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INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL


Delegação Regional do Norte
Centro de Emprego e Formação Profissional do Porto

CURSO: Técnico/a de Ação Educativa


UFCD : 10652- PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
50 horas

Formadora: Elisabete Lopes


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Objetivos

❑ Reconhecer a importância de um projeto de intervenção


pedagógica.
❑ Identificar as fases de elaboração de um projeto de
intervenção pedagógica.
❑ Elaborar um projeto de intervenção pedagógica.
❑ Distinguir as várias fases do planeamento de um projeto de
intervenção pedagógica.
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Conteúdos

❑ Distinção entre: projeto e plano; projeto educativo; projeto de estabelecimento


❑ Projeto de intervenção pedagógica
❑Caracterização
❑Identificação das necessidades
❑Constituição
❑Procedimentos/estratégias
❑Estratégias de avaliação
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Conteúdos
 Pedagogia de projeto

o Caracterização do trabalho de projeto

o Fases de elaboração de um relatório de projeto

 Identificação das necessidades/constrangimentos

 Fundamentação

 Fase de preparação

 Fase de lançamento

 Fase de organização/planificação

 Fase de realização

 Fase de avaliação

 Fase de divulgação
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Conteúdos

o Meios para a concretização de um projeto, relacionados com as etapas de desenvolvimento


infantil
o Elaboração de um projeto de intervenção pedagógica
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Conteúdos
 Trabalho de projeto
o Caracterização do trabalho de projeto

 Projeto Educativo
o Caracterização do contexto

o Identificação das necessidades/constrangimentos

o Definição de prioridades e campos de atuação

o Objetivos Gerais do estabelecimento de ensino

o Estrutura Organizacional

o Metas

o Relações com a comunidade e outros parceiros

o Avaliação
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Conteúdos
 Projeto Curricular de Turma
o Caracterização da turma e dos alunos

o Identificação de problemas

o Organização do ambiente educativo

o Opções e prioridades curriculares

o Metodologia

o Objetivos

o Estratégias

o Avaliação dos processos e efeitos

o Relação com as famílias e outros parceiros


Distinção entre: projeto e plano; projeto educativo; projeto de
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estabelecimento
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Projeto

Processo dinâmico, que perfilha uma ideia de futuro, potencializa recursos


existentes e promove desenvolvimento pessoal e social.

Trabalho de projeto: Metodologia, ou abordagem pedagógica centrada em


problemas, necessidades, desejos, sonhos de aprendizes.
José Pacheco in Um compromisso ético com a Educação
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Projeto Educativo

Um Projeto Educativo é, segundo a definição de Jorge Adelino da Costa, um


«documento de caráter pedagógico que, elaborado com a participação da
comunidade educativa, estabelece a identidade da própria escola através da
adequação do quadro legal em vigor à sua situação concreta, apresenta o
modelo geral de organização e os objetivos pretendidos pela instituição e,
enquanto instrumento de gestão, é ponto de referência orientador na coerência
da ação educativa».
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Projeto Educativo

Isto é, um Projeto Educativo é um documento de orientação pedagógica que,


não podendo contrariar a legislação vigente, explicita os princípios, os
valores, as metas as estratégias através das quais a escola propõe realizar a
sua função educativa.
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Projeto Educativo

O Projeto Educativo é o primeiro grande instrumento de planeamento


da ação educativa da escola, devendo por isso, servir
permanentemente de ponto de referência e orientação na atuação de
todos os elementos da Comunidade Educativa em que a escola se
insere, em prol da formação de pessoas e cidadãos cada vez mais
cultos, autónomos, responsáveis, solidários e democraticamente
comprometidos na construção de um destino comum e de uma
sociedade melhor.
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Projeto de estabelecimento

O projeto educativo de estabelecimento/agrupamento é o instrumento


global de gestão e orientação pedagógica da organização letiva que
prevê os modos de melhorar o funcionamento e eficácia do
estabelecimento/agrupamento, promovendo a aprendizagem de todas
as crianças e alunos, apoiando o desenvolvimento profissional de
docentes e não docentes, respondendo às características da
comunidade.
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Projeto de intervenção pedagógica

O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da


Língua Portuguesa está associado a plano de realizar, à intenção. A
projeção, por ser uma ação humana, contém uma intencionalidade
marcada pela historicidade social, pela produção humana da vida
material e cultural.
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Projeto de intervenção pedagógica

O Projeto de Intervenção Pedagógica está também relacionado a essa


ideia, que significa projetar para o futuro a intencionalidade da ação
humana, neste caso, a intervenção de todos os intervenientes.

Intervenção - Conjunto de estratégias/métodos que visa prevenir,


melhorar ou solucionar.

A intervenção pedagógica é uma interferência que um


profissional,  faz sobre o processo de desenvolvimento ou
aprendizagem do sujeito, o qual no momento podem apresentar
problemas de aprendizagem.
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Projeto de intervenção pedagógica

❑Projeto que assenta em pilares


educativos/pedagógicos que parte da identificação de
necessidades e pretende contribuir para o
desenvolvimento pessoal e social dos destinatários.
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Projeto de intervenção pedagógica

o Caracterização – Grupo e Contexto

o Identificação das necessidades – Grupo e Contexto

o Constituição – Missão; Valores; Objetivos

o Procedimentos/estratégias – Como vamos concretizar os objetivos

o Estratégias de avaliação – instrumentos de avaliação (sistemática e


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1. AVALIAÇÃO
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1. AVALIAÇÃO

❑ Por outro lado, a animação sociocultural é também, uma prática social


na qual se inter-relacionam seres humanos que põem em jogo nessa
interação os seus interesses, desejos, expectativas, sonhos e problemas. e
que também se relacionam a partir dos mais diferentes papéis e posições
que desempenham na dinâmica social e nos contextos concretos de
interação.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Por outro lado, podemos definir a avaliação como sendo a recolha e


análise sistemática de todas as informações necessárias para determinar
o valor ou o mérito das ações realizadas ou em curso de realização.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Trata-se, portanto, de emitir juízos de valor, de avaliar a atribuição de


sentido às ações, processos, produtos, realidades, etc..

