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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CT- CENTRO DE TECNOLOGIA


CURSO: ENGENHARIA DE MATERIAIS
DISCIPLINA : METALURGIA DA SOLDAGEM
DOCENTE: TATIANE CAMINHA

SOLDAGEM EM AÇOS
INOXIDÁVEIS
DICENTE: THAYS BEATRYCE
Teresina,-PI
2021.1 1
OS AÇOS INOXIDÁVEIS

O QUE É AÇO INOXIDAVEL?

 LIGA DE FERRO CABONO + CROMO, SENDO NO MINIMO


10.5%
 CAMADA PASSIVA= CAMADA INVISÍVEL FORMADA
ATRAVÉS DO CONTATO ENTRE O CROMO AÇO E
OXIGÊNIO EXISTENTE NO AR ATIMOSFERICO

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TIPOS DE AÇO INOXIDÁVEL

 FERRÍTICO
 Série 4XX – Aço típico AISI 430
 MARTENSÍTICO
 Série 4XX – Aço típico AISI 420
 AUSTENÍTICOS
 Série 3XX – Aço típico AISI 304 e 316

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PROCESSOS DE SOLDAGEM MAIS UTILIZADOS

ELETRODO REVESTIDO.

 O processo de soldagem com eletrodo revestido é um


processo de soldagem a arco elétrico produzido entre
um eletrodo revestido e a peça a ser soldada.
 Esse eletrodo é constituído de uma alma metálica, que
se funde, e um revestimento composto de materiais
orgânicos e inorgânicos.

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PROCESSOS DE SOLDAGEM MAIS UTILIZADOS

SOLDAGEM TIG.

 O processo de soldagem tig é definido como o


processo de soldagem a arco elétrico estabelecido
entre um eletrodo não consumível a base de
tungstênio e a peça a ser soldada. A poça de fusão é
protegida por um fluxo de gás inerte.
 O nome tig é originado das iniciais da
nomenclatura do processo em inglês: tungsten inert
gas. Neste processo a adição de material é feita
externamente, podendo ser manual ou
automatizada. 5
PROCESSOS DE SOLDAGEM MAIS UTILIZADOS

SOLDAGEM MIG

 No processo de soldagem MIG o arco elétrico é aberto


entre um arame alimentado continuamente e o metal de
base.
 O nome MIG vem das iniciais do nome do processo em
inglês: Metal Inert Gas. Assim, a região fundida é
protegida por um gás inerte ou mistura de gases (Ar, CO2,
He, N2 ou O2).
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SOLDABILIDADE DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

A maioria das ligas metálicas são soldáveis, mas,


certamente, algumas são muito mais difíceis de
serem soldadas por um dado processo que outras.

Por outro lado, o desempenho esperado para uma


junta soldada depende fundamentalmente da
aplicação a que esta se destina.

Assim, para determinar a soldabilidade de um


material, é fundamental considerar o processo e
procedimento de soldagem e a sua aplicação.

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SOLDABILIDADE DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

TIPO MARTENSÍTICO

 Este tipo de aço gera uma estrutura martensítica dura e frágil, devido ao rápido ciclo de aquecimento e resfriamento provocado pelos processos
usuais de soldagem.
 A soldabilidade desse aço exige cuidados especiais uma vez que a martensita está intimamente ligada a fenômenos de geração de trincas.

Precauções na soldagem
 Pré aquecer entre 200 a 400ºC e manter a temperatura de interpasse.
 Manter a temperatura entre 700 a 800ºC logo após a soldagem (pós aquecimento).
 seguido de resfriamento lento até a temperatura ambiente (pela presença de hidrogênio).
 Quando o pré-aquecimento for impossível, metal de adição inoxidável austenítico pode ser usado.

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SOLDABILIDADE DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

TIPO AÇOS INOXIDÁVEIS DUPLEX

 Estes aços tendem a ser facilmente soldáveis desde que cuidados necessários sejam tomados.
 Em particular, um resfriamento muito rápido potencializa a formação de um teor muito elevado de ferrita e a
precipitação de nitretos de cromo na ZTA e ZF, o que prejudica a tenacidade e a resistência à corrosão da solda.
 Por outro lado, um resfriamento muito lento e a manutenção por tempos longos a temperaturas entre cerca de 1000
e 600oC pode levar a precipitação de compostos intermetálicos que também prejudicam as propriedades
mecânicas e químicas da solda

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SOLDABILIDADE DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

TIPO AÇOS INOXIDÁVEIS DUPLEX

 Assim, o controle da energia de soldagem e da temperatura de pré-aquecimento é muito importante para estes
materiais. Para reduzir a quantidade de ferrita na ZF, o uso de uma mistura ArN2 como gás de proteção é comum.
 Metal de adição de aço inoxidável (principalmente austenítico) é comumente usado na soldagem de outros tipos
de aços, na união de aços inoxidáveis com outros aços e na fabricação de revestimentos protetores contra a
corrosão ou contra diversos tipos de desgaste.

