EXAME FÍSICO

CABEÇA E PESCOÇO

EXAME DO CRÂNIO

EXAME DO CRÂNIO
‡ Pode ser avaliado o tamanho do crânio pela medida do índice cefálico (IC). IC= diâmetro transversal X 1 00 diâmetro longitudinal ‡ O IC tem maior valor antropológico do que clínico. Nos recém-natos, a cabeça predomina sobre o tronco, proporção esta que, progressivamente, se inverte com o desenvolvimento.

As microcefalias são sempre acompanhadas de retardamento mental . toxoplasmose congênita) e soldadura precoce das suturas cranianas impedindo o desenvolvimento encefálico. cretinismo.ALTERAÇÕES NO TAMANHO E FORMA ‡ Macrocefalia (crânio anormalmente grande) Nas crianças. Nos adultos. a doença de Paget é o exemplo mais comum. as principais condições relacionadas são: hidrocefalia. raquitismo. ‡ Microcefalia (crânio anormalmente pequeno) Os principais exemplos são: parada de crescimento da massa encefálica (embriopatias.

nas síndromes vestibulares nos estrabismos e nas deficiências de audição. Estará pendente e inclinada para frente nos estados debilitantes.POSIÇÃO E MOVIMENTOS ‡ A posição normal da cabeça. pode estar alterada em várias condições. em correspondência ao grande eixo da coluna. . Movimentos anormais da cabeça podem acompanhar os tiques ou coréias. ‡ O desvio da cabeça é comum nos torcicolos (posição antálgica).

.Tiques . não rítmicos.Movimentos involuntários irregulares. Coréia . não repetitivos e não mantidos que acometem uma parte à outra do corpo ao acaso. rápidos.Movimentos (simples ou complexos) ou sons espontâneos e sem propósito que abruptamente interrompem a atividade motora normal.

a elasticidade da caixa craniana pode permitir que um tumor intracraniano deforme a superfície óssea. tensa nas hipertensões intracranianas (tumores. . Em ambos. A palpação das fontanelas é indispensável para análise da tensão: 1.SUPERFÍCIE E COURO CABELUDO ‡ O exame da superfície do crânio é importante em recém-natos e crianças. hidrocefalia. flácida nas desidratações. meningites) 2.

3. distribuição. espessura. 4.‡ 1. ‡ O COURO CABELUDO PODE MOSTRAR: cicatrizes de traumas ou cirurgias. eczemas. 2. piodermites. quantidade e características próprias (brilho. consistência e coloração): . 2. micoses ou nódulos OS CABELOS DEVEM SER ANALISADOS QUANTO À: 1. forma de implantação. 3.

hipoparatireoidismo. etc. dermatopatias do couro cabeludo. com quantidade variável. pode aparecer alopecia. ‡ Distribuição e quantidade: Normalmente. tornam-se finos. sem brilho. A principal alteração é a alopécia (rarefação dos cabelos) que pode ser localizada ou universal. fisiologicamente. . estados carenciais. queimaduras do couro cabeludo. lúpus. distribuição uniforme. administração de drogas anticancerígenas. alopecia psíquica.‡ Implantação: Normalmente baixa no sexo feminino e alta no masculino. Principais causas: tinhas (micose). Nos idosos. escassos e podem adquirir tonalidade vermelho-acastanhada. quebradiços. ‡ Características próprias: Nos estados carenciais graves. sífilis secundária. Esta relação pode-se inverter nos hipogonadismos masculinos (implantação feminóide do cabelo).

EXAME DA FACE .

pode lembrar determinadas doenças.EXAME DA FACE ‡ FÁCEIS: É a expressão facial do indivíduo e que por suas características individuais. .

Fáceis de Cushing .

Paralisia Facial .

Fáceis Renal .

Fáceis Tetânica .

Fáceis Leonina .

Fáceis Hipertireoidéia .

Fáceis Mongólica .