❑ Toda a avaliação é mais do que uma mera descrição ou análise. é


fundamentalmente, uma comparação entre “o que há” e “o que deveria
haver”.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A avaliação tem um “porquê” e um “para quê” que contextualizam e


condicionam o “quê”, o “quem”, o “como”, o “quando” e o “onde”
dessa avaliação.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A avaliação surge como a última etapa do projeto de intervenção em


animação sociocultural, no entanto, ela deve ser transversal a todas
as etapas do projeto, permitindo desta forma uma abordagem
reflexiva a cada uma das etapas da intervenção influenciar uma
eventual reformulação do respetivo planeamento (v. figuras
seguintes).
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1. AVALIAÇÃO

❑ 1. Denominação do Projeto

❑ Título do Projeto.
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1. AVALIAÇÃO

❑ 2. Natureza do Projeto

❑ Tipo de Projeto.
❑ Público-Alvo.
❑ Descrição um pouco mais ampla do que se pretende realizar do que aquela usada na denominação do
projeto.
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1. AVALIAÇÃO

❑ 3. Fundamentação

❑ Caracterização da Comunidade ou Público-Alvo. Análise social e prioridades institucionais.


❑ Conjunto das razões que justifica a sua realização: necessidades e problemas que estão na sua origem,
tendo como ponto de partida o diagnóstico da realidade. Identificação do problema de partida.
❑ Motivações pessoais.
❑ Formulação de hipóteses de intervenção centradas na identificação de aspetos críticos e oportunidades
decorrentes da realização de uma determinada ação, num determinado contexto e direcionada a um
público específico.
❑ Fundamentação teórica (conceitos e metodologia).
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1. AVALIAÇÃO

❑ 4. Metas ou Objetivos Gerais

❑ Para que finalidades (sociais, educativas, culturais...) contribuirá a consecução dos objetivos do Projeto?
Até onde queremos ir? Quanto queremos fazer? Para que se faz? É dizer, indicar o destino do projeto ou
as finalidades que se pretendem alcançar com a sua realização.
❑ As metas refletem a primeira prioridade do projeto.
❑ As metas são normalmente definidas como objetivos gerais: o que o projeto ou a organização alcançarão
se o projeto tiver 100% de sucesso.
❑ Define o porquê da existência do projeto, os seus propósitos e a razão de existir ou missão.
❑ Quaisquer que sejam as atividades que decidamos fazer, quaisquer que sejam as metodologias
selecionadas, tudo deve ser compatível com as metas escolhidas. As metas não podem ser alteradas
durante o projeto, pois isso implicaria alterar o projeto por completo!
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1. AVALIAÇÃO

❑ 5. Localização Física

❑ A localização de um projeto consiste em determinar a área onde se instalará ou integrará. esta localização
faz-se a dois níveis:

o MACRO LOCALIZAÇÃO: isto é, a localização geográfica do projeto dentro de uma área: Região,
concelho, freguesia, bairro…
o MICRO LOCALIZAÇÃO: identificando dentro de um conjunto menor, como uma Instituição, rua,
uma casa ou prédio, o local onde se desenvolverá o projeto.
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1. AVALIAÇÃO

❑ 6. Planificação das Atividades

Atividades Fases/ Equipa Técnica Objetivos Recursos Custos Calendarização Monitorização


Tarefas: Específicos/ Necessários
  Resultados
Esperados

Designação 1.            
   
1.            
 
1.            
 
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1. AVALIAÇÃO

❑ 7. Avaliação

❑ A avaliação final pode ser descrita como o processo de reunir informação e de estabelecer critérios que
levem a:

o Uma avaliação do que foi alcançado.


o Uma explicação de como tudo aconteceu.
o Um melhor planeamento de projetos futuros.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A avaliação final de um projeto deve incluir:

o Os resultados alcançados.
o Os objetivos alcançados.
o A gestão financeira.
o O impacto na organização.
o O processo.
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1. AVALIAÇÃO

PLANEAMENTO

AVALIAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO
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1. AVALIAÇÃO

Existem quatro considerações prévias que devem ser tidas em conta antes de iniciar qualquer processo de
avaliação no âmbito da animação sociocultural:
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1. AVALIAÇÃO

❑ Uma primeira característica que define a animação sociocultural é a heterogeneidade dos programas de
animação, em termos de objetivos, âmbitos, atividades, tempo ou participantes. Isto significa que as
atitudes de avaliação a aplicar terão de ser implementadas atendendo à especificidade concreta do
programa ou à realidade que se deseja avaliar.

❑ Cada processo avaliador é singular, original, ajustado à realidade em que se implementa.


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1. AVALIAÇÃO

❑ Uma segunda característica que deve estruturar os processos de avaliação em animação sociocultural é
a flexibilidade.

❑ A realidade social – onde se desenvolve a intervenção – é móvel, mutável, dinâmica e complexa.


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1. AVALIAÇÃO

❑ Qualquer atitude avaliadora deve estar aberta à mudança, á adaptação, ao


ajustamento e às transformações efetuadas na realidade.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A animação produz-se entre pessoas que constroem, diariamente, as


realidades que vivem e estas realidades não são estáticas, mas
dinâmicas.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Só atitudes avaliadoras que ofereçam vias alternativas para alcançar


os objetivos propostos e que disponham de muitos pontos de decisão
para optar por técnicas e metodologias que possam adaptar-se ao “aqui
e agora” da situação avaliada, permitem enfrentar o dinamismo
essencial dos processos de animação e da própria realidade social.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Uma terceira característica deriva da função educativa da animação sociocultural, e tem a ver com a
passagem de funções e técnicas do animador para a comunidade.

❑ Se o objetivo final for que a coletividade seja autónoma na planificação, gestão e avaliação dos seus
próprios projetos, também deve ser para os avaliar.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Isto requer que o processo de avaliação em animação sociocultural se


transforme num processo de ensino-aprendizagem.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A quarta característica nasce dessa mesma atitude: o grupo ou comunidade deve participar ativamente
na conceção e execução da avaliação, pois só desta forma se promove, verdadeiramente, a sua autonomia
e gerar-se-á, ao mesmo tempo, uma nova cultura que contemple a avaliação como um processo desejável
e necessário á transformação que se espera realizar nas dinâmicas sociais.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Se considerarmos a avaliação nesta perspetiva integrada, isto é, aquele


processo no qual a comunidade participa ativamente, podemos considerara
as seguintes funções da avaliação em projetos de animação sociocultural:
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1. AVALIAÇÃO

o Comparação entre as diferentes perceções e valorações previstas sobre a realidade e as posteriores à


avaliação.
o Rigor e sistematismo na abordagem das problemáticas pessoais e grupais.
o Aperfeiçoamento da capacidade de tomar decisões e assumir riscos.
o Aquisição e aprendizagem de metodologias, técnicas e instrumentos.
o Relativização de perceções pessoais sobre a realidade.
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1. AVALIAÇÃO

o Melhor aproveitamento dos recursos pessoais e do ambiente circundante.


