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Acadêmicos:

Chiarleia Oliveira Hevellyn Batista


João Victor Diniz Maria Amanda
Matheus Vieira Rennan David
Thalyson Pablo Vavá Medeiros
Whelen Carvalho
COMPONENTES DA FLEXIBILIZAÇÃO I I

Patologia L

Perirradicular
O

S
&

S
I

Prof. Patrícia Oliveira U

E
I

A
Patologia Perirradicular

A lesão perirradicular, muitas


vezes, pode ser considerada
uma sequela da cárie. Uma vez
não tratada, a cárie pode
resultar em inflamação pulpar

Dentistaembh.com
Respostas dos Tecidos Perirradiculares à
agressão Bacteriana

A intensidade da agressão bacteriana depende do número de microrganismos patogênicos e do seu


grau de virulência.
Esses fatores, dependendo da resistência do hospedeiro, pode estimular o desenvolvimento de uma
resposta inflamatória aguda, com a ocorrência da periodontite apical aguda ou do abscesso, ou crônica,
com formação de granuloma, cisto ou abcesso perirradicular crônico, com consequente destruição
óssea.

Lopes & Siqueira


Respostas dos Tecidos Perirradiculares à
agressão Bacteriana

Lopes & Siqueira


Periodontite apical aguda

A periodontite apical aguda (PAA , também chamada de pericementite apical


aguda, é uma inflamação do compartimento periodontal apical consequente de
injúrias física, química ou bacterianas. Tais injúrias podem ser decorrentes de
traumas (injúria física) ou agentes etiológicos que podem chegar ao periodonto
apical via canal radicular através do forame apical.
Características Histopatológicas

• hiperemia
• presença de um infiltrado inflamatório no ligamento periodontal
•fibras colágenas podem estar dilaceradas, como resultado do edema formado.
Diagnóstico

Sinais e sintomas Achados radiográficos


•Dor intensa, espontânea e localizada Espessamento do ELP apical
•Sensibilidade ao toque
•Sensação de dente “crescido”

Testes pulpares e perirradiculares


•Testes pulpares são negativos
•Percussão: positiva
Palpação: sensibilidade ou não

Lopes & Siqueira


Tratamento

•Eliminação do agente agressor


•Alívio oclusal
•Analgésico-antiinflamatório
Abscesso Periapical Agudo

Neutrófilos P M N Não elimina o


Agressão bacteriana
e macrófago agente agressor

O processo agudo, geralmente, não dura mais


de 72 a 96 horas, sendo bastante eficaz na
redução da agressão bacteriana,
Características Histopatológicas

- Verifica-se a presença de
reação localizada
intensa,
adjacente ao foramee apical;
- As fibras periodontais podem
encontrar-se dilaceradas pelo
edema intenso.

Lopes & Siqueira


Diagnóstico

Sinais e sintomas Inspeção


Dor espontânea, pulsátil, lancinante e Verifica-se tumefação intra e/ou extraoral, flutuante ou não, o que
localizada. Pode ou não apresentar dependerá do estágio de evolução do abscesso. E m determinados
evidências de envolvimento sistêmico, casos, verifica-se a presença de mobilidade e ligeira extrusão dentária
como linfadenite regional, febre e mal-
estar

Testes pulpares e perirradiculares


Os testes pulpares apresentam resultados
negativ os, uma vez que a polpa enc ontra- se
necrosada;
P erc ussão: este teste apresenta resultado
positivo;
Palpação: o resultado geralmente é positivo.

Lopes &
Achados Radiográficos

O abscesso pode se
desenvolver de duas maneiras:
1)Pela agudização de um
granulom a ou
cisto preexistente;
2)Como extensão direta da
necrose e da infecção pulpar.
endo-e.com
Vias de Disseminação

Caso o abscesso não for tratado


adequadamente, podem ocorrer
sérias consequências, podendo
ocasionar uma septicemia e
assim provocando uma angina,
em que há disseminação de
microorganismos nocivos através
dos sistemas linfático e arterial,
quadro este que pode levar o
paciente à morte. Lopes & Siqueira
Tratamento

• Incisão e Drenagem do exudato purulento acumulado na região;

• Quando está em fase de evolução é muito comum que o pus não


saia, desse modo indica-se a realização de bochechos com água
morna e aplicação de gelo na região inflamada da face.