.EXAME GERAL DA FACE ‡ SIMETRIA ± Paralisia facial e tumorações. cloasma gravídico. manchas hipocrômica da psoríase versicolor. micoses entre outras. ‡ MÍMICA FACIAL ± diminuída na doença de Parkinson e exagerada nas coréias e tiques. mancha lúpica. ‡ ALTERAÇÕES DA PELE ± cor e lesões de pele ( acne vulgaris.

EXAME DOS OLHOS .

dor ocular. embaçamento da visão e perda da visão. sensação de corpo estranho. .EXAME DOS OLHOS ‡ SINTOMAS: Fotofobia.

lepra e cicatrizes. . sífilis.SUPERCÍLIOS ‡ A principal alteração é a relacionada com sua queda.

por protrusão do globo ocular. ‡ Exoftalmia: Aumento da fenda palpebral. miopia grave. . pequenas diferenças isoladas não devem ser encaradas como anormalidades. mais comum nas crianças). A exoftalmia é bilateral na doença de Basedow-Graves (hipertireoidismo). hipertensão arterial maligna. doença de Hand-Schüller-Christian (distúrbio do metabolismo lipídico.FENDA PALPEBRAL ‡ Normalmente há simetria.

Fonte: www.agbphoto.com.br

‡ Enoftalmia: Diminuição da fenda palpebral decorrente de retração do globo ocular. Bilateral nas desidratações graves e estados caquéticos

PÁLPEBRAS
‡ Observar edema (inflamatório, alérgico, renal) 1. Blefarites (inflamação das pálpebras) e hordéolos (comumente chamados terçóis). 2. Xantelasma: Placas amareladas fazendo relevo, localizadas na pálpebra e/ou outras regiões. 3. Ptose palpebral: Queda palpebral ( Nervo oculomotor)

normocoradas.CONJUNTIVAS ‡ Estão pálidas nas anemias. Hipocoradas. 1. amareladas na icterícia e com secreção nas conjuntivites. ictéricas .

As alterações de interesse geral e que podem corresponder a doenças sistêmicas. são: 1. .ESCLERÓTICAS ‡ O exame acurado dessas estruturas cabe ao especialista. Alterações da cor: Escleróticas amareladas na icterícia.

² ‡ Aparelho Lacrimal: situa-se na porção ântero-superior externa da órbita.‡ Pupilas e movimentos oculares Estudados em ³Sistema Nervoso´. .

Verificação da agudeza ou acuidade visual para longe e perto. preferentemente. em câmara escura. Hemianopsia ± cegueira de uma metade do campo visual. Amaurose ± perda da visão ‡ Campo visual: Indispensável para realização da medição do campo visual central e periférico. . Exame realizado com o oftalmoscópio.EXAMES ESPECIAIS DO APARELHO DA VISÃO ‡ Fundoscopia: Instilação prévia de substância midriática (mas não obrigatória) em ambos os olhos. ‡ Acuidade Visual: Realizado pelo especialista. Utilizam-se leitura de escalas especiais.

EXAME DO NARIZ .

simetria. tamanho do nariz. . ‡ Interno: desvio de septo. presença de secreções mucopurulentas. crostas e integridade da mucosa. movimento das asas do nariz. epistaxe (sangramento nasal).EXAME DO NARIZ ‡ Externo: Forma.

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etmoidais e esfenoidais. maxilares.SEIOS PARANASAIS ‡ Seios da face: são cavidade situadas ao lado das fossas nasais e comunicam-se com estas através de orifícios e óstios. . São eles: seios frontais.

1. verificando a hipersensibilidade nos seios. ‡ . Seios Frontais: Pressionar o osso frontal com os polegares sobre os supercílios 2.Exame por meio de palpação. fazendo movimento para cima. Seios maxilares: Pressionar os seios maxilares com os polegares.

EXAME DOS OUVIDOS .

fístulas edemas da região mastóidea.cistos.Exame Físico ‡ Inspeção: Permite reconhecer processos inflamatórios e neoplasicos do pavilhão da orelha.corpos estranhos. rolhas de cera. pólipos e má formações do ouvido externo ‡ Palpação: Permite localizar regiões dolorosas e reações linfonodais periauricular .