o Aprendizagem de dinâmicas interativas.
o Consciência e aperfeiçoamento da inclusão no grupo e no ambiente circundante.
o Responsabilização pessoal e grupal nas problemáticas do grupo e do ambiente circundante.
o Motivação para as ações ou projetos do grupo ou da comunidade.
o Função genérica de maturação grupal.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Contudo, e em particular do modo como ele é concebido nos domínios


da investigação e intervenção social, a avaliação assume um conjunto
de princípios orientadores que marcam a sua especificidade:
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1. AVALIAÇÃO

o Privilegiar-se a exploração de dados qualitativos, tendo em vista uma análise mais social do que
económica ou política dos impactos conseguidos.
o Se a medição da adequação real dos impactos conseguidos aos objetivos inicialmente propostos é
importante, importa igualmente um questionamento sobre o sentido da ação, integrando o inesperado e
conferindo-lhe importância.
o Ao contrário do controlo, que procura decompor analiticamente a realidade em elementos distintos, a
avaliação clarifica os sistemas de inter-relação de uma realidade social.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A avaliação é um trabalho de imaginação, com a construção de


referentes e indicadores não estandardizados.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Ainda que com o recurso a procedimentos de base quantitativa (análise


estatística de correlações, análise multivariada, análise de dados
estruturais, procedimentos experimentais), é fundamental o
desenvolvimento de uma análise de carácter qualitativo, baseada em
grelhas de análise e indicadores especificamente adequados à realidade
que se pretende avaliar.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A avaliação é permanente e interna ao programa, não renunciando


eventualmente ao recurso a peritos externos, desenvolvida em paralelo
com a função de intervenção.

❑ É um processo cumulativo e sempre parcial, uma construção que se vai


desenvolvendo ao longo do processo de implementação.
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1. AVALIAÇÃO

❑ O dispositivo de avaliação é essencialmente democrático, centrado sobre a expressão de todas as partes


em presença, com as suas diferenças, contradições, conflitos, alianças. Poderá conduzir a significações
contraditórias face a uma mesma realidade, impondo uma negociação entre as partes envolvidas.

❑ A avaliação é um processo de “aprendizagem e de cognição”, uma aquisição de competências e


experiências que se vão integrando na dinâmica da ação, estimulando a reflexão e a criatividade de todos
os intervenientes.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Sob uma mesma designação, e assumindo referenciais genéricos comuns,


podem distinguir-se várias formas de prática avaliativa,
desempenhando papéis e funções distintas entre si.

❑ Sem que haja um consenso na classificação dessas práticas avaliativas,


salientam-se aqui três tipologias que, obedecendo a critérios diferentes, se
complementam.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Avaliação externa e avaliação interna

❑ O grau de aproximação e participação do avaliador ou equipa de avaliação por relação à Acão a avaliar
marca a distinção entre o carácter interno ou externo dessa mesma.

❑ Assim, processa-se uma avaliação externa (ou heteroavaliação) quando esta é levada a cabo por pessoas
que não participam diretamente na atividade avaliada, realizada por pessoas com competência técnica e
científica, reforçando uma capacidade de visão globalizante do programa e da ação.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Contudo, assumem-se alguns riscos e resistências ao nível da possibilidade de conflitos de interesses


entre equipas, de um carácter demasiado “teórico” da avaliação, de dificuldades de acesso à informação
ou de uma confusão entre avaliação de um programa e avaliação dos indivíduos que nele participam.

❑ Ao contrário da avaliação externa, a avaliação interna é executada por pessoas que integram as
organizações ou grupos avaliados e/ou estreitamente associadas à ação que é objeto do processo
avaliativo.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Avaliação ex-ante, avaliação formativa e avaliação ex-post

❑ Independentemente da divisão entre a avaliação interna e externa, outra distinção se pode operar entre
práticas avaliativas, tendo como tónica diferenciadora os distintos momentos ("espaço de vida") de um
projeto em que ocorrem.

❑ Aplicada no início de um programa de intervenção, a avaliação ex-ante, igualmente designada por


avaliação diagnóstico, desenha o inventário das necessidades, dos beneficiários e dos recursos
disponíveis. É um tipo de avaliação essencialmente descritivo, de planificação.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Ao inverso, a avaliação ex-post é aplicada no fim de um programa ou


após a sua conclusão.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Tem como objetivo fundamental estabelecer se uma ação produziu os resultados ou efeitos esperados.

❑ A uma corrente tradicional, privilegiadora de uma prática próxima do controlo, baseada em


procedimentos experimentais e análises de base estatística, tem-se vindo a substituir uma abordagem que
integre igualmente a componente qualitativa, capaz de uma maior aproximação entre o avaliador e os
intervenientes.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A avaliação formativa ocorre durante o desenrolar do programa,


interessando-se não só pela eficácia e eficiência dos mesmos, mas
igualmente pela metodologia desenvolvida.
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1. AVALIAÇÃO

❑ A componente de formação de competências assume um papel


relevante, procurando-se que os resultados e conclusões obtidos sejam
integrados na ação e que contribuam para a melhoria da eficácia e
competência dos atores envolvidos.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Avaliação de desenho e conceptualização, avaliação de processo,


avaliação de eficácia e eficiência

❑ Podendo definir-se um projeto de intervenção como constituído por uma organização que utiliza certas
estratégias, com o objetivo de modificar um contexto particular, espera-se que a avaliação percorra cada
um destes elementos.

❑ Desenvolvem-se assim três categorias de procedimentos avaliativos.


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1. AVALIAÇÃO

❑ A avaliação de desenho e conceptualização do projeto reporta-se fundamentalmente ao modelo de


organização implementado, julgando-lhe a pertinência formal e potencial em aspetos como o modelo de
planificação e gestão ou a participação e sistema de autoavaliação.

❑ A avaliação de processo acompanha o modo de funcionamento tanto no global como em aspetos


pontuais. São objeto de apreciação as estratégias desencadeadas e o seu modo de operacionalização.
Finalmente, a avaliação de eficácia e eficiência (igualmente designada por avaliação de impacto), reporta-
se aos resultados obtidos na modificação do contexto em causa.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Decompõe-se em dois níveis fundamentais: a avaliação da eficiência ou rentabilidade económica, que se


centra na análise custo-benefício.

