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Automatização de Sistemas

Mecânicos - CCE0697
Prof. MSc. Antônio Barroso
14/09/2020
Exercícios

1. Explique o que são diagramas elétricos e os seus tipos.


São símbolos gráficos que representam diversas instalações elétricas ou parte delas, sendo uma
linguagem comum universal para qualquer profissional. Existem diagramas funcional, que
explicam o funcionamento de parte da instalação ao representar todos os condutores e
componentes, diagramas multifilar, que adiciona uma representação do posicionamento no
funcional, diagramas unifilar, que representa a planta baixa do local com dispositivos e trajeto
dos condutores, e diagramas trifilar, que representa as 3 fases de um sistema elétrico de carga e
comando.
2. No uso e leitura de diagramas/circuitos de comando e carga, alguns conceitos
como selo, selo com 2 contatos, intertravamento, ligação condicionada e
proteção são fundamentais. Explique sucintamente cada um deles.
Selo = ligação em paralelo para manter corrente no contator (bobina) após uso da botoeira;
Selo 2 contatos = redundância de segurança; Intertravamento = dependência de operação entre 2
contatos auxiliares por segurança, usando um contato em serie com a bobina do outro; Ligação
condicionada = condicionar a ligação de 1 contato (bobina) a operação anterior de outro contato;
Proteção = Botoeiras e contatos de relés de proteção devem estar em serie para garantir o
desligamento de segurança.
Exercícios

3. Explique como se dá a partida de motores elétricos e quais as opções.


Utiliza-se um circuito de força (potência/principal) para alimentação do motor, podendo ela ser
mono ou trifásica, de corrente contínua ou alternada, a depender do tipo de partida. Para
controle, utiliza um circuito de comando, que determina a sequência de como e quando o motor é
ligado. Ambos são desenhados desenergizados e mecanicamente não acionados.
Os principais tipos são: Partida direta com sinalização; Partida com reversão; Partida estrela-
triângulo; Partida com chave compensadora.

4. O que são contatores, qual sua simbologia e como são usados?

É um dispositivo eletromecânico para controlar a passagem de altas corrente, sendo o principal


elemento em comandos elétricos. Pode ser do tipo NA ou NF, que mudam de posição os seus
contatos com passagem de corrente, proporcionando condição de movimento nos elementos do
sistema. Estão situados tanto no circuito de potência (contato principal – alta corrente) como
circuito de comando (contato auxiliar – baixa corrente). É representado por uma caixa com 2
terminais (bobina) e suas respectivas chaves com indicativo NA ou NF. Assim, são principalmente
usados para ligar/desligar equipamentos dentro do circuito, sendo divididos em categorias pelo
tipo e nível de carga envolvida.
Exercícios

5. Como são os componentes do contator? Comente um pouco sobre eles.


Constituído por uma bobina de energização, normalmente de cobre ou metal condutor, fixada ao
núcleo ferromagnético fixo, que ao ser energizada movimenta o núcleo móvel, alternando a
posição dos seus contatos móveis e auxiliares, sejam eles NA (mudam para NF) ou NF (mudam
pra NA). Os contatos são lâminas metálicas conectadas ao núcleo com função de chaveamento
através do movimento. A diferenciação está na potência/corrente entre contatos de carga e
comando.