• Prescrição de analgésicos e antibióticos;

• Remoção da causa.
Lopes & Siqueira
Periodontite Apical Crônica

A periodontite apical crônica (PAC) é


uma doença com progressão lenta e
geralmente assintomáticanos tecidos
que envolve o ápice dentário. A
principal causa dessa patologia é a
presença de bactérias que infectam o
tecido pulpar levando este à necrose.

OdontoUP
Periodontite Apical Crônica

Achados Radiográficos
• Radiograficamente, a periodontite
apical crônica se apresenta com
ELP normal ou espessado.

Endo-E
Periodontite Apical Crônica

Características Histopatológicas

Se o agente agressor for


inicialmente de baixa intensidade,
a inflamação crônica no ligamento
periodontal pode se estabelecer
sem ser precedida por uma
resposta inflamatória aguda
Endo-E
Periodontite Apical Crônica Inicial

Características Histopatológicas

No ligamento periodontal adjacente


ao forame apica, observa-se a
presença de um infiltrado
inflamatório do tipo crônico.

Lopes & Siqueira


Periodontite Apical Crônica Inicial

Diagnósticos

Sinais e Sintomas
Ausente, episódio prévio de dor.

Lopes & Siqueira


Periodontite Apical Crônica Inicial

Inspeção

Verifica-se a presença de cárie profunda

Lopes & Siqueira


Periodontite Apical Crônica Inicial

Testes Pulpares

Apresentam resultados negativos,


desde que a polpa encontre-se
necrosada.

Percussão e palpação:

Também resultam em respostas


negativas. Lopes & Siqueira
Periodontite Apical Crônica Inicial

Radiografia

O ELP encontra-se normal ou espessado na radiografia.

Tratamento

O tratamento consiste na eliminação do agente agressor, por meio de


limpeza e desinfecção do sistema de canais radiculares, seguidas pela
obturação em sessão posterior à aplicação de uma medicação
intracanal. Lopes & Siqueira
GRANULOMA PERIRRADICULAR

 O granuloma e a patologia perirradicular


geralmente mais encontrada, ela é uma massa de
tecido inflamatório encontrada no ápice de um
dente desvitalizado, em resposta à presença de
bactérias ou de seus produtos tóxicos no canal
radicular e/ou tecidos apicais.

https://odontodivas.com/2017/05/granuloma-periapical.html
Características Histopatológicas

 O granuloma é constituído, basicamente, de um


infiltrado inflamatório do tipo crônico, estando
associado a elementos de reparação,
caracterizando um tecido granulomatoso que
substitui o osso reabsorvido. Envolta da lesão,
encontra-se uma cápsula composta por fibras
colágenas.
 Os corpúsculos de Russel podem ser visualizados em
algumas lesões.

https://images.app.goo.gl/2QNicPVHaiMEYYEcA
Diagnóstico
Sinais e Sintomas
Geralmente, o granuloma é assintomático. Testes Perirradiculares Percussão e
palpação: negativo. Em algumas
raras ocasiões, o paciente pode
Inspeção A causa da necrose pulpar pode ser queixar-se de ligeira sensibilidade.
aparente, sendo indicada pela presença de cárie
e/ou restauração extensa. O dente pode apresentar
escurecimento, oriundo da necrose pulpar.

Testes Pulpares Normalmente são negativos,


pelo fator que a polpa encontra-se necrosada.
Achados Radiográficos

 A radiolucidez perirradicular deve-se à reabsorção óssea,


com consequente perda de densidade do osso e substituição
por um tecido granulomatoso.

https://images.app.goo.gl/2M2SyR1d7r9xoVPX8 Lopes & Siqueira


Tratamento

https://images.app.goo.gl/ZUv2bCRgkv6Y395W7 https://images.app.goo.gl/1wgusqtMkKpeXHow9
Cisto Perirradicular

• Cavidade com material fluido ou semissólido.


• Origina-se a partir de um granuloma preexistente, cronicamente
inflamado, intraósseo no ápice de um dente sem vitalidade.
• Infecção endodôntica de longa duração.
• Nem todo granuloma progride para um cisto.
• Teste de sensibilidade negativo.
• Sinais ausentes ou esporádicos.
• Pode ter sensação de pressão.

