Você está na página 1de 26

ur siv a

c
nsã o di s
e
ia e a dim
lo s of
d a F i f i c o
a tiva i l osó
e nt lh o f
gum tra ba
a de ar d o
on a li d
Ra c i
Para pensar...

Quatro casais encontram-se numa festa; os seus nomes são Ana, Berta, Carla,
Dina, Emílio, Fábio, Gustavo e Humberto. Em certo momento, Fábio toca
guitarra e é acompanhado ao piano por Carla. A Dina, que não é mulher do
guitarrista, não quer dançar, o Humberto está sentado ao lado dela para lhe fazer
companhia, então os dois observam que a mulher de Emílio não dança com o seu
marido mas com o da Ana.
Quem é marido/mulher de quem?
Resposta

Emílio Fábio Gustavo Humberto

Ana

Berta

Dina

Carla
A importância da Lógica

O interesse em estudar lógica é equivalente ao que há em estudar


gramática: só nos exprimimos bem, se conhecermos a estrutura correta da
expressão verbal; só evitamos ou corrigimos erros gramaticais se
conhecermos as regras; o mesmo se passa em relação aos argumentos que
construímos, se não conhecermos as regras não percebemos o que está
mal.
Procura desenvolver o nosso pensamento crítico, dotando-nos das
ferramentas necessárias para o seu uso correto.
Os conceitos de validade e de verdade

VALIDADE VERDADE
É propriedade dos argumentos. É propriedade das proposições.
Está relacionado com a forma – o modo como os Está relacionada com o conteúdo – aquilo que se
argumentos se encontram estruturados. afirma ou nega.
Exemplo: Hoje o dia está chuvoso; em dias chuvosos Exemplo: Hoje o dia está chuvoso.
não vou à praia; por isso, hoje não vou à praia.
Proposições

EXEMPLOS CONTRAEXEMPLOS

O oxigénio é um gás. Passa-me o saleiro.

Algumas pessoas são pacientes. Oxalá que não chova hoje.

Os planetas não são asteroides. Deus nos livre!

Alguns portugueses não são minhotos. Vais de avião ou de barco?

Uma proposição é um enunciado declarativo que exprime um juízo acerca da realidade,


suscetível de ser verdadeiro ou falso. Em contrapartida, enunciados verbais que exprimem
desejos, interrogações, exortações, ordens não são enunciados declarativos, não são
suscetíveis de ser verdadeiro ou falsos, logo não são proposições.
Argumentos

EXEMPLOS CONTRAEXEMPLOS
Porque muitos condutores não respeitam os limites Na região do Douro produz-se vinho do Porto, mas
de velocidade e isso está na origem de acidentes o moscatel de Setúbal também é muito apreciado.
muito graves, torna-se imperioso penalizar
fortemente os infratores.
Deve proibir-se o fumo nos locais públicos Os iogurtes são nutritivos. Há iogurtes naturais, mas
fechados, pois hoje sabemos que o fumo do tabaco também outros com frutas ou com sabores.
prejudica, não só os fumadores, mas também as
pessoas que se encontram nas proximidades.
É aconselhável fazer exercício físico; trata-se de A globalização veio aproximar os diferentes povos;
uma boa terapia para uma vida saudável. além disso, contribuiu para uma troca de produtos
entre diferentes regiões e incrementou
extraordinariamente o comércio global.
Podemos concluir que num argumento há sempre uma ou mais
proposições – premissas – que apoiam uma conclusão que delas deriva.
As premissas são apresentadas com o propósito de dar suporte à
conclusão; sem conclusão não há argumento; isto é, podemos ter duas ou
mais proposições e haver mesmo relações entre elas, mas se não
conduzirem a uma conclusão, não há argumento.
Então, o que são argumentos?
E, o que são proposições...
Como se distinguem as noções de validade e de verdade?

 Das proposições dizemos que são verdadeiras ou falsas.

 Dos argumentos afirmamos que são válidos ou inválidos.

 A validade refere-se à forma/estrutura dos argumentos.

 A verdade diz respeito ao conteúdo/matéria das proposições.


Visualizar dois vídeos - argumentos e proposições

Realizar exercícios – escola virtual – argumentos e proposições

Consultar caderno diário


Então, depois do que vimos, ouvimos e estudamos, podemos perguntar:

Afinal, o que são Teses?

