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POLÍTICA INTERNACIONAL

CONTEMPORÂNEA I
AULA 10
PROFA. KARINA STANGE CALANDRIN
KARINA.CALANDRIN@USC.BR
EMILIE DURKHEIM
• Nasceu em 15 de Abril de 1858, em É pinal, na França, e morreu em 1917. –
• Descendente de família de Rabinos, valores tradicionais: respeito e obediência à s
ordens.
• Viveu numa época de mudanças, em que a nascente sociedade capitalista acabava de
destruir as velhas instituiçõ es feudais e impunha novos valores burgueses.
• Durkheim se preocupará com o estabelecimento da nova ordem social (a
capitalista).
• Foi o primeiro professor universitá rio de Sociologia e sua produçã o reflete a tensã o
entre valores e instituiçõ es que estavam sendo corroídos e formas emergentes.
REFERÊNCIAS E PRESSUPOSTOS
• A Revoluçã o Francesa e a Revoluçã o Industrial de um lado e o manancial de ideias
de vá rios autores deste período; •
• Intensificava-se a consciência da necessidade de se criar novas ideias e valores
(novo sistema científico e moral) que se harmonizasse com a ordem industrial;
• A lei do progresso é uma força implacável, a vida coletiva é um ser distinto,
complexo e irredutível à s partes que a compõ em;
OBJETO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS

• Dessa forma, a vida coletiva passou a ser o objeto da sociologia de Durkheim e seu
estudo demandava a utilizaçã o do método positivo, apoiado na observaçã o, induçã o
e experimentaçã o, tal como vinham fazendo os cientistas naturais.
• Durkheim via na ciência social uma expressã o racional das sociedades
MÉTODO
• Sociologia: Ciência das sociedades que mostra as coisas de maneira diferente de
como se manifestam ao vulgo (vulgar).
• Durkheim foi influenciado pelas obras de Augusto Comte e Herbert Spencer, os
iniciadores do Positivismo.
• Considera os fatos sociais como coisas, cuja natureza nã o é modificável à vontade.
Para ele, a sociedade é como um imenso corpo bioló gico que precisa ser bem
observado, para, em seguida, conhecer-se sua anatomia e aí descobrir as causas e
curas de suas doenças.
• Fatos sociais: Toda maneira de atuar, fixada ou nã o, suscetível de exercer sobre o
indivíduo uma coerçã o exterior; ou ainda, que é geral na extensã o de uma dada
sociedade, conservando uma existência pró pria, independente das suas
manifestaçõ es individuais.
MÉTODO
• Os fatos sociais incorporam-se à pessoa por meio da educaçã o.
• Por ex: o fiel de uma religiã o, ao nascer, já encontra formadas as crenças e prá ticas
de sua vida religiosa. Os fatos sociais funcionam independente do uso que deles
faço.
• Por isso, sã o maneiras de atuar, pensar e existir fora das consciências individuais em
que se manifestam. Sã o dotados de uma potência imperativa e coercitiva. Há uma
vigilâ ncia pú blica, coletiva sobre o indivíduo.
A SOCIOLOGIA DE DURKHEIM(1858-1917)
• Constitui a sociologia como uma disciplina rigorosamente cientifica.
• Definiçã o do objeto da sociologia(os fatos sociais )
• Três características dos fatos sociais ( coerçã o social,exterioridade e generalidade )
• Coerçã o social, ou seja, a força que os fatos exercem sobre os indivíduos, levando-os a
conformar-se com regras sociedade em que vivem, independentemente de sua vontade de
escolha.(idioma, formaçã o familiar e có digo de leis).
• Exterioridade, isto quer dizer que eles existem e atuam sobre o indivíduo independente de sua
vontade ou de sua adesã o consciente.Ao nascermos já encontramos regras sociais, costumes e
leis que somos coagidos a aceitar por meio de mecanismos de coerçã o social, como a
educaçã o.
• Generalidade ,é social todo fato que é geral, que se repete em todos os indivíduos ou pelo
menos na maioria deles.
FATO SOCIAL

• Em outras palavras, um fato social é qualquer forma de coerçã o (repressã o, coaçã o,


coibiçã o, constrangimento) sobre os indivíduos que é tida como uma coisa exterior a
eles, tendo uma existência independente e estabelecida em toda a sociedade.
1ª CARACTERÍSTICA ANTERIOR OU EXTERIOR