❑ E a análise da eficácia, medindo as distâncias entre os objetivos afixados e os objetivos atingidos:


mudanças efetivamente ocorridas, perceção dos laços entre a intervenção e os resultados produzidos,
definição dos obstáculos ao sucesso.
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1. AVALIAÇÃO

❑ As tendências mais recentes têm procurado um alargamento desta análise


de eficácia a aspetos como a avaliação dos efeitos sobre as categorias que
não são beneficiários diretos de um programa ou a avaliação dos possíveis
efeitos nefastos da intervenção, e não apenas dos efeitos positivos ou
ausência de efeitos.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Qualquer avaliação deve verificar se as seguintes questões são verdadeiras:

o As atividades do projeto seguiram o plano previsto.


o Os resultados foram atingidos.
o O propósito do projeto foi atingido.
o O projeto contribuiu para a concretização do objetivo geral.
o Os resultados do projeto e a concretização do propósito são sustentáveis.
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1. AVALIAÇÃO

❑ Exemplo de grelha de
avaliação para um projeto:
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1. AVALIAÇÃO

❑ Entre os principais critérios de avaliação de um projeto de animação sociocultural, na ótica de


aferir o seu impacto face ao problema previamente identificado na comunidade, podermos agrupá-
los em três ordens diferentes:

o Critérios de identidade.
o Critérios de participação.
o Critérios de comunicação interativa.
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1. AVALIAÇÃO

 
CRITÉRIOS DE IDENTIDADE
 
∙ Que objetivos do projetos eram conhecidos pelos agentes sociais?
∙ Que objetivos do projeto foram aceites pelos agentes sociais?
∙ Os objetivos do projeto foram cumpridos pelos agentes sociais?
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1. AVALIAÇÃO
 
CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO
 
∙ Participação dos agentes sociais nas diferentes atividades
∙ Participação em ações de expressão da opinião pessoal
∙ Participação em atividades de debate
∙ Participação nos diferentes momentos de tomada de decisão
∙ Participação em ações de execução dos acordos ou conclusões
∙ Participação em atividades que supõem trabalho cooperativo
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1. AVALIAÇÃO

 
CRITÉRIOS DE COMUNICAÇÃO INTERACTIVA
 
∙ Existência de redes descentralizadas para a comunicação interativa
∙ Sentimento de sentir-se escutado e apreciado
∙ Elaboração de textos de autoria coletiva
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1. AVALIAÇÃO

❑ Uma vez elaborado o critério que permita a obtenção de dados observáveis


e mesuráveis é necessário realizar uma formulação operativa da pergunta de
forma a permitir-nos, com a resposta, obter o dado que pretendemos.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

2.1. Reformulação das hipóteses de trabalho, dos objetivos e das ações


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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ A partir da análise de necessidades sabemos porque é que o projeto é importante. Corresponde a uma
tentativa de resposta adequada às necessidades percebidas.

❑ Nesse sentido, o estabelecimento de objetivos é um momento fulcral da intervenção. A formulação dos


objetivos deve ser simples, clara, e devem ser evitadas repetições.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Num plano de “intervenção comunitária” não devemos


esquecer que “tudo diz respeito a todos”, daí que é essencial
envolver todos os grupos, instituições (formais e não formais)
que terão sempre uma palavra a dizer ou uma ação a
desenvolver sobre algo que lhes diz respeito e contribui para a
prossecução dos objetivos.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ No entanto, a sua aproximação ao projeto pode ter graus diferenciados, daí advindo a necessidade de
definir claramente a supervisão e coordenação do projeto como forma de promover a clareza de
processos, a motivação constante e a clarificação de competências.

❑ Sem avaliação sistemática das tarefas não é possível “ler” o trabalho realizado, não sendo possível agir
retroativamente nem reformular as ações. Só é possível estabelecer estratégias adequadas se se puder
avaliar o trabalho realizado. O tipo de avaliação preconizado deverá estar em perfeita sintonia com o
estilo de ações e com a filosofia do projeto.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Entre os fatores a decidir encontram-se os seguintes

o Como se verificam os objetivos e ações.


o Que instrumentos se utilizam e com que frequência.
o Quem é avaliado.
o Quem avalia.
o Como serão conhecidos e utilizados os resultados são os elementos pertinentes a que o projeto tem de
atender.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ A reformulação de objetivos torna-se necessária quando se verifica que


os objetivos previamente alcançados: ou não foram atingidos, ou foram
incorretamente formulados.

❑ Em qualquer uma destas situações exige-se a adoção de uma metodologia


rigorosa de formulação de objetivos, de forma a conduzir que o projeto,
de uma segunda vez, alcance as expectativas inicialmente previstas.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ É importante salientar, em primeira análise, que devemos formular


dois tipos fundamentais de objetivos, distintos embora
interdependentes:

o O objetivo geral.
o Os objetivos específicos.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ O Objetivo Geral (OG) do projeto diz respeito à grande mudança que se pretende atingir, deve responder
à questão: para que é que vamos fazer o projeto, o que pretendemos atingir a longo prazo? O OG reflete a
prioridade do projeto, define o seu propósito e razão de existir.

❑ A lógica de construção de objetivos que apresentamos segue o princípio do desdobramento.


❑ Assim, os OG são apresentados como um guarda-chuva para os Objetivos Específicos (OE).
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Na sua formulação, para além da grande mudança proposta, o OG


deve indicar o grupo-alvo a quem se dirige o projeto e área
geográfica de intervenção.

❑ Não é necessário a este nível indicar datas, ou tipos de atividades a


desenvolver.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Se não dispomos objetivamente de dados anteriores ao início projeto,


recolhidos de forma idêntica ou comparável à recolha que faremos
aquando da nossa avaliação, torna-se arriscado propor um aumento que
não temos condições de comprovar.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Alcançáveis

❑ Os objetivos não devem ser inatingíveis, naturalmente. Devem ser


realistas.

❑ Possíveis de realizar num contexto, num período de tempo e em


condições determinados.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Este atributo dos OE tenta corrigir ou restringir os impulsos de entusiasmo de quem se dedica de coração
a estes projetos e quer “mudar o mundo num minuto”...

