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História da Psicologia Moderna

Rodrigo Baquero
No princípio eram as trevas
A psicologia não surgiu de repente
Existia todo um contexto histórico e social no
momento do seu surgimento como ciência
Existiam dois tipos principais de influência
Filosóficas
Biológicas
A possibilidade de organização do conhecimento
e termos científicos
Ciência: um tipo de conhecimento possível

A noção de um universo
ordenado

A importância da repetição
(regularidade)

Previsão e controle de
ocorrências futuras do fenômeno
na observação das condições em
que ocorreu no passado

Importância de Newton,
Descartes e Le Metrie.
Ciência: um tipo de conhecimento possível

O homem tentou tornar o mundo


a sua volta inteligível em tipos de
conhecimento:

Filosófico

Teológico

Artístico

Senso comum

Científico
Influências Filosóficas
(Capítulo 2 – Schultz & Schultz)

Mecanicismo: pressupõe que o universo é uma máquina como o


relógio

• Cada fenômeno decorre da ação


mecânica do fenômeno que o
precedeu

• Átomos em movimento
influenciando uns aos outros

• Autômatos dos jardins europeus


Exemplo de uma idéia mecanicista

• Para que serve o coração, senão uma mola;


os nervos, senão outras tantas cordas; as
juntas senão outras tantas rodas,
imprimindo movimento ao corpo todo.”
Thomas Hobbes (1588-1679)
Influências Filosóficas
Determinismo: Os fenômenos naturais não são aleatórios

• Todo fenômeno natural possui uma


causa natural.

• A noção de CAUSA - EFEITO


Influências Filosóficas
Reducionismo

• Ao se estudar as partes de um
fenômeno podemos ter uma noção
do funcionamento do todo.
Questões Filosóficas

• Subjetivismo e individualidade
• O externo e o interno
• A possibilidade do estudo do “eu”
• Livre arbítrio vs. Determinismo
• Monismo vs. Dualismo
Questões Sociais
A mudança na visão de infância

• Idade média - criança adulto


• Reforma - defesa da pureza e da
ingenuidade

• Séc XVI – constituição da escola e da


família nuclear.

• Possibilita tema: evolução das


faculdades mentais

• Século XX - Psicologia da Infância


• Adaptação da criança, escola, interesses.
Questões Sociais
A mudança da
• Idade média: Não distinção de outros
desvios de conduta
visão de loucura
• Idade Moderna: inclusão como um tipo de
doença

• Saída de presídios para asilos


• Século XIX: Loucura como doença da
mente

• Pinel e Tuke
• Não mais “doença dos nervos”, e sim
“alienação da natureza humana”. – A
libertação enjaulada.
René Descartes
A mente tem apenas a
Dualismo mente (metafísica) e corpo função de pensar. Detém
(físico): interação via glândula pineal a dádiva do livre arbítrio

Possibilitou o estudo do corpo.

O corpo reage de forma reflexa

Idéias inatas: Deus; perfeição; eu;


infinito e axiomas matemáticos

Funções mentais relacionadas ao


cérebro.
Contribuições de Descartes

Concepção mecanicista do corpo


Teoria do ato reflexo
Interação mente-corpo
Localização das funções mentais no cérebro
Doutrina das ideias inatas
Positivismo e Augusto Comte
Levantamento sistemático de todo o
conhecimento.

Levado em consideração apenas o


conhecimento inquestionável.

Positivismo: Critério de veracidade

O conhecimento deve ser comprovado por


observação consensual.

Deixa de fora o conhecimento de origem


especulativa, inferencial ou metafísico.
Materialismo e Empirismo

Materialismo – só existe matéria e energia e ambos


podem ser descritos pelas leis da física
Fisiologia – alternativa de se materializar a mente
Empirismo – Todo conhecimento vem da
experiência
Se opõe ao Nativismo de Descartes
Tábula rasa – o ambiente nos provê de todo
conhecimento que é acumulado pela nossa mente
John Locke – Pai do Empirismo
• A mente adquire conhecimento pela experiência.
• As experiências são divididas em dois tipos:

Sensação – informações obtidas de forma passiva
pela mente (botton-up)

Reflexão – combinações das sensações (top-down)
• Idéias simples (elementares) e complexas
(combinações de idéias simples)

Associacionismo – química mental

Qualidades primárias (realidade objetiva – tamanho,
forma etc. ) e secundárias (realidade subjetiva – odor, gosto
etc.)
Bispo George Berkeley

Critica a noção de qualidades primárias.

