CRIMES DE TRÂNSITOTRÂNSITO

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A Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro, Capítulo XIX
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CRIMES DE TRÂNSITO

INSTITUTO JOÃO NEÓRICO- FARO NEÓRICOCURSO BACHAREL EM DIREITO

TURMA D-87 DIREITO PENAL:
EDINALVA OLIVEIRA DOS SANTOS

orientador ±

PEDRO MANCEBO

GRUPO ± CRIMES DO TRÂNSITO

2

GRUPO CRIMES DE TRÂNSITO 
   

GRUPO: DAYANA BOTELHO VALADARES. EDINALVA OLIVEIRA DOS SANTOS JOSÉ CLAUDIO N. DE CARVALHO LAMY PERRY MARANGONI

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INTRODUÇÃO 
O

desenvolvimento do tema Crimes de Trânsito envolve ampla discussão doutrinária e merece bastante atenção nos dias atuais  O trabalho a seguir aborda a parte legislativodoutrinária atual e, o CAPITULO XIX DO CNT Artigos 291-312 ±CNT ±  CRIMES DE TRÂNSITO.
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GUERRA NAS ESTRADAS 
Cerca

723 Acidentes acontecem por dia nas estradas, sendo que em média morrem 65 pessoas por diariamente nas rodovias, e 417 pessoas ficam feridas diariamente nas rodovias do \Brasil ± dados segundo o PROGRAMA SOS NAS ESTRADAS - p
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ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA 

³

O trânsito representa um espaço de convivência e o número de pessoas que o ocupam hoje em dia, é absolutamente excessivo ´ (Sander Fridman, Psiquiatra)

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FATORES QUE MOTIVAM A VIOLÊNCIA NO TRANSITO 
Sentimento de

competição  Falta de respeito às instituições e autoridades  Má avaliação de saúde mental do motorista  Correria, stress e angústia  Falta de educação para o trânsito  Falta de planejamento e o constante crescimento
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Fatores que Contribuem para Acidentes de Trânsito.  das cidades e metrópoles  O péssimo estado de conservação das estradas  A falta de sinalização e infra-estrutura adequada nas cidades Uso de álcool, , drogas e afins  Excesso de trabalho  Imprudência dos condutores.  Imperícia dos condutores 8 / 60

O PAPEL DA JUSTIÇA 
Os

crimes de trânsito constituem-se em um grande dilema que norteiam o sistema judiciário  Não há uniformidade quanto à interpretação da norma e as decisões judiciais são influenciadas pela opinião pública

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DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE? 
Os

crimes de trânsito devem ser punidos como dolosos (dolo eventual) ou culposos (culpa consciente)?

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DOLO 
Teorias 
Teoria

da Vontade Teoria da Representação Teoria do Assentimento

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DOLO 
Teoria

da Vontade 

Assim,

não basta a representação, é preciso que o agente queira o resultado O principal elemento para o dolo é a manifestação de vontade

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DOLO 
Teoria 
Basta

da Representação

a representação subjetiva ou a previsão do fato como certo ou provável para configurar o dolo

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DOLO 
Teorias 
Basta

do Assentimento

que o agente prevendo o fato, não se abstenha de atuar, consentindo previamente em sua ocorrência

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DOLO 
Código 
Art.

Penal Brasileiro

18. Diz-se o crime: I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo O Código Penal adotou as teorias da vontade (na primeira parte) e do assentimento (na segunda parte)
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DOLO EVENTUAL 
Distingue-se

do dolo direto  O agente prevê o resultado de sua conduta, mas mesmo não o desejando, aceita-o  Nos termos da segunda parte do art.18, I CP, ³assume o risco de produzi-lo´ (teoria do assentimento)
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CULPA 
³É

a voluntária omissão no calcular as conseqüências possíveis e previsíveis do fato´ (CARRARA)

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CULPA 
Elementos 
Conduta

humana voluntária (ação ou

omissão) Falta de cuidado objetivo (imprudência, negligência ou imperícia) ausência de previsão
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CULPA 
Elementos

Resultado involuntário  Nexo de causalidade  Tipicidade  Possibilidade de previsibilidade objetiva 

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CULPA 
Elementos 
Imprudência 
É

a pratica de um fato perigoso Exemplo: dirigir veículo em rua movimentada com excesso de velocidade

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CULPA 
Elementos 
Negligência