6. Explique o dimensionamento de um contator para motor. Utilize valores práticos


para exemplificar (diferente do apresentado em sala).
O dimensionamento de um contator é baseado na corrente nominal em que ele irá trabalhar e na
corrente que o dispositivo acionado (carga/comando/sinalização) necessita, aplicando-se uma
folga de pelo menos 15%, ou seja, a corrente do contator a ser escolhido deve ser o valor da
nominal do dispositivo conectado multiplicada por 1,15. Por exemplo, para um motor trifásico de
6cv em 440V com corrente alternada de módulo 14 A, podemos usar um contator da WEG do tipo
CWC09 da categoria AC1 (limite até 20 A), pois nosso fator de segurança determina 16,1 A.
Relés
Os relés são os elementos fundamentais de manobra de cargas elétricas,
pois permitem a combinação de lógicas no comando e proteção, bem
como a separação dos circuitos de potência e comando.
Os mais simples constituem-se de uma carcaça com cinco terminais:
terminais (1) e (2) correspondem a bobina de excitação, terminal (3) é o de
entrada e os terminais (4) e (5) correspondem aos contatos de saída
normalmente fechado (NF) e normalmente aberto (NA), respectivamente.
Relés
Uma característica importante é que a tensão nos terminais (1) e (2) pode
ser 5 Vcc, 12 Vcc ou 24 Vcc, enquanto simultâneamente os terminais (3),
(4) e (5) podem trabalhar com 110 Vca ou 220 Vca;
Ou seja não há contato físico entre os terminais de acionamento e os de
trabalho.
Relés
1. Disjuntor magnético
2. Contator
3. Relé com módulo de expansão
4. Unidade de controle do operador
Relés Térmicos
São dispositivos construídos para proteger, controlar ou comandar um
circuito elétrico, atuando sempre pelo efeito térmico provocado pela
corrente elétrica (aumento de temperatura acima da limite);
Os relés térmicos têm como elemento básico o “bimetal’. Esse elemento, é
constituído de duas lâminas finas (normalmente ferro e níquel),
sobrepostas e soldadas. Os dois materiais apresentam coeficientes de
dilatação diferentes, dessa forma, um dos metais se alonga mais do que o
outro quando aquecidos. Por estarem rigidamente unidos e fixados, numa
das extremidades, o metal de menor coeficiente de dilatação provoca um
encurvamento do conjunto para o seu lado, afastando o conjunto de um
ponto determinado, gerando movimento.
Relés Térmicos
Esse movimento é usado para diversos fins de proteção e comando, como
por exemplo disparar um gatilho, proteger um motor de sobrecarga e abrir
um contato elétrico. Normalmente trabalha junto com disjuntor e/ou fusível
pois este elemento não protege contra curto-circuito no sistema.
Relés Térmicos
Relés Falta de Fase
Ao ligar um motor elétrico trifásico, temos três fases da rede alimentando
esse motor. Em caso de algum problema que cause a perda de uma fase,
restando apenas duas, o motor vai queimar. Para garantir que a carga em
um sistema trifásico esteja sempre sendo alimentada por todas as três
fases, foi criado o relé falta de fase. Assim, ao identificar uma anomalia na
rede elétrica, ele desarma o circuito protegendo o que estiver em
operação.
Relés Falta de Fase
Ele possui três entradas L1, L2 e L3 que recebem as fases R, S e T.
Quando essas entradas são energizadas, o relé comuta. Caso haja uma
falha em qualquer uma das fases, o relé vai desarmar e desligar o circuito;
Essa falha pode ser falta de fase, tensão acima ou abaixo do normal, ou
até mesmo falta de similaridade no angulo de uma das fases.
Este tipo também deve possuir contato NA e contato NF, que comutam
junto com os contatos das três fases, e podem ser usados para ligar as
bobinas do contator principal ou para ligar sinalizadores (indicativo de
falha), como os LEDs em sua parte frontal indicando se ele está
energizado e se está comutado.
Relés Falta de Fase
Esse tipo de relé permite um ajuste de sensibilidade através de uma chave.
Esse ajuste serve para identificar quando ocorre uma variação na tensão
elétrica naquela rede específica.
O ajuste é feito após instalação com o avanço da chave até desarmar o
circuito, recolocando em um ponto logo antes da posição de desarme.
Aquela é a posição de sensibilidade daquele determinado circuito.
Relés Falta de Fase
Relés Falta de Fase
Relés Sequência de Fase
O relé sequência de fase é um dispositivo destinado à proteção de sistemas
trifásicos contra inversão da sequência direta das fases (R-S-T). O relé deve ser
conectado diretamente à rede elétrica trifásica a ser monitorada. Caso seja ligado
com a correta sequencia de fases (R-S-T), seus contatos comutam, liberando a
energização do motor ou máquina a ser protegida. Caso uma destas sequências