❑ No entanto, os objetivos também não devem ser tão facilmente alcançáveis que não estimulem a
mudança, a transformação. por outras palavras, que não respondam de forma ambiciosa às necessidades e
aos problemas que estão na base da intervenção.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Quanto à dimensão ALCANÇÁVEL significa que a concretização


OE é uma proposta realista, atendendo às condições em que se
desenvolve a intervenção.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Relevantes

❑ Parece novamente, desnecessário indicar como uma característica dos objetivos específicos que estes
sejam relevantes. E, no entanto...

❑ A verdade é que muitas vezes somos levados à formulação de objetivos a partir das nossas ideias pré-
concebidas do que serão as atividades dos projetos, dos resultados que estas possam deve de facto referir-
se apenas a um aspeto, a uma dimensão, a uma parte do projeto.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Na realidade, para que cada OE seja específico (do dicionário: “esmiuçar, dizer separadamente,
individualizar) importa propor apenas UMA mudança. A lógica que procuramos é a do desdobramento do
OG em OE.

❑ Por outro lado, OE que refiram por exemplo a “promoção de competências pessoais e sociais” parecem
pouco específicos. A que competências se referem? A expressão “competências pessoais e/ou sociais” é
um saco amplo onde cabe muita coisa.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Se pensarmos no exemplo de uma viagem, num OE procuramos aquele


afunilar que faz diferença entre dizer “Vamos para a América do Sul”, ou
“Vamos até à Argentina”.

❑ Num outro exemplo, é mais específico um objetivo que se refere aos


“jovens dos 16 aos 24 anos da nossa freguesia” do que um objetivo que se
refere, genericamente, aos “nossos jovens”.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Mensuráveis

❑ É uma preocupação constante, na formulação de objetivos específicos, a forma de os medir. Como


aferiremos, depois, se este objetivo foi ou não cumprido, e em que medida?

❑ A dimensão de MENSURABILIDADE remete para a possibilidade de medir.


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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Voltamos a relembrar que qualquer intervenção se propõe operar uma


MUDANÇA sobre determinado aspeto da realidade, verificável através
dos EFEITOS DA INTERVENÇÃO.

❑ A dimensão da MENSURABILIDADE levanta-nos duas questões:


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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ 1ª Podemos avaliar as alterações sobre o aspeto em que queremos intervir? Noutras palavras: É possível
verificar se alcançámos o efeito que pretendíamos com a intervenção?

❑ 2ª Em que medida aconteceu a mudança? Esta sim é a questão que remete para o nº ou % de beneficiários
afetados.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ De nada serve pensar na % ou quantidade de beneficiários envolvidos quando o OE propõe por exemplo
“aumentar o sentimento de pertença” se não pensámos em formas de aceder à expressão do sentimento de
pertença.

❑ Outra pista a ter em conta na formulação dos OE é a “Regra dos 6 Qs”. Na realidade apenas 4 das
questões começam com essa letra, as outras duas, no entanto, agrupam-se na categoria de questões que
devem ficar claras a partir da leitura de um OE.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ A resposta a estas questões ajuda a concretizar as duas primeiras dimensões SMART.

o O QUÊ? (aquilo que se pretende alcançar).


o QUANTO? (a medida em que se pretende alcançar).
o QUEM? (referência ao grupo-alvo).
o QUANDO? (à semelhança do que tínhamos já referido em relação à necessidade de delimitar o tempo
para a concretização do objetivo).
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ E ainda:

o COMO? (é possível verificar o cumprimento do objetivo).


o ONDE? (a que lugar se refere a intervenção).
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Voltando ao princípio do desdobramento que temos vindo a seguir, recordamos que a partir do OG,
identificado como a grande mudança que pretendemos atingir, propomos a decomposição em OE.

❑ Na mesma sequência, a partir de cada OE pensamos num conjunto de atividades que procurem garantir a
sua concretização.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Os objetivos são diferentes das atividades.

❑ Os objetivos representam aquilo que se deseja alcançar com o projeto.


As atividades dizem respeito a COMO os objetivos serão atingidos,
correspondem à ESTRATÉGIA ou MEIO para atingir os objetivos.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Voltando ao exemplo das viagens, se o objetivo for chegar à Argentina a atividade pode ser uma viagem
de barco, ou uma viagem de avião. Todas as atividades devem estar orientadas para alcançar um ou mais
objetivos e todos os objetivos devem ser reconhecíveis direta ou indiretamente a partir de uma ou mais
atividades.

❑ Sem querer, desvirtuamos assim a importância e a relevância dos objetivos específicos. Recordemo-nos
que eles devem derivar dos objetivos gerais, das necessidades associadas ao projeto, e devem portanto ser
formulados de maneira a poder responder diretamente a estas.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ É neste sentido que se mede a relevância do OE. Se o OE contribui, efetiva e diretamente, para a
execução do OG, então é relevante.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Delimitado no Tempo

❑ Por mais difícil (e às vezes inútil) que esta tarefa nos possa parecer, os
OE devem sempre ser delimitados no tempo.

❑ Aquilo que muitas vezes sucede, é que, ao definirmos os objetivos,


sabemos que muitos fatores, dispersos no tempo, vão contribuir para
alcançar esse objetivo.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Outras vezes, parece-nos que a execução de um determinado objetivo não


é propriamente enquadrável num tempo delimitado. por exemplo
“promover a autonomia das crianças no seu processo de crescimento”.

❑ Num caso como este, não é a delimitação do tempo o problema, é o


próprio OE que não está bem formulado. não é suficientemente
específico. Esta característica dos OE permite-nos também, portanto,
verificar a consistência das anteriores.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Quanto à dimensão de DELIMITAÇÃO NO TEMPO, gostaríamos de reforçar que o que se pretende é


que a formulação refira o intervalo de tempo em que se espera alcançar o OE.

❑ Encontrámos nos exercícios algumas confusões com a referência ao tempo em que decorrerão as
atividades. Este tipo de informação é desnecessário, no contexto da formulação de objetivos, devendo ser
remetido para o cronograma das atividades.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

2.2. Conceção de novos projetos de intervenção sociocultural


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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ A avaliação tem como objetivo principal a tomada de decisão sobre a prática, em concreto o que
poderíamos designar como a ação transformadora da realidade. A partir dessa análise permanente, a
avaliação analisa a realidade, valoriza opções de transformação e melhora a tomada de decisões de
continuidade. Sem a tomada de decisão não há processo avaliativo.