É a ausência de precaução ou indiferença em relação ao ato realizado Exemplo: o motorista que não faz uma revisão de seu veículo antes de uma viagem longa 

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CULPA 
Elementos 
Imperícia 
É

a falta de aptidão para o exercício de um ato, arte ou profissão Exemplo: dirigir veículo sem ter obtido carteira de habilitação para tal fim
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CULPA 
Elementos 

Previsibilidade Objetiva  Talvez o elemento mais importante do delito culposo  É a possibilidade do resultado ser antevisto, nas condições em que o sujeito se encontrava

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CULPA 
Código 

Penal Brasileiro

Art. 18. Diz-se crime: II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia O CP., diversamente do que fez em relação ao dolo, absteve-se de conceituar a culpa  Limitou-se a declarar os termos do crime culposo
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CULPA CONSCIENTE 
Na

culpa inconsciente  o resultado previsível não é previsto pelo agente  Na culpa consciente  o resultado é previsto pelo agente, que não o deseja, mas pratica a conduta por esperar que ele não ocorra ou que possa evitá-lo

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DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE 
Existe

uma pequena diferença entre o dolo eventual e a culpa consciente  Isto gera alguns problemas na doutrina e, principalmente, nas decisões judiciais

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DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE 
Alguns

doutrinadores consideram que a culpa consciente encontra-se fronteiriça entre o dolo e a culpa  Outros, como Damásio de Jesus, preferem não admitir esta diferença  Segundo eles, trata-se de um crime doloso, a que o legislador resolveu aplicar a pena de crime culposo

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DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE 

Critérios

para diferenciá-los diferenciá-

de Frank´ Tipos de Previsão 
³Fórmulas

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DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE 
Fórmulas 
Teoria

de Frank

Hipotética do Consentimento Teoria Positiva do Consentimento

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³FÓRMULAS DE FRANK´ 
Teoria

Hipotética do Consentimento 

A previsão do resultado como certo não teria

detido o agente, isto é, não teria tido o efeito de um decisivo motivo de contraste 
Neste caso

configura-se o dolo eventual

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³FÓRMULAS DE FRANK´ 
Teoria 
O

Positiva do Consentimento

agente diz a si próprio: - seja como for, dê no que der, em qualquer caso não deixo de agir É responsável a título de dolo

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DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE 

Tipos

de Previsão 

Previsão

Positiva Previsão Negativa

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TIPOS DE PREVISÃO 

Previsão 
O

Positiva

agente prevê que o resultado poderá ocorrer, mas se mantém indiferente, pois deseja realizar a conduta  Neste caso configura-se o dolo eventual

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TIPOS DE PREVISÃO 

Previsão 
O

Negativa

agente prevê que o resultado não irá ocorrer por confiar plenamente na sua perícia ou boa fortuna Neste caso configura-se a culpa consciente

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OS DELITOS DE TRÂNSITO 
O

tráfico de veículos consiste em riscos tanto para o condutor, como para os passageiros e pedestres  Estes são aceitos socialmente pelo homem moderno

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PRINCÍPIO DA CONFIANÇA 

Os usuários devem confiar em que os demais respeitarão, igualmente, as normas de prudência do trânsito Por este princípio é que se determina, segundo Heleno C. Fragoso, o comportamento exigível do motorista e do pedestre 

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O PAPEL DA OPINIÃO PÚBLICA
opinião pública não admite que os agentes responsáveis por delitos de trânsito, dos quais resultem feridos e mortos, recebam penas leves  Dessa forma, foram criados vários movimentos que exigem penas mais rigorosas para tratar dessa espécie de crimes
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A

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NOVAS INTERPRETAÇÕES 

A distinção entre

dolo eventual e culpa consciente é muito complexa  Por isso, juízes têm feito uma interpretação errônea para os delitos de trânsito motivados sobretudo, pela opinião pública

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NOVAS INTERPRETAÇÕES 
Trata-se

de dolo eventual quando o agente tem consciência de resultado, mas prefere deixar por conta da eventualidade  De acordo com esta nova interpretação, devem ser considerados como crime doloso, o que significa penas mais rigorosas

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CRÍTICAS AS NOVAS INTERPRETAÇÕES  

 

Existe um argumento decisivo para solucionar a dúvida entre o dolo eventual e a culpa consciente: o risco para o agente Este é ignorado pelas novas interpretações Suponha um motorista, que viaje com a sua família Ao realizar uma ultrapassagem de forma imprudente, provoca um acidente 