Só existiram à secundárias – toda a
percepção é subjetiva. Todo
conhecimento é função, ou depende da
experiência ou percepção do indivíduo –
Mentalismo

A constância da matéria se daria pela
percepção de Deus – Exemplo da árvore

Percepções complexas (categorização)
resultam da associação de sensações
simples
David Hume

A mente não é uma substância percebida como
qualidade primária

Trata-se de uma qualidade secundária não
passando de um fluxo de idéias, sensações e
lembranças

Se todo conhecimento é adquirido mediante
nossas ideias, não é possível afirmar se existe ou
não um mundo exterior.

Impressões – advém da experiência externa –
cópias do mundo percebidas na sua presença

Idéias – advém da experiência mental – são
percepções na ausência do evento externo

As impressões são mais vívidas que as idéias

Leis da associação: similaridade e contigüidade
David Hartley

Fundador do Associacionismo –
Sistematizou as idéias de seus
predecessores

Ênfase na contigüidade e na
repetição para a formação de
associações

Manteve posturas mecanicistas e
reducionistas não só para
descrever a mente como também a
fisiologia
James Mill

Via a mente como uma máquina
– previsível e ordenada – Iniciada
por forças externas e dirigida por
forças físicas internas
• Se opôs à noção de livre arbítrio e
espontaneidade da mente
• As associações se davam por
contigüidade e concomitância –
tanto simultânea quanto
sucessiva

A mente opera de forma passiva,
ordenada e seqüencial – sem
espaço para criatividade
John Stuart Mill

Contrariou a visão mecanicista e passiva
do pai

Defendia que a mera associação das idéias
gera propriedades novas em relação às
propriedades da idéias dissociadas

Sintese criativa: A combinação de
elementos mentais cria um conjunto
maior ou diferente do que a soma dos
elementos originais.

Trabalhou com a noção de química mental

Propôs a possibilidade de uma ciência
psicológica de estudo da mente em
oposição à visão positivista de ciência
Influências Fisiológicas (Capítulo
3 – Schultz & Schultz)


Erros de medida em astronomia

Pesquisa de Bessel

Fator humano precisou ser levado em
consideração em experimentos que faziam
uso da observação

A fisiologia da sensação e da percepção
passou a ser objeto de estudo
Avanços em Fisiologia

Metodologia de pesquisa: Reflexo do
atomismo e mecanicismo

Marshall Hall e Pierre Flourens
– método da extirpação em
animais

Paul Broca – método clínico –
correlação da perda funcional
com a lesão identificada na
autópsia

Gustav Fritsch e Eduard Hitzig
– método da estimulação elétrica

Galvani e Aldini – Transmissão
elétrica dos impulsos nervosos
Hermann von Helmholtz


Interesse na Psicofisiologia
da Percepção

Estudou o tempo de
transmissão nervosa com
rãs e com humanos

Não se interessava pela a
psicologia e sim pela sua
relação com a fisiologia
Ernst Weber

Limiar de dois pontos – distância
mínima entre dois pontos para que
sejam percebidos como distintos

Variações à depender da parte do
corpo e de pessoa para pessoa

Diferença apenas perceptível –
experimento com pesos em duas mãos

Aplicação de um método tipicamente
experimental na pesquisa psicológica

Demonstrou como uma variação no
ambiente físico produz efeito em um
processo psicológico
Gustav Fechner – Pai da Psicofísica


Mudanças nas intensidades dos
estímulos eram acompanhadas
sistematicamente por mudanças nas
sensações

Utilizou dois métodos

Limiar absoluto – intensidade
mínima do estímulo capaz de evocar
a sensação

Limiar diferencial – diferença
mínima entre as intensidades dos
estímulos capaz de produzir
sensações diferentes
Fechner e a Psicofísica