esteja alterada (sequência inversa S-R-T, R-T-S ou T-S-R), o relé será
desenergizado.
Relés Sequência de Fase
Como a inversão de fases é usada para alteração de sentido, este relé é muito
utilizado em máquinas que não podem ter seu sentido de rotação alterado devido
risco de quebra ou funcionamento irregular, como bombas centrífugas.
O eletricista antes de ligar qualquer equipamento, deve conferir o sentido de
rotação do equipamento. Sabemos que durante uma manutenção corretiva é
possível ocorrer acidentalmente uma inversão de cabos que podem resultar numa
inversão de rotação.
Nesse caso, com esse tipo de relé instalado, no momento que ocorrer a inversão, o
relé identifica essa mudança e interrompe o funcionamento do circuito, impedindo-o
de ligar em sentido invertido.
Relés Sequência de Fase
Caso as três fases cheguem no circuito de força de forma sequenciada, o relé irá
comutar seu contato auxiliar reversível para liberar a partida do circuito de comando
no sentido de rotação do motor.
Em condições anormais, ou seja, com a sequência de fases incorreta, o contato
auxiliar reversível de K2 comuta para seu estado normal, não permitindo o
acionamento da bobina do contator K1 e acionando a lâmpada H1 que indica
sequência de fase incorreta.
Relés Sequência de Fase
Relés Sequência de Fase
Relés de mínima e máxima Tensão
Os relés de subtensão (mínima) e sobretensão (máxima) foram desenvolvidos para
proteção de equipamentos elétricos que não podem operar quando sua tensão de
alimentação estiver acima e/ou abaixo de seu valor nominal.
Estes aparelhos possuem em seu frontal o ajuste da tensão, cujo valor determina a
atuação de seus relés de saída.
Relés de mínima e máxima Tensão
Supervisão de subtensão: Ao ser energizado, o relé compara a tensão de
alimentação com o valor ajustado na chave (trimpot) frontal. O relé de saída
permanecerá energizado enquanto o valor da tensão ficar acima do ajustado e
desenergizado na situação inversa.
Supervisão de sobretensão: compara a tensão de alimentação com o valor ajustado
em seu trimpot frontal. O relé de saída permanecerá energizado enquanto o valor
da tensão ficar abaixo do ajustado e desenergizado na situação inversa.
Existem modelos que trabalham nos 2 tipos.
Relés de mínima e máxima Tensão
Relés de mínima e máxima Tensão
Relés de mínima e máxima Tensão
Relés de proteção PTC
É um tipo especial de relé de proteção de temperatura para motores e
equipamentos elétricos. Utiliza sensores de temperatura tipo PTC, que permite
maior precisão e estabilidade que os térmicos tradicionais.
Ao ser energizado, estando a temperatura abaixo do valor de desarme, o relé de
saída será comutado (energizado) instantaneamente, acionando o LED vermelho.
Existindo uma elevação de temperatura acima de seu limite de ruptura, ocorrerá
uma variação abrupta na resistência do sensor PTC, e o relé de saída será
desenergizado (LED vermelho desliga). O relé será novamente energizado assim
que a temperatura retorne aos valores normais.
Relés de proteção PTC
Os sensores PTC utilizados são transdutores resistivos. Eles são feitos a base de
materiais semicondutores que apresentam alta variação da sua resistência quando
expostos a uma grande temperatura. Com isso, ao existir um excesso de
temperatura no sistema, os sensores perdem condutividade, desarmando o sistema
em segurança. As principais vantagens em relação ao relé térmico eletromecânico
são:
• Disponível em aplicações com ou sem capacitores de partida ou marcha.
• Sem partes móveis (travamento).
• Menor custo.
• Tipos de PTC disponíveis para atender a maioria dos tipos de motores.
• Maior estabilidade e precisão no sensoriamento de temperatura.
Relés de proteção PTC
Bloco Antiparasita
Elemento de proteção de sobretensão nos contatores de acionamento. São
instalados em paralelo às bobinas dos contatores com função de atenuar os picos
de tensão durante o chaveamento do contator devido variação de corrente entre os
estados ligado e desligado.
Por isso, normalmente já são incorporados ao sistema dos contatores pelos
fabricantes. Nada mais é do que uma montagem resistor/capacitor ou de um
simples diodo/varistor para absorção da energia extra (pico de tensão).
Relé auxiliar
Relé auxiliar é todo relé utilizado para desempenhar de forma secundária
alguma tarefa de chaveamento em um circuito, geralmente atuando em
conjunto com outros dispositivos de comutação como outro relé ou
contator.
Relé auxiliar
Os tipos de relés auxiliares mais comuns são os temporizadores,
biestáveis, instantâneos e multifunção.
Relé auxiliar
Analisando um circuito de