Se admitirmos o dolo eventual, concluiremos que o

agente não se importa com sua vida bem como, de seus familiares
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O RISCO PARA O AGENTE claro, por este argumento, que os delitos de trânsito são casos de culpa consciente  O agente tem a expectativa sincera, de que o trágico resultado não ocorrerá 
Está

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RACHAS E PEGAS
participantes têm uma previsão negativa, isto é, de que o resultado trágico não ocorrerá. Assim cometem crime culposo  ³De outro modo estariam competindo, in mente, mente para o próprio suicídio´ (NELSON HUNGRIA) 
Os

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EMBRIAGUEZ
motorista que dirige embriagado tem consciência do resultado, mas confia na sua perícia ou boa fortuna para evitá-lo  É o mesmo caso dos rachas e pegas 
O

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Legislação atual dos crimes de transito: Capitulo XIX- CTB ± ARTIGOS 291º -312º XIXPara tal fim, o novo Código criou os denominados crimes de trânsito, reservando um capítulo especial onde foram relacionados 11 delitos elencados entre os arts. 302 e 312Dentre eles, previram-se os tipos específicos do homicídio culposo de trânsito (art. 302), da lesão culposa de trânsito (art. 303) e da omissão de socorro no trânsito (art. 304)

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. Em virtude destes novos regramentos, vislumbra-se que os dispositivos assemelhados do Código Penal caíram por terra. Adotando-se o Princípio da Especialidade, contido no art. 12 do CP (lex specialis derogat legi generali), tem-se que o agente provocador de homicídio culposo no trânsito não mais se sujeitará às sanções do art. 121, § 3º, do Código Penal, mas sim ao tipo especial criado pela Lei 9.503/97. O mesmo se diga em relação ao agente que provocar lesões culposas em acidente de trânsito e àquele que omitir socorro após provocar sinistro com vítima
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DA LEGISLAÇAO ± CRIMES DE TRANSITO. CAPITULO XIX - CODIGO TRANSITO BRASILEIRO-LEI BRASILEIRO9.503/97

Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos
automotores, previstos neste Código, aplicam-se as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal, se este Capítulo não dispuser de modo diverso, bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, no que couber. Parágrafo único. Aplicam-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa, de embriaguez ao volante, e de participação em competição não autorizada o disposto nos arts. 74, 76 e 88 da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995.
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Homicídio e lesão corporal: forma culposa qualificada no CTB 

o legislador dividiu o homicídio culposo em dois tipos distintos, um primitivo e outro dele derivado, cada qual com pena própria: o homicídio culposo "normal" (CP, art. 121, §§3º a 5º) e uma nova espécie de homicídio culposo, qualificado por ser praticado "na direção de veículo automotor" (CTB, art. 302). O mesmo ocorreu com o delito de lesão corporal culposa, que passou a ter um tipo "normal" (CP, art. 129, §6º) e um novo tipo qualificado (CTB, art. 303).

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Objeto jurídico, tipos objetivo e subjetivo 
O

caput do art. 302 do CTB dispõe: "Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Penas ± detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e suspensão ou proibição de . se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor". A pena é mais severa que a do homicídio "normal", que é de detenção, de 01 a 03 anos

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Analogamente, diz o

art. 303 do CTB: "Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor: Penas ± detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor". No crime previsto no CP, a pena continua sendo de detenção, de 2 meses a 1 ano.
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Gravidade dos Crimes e Proporcionalidade das Penas  A nova lei estabelece uma presunção juris et de jure de que o homicídio cometido na direção de um automóvel
é sempre de maior potencial ofensivo que qualquer outro culposo. Segundo Rui Stoco. ³O que impede considerar é a maior ou menor gravidade da conduta erigida à condição de crime e não as circunstâncias em que este foi realizado ou os meios utilizados. (...) Nada justifica que para a mesma figura penal a pena-base seja diversa. Tal ofende o princípio constitucional da isonomia, e o direito subjetivo do réu a um tratamento igualitário".
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Pena Cumulativa
Tanto no art. 302 como 303 do CTB, aumentou a duração da pena privativa de liberdade em relação ao CP, como também foi cominada, de forma cumulativa, uma nova pena restritiva de direitos ("suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor"). pena esta que atinge tanto as quem já possuem habilitação para dirigir, que ficam com este direito suspenso, como as que ainda não possuem permissão para dirigir, O art. 293 do CBT determina que esta restrição terá duração de 2 meses a 5 anos, e que este prazo não será contado enquanto o sentenciado