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SOLDABILIDADE DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

TIPO FERRÍTICO

 Na soldagem, praticamente inexiste o perigo de endurecimento da zona termicamente afetada. Porém, sua resistência e ductilidade podem ser
alteradas em função do crescimento exagerado de grãos.
 Apresentam, contudo, sérios problemas de perda de ductilidade e tenacidade e de resistência à corrosão da região da solda devido à formação
de uma estrutura de granulação grosseira, à precipitação de carbonetos e nitretos e à formação de martensita ao longo dos contornos dos grãos
de ferrita..

Precauções na soldagem
 Pré aquecer a peça a uma temperatura entre 70 e 100ºC para prevenir a ocorrência de trincas a frio.
 Deve ser evitado um pré aquecimento excessivo.

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SOLDABILIDADE DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

TIPO AUSTENÍTICO

 É o tipo que apresenta melhor soldabilidade em


comparação aos já mencionados.
 Entretanto, se resfriado lentamente, entre 680 e 480ºC após
a soldagem, poderá ocorrer uma precipitação de carbonetos
de cromo nos espaços intergranulares da matriz cristalina.
 A corrosão intergranular provoca um decréscimo da
resistência à corrosão e das propriedades mecânicas.
 Precipitação intergranular de um aço inoxidável

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SOLDABILIDADE DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

TIPO AUSTENÍTICO

 As propriedades mecânicas e a resistência do metal depositado na


soldagem dos aços inoxidáveis são bastante influenciadas pela composição
química e pela estrutura cristalina.
 Os diferentes tipos de estruturas que podem ser encontradas nos aços
inoxidáveis em função da composição química podem ser traduzidos em
termos percentuais de níquel e cromo.
 Precauções na soldagem
 Reduzir o insumo de calor, sem pré aquecer a junta, de modo a evitar
precipitação de carbonetos.
 Utilizar aços que contenham nióbio e titânio ou com teores ultra-baixos de
carbono (C ≤ 0,03%).
 Selecionar o eletrodo de tal maneira que a estrutura do metal depositado e
diluído corresponda a uma estrutura resistente a trincas e fragilização. 13
CORROSÃO

A contaminação ocorre quando partículas de ferro são


incrustadas na superfície do aço inoxidável.

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1- Partículas de ferro incrustadas

2- As partículas de ferro se enferrujam


2
3- Cloretos da atmosfera podem formar cloreto de ferro ao
redor da partícula, o qual causa a corrosão do aço inoxidável.

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CORROSÃO

Formas mais comuns de contaminação

• Corrosão causada por partículas de ferro incrustadas no


cordão de solda de aço inoxidável, devido ao uso de uma
escova de arame de aço-carbono

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ZONA AFETADA PELO CALOR

 Devido ao aquecimento da
solda, a camada passiva é
removida da superfície da peça
de aço inoxidável. Diminuindo a
resistência a corrosão.
 A região da solda afetada pelo
calor deve ser limpa para que
seja recoberta novamente por
uma camada passiva.

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DIAGRAMAS DE SCHAEFFLER E DELONG

 Um método útil para avaliar as características metalúrgicas gerais de


qualquer metal soldado de aço inoxidável
 Os vários elementos de liga são expressos em termos de equivalentes de
cromo ou de níquel
 um ponto pode ser encontrado que indica as principais fases presentes no
aço inoxidável em termos de porcentagem e número de ferrita
respectivamente.

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REFERÊNCIAS

 Paulo J. Modenesi, Soldabilidade de algumas ligas metálicas Modenesi. UFMG. 2008


 Paredes, R. S. C. Aços Inoxidáveis – Metalurgia e Soldabilidade. UFPR, 2011.
 ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/EME733/Seminários%20Inox/Soldabilidade%20do%20Aço%20Inoxidável.pdf
 http://ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/EME733/Arquivos%20da%20disciplina/Previs_o%20da%20Soldabilidade%20dos%20%20A_os%20
Inoxid_veis%20P_s%20(1.1).pdf
 https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/35263369/Apostila_aco_inox_Arcelor_Mittal-with-cover-page-v2.pdf?
Expires=1637116809&Signature=J60TDfd~SJIvCDGsH4Y~haHMhzePOuTW1X47zBPwz9SIvEctwQOFQKtIWyM6W1svF51l4LjAW
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