❑ Mas essa tomada de decisão tem como objetivo a otimização do processo de ação, isto é, a introdução de
melhoras significativas para os distintos agentes intervenientes.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Se um sistema de intervenção conseguir obter dados do desenvolvimento da ação e dos seus efeitos e for
capaz de os incorporar no processo de tomada de decisões, significa que consegue reestruturar,
permanentemente, a ação para adequar cada vez mais ao problema que se quer resolver e conseguir a
máxima eficácia e eficiência na intervenção.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Neste sentido, a avaliação efetuada sobre os resultados de um


determinado projeto podem implicar a necessidade de conceber
novos projetos derivados do primeiro, se essa solução se revelar
capaz para dar uma melhor resposta às problemáticas
fundamentais que estiveram na origem do primeiro projeto.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Metodologia do projeto
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ O Projeto

❑ A palavra projeto deriva do latim “projectu” que significa lançado,


relacionando-se com o verbo latino “projectare” que se poderá traduzir por
lançar para diante.

❑ A partir desta raiz latina, a palavra projeto pode ter vários sentidos: ‘plano
para a realização de um ato. desígnio, tenção. redação provisória de uma
medida qualquer. esboço.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Em qualquer circunstância, podemos referir que “projeto” encerra um conceito ligado à previsão de algo
a que queremos dar forma. No entanto, tal como os vários sentidos do termo, também o seu conteúdo
pode ser alvo de confusões e indefinições.

❑ A elaboração de qualquer projeto pressupõe um processo que tem como referências um ponto de partida
(situação que se pretende modificar), um ponto de chegada (uma ideia do que se pretende modificar) e a
previsão do processo de “construção” (o “como” fazer).
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ A realização de um projeto exige, na escola como na vida pessoal ou social, que este se precise através
da elaboração de planos que estabelecem quem faz o quê, quando e quais os recursos necessários.

❑ O plano de um projeto deverá prever a quem são os intervenientes, como se organizam, as estratégias de
ação a desenvolver, os recursos necessários, bem como as atividades que permitam concretizar o projeto.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

Dado que o projeto se centra no desenvolvimento de um processo, existem três características que o
distinguem de um plano, a ver:
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

o Flexibilidade: o projeto vai-se concretizando através de uma evolução que pode não ser inteiramente
prevista. A sua flexibilidade permite a sua adaptação e adequação constante.
o Contexto específico de desenvolvimento: o sentido de um projeto decorre do contexto específico em
que se desenvolve. O projeto tem uma dimensão temporal que articula passado, presente e futuro, num
processo evolutivo que se vai construindo.
o Empenhamento do grupo: porque corresponde a um desejo, intenção ou interesse, o projeto é alvo
de uma carga emotiva (empenhamento e compromisso do grupo) que o distingue da mera realização
do plano.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Nenhum projeto de EC deve iniciar-se sem definir com


algum rigor a sua área de ação/intervenção, quer seja
espacial quer seja sectorial.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ O primeiro passo consiste em definir e conhecer o local e o ambiente, para tal, é conveniente reunir um
conjunto de informações disponibilizadas quer pelo próprio grupo alvo, quer através do levantamento
informativo em livros, fotografias e outros documentos que possam ajudar a explicar as características da
área.

❑ “Posicionar” um projeto é fundamental para que este seja entendido e apreciado corretamente.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Uma tabela bem organizada pode ajudar a comprimir muitas informações básicas, e da organização desta
informação depende a fiabilidade e qualidade do processo comunicativo intra e inter parceiros.

❑ Por outro lado, a organização adequada da informação permite identificar e discernir o conhecimento
oficial do conhecimento local, que, por vezes, é desajustado e incoerente, sendo o conhecimento local,
normalmente, mais próximo da realidade social.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ A organização da Informação deve ser cultivada desde o início do


projeto de forma a evitar uma sobrecarga de atividade e uma
complexidade desnecessária.

❑ Por outro lado, a existência e a manutenção de arquivos claros e


concretos permite-lhe, posteriormente, “contar a história” do seu
projeto.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Elaborar um Projeto

❑ Como referido, o levantamento de problemas e necessidades que


precisem de uma ação integrada e de carácter comunitário terá de ser
baseada numa muito eficaz recolha de dados e informação sobre a
área (geográfica e sectorial).
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ De um modo geral, a planificação de “gabinete” parte de estudos,


inquéritos, planeamentos logísticos e muitas vezes “esquece” a ligação
dos problemas entre si, os desejos da comunidade, as suas próprias
prioridades e os contextos em que estas necessidades são expressas.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Numa comunidade, perante um conjunto de problemas, haverá, por parte do planificador, uma opção
baseada sobretudo nos recursos disponíveis, na dimensão do problema e na viabilidade da solução. No
entanto, é fundamental que ele ausculte os grupos sociais sobre as expectativas ou problemas por eles
considerados mais prementes.

❑ Ao estabelecer prioridades considerar-se-á os problemas e eventuais ações de forma sistemática,


evidenciando as relações e os efeitos de um problema sobre os outros.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Identificar os Problemas

❑ É fundamental rever e discutir os dados apresentados no “caderno” para


identificar os problemas mais prementes.

❑ Para cada problema é necessário identificar os grupos etários mais afetados.


os dados que indicam a existência efetiva de um problema e os recursos
disponíveis para a sua resolução.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Depois do levantamento mais ou menos exaustivo dos problemas deverá elaborar-se uma lista de
prioridade (p.ex.:1 = muito prioritário), através da utilização de critérios como:

o Dimensão do problema,
o Viabilidade da solução,
o Situação quanto às prioridades de financiamento,
o Outros.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Após o preenchimento da grelha, deverá discutir-se se os problemas detetados a priori pela equipa do
projeto correspondem à apreciação feita inicialmente pelo grupo.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Após esta primeira fase, é fundamental estudar exaustivamente as condições desejáveis para cada uma
das situações refletindo sobre os resultados esperados.

❑ Após a seleção de um problema, tendo em conta que esta escolha deverá respeitar as expectativas da
comunidade, procede-se ao levantamento de um conjunto de ações, distinguindo as estratégias desejáveis
das exequíveis.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Definir objetivos

❑ Como já referimos anteriormente, a definição de objetivos de um projeto é a


forma mais eficaz de promover planos de ação adequados, específicos e
orientados para a resolução de problemas.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Numa primeira fase é fundamental listar a as condições da situação atual, como referido na identificação
dos problemas.