estiver no regime prisional.
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Causas de Aumento de Pena
Os parágrafos únicos dos dois artigos em comento estabelecem que "a pena é aumentada de um terço à metade", se o agente se enquadrar em alguma das quatro circunstâncias: I) não possuir permissão ou habilitação para dirigir; II) ser cometido o crime sobre a faixa de pedestres ou na calçada; III) deixar de prestar socorro à vítima, qdo possível fazêlo sem risco pessoal; IV) ser cometido o crime quando estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros, no exercício de sua profissão ou atividade.
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Novo Tipo Penal 

O art. 305 do CTB cria um novo tipo penal, consistente em "afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir da responsabilidade penal ou civil que lhe crime de homicídio ou lesão corporal com pena aumentada (CTB, art. 302, parágrafo único, III) com o de fuga do local do acidente (CTB, art. 305), pois este último tem como objeto jurídico protegido a tutela da administração da Justiça. Anote-se que tal situação era, no sistema anterior, simples causa de aumento da pena do homicídio (CP, art. 121, §4º: "foge para evitar

prisão em flagrante").
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Note-se, por fim, que os três novos tipos específicos mencionados possuem pena superior aos dispositivos semelhantes do Código Penal, razão pela qual constituem novatio legis in pejus, não podendo retroagir para alcançar fatos anteriores à entrada em vigor da Lei 9.503/97, qual seja, a data de 22 de janeiro de 1998. Vige, no caso, a garantia constitucional da irretroatividade da lei penal mais severa (art. 5º, XL, da CF).
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Agravantes genéricas
O art. 298 do CTB estabelece 07 circunstâncias agravantes genéricas, aplicáveis a todos os crimes de trânsito,
1.

2. 3. 4.

quando o agente cometer o delito: com dano potencial para duas ou mais pessoas, ou com grande risco de grave dano patrimonial a terceiros; utilizando veículo sem placas, com placas falsas ou adulteradas; sem possuir permissão ou habilitação para dirigir; com permissão ou habilitação de categoria diversa da necessária para conduzir o veículo;
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.

5.no exercício de profissão ou atividade que exija cuidados especiais com o transporte de passageiros ou de carga; 6. utilizando veículo em que tenham sido adulterados equipamentos ou características que afetem a sua segurança ou o seu funcionamento de acordo com os limites de velocidade prescritos nas especificações do fabricante; 7- atropelar alguém na faixa de pedestre
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Suspensão Condicional do Processo 

O novo tipo qualificado de homicídio culposo não mais é passível do benefício da suspensão condicional do processo. A Lei nº. 9.099/95, em seu art. 89, determina que tal instituto somente é aplicável nos delitos cuja pena mínima seja igual ou inferior a um ano. A pena mínima do homicídio culposo, que era de 1 ano no CP, passou a ser de 2 anos no CTB. Contudo, a suspensão continua aplicável no crime de lesão culposa, pois a pena mínima continua sendo inferior a um ano (2 meses no CP, 6 meses no CTB).

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Competência dos Juizados Especiais Criminais???  

O art. 61 da Lei nº. 9.099/95 diz que os Juizados Especiais Criminais são competentes para os delitos de menor potencial ofensivo, assim considerados aqueles cuja pena máxima não seja superior a um ano. Assim, o homicídio de trânsito continua excluído da competência dos Juizados Especiais, pois sua pena máxima é de 4 anos (pelo CP, eram 3 anos). Quanto ao crime de lesão corporal culposa no trânsito, a pena máxima passou de 1 para 2 anos, logo também ficou excluído da competência dos Juizados. Contudo, o art. 291, parágrafo único, do CTB admitiu, em enumeração exaustiva, que se lhe aplicassem alguns institutos típicos dos Juizados Especiais, previstos em três artigos da Lei nº. 9.099/95. São eles: arts. 74 (composição dos danos civis), 76 (transação penal) e 88 (ação penal pública condicionada a representação do ofendido).
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Perdão Judicial 
O