acionamento de motor já visto
anteriormente, podemos ver o
contator K1 de potência sendo
auxiliado pelo relé K1 13/14 no
circuito de comando para
acionamento permanente da
lâmpada L1, mesmo após
retirar a botoeira b1. Essa é
uma aplicação clássica.
Relé auxiliar
No caso dos relés industriais, um relé auxiliar é utilizado quando se precisa
aumentar o numero de contatos;
• Imagine um determinado sinal de entrada que provém de um sensor
e que a partir desse sinal seja necessário acionar diversos
dispositivos (esteiras, sinais luminosos,) porém a saída do sensor
tem apenas um contato NA. Neste caso a solução será conectar a
saída do sensor em um relé que irá multiplicar os pontos de
acionamentos com mais contatos, como por exemplo um relé de 4
Reversíveis (4NAF) , desse modo quando a saída do sensor
comutar seu contato acionará o relé fazendo com que esse acione
os demais dispositivos.
Relé auxiliar
Outra aplicação comum à relés auxiliares é a utilização para proteção de CLP’s
tanto das suas entradas quanto da saídas. Assim, qualquer imprevisto pode vir a
danificar o relé primeiro ao invés da saída do CLP que possui um custo muito maior.
Utilizando o mesmo exemplo anterior, a saída NA do sensor acionaria a entrada do
CLP, porém entre o CLP e o sensor adiciona-se um relé auxiliar que terá a função
de proteger a entrada do CLP neste caso o relé poderá ter apenas um contato NA
ou 1 Reversível. O mesmo aplica-se a saída do CLP, onde pode-se utilizar um relé
para multiplicação de acionamentos e/ou interface para acionamentos de cargas
levemente indutivas e/ou cargas eletromagnéticas, contatores de potência, válvulas
solenoides, eletroímãs, etc.
Relés de Tempo
Relés temporizadores são dispositivos eletrônicos que permitem, em
função de tempos, comutar um sinal de saída de acordo com a sua função.
São utilizados em automação de máquinas e processos industriais: partida
de motores, quadros de comando, fornos industriais, injetoras;
É um elemento que possui eletrônica digital que proporciona elevada
precisão, repetibilidade e imunidade a ruídos.
Relés de Tempo
Projetado de acordo com normas internacionais, os relés constituem uma
solução compacta e segura, em caixas com dimensões reduzidas para
montagem em trilho, nas configurações NA ou NF, alimentado em 110-
130V 50/60Hz, 220-240V 50/60Hz ou 24Vcc.
Quanto ao tipo de atuação, podem ser com:
• Retardado na energização – Atua suas chaves um tempo após a
ligação, ou energização, e as retorna ao repouso imediatamente após
seu desligamento ou desenergização.
• Retardado na desenergização – Atua as chaves imediatamente na
ativação, porém estas chaves só retornam ao repouso um tempo após a
desativação. No painel temos um botão pelo qual se seleciona o tempo.
Relés de Tempo
Relés de Tempo
Relés de Tempo
Relés de Tempo
Retardo na
energização com
pulso (limite de
duração da energia)
Relés de Tempo
Relés de Tempo Estrela-Triangulo
Foi especialmente desenvolvido para a utilização em chaves de partida
estrela-triangulo. Possui dois circuitos de temporização separados, um
para controle do contator estrela e outro, com tempo fixo (50, 100, 200 ms),
para controle do contator que faz a ligação triângulo.
Ao aplicar tensão nos terminais de alimentação, o contato de temporização
estrela comuta. Passado o tempo e selecionado o contato de saída estrela,
volta ao seu estádio inicial, começando a contagem fixa de (50, 100, 200
ms), e após isso fecha o contato triangulo.
Relés de Tempo Estrela-Triangulo
Relés de Tempo Estrela-Triangulo
Bloco temporizador pneumático
Montado diretamente na parte frontal dos contatores, serve como um
temporizador com retardo na energização e desenergização. Pode ser
combinado com blocos de contatos auxiliares frontais e laterais. Esse tipo
de temporizador apresenta as seguintes vantagens:
• Reduz espaço ocupado em painéis;
• Não possui bobina;
• Flexibilidade para execução de circuitos.
Relés Biestável
Os relés biestáveis tem duas posições estáveis para os contatos.
Dependendo da bobina que se alimente, os contatos passarão de uma
posição para a outra. A alteração de posição se efetua com dois sistemas
de bobinas e contatos de auto corte (que impedem que ambas as bobinas
sejam acionadas ao mesmo tempo).
Relés Biestável
Fusíveis
Os fusíveis são dispositivos muito conhecidos, justamente por estarem
presentes em equipamentos usuais no nosso dia-dia, como carros e
eletrônicos. Sua função é proteger o circuito que está instalado contra
curto-circuito e queima.
Normalmente são classificados quanto à velocidade de atuação:
- Ultrarrápidos (Ultra-Fast acting);
