatos de construção Provocam perda de rendimento devido ao


variados atrito.
Não permitem desalinhamentos

Exigem constantes lubrificações.


Mancais de Rolamento
ROLAMENTO FIXO DE UMA CARREIRA DE ESFERAS

É o mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais


e pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações
mais elevadas.
Mancais de Rolamento
ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR DE UMA CARREIRA DE ESFERAS

Admite cargas axiais somente em um sentido e deve


sempre ser montado contra outro rolamento que possa
receber a carga axial no sentido contrário
Mancais de Rolamento
ROLAMENTO AUTOCOMPENSADOR DE ESFERAS

É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista


esférica no anel externo, o que lhe confere a
propriedade de ajustagem angular, ou seja, de
compensar possíveis desalinhamentos ou flexões do
eixo.
Mancais de Rolamento
ROLAMENTO DE ROLO CILÍNDRICO

É apropriado para cargas radiais elevadas.


Mancais de Rolamento
ROLAMENTO AUTOCOMPENSADOR DE UMA CARREIRA DE ROLOS

Seu emprego é particularmente indicado para


construções em que se exige uma grande capacidade
para suportar carga radial e a compensação de falhas de
alinhamento.
Mancais de Rolamento
ROLAMENTO AUTOCOMPENSADOR DE DUAS CARREIRAS DE ROLOS

É um rolamento adequado aos mais pesados serviços.


Os rolos são de grande diâmetro e comprimento. Devido
ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas, existe uma
distribuição uniforme da carga.
Mancais de Rolamento
ROLAMENTO DE ROLOS CÔNICOS

Além de cargas radiais, os rolamentos de rolos cônicos


também suportam cargas axiais em um sentido.
Mancais de Rolamento
ROLAMENTO AXIAL DE ESFERA

Ambos os tipos de rolamento axial de esfera (escora


simples escora simples e escora simples escora dupla)
escora dupla admitem elevadas cargas axiais, porém,
não podem ser submetidos a cargas radiais. Para que as
esferas sejam guiadas firmemente em suas pistas, é
necessária a atuação permanente de uma carga axial
mínima.
Mancais de Rolamento
ROLAMENTO AXIAL AUTOCOMPENSADOR DE ROLOS

Possui grande capacidade de carga axial devido à


disposição inclinada dos rolos. Também pode suportar
consideráveis cargas radiais. A pista esférica do anel da
caixa confere ao rolamento a propriedade de
alinhamento angular, compensando possíveis
desalinhamentos ou flexões do eixo
Mancais de Rolamento
ROLAMENTO DE AGULHA

Possui uma seção transversal muito fina em comparação


com os rolamentos de rolos comuns. É utilizado
especialmente quando o espaço radial é limitado
Mancais de Rolamento
PROTEÇÃO OU BLINDAGEM

As designações Z e RS são colocadas à direita do número


que identifica os rolamentos. Quando acompanhados do
número 2 indicam proteção de ambos os lados.
Mancais de Rolamento
CUIDADOS

MONTAGEM:
 Verificar se as dimensões do eixo e cubo estão
corretas;
 Usar o lubrificante recomendado pelo fabricante;
 Remover rebarbas;
 Para reaproveitamento do rolamento, deve-se lavá-lo
e lubrificá-lo imediatamente para evitar oxidação;
 Não usar estopa nas operações de limpeza;
 Trabalhar em ambiente livre de pó e umidade.
Mancais de Rolamento
CUIDADOS

VIBRAÇÃO
É preciso ficar atento ao excesso de vibração nos
rolamentos. Para esta verificação, usa-se um “analisador
de vibração”, na falta deste, pode utilizar um bastão de
madeira, com uma ponta próxima do rolamento e a
outra no ouvido.
Se o ruído for uniforme mas apresentar um som
metálico, é necessário lubrificar o rolamento.
Mancais de Rolamento
CUIDADOS

TEMPERATURA
A temperatura mais alta que a recomendada pelo
fabricante pode indicar a falta ou excesso de
lubrificação, sujeira, fadiga ou sobrecarga.
Mancais de Rolamento
CUIDADOS

LUBRIFICAÇÃO
Com graxa
A lubrificação deve seguir as especificações do
fabricante da máquina ou equipamento. Na troca de
graxa, é preciso limpar a engraxadeira antes de colocar
graxa nova. As tampas devem ser retiradas para limpeza.
Se as caixas dos rolamentos tiverem engraxadeiras,
deve-se retirar toda a graxa e lavar todos os
componentes.
Mancais de Rolamento
CUIDADOS

LUBRIFICAÇÃO
Com óleo
Olhar o nível do óleo e completá-lo quando for
necessário. Verificar se o respiro está limpo. Sempre que
for trocar o óleo, o óleo velho deve ser completamente
drenado e todo o conjunto lavado com o óleo novo.
Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO

PRIMEIRO DIGITO SIGNIFICADO


6 Fixo de uma carreira de esferas
7 Uma carreira de esferas de contato angular
1 Autocompensador de esferas
NU Rolos cilíndricos tipo NU (uma carreira)
NN Rolos cilíndricos tipo NU (duas carreiras)
2 Autocompensador de rolos
5 Axial de esferas
3 Rolos cônicos
Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO

Para rolamentos de uma carreira de esferas de pequenos


diâmetros (1 até 9mm) é composto de 3 dígitos.
O ultimo digito indica o diâmetro do furo
601 = Furo tem 1mm
602 = Furo tem:
608 = Furo tem:
Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO

