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URI SANTIAGO- CÂMPUS

Subprojeto SIIC: Uma análise dos desafios e das perspectivas dos direitos humanos no atual contexto sócio jurídico-político
dos quatro países - Brasil, Argentina, Chile e Uruguai - da América Latina
Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas

OS DESAFIOS PARA A APLICABILIDADE DOS DIREITOS HUMANOS NO


ATUAL CONTEXTO SÓCIO JURÍDICO POLÍTICO NOS SEGUINTES PAÍSES:
BRASIL, ARGENTINA,CHILE E URUGUAI

Nome(s): Franciéle dos Anjos Costa


Orientadora: Paula Vanessa Fernandes
INTRODUÇÃO
O presente trabalho consiste no estudo, na pesquisa e na reflexão do
desenvolvimento dos Direitos Humanos nos quatro países da América Latina -
Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, passando do Estado Democrático de Direito
para o Pós- Democrático, buscando compreender os avanços que foram
alcançados na sua implementação, tendo como suporte normativo a Declaração
Universal dos Direitos Humanos de 1948 (DUDH), o Sistema Interamericano de
Direitos Humanos e a Declaração Interamericana de Direitos Humanos, com o
fim de analisar os caminhos percorridos para a efetivação dos Direitos Humanos
e os desafios que se colocam como obstáculos para a sua implementação.
METODOLOGIA
Dessa forma, a presente pesquisa realizar-se-á através do método dedutivo, pois
estudará o nascimento dos Direitos Humanos e sua efetivação através da pesquisa.
Além disso, será analisada enquanto pesquisa acadêmica, a evolução desse direito tão
complexo, mas ao mesmo tempo tão básico e necessário, por fim o método de
procedimento, adotar-se-á o histórico comparativo, eis que analisar-se-á os direitos
humanos, em uma perspectiva constitucional e proceder-se-á à pesquisa bibliográfica
em doutrinadores, a partir de livros, artigos científicos, teses e dissertações.
REFERENCIAL TEÓRICO
I- IDEIA DO QUE É O ESTADO E SUA FORMAÇÃO:

O Estado não foi sempre o mesmo e, na medida das transformações sofridas,


modificou-se fundamentalmente o papel exercido pelo no meio social, político,
cultural e econômico. Em sua trajetória, o Estado, de absolutista passou a percorrer
os ideais do liberalismo, buscando consagrar direitos individuais e políticos,
intervindo o mínimo que fosse possível nas relações sociais e econômicas.
Posteriormente, no esforço de suplantar as grandes desigualdades ocasionadas pelo
Estado Liberal, se assiste o advento do Estado Social. A partir disso, surge o Estado
Democrático de Direito, com o lema de transformar a realidade social e aspira
realizar toda plêiade de direitos que até então foram relegados pelo Estado.
(BARROSO, 2015, p. 97).
ANÁLISE

II- O SURGIMENTOS DOS DIREITOS HUMANOS E SUA IMPORTÂNCIA:

A Segunda Guerra Mundial deixou vestígios marcados por sangue e dor,


tendo uma materialidade acerca dos crimes cometidos, tais como os
pertences pessoais, documentos, campos de concentrações, corpos, fotos e
vídeos o que ocasionou uma revolta por justiça mundial e por esses motivos
deu-se o surgimento da Organização das Nações Unidas, a qual construiu a
Declaração Universal dos Direitos Humanos em 10 de dezembro de 1948,
contendo os direitos básicos que qualquer ser humano deve ter, pelo simples
fato de ser um homo sapiens.
ANÁLISE

III- OS ÍNDICES DE IDHS, CONFORME ÚLTIMAS PESQUISAS DA ONU:

Em relação ao IDH entre Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, ressaltando que o


índice de Desenvolvimento Humano é calculado a partir da qualidade e
acessibilidade à saúde, conhecimento e padrão de vida, ou seja, expectativa de
vida média, média dos anos de estudos comparada aos anos esperados de
escolaridades e a renda bruta per capita.
Assim, os últimos dados coletados foram de 2018 e publicados pela Organização das
Nações Unidas em 2019, não incluindo os efeitos da Pandemia de 2020 que acabou
atingindo todos os países independentemente de sua nacionalidade, com isso o Brasil
ficou 79ª posição global caindo uma posição apesar de ter tido um crescimento de
0,001 em relação ao ano de 2017, o estudo apontou melhorias na expectativa de vida
de um brasileiro nascer foi de 9,4 anos e padrão de vida da população em geral
cresceu 39,5, porém os índices em educação foram baixos, possíveis reflexos da nova
política que adotou cortes e congelamento nessa área.
Ademais, o Chile se destacou ocupando 42º, na colocação geral e primeiro na
América do Sul, tendo um crescimento de 0,002 na última pesquisa, sendo um dos
melhores em desenvolvimento humano, qualidade de vida, estabilidade política e
sem indícios de corrupção, ressaltando que os índices de pobreza se encontram de
forma baixa, gerando assim uma maior igualdade social.