Da extremidade inferior do cabo do martelo da membrana tímpanica. por intermédio de um espéculo auricular. ‡ O exame da membrana típanica percebe-se a saliência do cabo do martelo. dirigindo-se para diante e para baixo.Otoscopia ‡ Exame do meato acustico externo e da membrana tímpanica. verifica-se a presença de um triângulo luminos ‡ Exames complementares ‡ Diapasão : Prova de Weber para diagnóstico da disacusia (neurosensorial ou de transmissão) ‡ Audiometria ‡ Logoaudiometria ‡ Provas térmicas para função vestibular ‡ Exames radiológicos : Tomografia ou Ressonância Magnética . acima do qual se encontra a porção flácida da membrana de Shrapnell.

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‡cabo do martelo da membrana tímpanica. verifica-se a presença de um triângulo luminoso . dirigindo-se para diante e para baixo.

opacidade.coloração. tamanho e forma. abaulamento.cerume. otorragia. otorréia. Importante descrever o odor e outras características da secreção que sai no espéculo do otoscópio. ‡ conduto auditivo . perfurações e visualização do trígono luminoso. ‡ membrana timpânica . corpo estranho. compressão do tragus. . implantação. hipertricose.OUVIDO EXTERNO ‡ pavilhão auditivo .

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compressão de região mastóidea e sinais flogísticos locais.‡ OUVIDO MÉDIO: 1. Acuidade auditiva . ‡ OUVIDO INTERNO: 1.

EXAME DA BOCA .

BOCA ‡ HÁLITO 1. . coloração: atentar para doença de Osler-RenduWeber que leva a uma teleangectasia labial e síndrome de Peutz-Jeghers em que aparecem manchas hipocrômicas nos lábios. ‡ LÁBIOS 1. urêmico (indício de insuficiência renal crônica). Ambas são pouco freqüentes. cetônico (algo semelhante a maçã).

Lesões: queilite: angular .1. herpética. 2. carencial (carência de vitamina B12) ulcerações vesículas lábio leporino . Simetria.

sangramentos:denominadas gengivorragias 3. ulcerações 4.GENGIVAS 1. coloração: linhas de Burton-Pb (intoxicação por chumbo levando à impregnação deste metal formando uma linha azulada próxima ao ponto de implantação da arcada dentária superior) 2. hiperplasias .

DENTES 1. dentes de Hutchinson (Sífilis Congênita): em forma de bandeirolas de festa junina . uso de prótese 3. estado de conservação 2.

tamanho macroglossia: hipotiroidismo microglossia: paralisia do XII par 1. mobilidade (XII Par) . aspecto liso. aspecto saburrosa:dorso da língua esbranquiçado. avermelhado e um pouco edemaciada de papagaio: piora da língua saburrosa 1. é indício de desidratação geográfica lisa: carência de vitamina B12. lesões 2.LÍNGUA 1.

Língua .

OROFARINGE ‡ Orofaringe (palato mole. coloração 2. sinal da cortina (lesão do IX par): desvio da úvula quando se faz ³aaah´ para o lado da lesão . parede posterior e úvula) 1. tumorações. lesões: abcessos. placas de pus 3. amígdalas. ulcerações.

ulcerações . umidade 3.MUCOSA 1. coloração 2.

EXAME DO PESCOÇO .