• O devoto ao nascer encontra prontas as crenças e as prá ticas da vida religiosa;


existindo antes dele, é porque existem fora dele.
• O sistema de sinais de que me sirvo para exprimir pensamentos, o sistema de
moedas que emprego para pagar as dívidas (...) as prá ticas da profissã o, funcionam
independentemente do uso que delas faço (DURKHEIM, 1978).
• Para Durkheim a Sociologia é uma ciência e, por isso, deve ser neutra diante dos
fatos sociais, isto é, a Sociologia nã o deve envolver- se com a Política.
• Assim, toda reforma social deve estar baseada primeiramente no conhecimento
prévio e científico da sociedade, e nã o na açã o política.
• O soció logo deve ter o espírito idêntico ao do físico, do químico (ciências da
natureza), quando se aventuram em uma regiã o, ainda inexplorada, do seu domínio
científico.
2ª CARACTERÍSTICA:COERÇÃO
• As sançõ es (penalidades) podem ser legais ou espontâ neas.
• Legais - sançõ es prescritas pela sociedade, sob a forma de leis, nas quais se
estabelece a infraçã o e a penalidade subsequente.
• Por exemplo: A escola possui regras e sançõ es aos alunos que nã o a cumprirem.
• Espontâ neas – seriam as que aflorariam como decorrência de uma conduta nã o
aprovada pelo grupo ou pela sociedade à qual o indivíduo pertence.
CONCEITOS BÁSICOS
• Conceitos: um conjunto de ideias desenvolvidas a partir da nossa inteligência, que
tem por objetivo explicar um fenô meno qualquer.
• Consciência Coletiva: formada pelas ideias comuns que estã o presentes em todas as
consciências individuais de uma sociedade (psíquico social) e que determinam
nossa conduta. Formam a base para uma consciência de sociedade. Ela nã o vem de
uma só pessoa ou grupo, mas está difusa (espalhada) em toda a sociedade, e, por
isso, é exterior ao indivíduo. A consciência coletiva é o que a sociedade pensa. Age
de forma coercitiva sobre o indivíduo, impõ e as regras sociais.
DIVISÃO DO TRABALHO SOCIAL
• Especializaçã o das funçõ es entre os indivíduos de uma sociedade. Ao desenvolver-
se, a sociedade ia multiplicando- se em atividades a serem realizadas;
• Cada indivíduo teria uma funçã o a cumprir, a qual é importante para o
funcionamento de todo o corpo social. • Com isso, cada membro da sociedade passa
a depender mais dos outros indivíduos. Assim se dá a divisã o do trabalho com o
surgimento de novas atividades. • Dois efeitos importantes: um, o econô mico
(aumento da produtividade); e outro, tornar possível a uniã o e a solidariedade entre
as pessoas de uma mesma sociedade.
SOLIDARIEDADE MECÂNICA SOLIDARIEDADE
ORGÂNICA
• Solidariedade Mecâ nica: Nas sociedades anteriores ao capitalismo, isto é, nas
sociedades tribais e feudal, a divisã o do trabalho social era pouco desenvolvida, nã o
havia um grande nú mero de especializaçõ es das atividades sociais. Assim, as
pessoas nã o se unem porque uma depende do trabalho da outra, a, sim, sã o unidas
pela religiã o, tradiçã o ou sentimento comum a todos.
• Solidariedade Orgâ nica: Aparece quando a divisã o do trabalho social aumenta. O
que torna as pessoas unidas é uma interdependências das funçõ es sociais. Para
Durkheim a solidariedade orgâ nica é superior à mecâ nica, pois ao se especializarem
as funçõ es a individualidade é ressaltada, permitindo maio liberdade de açã o.
CASO PATOLÓGICO E ANOMIA
• Durkheim admitia que o capitalismo é a sociedade perfeita; trata-se apenas de
conhecer os seus problemas e de buscar uma soluçã o científica para eles, ou seja,
“curar as suas doenças”.
• Caso Patoló gico: Durkheim acreditava que a sociedade, funcionando através de leis e
regras já determinadas, faria com que os problemas sociais tivessem suas origens
num estado social em que vá rias regras de conduta nã o estã o funcionando (Crise
Moral).
• Anomia: Por outro lado, os problemas sociais podem ter suas origens também na
ausência de regras. • Frente ao Caso Patoló gico cabe à Sociologia captar suas causas,
procurando corrigi-las por outras mais eficientes.
ESTADO
• Durkheim parte do princípio de que a sociedade capitalista foi é um corpo que à s
vezes fica doente, esse corpo, para funcionar bem, depende de que todas as suas
partes estejam funcionando harmonicamente. A responsabilidade de desenvolver o
funcionamento harmô nico de todas as partes da sociedade cabe ao Estado.
• Se a sociedade é o corpo, o Estado é o seu cérebro, e por isso tem a funçã o de
organizar essa sociedade, reelaborando aspectos da consciência coletiva.
• Se cabe à Sociologia observar, entender e classificar os casos patoló gicos,
procurando criar uma nova moral social, cabe ao Estado colocar em prá tica os
princípios dessa nova moral.

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