Propôs a equação
S = K log R

S – quantidade de sensação

K – constante dependendo da modalidade sensorial
envolvida

R – intensidade do estímulo

A quantidade de sensação varia aritmeticamente na
medida em que a variação do estímulo se dá de forma
geométrica

Psicofísica – Relação quantitativa entre os mundos
físico e mental
Wilhelm Wundt – A Fundação da
Psicologia

Fundou o primeiro laboratório de
psicologia experimental na Universidade
de Leipzig -1879

Fundou a primeira revista (periódico) de
psicologia: “Estudos filosóficos
(psicológicos)” em 1881

Publicou o livro: “Princípios de psicologia
fisiológica” em 1873/1974
O Sistema de Psicologia de Wundt

Psicologia como ciência
experimental – utilização dos
métodos da física e da fisiologia

Consciência – O objeto de
estudo da nova psicologia

Influenciado pelo empirismo e
associacionismo –
principalmente por John Stwart
Mill

Elementos da mente não eram
estáticos

A menta atuava na combinação
dos seus elementos constituinte

Voluntarismo – volição.
Capacidade própria de
organização da mente.
Wundt afirmou categoricamente:

“Toda a tarefa da psicologia pode ser resumida


em dois problemas:

(1) Quais são os elementos da consciência?


(2) Quais são as combinações possíveis entre
esses elementos e quais as leis que regem
essas mesmas combinações?”
A Natureza da Consciência

“A psicologia é uma ciência empírica cujo objeto de estudo é a
experiência imediata”.”

Experiência imediata e mediata

Imediata – depende da experiência do sujeito, do fator subjetivo.
Sensações básicas

Experiência imediata é a experiência tal como o sujeito a vive antes de se por a
pensar sobre ela, antes de comunica-la, antes de “conhecê-la”. É, em outras
palavras, a experiência tal como se dá.

Mediata – Objetiva, natural, que oferece informação sobre
qualquer coisa.

Para Wundt as experiências imediatas eram os elementos constituintes
na mente.
Método Introspectivo

Relato verbal de experiências subjetivas

Estou com sono; estou cansado; estou triste (autoexame do
estado mental)

Regras da introspecção
1. Estar pronto
2. Estar atento
3. Deve ser possível repetir a observação várias vezes
4. As condições experimentais devem ser passíveis de variação

Medidas como tamanho, intensidade e duração dos estímulos

Raramente lidava com medidas qualitativas
Os Elementos da Experiência
Consciente


Teoria tridimensional do sentimento:

Prazer-desprazer

Tensão-relaxamento

Excitação-depressão
Apercepção

Ao olhar para um objeto, vemos o objeto, e não as sensações
individuais ou experiências conscientes (cor, forma, tamanho...)

Como as partes elementares compões essa experiência
consciente unificada?

Apercepção – percepção dos elementos como um todo

Percepção de um objeto

Síntese criativa – (lembram do John Stuard Mill?)

“Toda combinação psíquica tem características que
não são de modo algum a soma das características
de seus elementos”
Críticas ao Sistema de Wundt


Pesquisa exclusivamente básica

Não visava a aplicação

Não achava possível estudar processos
mentais superiores (pensamento e memória)

Não considerava a mente inconsciente

Todo processo de pensamento era redutível
às sensações
Demais Autores Alemães
• Hermann Ebbinghaus (1850-1909) – Pesquisa em
psicologia da memória e da aprendizagem
• Listas de sílabas sem sentido
• Se utilizou como sujeito de pesquisa


Franz Brentano (1838-1917) – Opositor de Wundt

Precursor da psicologia da gestalt

Usou a observação além da experimentação

Psicologia do ato – ênfase na ação de ver mais no
que no que é visto
Demais Autores Alemães

Carl Stumpf (1848-1936) – Opositor de Wundt

Uso da introspecção livre (fenomenológica)

Oposição ao uso da introspecção analítica


Oswald Kulpe (1862-1915) – Seguidor de Wundt

Ao contrário de Wundt – estudava o pensamento
experimentalmente

Reconheceu a importância da mente inconsciente
Estruturalismo

Sistema fundado por E.B.
Tichener

Segundo ele, com base nas
idéias de Wundt

Mas radicalmente diferente

Trata-se do primeiro sistema
de psicologia

O movimento foi levado por
ele aos EUA
Estruturalismo

Objeto de estudo da psicologia: experiência consciente

As outras ciências estudam os mesmos fenômenos, mas a
psicologia os vê sob a perspectiva humana