- Rápidos (fast acting);
- Normal (normal acting);
- Retardo (time-delay acting).
Fusíveis
Os fusíveis são dispositivos usados para limitar a corrente de um circuito,
proporcionando sua interrupção em casos de curtos-circuitos ou sobrecargas de
longa duração.
Sua atuação deve-se a fusão de um elemento fio/lâmina pelo efeito Joule,
provocado pela súbita elevação de corrente em determinado circuito. O elemento
fusível tem propriedades físicas tais que o seu ponto de fusão é inferior ao ponto de
fusão do cobre, sendo este último o material mais utilizado em condutores de
aplicação geral.
Os tipos mais comuns sãos os fusíveis D (Diazed) e NH.
Fusíveis
O elemento fusível é basicamente um fio ou lamina, geralmente de cobre, prata,
estanho ou chumbo, alocado no interior do corpo, em geral, de porcelana e
hermeticamente fechado. A maioria possui um indicador que permite verificar a
integridade do elo fusível, sendo composto por um fio, geralmente de aço, ligado
em paralelo com o elemento fusível e que libera uma mola apos sua ativação,
liberando um sinalizador externo preso ao corpo do fusível.
No seu interior, os fusíveis possuem um material granulado chamado extintor, onde
geralmente se usa areia de quartzo de granulometria conveniente.
Fusíveis rápidos e ultrarrápidos
Utilizados para a proteção de circuitos eletroeletrônicos, principalmente
para a proteção de componentes semicondutores, em que pequenas
variações de corrente em curtíssimo espaço de tempo fazem o fusível
atuar. Fazem a mesma função que um relé térmico ou de sobrecarga,
porém dedicado a um elemento (diodos, tiristores, etc). É muito comum
seu uso em Inversores de frequência.
Fusíveis Normais (normal acting)
É o mais geral de todos. Sua atuação é mediana, tendo como
objetivo de proteção circuitos eletroeletrônicos e elétricos,
utilizado de forma mais geral onde a proteção do circuito não
necessite um tempo muito curto de atuação.
Fusível de atuação lenta: Retardo (time-delay acting)
Utilizados para a proteção de circuitos elétricos, e tem como
principal objetivo a proteção de circuitos com cargas indutivas (ex.:
motor).
Esta característica permite que o fusível não atue no pico de
corrente provocado pela partida do motor.
Fusíveis tipo D
O fusível do tipo diametral (Diazed/Siemens) é utilizado tanto na indústria
como em residências. É indicado pare correntes nominais de 2 a 63 A,
capacidade de ruptura de 50kA e tensão máxima de 500 V.
Fusíveis tipo D - Partes
• Elemento Fusível: parte substituível apos a sua operação que contem elo que se funde
quando percorrido por uma corrente maior que um valor de referenda durante um tempo
especificado. Em uma das extremidades metálicas esta localizada a espoleta que indica
que ocorreu a fusão.
• Base: parte fixa do dispositivo constituída de porcelana onde são conectadas a
entradas/saídas por meio de contatos/terminais e aloja os componentes da segurança.
• Tampa: de porcelana com um corpo metálico roscado. Sua função é fixar o fusível a base.
• Anel de proteção: elemento de porcelana num formato de anel que tem por função evitar a
possibilidade de um contato acidental na troca do fusível.
• Parafuso de ajuste: dispositivo de porcelana com parafuso metálico que faz a união de
entrada para o fusível e impede o uso de fusível com corrente superior a indicada.
• Sinalizador: indicador de condição (perfeito - retraído ou “queimado” - ejetado).
Fusíveis tipo D
Fusíveis tipo NH
É um fusível de alta capacidade para uso industrial. É construído para corrente
normalizada de 4 a 630 A, capacidade de ruptura de 120 kA e tensão máxima de 500 V.
São próprios para proteger os circuitos que, em serviço, estão sujeitos a sobrecargas de
curta duração, como, por exemplo, na partida direta de motores trifásicos, mantendo as
suas características conforme as suas curvas tempo x corrente, assim como resistentes
a fadiga quando submetidos a sobrecargas pequenas de longa duração.
.
Fusíveis tipo NH
Outra característica importante é a limitação da intensidade das correntes
de curto-circuito em virtude do seu pequeno tempo de fusão (< 4ms).
O termo NH é de origem alemã, e as letras representam:
• N: Niederspannung - baixa tensão;
• H: Hochleistung - alta capacidade
Fusíveis tipo NH - Partes
• Base, Tampa e Contatos;
• Engate: Fixação do elemento ao borne do circuito;
• Fusível: corpo retangular de porcelana com extremidades metálicas em forma de faca. No
interior do corpo de porcelana encontram-se o elo fusível e o elo indicador de queima,
imersos em areia especial de granulometria adequada para extinção do arco voltaico.