❑ Posteriormente discute-se e define-se as “condições desejáveis” (após reflexão sobre as condições, os


recursos e os apoios da comunidade) e estabelece-se um cronograma para atingir os resultados
(normalmente entre 3 a 5 anos).
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Identificar e selecionar ações para atingir os objetivos

❑ Um bom exercício poderá ser o “brainstorming” de ideias, após o


qual se fará uma seleção, bem como uma associação se for caso
disso, aperfeiçoando os conceitos que estão por detrás das boas ideias
e focalizá-las diretamente nas condições da zona de intervenção.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Estabelecer posteriormente um sumário conciso por cada uma das ações selecionadas e registá-lo é um
passo importante para a seleção das melhores (e mais adequadas) ações.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ De um modo geral o trabalho de planificação peca por excesso de objetivos, por vezes irrealistas, ou por
objetivos demasiado vagos e de difícil operacionalização e avaliação, para além disto, muitos dos
objetivos pressupõem ideias isoladamente, sem terem em conta a integração das ações.

❑ Cada uma das ações anteriormente descritas deverá ser subdividida em tarefas que possam ser atribuídas
a alguém ou a algum grupo para sua execução.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ O tempo necessário para a sua realização deverá também ser


registado, bem como a definição de intervenientes deve definir as
funções específicas a desempenhar e as competências necessárias.

❑ A clareza e especificidade dos objetivos, a identificação de tarefas e


a sua pertinente atribuição a pessoas ou grupos facilitam a eficácia
do processo e a verificação dos resultados.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Metodologias preferenciais

❑ Visando assegurar a unidade entre metodologia e prática (em que a última é sempre fonte do
conhecimento) são procedimentos metodológicos preferenciais a observação/participação militante.

❑ O postulado fundamental da Educação Comunitária é a necessidade de realizar uma síntese entre o estudo
do processo de mudança social e a participação nesse mesmo processo.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Ao mesmo tempo observador e militante o pesquisador terá como objetivo fazer avançar a luta do grupo
social rumo ao objetivo proposto (de mudança).

❑ Outra metodologia fundamental é o seminário, concebido como contexto teórico no qual se faz a
reflexão crítica sobre a prática. Nesse sentido as questões discutidas no seminário serão os problemas
concretos e as práticas da vida e a experiência quotidiana dos participantes.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ O papel do animador ou coordenador do seminário é o de


assegurar a existência de um contexto que propicie ao
grupo uma reflexão crítica, ligada à prática, de forma a
tentar estabelecer relações entre consequências e causas e
entre fenómenos parciais e específicos e a realidade
global.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Preparação dos planos de trabalho

❑ É conveniente subdividir cada ação selecionada em tarefas isoladas que possam ser atribuídas a alguém
(ou algum grupo) para a sua execução.

❑ É importante definir um calendário para a realização das tarefas (exemplo: usar uma linha (-----) para
indicar a duração das tarefas e um X para as tarefas pontuais.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ O Orçamento ou a questão do “Quanto custa?”

❑ Muitas vezes as análises e a reflexão sobre custos e benefícios poderão


infletir políticas de ação e melhorar a organização de recursos
financeiros.

❑ Com frequência a única maneira de convencer autoridades, organismos


financeiros ou mesmo as populações é mostrar que é “melhor, embora
caro” e “mais barato a longo prazo”.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Aos custos dos bens, serviços e ações tradicionais deverão acrescentar-se


indicadores como sejam o desgaste dos equipamentos, gastos de
deslocação, formação da equipa, despesas de “marketing”,
autofinanciamento, tempos de adaptação das pessoas ao processo, etc.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ O orçamento é legitimado pelos serviços que o projeto presta à comunidade e pela grandeza dos
problemas que ajuda a resolver.

❑ Os custos/benefício e os custos/eficácia são fundamentais para a exequibilidade e continuidade do


projeto.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Elaboração de um Orçamento

o Da lista de tarefas, identificar e listar todos os itens de custos.


o Para cada um deles, calcular um custo (utilizando “padrões de unidade de custo”).
o Depois de todos os itens orçamentados, conclui-se o orçamento global, assinalando os itens que
podem ser cobertos por recursos existentes.
o Definir itens principais e sintetizar o orçamento pelas rubricas principais.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

❑ Como conclusão, fica o registo que a dinâmica decorrente da realização de projetos pertinentes, a
possibilidade da participação dos indivíduos (grupo-alvo) e a adequação dos resultados às práticas
quotidianas, com a natural promoção de mudanças positivas, alargará o interesse, a curiosidade e a
participação das comunidades o que possibilita o surgimento de outros projetos que poderão ser
encadeados ao longo de um período de tempo maior.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

Seguidamente, e em jeito de síntese, apresenta-se um exemplo de grelha a preencher na etapa de reformulação


de um projeto de intervenção sociocultural, juntamente com a descrição dos respetivos indicadores:
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

Lógica de Indicadores Objetivamente Fontes de comprovação Pressupostos importantes


intervenção comprováveis

❑ Planificação do projeto Objetivo geral para o Indicadores para a prossecução (12)


qual o proj. deverá do objetivo geral
contribuir (9)
(1)

Objetivo específico Indicadores que demonstrem que (13) Para a prossecução do


(2) atingimos o objetivo específico objetivo geral
(10) (8)

Resultados Indicadores que comprovam a (14) Para alcançar o objetivo


(3) obtenção dos resultados específico
(11) (7)

Atividades Especificação de custos/ recursos (16) Para alcançar os resultados


(4) para cada atividade (6)
(15)
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

o (1) Objetivo geral, para o qual o projeto deverá contribuir: formular o objetivo geral, tendo em
consideração os resultados da análise dos objetivos.

o (2) Objetivo específico: contribui para a prossecução do objetivo geral e identifica o que vamos fazer
no projeto.

o (3) Resultados: identificar quais os resultados (em quantidade e qualidade) que têm que ser obtidos
para alcançar o efeito esperado (objetivo específico).

o (4) Atividades: atividades a executar/ implementar, para se obterem os resultados definidos.