Pele. 2. glândula tireóide e traquéia. INSPEÇÃO Forma. 4. artérias carótidas. Mobilidade. .EXAME DO PESCOÇO ‡ Estruturas a serem avaliadas: nódulos linfáticos. Posição. ‡ 1. veias jugulares. 3.

retro-auriculares. 2. sub-mentonianos. temperaturas. Tamanho. Sensibilidade à palpação. 3. Consistência. Localização.LINFONODOS ‡ Linfonodos: Occiptais. 4. . préauriculares. supraclavicular e infra-clavicular. 1. sub-mandibulares. cervicais profundos. 5. Alteração da pele: rubor. cervicais superficiais.

podendo fistulizar. lesões inflamatórias e neoplásicas da língua. isolados ou em cadeia. pavilhão da orelha e ouvido externo. 2. . Blastomicose (aumentos de médio volume. lábios e glândulas salivares. Retroccipitais e retroauriculares . língua e tegumentares). rubéola. indolores. Cadeia submaxilar .lesão infecciosa do couro cabeludo.Processos infecciosos da orofaringe ou odontológicos.1. acompanhando-se de lesões mucosas da boca.

2. nem sempre indolores. Em geral. leucemias (principalmente linfocítica). geralmente em cadeia isolada. Linfomas. podendo haver fistulização). a presença do linfonodo supraclavicular bilateral ou apenas do lado direito sugere câncer pulmonar ou esofágico.1. . Tuberculose (aumento de médio volume. Cadeias cervical profunda e supraclavicular neoplasia intratorácica ou intra-abdominal.Processos infecciosos da orofaringe ou neoplásicos do laringe e da tireóide. Cadeia cervical lateral . com sinais de flutuação.

TIREÓIDE ‡ Semiologicamente. a tireóide é dividida em: região do istmo e região dos lobos (cada um dos lobos com pólos superior e inferior). .

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Nesta posição. à exceção dos polegares que estarão proximamente situados na região posterior do pescoço. o examinador de pé e atrás dele.TÉCNICA DE PALPAÇÃO ‡ 1)Paciente sentado. os lobos da tireóide serão palpados da seguinte maneira: o lobo direito. . as mãos e dedos envolvendo o pescoço do paciente. enquanto os dedos da mão direita afastam o esternocleidomastóideo. A cabeça do paciente deverá estar ereta ou levemente inclinada para frente. pelos dedos indicador e médio da mão esquerda. o lobo esquerdo será palpado por manobra inversa.

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enquanto o polegar de mão direita desloca a glândula lateralmente para o lado direito. o polegar esquerdo examina o lobo direito da glândula e vice-versa.‡ 2) Paciente sentado. o examinador sentado ou de pé em frente ao mesmo. Os movimentos de deglutição são indispensáveis como manobra auxiliar na palpação da tireóide. . principalmente para verificação de mobilidade da glândula e melhor acesso palpatório aos lobos superiores.

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aumento difuso. ‡ Superfície: Lisa. pode ser imóvel à deglutição. firme. tamanho. irregular. . ‡ Mobilidade: Normalmente móvel à deglutição. aderente aos planos superficiais e profundos.‡ Volume: Normal. nodular (havendo nódulos. analisar número. localização. do istmo). pétrea. endurecida. ‡ Consistência: Elástica. ‡ Temperatura da pele. aumento segmentar (de um lobo.

As bases do Diagnóstico Clínico. Semiologia Médica. 7 ed. JANSEN. 2000.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Rio de Janeiro:REVINTER.S. BICKLEY. B. .F. Guia Prático para o diagnóstico físico. Rio de Janeiro: Cultura Médica. M. C. TALLEY. Manual do Exame Clínico. M.M. 2001. Cuidados Intensivos de Enfermagem.HOELKELMAN. LOPEZ. Semiologia Médica.BENSOUSSAN.. 12 Ed. Uma abordagem Holística. Fisiopatologia dos sintomas e sinais. E. S.. GALLO. E. 2001. 7 ed. 1997. São Paulo: SARVIER.C. S. J. 4 ed. LAURENTYS-MEDEIROS. HUDAK.. 2000.REFERÊNCIAS BEVILACGUA. 6. Rio de Janeiro: REVINTER. J. R. 2001. A Propedêutica Médica..O¶CONNOR. Semiotécnica da observação clínica. L.. 1998. Rio de janeiro: GUANABARA KOOGAN. 4 ed. Exame clínico. 2 ed. PORTO. Ed.CASTRO.. N J..M. RAMOS JR. C. J.

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