• Elo fusível: feito de cobre em forma de


laminas vazadas em determinados pontos a
fim de reduzir a seção condutora.
• Elo indicador de queima: constituído por um
fino fio ligado em paralelo com o elo fusível.
Quando o elo fusível se funde, este também
se funde, provocando o desprendimento da
espoleta.
 
Fusíveis - dimensionamento
No dimensionamento dos fusíveis, deve-se levar em consideração os
seguintes aspectos:
1. Tempo de fusão virtual (exemplo para um motor: tempo e corrente de partida): os
fusíveis devem suportar, sem fundir, o pico de corrente de partida (Ip) durante o
tempo da partida do motor (Tp). Com os valores de Ip e Tp , utilizamos o gráfico de
curva característica para dimensionar o fusível.
2. : deve-se dimensionar para uma corrente no mínimo 20% superior a corrente
nominal (In) do elemento que protege, evitando que um envelhecimento prematuro
ocorra, aumentando a sua Vida útil.
3. Quanto ao critério dos contatores e relés: os fusíveis de um circuito de alimentação
devem também proteger os contatares e relés de sobrecarga. Essa verificação e
feita em tabelas de contatores de relés de sobrecarga.
Fusíveis - dimensionamento
Exemplo: Dimensionar os fusíveis para proteger o motor de 5 CV, 220V/ 60
HZ de quatro polos, supondo que o seu tempo de partida seja de cinco
segundos (partida direta):

Pelo catálogo, podemos encontrar que para esse motor temos Ip/In =8,2,
sendo In = 13,8 A.
Assim, Ip = 8,2 *13,8 = 113,16 A.
Na curva característica, sempre escolhe-se aquele acima do ponto definido
pela corrente de pico e o tempo de fusão virtual (5 segundos).
Fusíveis - dimensionamento
 
Fusíveis - dimensionamento
Escolhemos então um fusível de 35 A de corrente nominal.
Testando para o segundo critério, temos:

Temos um valor abaixo de 35 A. Está OK!