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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

o (5) Pressupostos importantes ou fatores externos: que são necessários para o início das
atividades.

o (6) Pressupostos importantes ou fatores externos, não influenciáveis pelo projeto, que têm de
ocorrer ao nível das atividades para a obtenção dos resultados.

o (7) Pressupostos importantes ou fatores externos, não influenciável pelo projeto, que têm de
ocorrer ao nível dos resultados para a obtenção do objetivo do projeto.

o (8) Pressupostos importantes ou fatores externos, não influenciáveis pelo projeto, que têm de
ocorrer ao nível do objetivo específico para a obtenção do objetivo geral.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

o (9) Indicadores de prossecução do objetivo geral.

o (10) Indicadores que demonstram que o objetivo específico foi atingido.

o (11) Indicadores que comprovam a obtenção dos resultados qualitativos e quantitativos.

o (12) Fontes de comprovação dos indicadores (relatórios/ documentos elaborados pela


Organização ou provenientes de outras fontes) do objetivo geral.
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2. REFORMULAÇÃO DA INTERVENÇÃO

o (13) Fontes de comprovação dos indicadores (relatórios/ documentos elaborados pela ONG ou
provenientes de outras fontes) do objetivo específico.

o (14) Fontes de comprovação dos indicadores (relatórios/ documentos elaborados pela ONG ou
provenientes de outras fontes) dos resultados.

o (15) Especificação de custos e recursos essenciais à implementação das atividades.

o (16) Documentos que comprovam os custos e recursos despendidos.


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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO


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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

COMUNIDADE
❑ O relatório de avaliação final de um projeto de
animação deve ser elaborado tendo em conta os
destinatários.
DIRIGENTES TÉCNICOS
RELATÓRIO
❑ O relatório pode ser dirigido a diferentes DE
AVALIAÇÃO
destinatários: DO PROJETO

PÚBLICO-ALVO INSTITUIÇÕES
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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

❑ O formato e a linguagem devem ser adequados aos destinatários,


devendo ser programado em função das necessidades destes.
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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

❑ Se o relatório for dirigido a um público-alvo com baixo nível de instrução, deverá ser utilizada uma
linguagem mais simples, não correndo o risco de entrar numa linguagem técnica e hermética que as
pessoas não vão compreender.

❑ Pelo contrário, se for dirigido a um técnico, a linguagem utilizada deverá ter um cariz técnico.
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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

❑ Se o relatório for dirigido a chefias, deverá possuir uma estrutura que permita rapidamente fornecer as
conclusões da avaliação, uma vez que, raramente lêem o relatório completo. Uma pergunta que se impõe
antes de iniciar um relatório de avaliação é: quem vai ler?

❑ Salvaguardando as devidas adaptações que sejam necessárias elaborar, em termos técnicos, poder-se-á
apresentar um modelo geral para um relatório de avaliação.
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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

❑ O formato-padrão para a elaboração de um relatório de avaliação deve


ser entendido como uma base de trabalho e de orientação, podendo ser
omissas algumas partes e inseridas outras consideradas pertinentes.
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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

o Capa: deve conter o título e o nome do projeto, as organizações responsáveis pela implementação, a
data e o local e, se aplicável, os logótipos da instituição financiadora.

o Primeira página (página de rosto): repete a informação da capa e, adicionalmente, outra informação
de relevo, como por exemplo, os contactos dos proponentes, o nome do(s) autore(s), etc.

o Índice: o índice de cada item presente no relatório e respetiva paginação.


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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

o Sumário executivo: deve ser escrito de forma cuidada, clara e objetiva, na medida em que será a
única parte lida por muitos decisores. De forma sintética e objetiva, numa página, deve fornecer-se
uma ideia global do projeto: o que correu bem, o que correu mal, recomendações acerca da sua
continuação, etc. Não necessita de utilizar uma linguagem excessivamente técnica.

o Breve descrição da área de intervenção: neste ponto esboça-se um enquadramento teórico da área
de intervenção central ao projeto (por exemplo: social, cultural, educativa, etc.)

o Breve história de projetos e intervenções anteriores: apresentam-se aqui estudos elaborados


anteriormente sobre a mesma temática, junto do mesmo público-alvo, e de que modo as conclusões
destes ajudam a construir os propósitos do presente projeto.
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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

o Descrição do enquadramento institucional: descreve-se o enquadramento das instituições onde terá


lugar a execução prática do projeto.

o Análise das necessidades detetadas: fundamentação das necessidades detetadas na comunidade que
conduziram à decisão de elaborar um projeto de intervenção.

o Formulação do problema a ser trabalhado: com base nas necessidades detetadas, esboçar o
problema central à elaboração do projeto, o qual consistirá na hipótese de trabalho a ser testada.
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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

o Objetivo geral: o objetivo geral a que o projeto se propõe alcançar (v. pontos anteriores).

o Objetivos específicos: os objetivos específicos, derivados do objetivo geral, aos quais o projeto se
propõe alcançar (v. pontos anteriores).

o Metodologia: descrição do enfoque metodológico adotado, o qual deriva na natureza específica do


problema a ser trabalhado.
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3. RELATÓRIO FINAL DO PROJETO

o Plano operacional: descrição das etapas de intervenção e execução levadas a cabo.

o Resultados alcançados: análise crítica dos resultados obtidos com a execução do projeto. Neste ponto
devem ser confrontados os resultados obtidos com os previstos, se ocorreu a validação das hipóteses
inicialmente levantadas e se o projeto contribuiu para a minimização do problema detetado. Aqui
devem ser feitas considerações sobre a eventual necessidade de reformulação de objetivos e/ ou a
organização de novos projetos de intervenção.

o Bibliografia: contém, num formato padronizado, os documentos e a literatura consultada durante a


elaboração da proposta e ainda literatura adicional acerca da área de intervenção do projeto proposto.
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Bibliografia

❑ Albino, J. C., & Leão, L. (1997). Desenvolver Desenvolvendo. Práticas e Pistas para o
Desenvolvimento Local no Alentejo. Messejana: ESDIME.
❑ Ammaan, S. B. Ideologia do desenvolvimento de comunidade no Brasil. São Paulo: Cortez,1992.
❑ Barreto, A., & Preto, C. V. (2000). Indicadores Sociais: Portugal, 1960-2000. In António Barreto (org.),
A Situação Social em Portugal 1960-1999, vol. II (pp. 77-248). Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
❑ Benedita, P. (2012). Cónego José Mendes Serrazina. Lisboa: Cáritas Portuguesa.
❑ Carmo, H. (2007). Desenvolvimento Comunitário. (2ª Edição). Lisboa: Universidade Aberta.
❑ Carvalho, J., E. (2009). Metodologia do trabalho Cientifico. «Saber - Fazer» da investigação para
dissertação e teses. (2ª Edição). Lisboa: Escolar Editora.

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