Erro de estímulo – descrever de acordo com os termos da
linguagem cotidiana

Introspecção – descrever com os elementos da consciência

Consciência – soma das nossas experiências em um dado
momento

Mente – soma das nossa experiência em toda nossa vida

Buscava compreender a mente generalizada e não a mente
individual

Ciência pura
Estruturalismo – Introspecção

A auto-observação

Sujeitos treinados a não cometerem o erro de estímulo
– verem o estímulo e não sua experiência dos mesmos

Utilizava uma introspecção mais qualitativa, detalhada
e subjetiva – menos quantitativa que Wundt

As sensações e imagens elementares compunham à
consciência (oposição à apercepção)

Tichener enfatizava as partes e Wundt, o todo

Sujeitos vistos como máquinas, instrumentos de
medição
Estruturalismo - objetivos

Objetivos da psicologia:
1. Reduzir os processos conscientes aos seus
elementos mais básicos
2. Determinar as leis de associação entre tais
elementos
3. Conectar os elementos às suas contrapartidas
fisiológicas

Titchener dedicou-se principalmente ao primeiro
objetivo
Três Tipos Elementares da Consciência


Sensação – elementos básicos da percepção em relação aos
estímulos físicos (sons, cheiros, visões etc.)

Imagens – Elementos das idéias, são percepções na
ausência do estímulo físico (lembranças)
• Estados afetivos (afetos ou sentimentos) – elementos das
emoções como tristeza e alegria

Cada elemento consciente poderia se combinar para formar
idéias e percepções

Os elementos poderiam ser categorizados, a depender de
quatro propriedades: duração, intensidade, nitidez e
qualidade
Contribuições do Estruturalismo


O tratamento experimental do fenômeno
psicológico

A introspecção como método

Ter sido a vidraça da psicologia

As demais escolas se fundamentaram em
suas críticas ao estruturalismo
Precursores do Funcionalismo

Teoria da Evolução – Charles Darwin (1809-1882)
• Adaptação ao ambiente

Continuidade das espécies quanto aos processos
mentais

Diferenças Individuais - Francis Galton (1822-1911)

Inteligência determinada geneticamente

Eugenia
• Estatística aplicada a psicologia
• Testes psicológicos
Precursores do Funcionalismo


Psicologia Animal

George John Romanes (1848-1894)

Inteligência animal

Método anedótico

Introspecção por analogia

Antropormorfismo

Lloyd Morgan (1852-1936) –
Sucessor de Romanes

Lei da Parcimónia
EUA – Berço do Funcionalismo


Zeitgeist – Praticidade, utilidade, funcionalidade,
iniciativa e liberdade

Herbert Spencer (1820-1903)

Sobrevivência dos mais capazes

Darwinismo Social

Filosofia Sintética – Aplicação dos princípios evolutivos
a todo conhecimento e experiências humanas

Em 1855 publicou os princípios de psicologia – os
processo mentais eram vistos como forma de adaptação
do meio
William James (1910-1942)

Maior psicólogo americano que já existiu – mesmo negando
ser psicólogo:
1. Escreveu com brilhantismo e clareza raros em ciência
2. Se opôs à psicologia vigente (estruturalismo)
3. Propôs uma nova forma de ver a mente de
acordo com o modo de vida americano

Não foi um experimentalisma

Não criou um sistema formal

Não estudou psicologia com grandes mestres
nem teve discípulos
Princípios de Psicologia (1890)


Conceito claro do funcionalismo que
caracterizou o movimento funcionalista

O objetivo da psicologia não é identificar os
elementos da consciência e sim a forma
como esta se adapta para propiciar a
sobrevivência

Via a psicologia como ciência natural
James e a Consciência

Consciência era fluída(Fluxo de consciência): a consc
é um processo de fluxo contínuo e qualquer tentativa de
reduzi-la a elementos pode distorcê-la