Quanto ao terceiro critério, deve-se checar se os 35 A do fusível são
suficientes para proteger os contatores e relés utilizados no acionamento
deste motor.
Fusíveis - dimensionamento
Além da corrente nominal, os fusíveis tem como classificação a faixa de
interrupção ou classe de função representadas pelas letras minúsculas g e
a (categoria de utilização representada por letras maiúsculas).
• g: fusíveis que suportam a corrente nominal por tempo indeterminado e são
capazes de operar a partir do menor valor de sobrecorrente até a corrente
nominal de desligamento. Eles atuam na menor intensidade de sobrecorrente,
sendo considerados fusíveis de faixa completa.
• a: fusíveis que suportam a corrente nominal por tempo indeterminado e são
capazes de desligar a partir de um determinado múltiplo do valor da corrente
nominal ate a corrente nominal de desligamento. Esse tipo de fusível reage a
partir de um valor elevado de sobrecorrente, sendo considerado fusível de faixa
parcial.
Fusíveis - dimensionamento
As classes de objetos protegidos são:
• L-G - cabos e linhas/ proteção geral
• M - equipamentos eletromecânicos
• R - semicondutores
• B – instalações em condições pesadas (minas) .
Os fusíveis devem ser especificados por classes de serviço, que são compostas de classe de
função e classe de objeto protegido, e são representados por duas letras:
• gL: proteção total de cabos e linhas;
• aM: proteção parcial de equipamentos eletromecânicos;
• aR: proteção parcial de equipamentos eletrônicos;
• gR: proteção total de equipamentos eletrônicos;
• gB: proteção total de equipamentos em minas.
Geralmente se empregam fusíveis da classe de serviço aM, pois a característica dessa
proteção é ter um efeito atrasado já que a corrente de partida de um motor é diversas vezes a
corrente nominal.
Fusíveis
Listamos as principais características dos fusíveis, percebendo que muitas delas
justificam o surgimento e maior uso dos disjuntores, ou pelo menos o uso conjunto:
• Operação simples e de baixo custo;
• Não possuem capacidade de realizar manobras, sendo então associados a chaves;
• São dispositivos unipolares suscetíveis a causar danos a motores pela possibilidade de operação
desequilibrada;
• Possuem característica tempo-corrente não ajustável, sendo possível a alteração somente pela troca
do fusível por outro de corrente nominal diferente;
• Não são de operação repetitiva e devem ser trocados apos a atuação;
• Constituem proteção contra correntes de curto-circuito, sendo mais rápidos que os disjuntores para
sobrecorrentes elevadas e lentos para pequenas sobrecorrentes;
• Defeitos sob a ação de correntes elevadas que sejam interrompidas antes de provocar a sua fusão,
podendo futuramente desarmar o circuito desnecessariamente.
• Não tem uma curva tempo x corrente bem definida, mas uma faixa provável de atuação.
Fusíveis
Disjuntores
Os disjuntores são dispositivos magneto-térmicos de proteção que atuam
protegendo o circuito contra um possível curto-circuito ou sobrecarga. Ou
seja, uma alternativa mais robusta e confiável que o fusível.
A principal diferença é que o disjuntor não é descartável como o fusível e
os disjuntores possuem curvas características distintas.
Eles são equipados com um disparador térmico (bimetal) que atua nas
situações de sobrecarga, e com um disparador eletromagnético que atua
nos casos de curto-circuito.
Possuem em seu corpo a capacidade de corrente (ou a corrente máxima)
de trabalho. Ex.: 16 A, 25 A, 32 A, 100 A.
Disjuntores
1. Disjuntor magnético
2. Contator
3. Relé com módulo de expansão
4. Unidade de controle do operador
Disjuntores
Disjuntores
Os disparadores são individualmente ajustados para valores adequados à proteção
de cargas específicas, tais como circuitos de comando e motores.
Devido a um dispositivo de corte ultrarrápido, a separação dos contatos efetua-se em
menos de 1 ms. O arco elétrico é fortemente reduzido por câmaras de extinção de
construção especial onde se interrompe a corrente de curto-circuito alternada antes
de sua passagem pelo zero.
Os contatos são construídos com o emprego de ligas especiais à base de prata, o
que oferece uma elevada segurança contra a colagem dos contatos e uma elevada
durabilidade elétrica.
O disjuntor normalmente é especificado em sua corrente nominal, mas também
apresenta outras grandezas bem definidas: Tensão de isolamento, tensão nominal,
capacidade de interrupção e tipo de acionamento.
Disjuntores
Fusível x Disjuntores
O uso combinado dos elementos pode favorecer a velocidade de atuação,
protegendo tanto contra curto-circuito como contra sobrecarga/temperatura.
Fusível x Disjuntores

Sugestão de vídeo: “DISJUNTORES ou FUSÍVEIS, qual usar?” –


Mundo da Elétrica

https://www.youtube.com/watch?v=398stXkNR_w&ab_channel=M
undodaEl%C3%A9trica
Exercícios

1. Explique o conceito e função dos relés, citando seus principais tipos.

2. Explique o funcionamento e função dos relés térmicos.

3. Explique a diferença entre relés de falta de fase e relés de sequência de


fase.

4. Explique como pode ser feita a proteção contra subtensão e


sobretensão em circuitos com uso de relés.
Exercícios

5. Explique as vantagens e desvantagens do relé PTC em relação ao


térmico tradicional.

6. Explique o que são relés auxiliares e como eles são utilizados, citando
os principais exemplos.

7. Explique o funcionamento do relé temporizador monofásico e trifásico.


Exercícios

8. Explique o uso dos temporizadores pneumáticos e dos relés biestáveis.

9. Explique o conceito e função dos fusíveis, citando sua classificação e


seus principais tipos.

10. Faça um comparativo entre fusíveis NH e D.

11. Explique o passo a passo do dimensionamento de um fusível.


Exercícios

12. Explique o conceito e função dos disjuntores, fazendo um comparativo


com os fusíveis.

13. É permitido o uso de disjuntores e fusíveis em conjunto? Comente


sobre.

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