Por sua vez, a Argentina conseguiu o 48º na colocação geral apesar de ter um
déficit em seu desenvolvimento de 0,002, porém tem um desenvolvimento
satisfatório de 0,830 conseguindo proporcionar um bom IDH nas três áreas, já o
Uruguai obteve 57º como sua colocação, tendo uma melhora de 0,001 no calculo
geral 0,808 ficando empatado com Kuwait, assim como a Argentina atinge bons
índices de Desenvolvimento Humano em qualidade de vida e acesso à saúde, bem
como expectativa de vida e renda de cada cidadão.
PANDEMIA E SEUS IMPACTOS:

Desemprego

Dificuldade de acesso ao
Ensino à distância

Acesso à saúde restrito

Aumento da
desigualdade social

Aumento da Violência
Doméstica Familiar
Chile e sua Nova Constituição:

No Brasil, quando, em 1946, uma nova carta substituiu aquela do Estado Novo
ditatorial de Getúlio Vargas; e, em 1988, a atual Constituição foi um marco da
redemocratização, processo iniciado em 1985, com o fim da ditadura militar, e
que se concluiria em 1989, com a primeira eleição direta para presidente em
quase 30 anos. O Chile, no entanto, não concluíra esse trajeto: o ditador Augusto
Pinochet deixou o poder em 1990, mas a Constituição promulgada durante seu
regime continuou valendo, tendo sido bastante emendada para acomodar o
retorno à democracia.
Agora, o país sul-americano fechará o ciclo: em um plebiscito, com participação
de pouco mais de 50% dos eleitores (o voto no Chile é facultativo), a população
decidiu pela redação de uma nova Constituição, que será elaborada por uma
Assembleia Constituinte especificamente eleita para essa tarefa. (GAZETA DO
POVO).
A chave para saber se o Chile seguirá no caminho do desenvolvimento
econômico ou se cairá no caminho fácil do populismo que promete demais e
entrega pouco está na composição da Assembleia Constituinte que será eleita
em abril de 2021. Se a maioria estiver alinhada com Piñera, de centro-direita, é
de se esperar que a orientação atual seja mantida; no entanto, se a esquerda
conseguir dominar o colegiado que redigirá a nova carta, muitos se lembrarão
do tweet do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, elogiando o resultado do
plebiscito, como um presságio de dias piores para os chilenos.(GAZETA DO
POVO).
Líder de governo na Câmara diz que
Constituição tornou o Brasil "ingovernável"

"Eu pessoalmente defendo nova assembleia nacional constituinte, acho que


devemos fazer um plebiscito, como fez o Chile, para que possamos refazer a
Carta Magna e escrever muitas vezes nela a palavra deveres, porque a nossa
carta só tem direitos e é preciso que o cidadão tenha deveres com a Nação",
disse Barros em um evento chamado "Um dia pela democracia". 26/10/2020

Posicionamento da OAB:

OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) declarou que a proposta de


elaboração de uma nova Constituição para o Brasil a partir de plebiscito
que discuta a convocação de uma Assembleia Constituinte é
inconstitucional.
CONCLUSÃO

Com a pesquisa realizada, foi possível perceber com base em pesquisas que o Brasil
se encontra em uma desigualdade maior que os demais países da América Latina, não
bastam termos uma declaração garantindo esses direitos, pois se precisa de sua
efetividade na sociedade. No mesmo norte a Pandemia agravou esse desequilíbrio de
recursos econômicos e acesso à saúde, educação, alimentação, entre outros elementos
básicos, notou-se a necessidade de políticas públicas para o reconhecimento real do
que são os Direitos Humanos e suas origens.
REFERÊNCIAS
• ARENDT, Hannah. Da revolução. Tradução de Fernando Dídimo Vieira. Brasília:
Editora UNB, 1988.
• BARROSO, Luís Roberto. Curso de Direito Constitucional Contemporâneo:
os conceitos fundamentais e a construção do novo modelo.5.ed. São Paulo:
Saraiva, 2015, p. 97.
• BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Tradução de Carlos Nelson Coutinho;
apresentação de Celso Lafer. Nova edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
• ONU, NEWS. Efeitos da Pandemia na América Latina. Disponível em:
https://news.un.org/pt/news/region/americas. Acesso em: 20 out. 2020.
• PIOVESAN, Flávia. Direitos Humanos e Justiça Internacional. Editora Saraiva.
5ª Edição. São Paulo, 2015.
• SOUZA NETO, Cláudio Pereira de; SARMENTO, Daniel. Direito
Constitucional: teoria, história e métodos de trabalho. Belo Horizonte: Fórum,
2012.

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