A mente se modificava para produzir
adaptação ao meio

A experiência era indivisível

O método de Wundt corrompia as
observações, as divisões obtidas eram um
artefato do método
Método

Uso da introspecção livre – reconhecia a sua
problemática

Experimentos – psicofísica, percepção
espacial e memória

Pesquisas com outras populações

Animais, crianças, povos primitivos

Pragmatismo (Pearce) – “Um enunciado
científico é verdadeiro se for útil”
A Teoria da Emoções


James-lange
Hábito

A consciência quando se depara com uma
nova situação se adapta para lidar com ela

Quando a situação se repete, a consciência
passa a realizar o mesmo conjunto de
operações

Com repetições, essas operações se
transformam em hábitos e podem ser feitas
inconscientemente
Demais Autores Funcionalistas

John Dewey (1859-1952)

Fundou o funcionalismo com o artigo: “O
conceito de arco-reflexo em psicologia” (1896)

Estudo do organismo como um todo

James Angell (1869-1949)

Estruturou o funcionalismo como sistema,
mesmo sem chamá-lo de sistema

Psychology livro texto publicado em 1904

Crítica ferrenha ao estruturalismo

Funcionalismo é a psicologia da operações
mentais, das utilidades fundamentais da
consciência e das relações psicofísicas
Demais Autores Funcionalistas

Harvey A. Carr (1873-1954)

Funcionalismo estava consolidado, diminuindo o
tom de crítica contra os estruturalistas

Objeto de estudo da psicologia – atividades
mentais:

Memória, atenção, percepção, sentimento,
julgamento e vontade

A função da atividade mental é:

Registrar, fixar, reter, organizar e avaliar
experiências na sua determinação da ação

Apesar de ter criado caminho para o
behaviorismo, as suas idéias são eminentemente
cognitivistas
Demais Autores Funcionalistas


Robert Woodworth (1869-1962)

Psicologia Dinâmica (1918) e Dinâmica do
Comportamento (1958)

Objeto de estudo: a consciência e o comportamento
observável

O estudo da psicologia deve começar com o estímulo e a
resposta

Mas não basta o estímulo para prever a resposta

S → O → R – Paradigma de análise mediacional

Psicologia da motivação (motivologia)

Mecanismo e impulso
Críticas ao Funcionalismo

Definição de função ambígua – ou atividade ou
utilidade

Não ser psicologia por não usar apenas a
introspecção

Disputa entre ciência pura e aplicada

Críticas comuns ao estruturalismo

Psicanálise e behaviorismo:

estudo da consciência

Uso de método introspectivo
Contribuições do Funcionalismo


Não existe mais como escola

Influenciou outros sistemas em psicologia,
principalmente a psicologia americana

Utilizou outros métodos de pesquisa além da
introspecção

Fez pesquisas com outro tipo de população

Conferiu à psicologia um caráter aplicado
Psicologia Aplicada

Stanley Hall (1844-1924)

Primeiro doutor em psicologia dos EUA

Fundou:

O primeiro laboratório de psicologia dos EUA em 1884

A primeira revista de psicologia dos EUA: American Journal of
Psychology, em 1887

A American Psychological Association (APA) em 1892, sendo seu
primeiro presidente

Foi o primeiro a aceitar mulheres, negros e asiáticos como graduandos

Abriu espaço para a psicanálise nos EUA

Trabalhou com psicologia da criança e da educação

Acreditava que o desenvolvimento da criança revivia a evolução da raça
humana
James McKeen Cattell (1860-1944)

Interesse pelas diferenças individuais

Trabalhou com Galton e também defendia a eugenia

Desenvolveu o termo: “testes mentais” que
envolviam medidas de memória e medidas
psicofísicas simples

Influenciou Binet que realizou testes de inteligência
mais complexos

Teve influência sobre o desenvolvimento da
psicologia como profissão
Psicologia Animal

Ivan Petrovic Pavlov

Fisiologista russo – pesquisas com o
sistema digestório de cães

Serendpty – descoberta acidental
Aparato Experimental
Experimento de Pavlov
Edward Thorndike

Aluno de Catell

Pesquisa sobre a aprendizagem instrumental

Obtenção de curvas de aprendizagem:

Diminuição do tempo da execução da tarefa em função
do número de tentativas

Proposição da lei do efeito:
Comportamentos que produzem bons efeitos tendem a
se repetir, comportamentos que não produzem efeitos,
ou produzem maus efeitos, tendem a deixar de ocorrer
Aparato Experimental – Gaiola
Problema
Teoria de Conexionista de
Aprendizagem
Curva da Aprendizagem

50
Tempo em Seguntos

40

30
20

10

0
1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25
Tentativas
John Watson

Fundador do Behaviorismo

A psicologia como o behaviorista a vê (1913)

Manifesto behaviorista (1917)

Sob influência do modelo de ciência do positivismo
lógico criticou toda a psicologia

Estruturaslismo e Funcionalismo – método
introspectivo

Estruturalismo, funcionalismo, psicanálise e gestalt –
mentalismo
Behaviorismo

Psicologia:

Ciência experimental

Objeto de estudo: o comportamento publicamente
observável

Objetivo: explicar, compreender, predizer e controlar o
comportamento

Eventos palpáveis (observáveis/mensuráveis) são
físicos, os não palpáveis são metafísicos

Negava o estudo dos eventos mentais

Pesquisas com animais não humanos
Causalidade do Comportamento

Paradigma de análise: S → R

Determinismo estrito: Todo comportamento possui
uma causa natural identificável

Causalidade antecedente eficiente – a causa vem
antes

Ênfase na aprendizagem:

Todo comportamento é aprendido (Tabula rasa)

Índole, talentos, dons, inteligência eram
aprendidos
Experimento do Pequeno Albert
O Experimento do Pequeno Albert
Demais Behavioristas
Clark Hull

Via a descrição dos fenômenos estudados
matematicamente como característica fundamental das
ciências

Ênfase na fisiologia

Consideração das variáveis intervenientes
intraorganísmicas

Paradigma de análise: S → O → R

Teoria da motivação: impulsos primários e secundários
Demais Behavioristas
Edward Tolman

Considerava as variáveis intervenientes intraorganísmicas
como metafísicas

Também utilizava o paradigma S → O → R

O “O” de Tolman consistia em mapas mentais

A aprendizagem para a interação com o meio gerava
mapas mentais

Percorremos os mapas mentais para lidar com o mundo
Críticas ao Behaviorismo

Comparar o homem a máquinas e a animais

Privava a psicologia de sua essência ao não
estudar eventos subjetivos

Os paradigmas S → R e S → O → R não
eram capazes de explicar todo
comportamento humanos

Não explicava comportamentos criativos

Não levava em consideração a genética
Análise do Comportamento

Abordagem fundada por Skinner em 1938

Abordagem pragmática e funcionalista

Vê a psicologia como ciência natural

Psicologia: estudo das interações do organismo
com o ambiente

Comportamento: Qualquer interação organismo
ambiente

Comportamentos públicos e privados – todos
devem ser estudados pela psicologia
Behaviorismo Radical – Filosofia
da Ciência do Comportamento

Visão de homem:

Organismo único em interação com o ambiente

Monista – Nega radicalmente a existência da mente como causa do
comportamento

Vai na raiz da relação do comportamento com o ambiente

Humanos diferem de não humanos pelo comportamento verbal

Admite a influência da genética na determinação do comportamento

Causalidade Selecionista – nega a volição e admite a casualidade

Definições funcionais de termos psicológicos (usos)
Análise do Comportamento


Análise funcional

Paradigmas utilizados: S → R e O : R → Scq

Análise do comportamento aplicada:

A clínica,

À escola,

Ao hospital,

Ao trânsito,

Ao esporte,

À sociedade etc.
A Caixa de Skinner
A Caixa da Skinner
Críticas


Muito confundido com os outros tipos de
behaviorismo

Negar a existência da mente

Negar o livre arbítrio

Realizar pesquisas com não humanos
Psicologia Cognitiva

Oposição aos Behaviorismos

Revolução cognitiva

Nasceu da inadequação dos behaviorismo de
Watson em lidar com aprendizagens
complexas e com o insight

Pesquisa dos macacos com as varas para
pegar alimento

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