Acima de 9mm temos rolamentos com furo fixo, contendo 4


dígitos, a regra é fixa!

xx00 = Furo tem 10mm


xx01 = Furo tem 12mm
xx02 = Furo tem 15mm
Xx03 = Furo tem 17mm
Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO

Para diâmetros dos furos acima de 20mm, Os dois últimos


dígitos NÚMERICOS, ao multiplicar pela constante 5,
encontrará o diâmetro do furo
Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO icos
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Do e tra
L

08 x 5= 40mm
Obs.: 08 não é igual a 0,8
Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO

100mm

Uma carreira de esferas de contato angular


Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO

30mm

Autocompensador de esferas
Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO

(Exemplo 4) NU 3 1 8 M CM (Exemplo 7) 2 4 0 /1000 M K30 E4 C3

(Exemplo 5) NN 3 0 1 7 K CC1 P4

(Exemplo 6) 5 1215
Mancais de Rolamento
IDENTIFICAÇÃO

Para diâmetros dos furos acima de 480mm, acrescenta-se uma


barra (/)
• Pode-se afirmar que os rolamentos de
esferas são usados para cargas leves ou
• Pode-se
médias, afirmar
e os que os rolamentos
rolamentos de rolos de
para
esferas são usados para cargas leves ou
cargas médias
médias, e osourolamentos
pesadas.de rolos para
cargas médias ou pesadas.
• O comportamento do rolamento pode ser
verificado pelo tato e pela audição. Para
checar o processo
• Pode-se de giro,
afirmar que faz-se girar
os rolamentos de o
esferas são usados para cargas leves ou
rolamento
médias, lentamente com de
e os rolamentos a mão. Esse
rolos para
cargas médias ou pesadas.
procedimento permitirá constatar se o
movimento é produzido com esforço ou
não, e se ele ocorre de modo uniforme e
desigual.
• Na verificação pela audição, faz-se funcionar o
rolamento com um número de rotações reduzido.
Se o operador ouvir um som raspante, como um
zumbido, é porque as pistas do rolamento estão
sujas; se o som ouvido for estrepitoso, a pista
apresenta danos ou descascamento; se o som
ouvido for metálico, tipo silvo, é sinal de pequena
folga ou falta de lubrificação.
• Além dos ruídos, outro fator a ser observado nos
rolamentos é a temperatura. Se a temperatura
estiver mais alta que o normal ou sofrer
constantes variações, isto significa que há algum
problema no rolamento.
• lubrificação deficiente;
• lubrificação em excesso;
• presença de sujeiras;
• excesso de carga;
• folga interna muito pequena;
• início de desgastes;
• rolamento “preso” axialmente;
• excesso de pressão nos
retentores;
• calor proveniente de fonte
externa.
Rolamento
• Desmontagem de interferência no eixo
co
m
Rolamento

• Desmontagem de interferência na caixa


co
m
Rolamento

• Desmontagem de interferência na caixa


co
m
• A montagem de rolamentos deve pautar-se
nos seguintes princípios:
– escolher o método correto de montagem;
– observar as regras de limpeza do rolamento;

– limpar o local da montagem


que deverá estar seco;
– selecionar as ferramentas adequadas que deverão
estar em perfeitas condições de uso;
– inspecionar cuidadosamente os componentes que
posicionarão os rolamentos;
• A montagem de rolamentos deve pautar-se nos
seguintes princípios:
– remover as rebarbas e efetuar a limpeza do eixo e encostos;

– verificar a precisão de forma e dimensões dos assentos do eixo


e da caixa;
– verificar os retentores e trocar aqueles que estão danificados;

– retirar o rolamento novo - em caso de substituição - da sua


embalagem original somente na hora da montagem. A
embalagem apresenta um protetor antiferruginoso.
• É necessário conhecer a origem das falhas para
melhor preveni-las. Um fator de absoluta
importância, pois, é raro que o rolamento seja
posto em risco por si só devido a uma falha
prematura.
• Lubrificação não adaptada (70%):
– Uma má lubrificação ou não adaptada, reduz fortemente a
duração de vida do rolamento. A escolha do lubrificante, o
método, a quantidade a ser introduzida (nem demais, nem
de menos) e a freqüência de controle.
• Montagem incorreta (10%):
– A montagem de um rolamento em uma máquina é uma
etapa chave que vai determinar sua duração de vida. Má
elaboração dos órgãos receptores: eixo e alojamentos fora
de tolerância, mau acesso do lubrificante, desalinhamento.
Essa deterioração pode se manifestar pelo barulho anormal
e vai produzir em curto prazo uma fadiga das superfícies do
rolamento. Para evitar estes desgastes temos produtos que
proporcionam uma montagem adequada. ace
• Poluição (18%):
– O meio ambiente no qual evoluem os rolamentos está
frequentemente muito poluído. De elementos que
reduzem muito a duração de vida dos rolamentos, como
poeira, detergentes, cavacos e etc. O cuidado com a
poluição em contato na manutenção deve ser observado.
• Fadiga (2%):
– Os rolamentos são pontos estratégicos e são por definição
peças de fadiga. As exigências sofridas pelas superfícies
dos rolamentos criam em maior ou menor tempo
degradações de superfície por descamação. Métodos de
controle podem ser utilizados para agir desde os primeiros
sinais de fraqueza e organizar as operações de
manutenção apropriadas.

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