- As teses (teorias ou perspetivas) são respostas possíveis aos problemas da filosofia

- O estudo de um problema filosófico envolve a identificação de várias teses alternativas que


se apresentam como respostas;

- Por exemplo: Se estivermos a discutir a existência de Deus, importa reconhecer as seguintes


teses:

a) Deus existe.
b) Deus não existe.
c) Não sabemos se Deus existe.
PROPOSIÇÕES
Portanto, as teses são proposições.

Como já vimos, uma proposição é


aquilo que é expresso por uma frase que
tem valor de verdade.

- Se duas frases diferentes significam o mesmo, então exprimem a mesma proposição. Ex: “O ouro é metal” e
“Gold is a metal”.

- Se uma frase pode significar coisas diferentes (isto é, se for ambígua), então pode exprimir proposições
diferentes. Ex: Miguel viu Joana com os binóculos ou Miguel viu Joana a usar binóculos.
Proposições condicionais

Ex: - Se está a chover, então o chão está molhado.


- Se os animais não têm deveres, então não têm direitos.
- Se tudo o que acontece tem uma causa, então não temos livre-arbítrio.
- ....

TODAS AS PROPOSIÇÕES CONDICIONAIS PODEM SER EXPRESSAS COM A FORMA:

“Se P então Q”

É a antecedente É a consequente
Proposição: “Está a chover.”. Proposição: “O chão está molhado”
Numa proposição condicional a antecedente é uma condição suficiente para a consequente:

Ex: significa que estar a chover é uma condição suficiente para o chão estar molhado, ou seja, diz-nos que basta ser
verdade que está a chover para também ser verdade que o chão está molhado.

Numa proposição condicional a consequente é uma condição necessária para a antecedente.

Ex: significa que o chão estar molhado é uma condição necessária para estar a chover, ou seja, diz-nos que é
preciso que seja verdade que o chão está molhado para que também seja verdade que está a chover (se o chão não
estiver molhado, então não está a chover).
Conclusão:

Resumindo, numa frase com a forma:

”Se P então Q”, ”P é condição suficiente para Q” e “Q é condição necessária para P”.
Proposições bicondicionais

“João vai à praia se, e apenas se, ele vê o mar”.

Forma: “P se, e apenas se, Q”

Nota: as bicondicioanais, são condicionais que funcionam nos dois sentidos


Numa proposição bicondicional estabelece-se uma relação de equivalência
entre as duas proposições que a constituem: cada uma delas é uma condição
necessária e suficiente para a outra.

Ex: “Margarida passa o ano se, e somente se, estuda todos os dias”.

Ou seja, Margarida passar o ano é equivalente a ela estudar todos os dias.

Cada uma das coisas é condição necessária e suficiente para a outra.


nº 1 3
ri o , l ição
o d iá
a der n
c
...Proposições universais

ua n o
n tin
Co
Quadrado
da oposição
Regras:

- As proposições contraditórias têm sempre valores de verdade opostos;

- As proposições contrárias não podem ser ambas verdadeiras, mas podem ser ambas falsas.

- As proposições subcontrárias podem ser ambas verdadeiras, mas não podem ser ambas falsas.

- Nas proposições subalternas, se a proposição universal é verdadeira, a particular também é


verdadeira. Se a particular é falsa, a universal também é falsa.
Transformação na forma canónica
TIPO A
Quaisquer portugueses são europeus.
Os portugueses são europeus. Transformação na forma canónica
Tudo aquilo que é um português é também um europeu.
Só os europeus são portugueses. Todos os portugueses são europeus.
TIPO E
Nem uma única obra de arte é agradável.
Não há obras de arte que sejam agradáveis. Transformação na forma canónica
Não existem obras de arte agradáveis.
Tudo aquilo que é uma obra de arte não é agradável. Nenhuma obra de arte é agradável

TIPO I
Existem animais carnívoros.
Há animais que são carnívoros. Transformação na forma canónica
Pelo menos um animal é carnívoro.
Certas coisas são animais e carnívoros. Alguns animais são carnívoros
TIPO O
Existem filósofos gregos que não são geniais.
Nem todos os filósofos gregos são geniais. Transformação na forma canónica
Pelo menos um filósofo grego não é genial.
Há coisas que são filósofos gregos, mas que não são geniais. Alguns filósofos gregos não são geniais
Ver vídeo escola virtual