CP prevê esta causa de extinção da punibilidade abstratamente na sua Parte Geral (art. 107, IX), e especificamente nos crimes de homicídio culposo (art. 121, §5º) e lesão corporal culposa (art. 129, §8º). O CTB silencia a respeito. O seu art. 291 determina a aplicação subsidiária das "normas gerais do Código Penal"; contudo, na P. Geral, o CP somente faz referência à aplicação do perdão judicial "nos casos previstos em lei". E o CTB não traz dispositivo específico sobre o assunto, já que o texto original do art. 300, que admitia expressamente o perdão judicial, foi vetado antes da publicação.
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Perdão Judicial 

Damásio E. de Jesus - acrescenta ainda mais um argumento a favor da admissibilidade do perdão judicial. Segundo ele, os arts. 302 e 303 "tratam de µcrimes remetidos¶, hipóteses em que uma norma penal incriminadora faz menção a outra, que a integra". A referência se constata, no caso, pela inserção do nomen juris do crime da qual derivam ("homicídio culposo" e "lesão corporal culposa"). Assim, torna-se necessário buscar nos respectivos arts. 121 e 129 do CP as normas que complementem seus sentidos. A remissão ao crime principal traz para o especial não só as elementares do tipo, como as demais causas e circunstâncias que o envolvem, como é o caso do perdão judicial. Sem esta integração, restaria prejudicada a isonomia processual e frustrada a intenção do perdão judicial, considerando que a maioria dos casos em que é aplicado se referem a delitos de trânsito.
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Resumo - CRIMES DE TRÂNSITO 

Homicídio culposo na direção de veículo. 

Detenção de 2 a 4 anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão de dirigir ou a Habilitação. A pena é aumentada de 1/3 a até 50%, se o motorista:  - não possuir permissão para dirigir ou a Habilitação;  - praticar o homicídio culposo na faixa de pedestre ou na calçada;  - deixar de prestar socorro à(s) vítima(s);- estiver no exercício da sua profissão conduzindo veículo de transporte de passageiros.  Lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.  - Detenção de 6 meses a 2 anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão de dirigir ou a Habilitação. A pena é aumentada na mesma proporção e nas mesmas condições do parágrafo anterior. 

Deixar de prestar socorro à(s) vítima(s). Detenção de 6 meses a 1 ano ou multa, dependendo da gravidade do acidente. 61 / 60

Dirigir sob a influência de álcool ou de substâncias de efeitos análogos, expondo a dano potencial a integridade de outrem. - Detenção de 06 meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a Habilitação para dirigir. Fugir do local do acidente; Detenção de 6 meses a 1 ano ou multa. Dirigir com a Habilitação cassada ou com a permissão suspensa. - Detenção de 6 meses a 1 ano, multa e nova suspensão ou proibição para dirigir. Disputar ³pegas´ ou corridas em vias públicas sem autorização da autoridade competente. Detenção de 6 meses a 2 anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a Habilitação para dirigir. Entregar a direção para pessoa não-habilitada (ou com a permissão/Habilitação suspensa ou cassada) ou sem 62 / 60 condição física e psíquica para dirigir.

CARTEIRA DE HABILITAÇÃO 
CÓDIGO

DE TRÂNSITO  FALTAS GRAVES - 5 PONTOS  FALTAS GRAVÍSSIMAS - 7 PONTOS  FALTAS LEVES - 3 PONTOS  FALTAS MÉDIAS - 4 PONTOS  VOCÊ TEM DIREITOS E PODE RECORRER
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BIBLIOGRAFIA      

BASTOS JÚNIOR, Edmundo José. Dolo eventual, culpa consciente e crimes de trânsito. Revista Àlter Àgora, Florianópolis, n. 3, ³não paginado´, [199-]. CALLEGARI, Luís André. Dolo eventual, culpa consciente e acidentes de trânsito. Revista Brasileira de Ciências Criminais, [S.l.], n. 13, p.191 - 197, [199-]. Capez, Fernando. Direito Penal, parte especial. 6. ed. São Paulo, Paloma, 1999. pp. 39-40. (3) Stoco, Rui. Código de Trânsito Brasileiro: disposições gerais e suas incongruências. Boletim do IBCCrim, a. 5, n. 61, dez. 1997, p. 9. (4) Jesus, Damásio E. de. Perdão judicial nos delitos de trânsito. [Internet] Complexo Jurídico Damásio de FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de Direito Penal. 15.ed. Rio de Janeiro:
Forensez

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