Lopes & Siqueira


Características radiográficas

• Rarefação óssea bem definida, apresentando imagem


radiolúcida.
• De contorno arredondado ou ovalado.
• Rompimento de lâmina dura ao nível do ápice.
• Pode assumir grande diâmetro.

 Tratamento
Tratamento endodôntico com desbridamento foraminal +
medicação intracanal.
Lopes & Siqueira
Abscesso Perirradicular Crônico

Abscesso perirradicular crônico, também conhecido como periodontite


apical supurativa.
Esta patologia resulta do egresso gradual de irritantes do canal radicular
para os tecidos perirradiculares. Esta lesão também pode se originar da
cronificação do abscesso perirradicular agudo.

Lopes & Siqueira


Diagnóstico

Sinais e sintomas Inspeção


Geralmente assintomático, o Verifica-se a presença de cárie e/ou restauração extensa. Uma
abscesso crônico encontra-se fístula, ativa ou não, geralmente
associado a uma drenagem localizada ao nível da mucosa alveolar, é observada.
intermitente ou contínua por meio de
fístula, que pode ser intraoral ou
extraoral.

Testes pulpares e perirradiculares


Resultam em respostas negativas, uma vez
que a polpa encontra-se em estado de
necrose.
Percussão e palpação: geralmente
negativos, não devendo ser descartada a
hipótese de
haver uma ligeira sensibilidade em resposta
a estes testes.

Lopes &
Achados Radiográficos

Observa-se, assim como para o


granuloma e o cisto, uma área de
destruição óssea
perirradicular, indistinguível destas
outras duas entidades patológicas.

Lopes & Siqueira


Tratamento

Consiste, assim como nas outras entidades patológicas perirradiculares,


basicamente, na eliminação da fonte de irritantes situada no interior do sistema
de canais radiculares. Se o canal radicular for tratado convenientemente, a
lesão e a fístula regridem.

Lopes & Siqueira


Caso Clinico

Queixa principal paciente: Relatou dor e tumefação na região anterior da mandíbula. Dia 27 de
Abril: Foi instituída medicação antibiótica que antecedeu o ato cirúrgico administrando-se
Amoxicilina 500 mg associada à Metronidazol 250 mg, 8/8 horas, por 7 dias.
 No dia 28 de Abril de 2010 (2o dia) o mesmo retornou a clínica para a realização da drenagem
extra-oral do abcesso. A secreção purulenta foi colhida e enviada para análise microbiológica.

 Após este procedimento o local foi irrigado com soro fisiológico. Introduziu-se um dreno de
látex estéril com dimensão de 10 cm de comprimento x 1 cm de largura, até atingir a parte
óssea próxima à origem da lesão, ou seja, ápice do dente 41.

 Após a instituição do dreno foi realizada a fixação do mesmo por sutura simples.
 O paciente foi acompanhado diariamente durante 7 dias após o procedimento para avaliação,
redução do dreno e troca de curativo (figura 6).
 O resultado da cultura microbiológica foi da presença de Staphylococcus epidermidis.
 O paciente foi orientado a realização de terapia com calor úmido (20 vezes ao dia) e manutenção
da terapia medicamentosa por um período de mais 7 dias, considerando a sensibilidade do
microrganismo evidenciado.
 No dia 06 de maio de 2010 (10o dia) o dreno foi removido (figura 7).
 O paciente retornou no dia 11 de maio de 2010 (15o dia pós-drenagem) para tratamento
endodôntico do elemento dentário 41 (figura 9) , realizado em 2 sessões. Entre as sessões
(intervalo de 7 dias) foi introduzida medicação intra-canal (hidróxido de cálcio P.A. com PRP –
paramonoclorofenol + rifamicina + predinosolona). Na última sessão não foi observado exudato
no interior do canal radicular (via testes com cone de papel estéril) permitindo a obturação
(figura 9).
 Após 59 dias observou-se regressão da lesão gradual, dentro de aspectos de normalidade.
 Observada radiopacidade na porção apical, compatível a reparo ósseo pós-tratamento
endodôntico no período observada.
Qual diagnóstico?
 Diagnóstico: Abcesso periapical agudo no elemento dentário 41, decorrente de proliferação
bacteriana
Referências

LOPES , H.P., SIQUEIRA Jr,


J .F .
Endodontia . Biologia e
técnica . 4 ª ed. Rio de Janeiro :
Elsevier , 2015.

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