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ARRANJOS ATÔMICOS

Estruturas moleculares

Tipos de arranjos Estruturas cristalinas

Estruturas não cristalinas


ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

MOLÉCULAS

Número limitado de átomos fortemente


ligados entre si e com forças de atração
entre moléculas relativamente fracas.
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

 Ligações intramoleculares forte


 ligações intermoleculares fracas (forças
de Van der Waals)
 pontos de ebulição e fusão relativamente
baixos
 sólidos moleculares moles pois as moléculas
podem escorregar uma em relação às outras
 moléculas permanecem intactas em qualquer
estado (líquido ou gasoso)
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Elementos mais comuns nas moléculas:


 Oxigênio;
 Nitrogênio;
 Silício; O2, H2O, CO2, N2, CCl4
 Enxofre
 Hidrogênio
 halogênios
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Número de Ligações
N = 8-G
(G => número do grupo da tabela periódica)
Exceto para H e He pois possuem NC = 1 e 2
respectivamente.
H O C
1 ligação 2 ligação 4 ligação
F S Si
Cl
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

átomos
 Comprimentos (tabela
3-1) Número de ligações

 Energias de Ligação:
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Ângulos das Ligações


ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Isômeros:
Mesma composição e diferentes arranjos
atômicos

 arranjos atômicos diferentes => propriedades


dos materiais diferentes (afetam a polarização
molecular)
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Isômeros do Proponol

Álcool propilítico normal Álcool isopropilítico


Fusão: -127 oC Fusão: -89 oC
ebulição: 97,2 C
o ebulição: 82,3 oC
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Hidrocarbonetos Saturados
Possuem somente ligações covalentes
simples
Porque saturados ?
 Os carbonos da cadeia já estão ligados ao
máximo número possível de átomos, não
havendo possibilidade de acrescentar mais
átomos à cadeia.
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

PARAFINAS
CnH2n+2
alta atração intramolecular
 Ligações covalentes
baixa atração intermolecular
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Quanto maior o número de átomos na cadeia,


maior as forças intermoleculares
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Exemplos:
 Parafinas: temperatura ambiente é relativamente
sólida (mais 15 átomos de C)
 Combustíveis à base de hidrocarbonetos: líquido ou
gases (menos 15 átomos de C)
 Polietileno: essencialmente um hidrocarbonetos
com milhares de átomos (fusão a aprox. 145 oC)
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Hidrocarbonetos Insaturados
Não possuem apenas ligações covalentes
simples
Porque Insaturados ?
 Os carbonos da cadeia não possuem o máximo de
átomos possíveis de ligar pois possuem ligações
duplas na cadeia;
 Sào importantes na polimerização das moléculas;
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)
ARRANJOS ATÔMICOS
(Estruturas Moleculares)

Moléculas Poliméricas
Polímeros: grandes moléculas constituídas
por pequenas unidades (meros)
 A maior parte dos plásticos
 conhecendo o mero pode-se descrever a
estrutura das moléculas grandes;
 a maior parte dos polímeros é resultados da
combinação de monômeros (unidades simples)
Materiais Plásticos

Chiaverine, V. – Tecnologia
Mecânica Vol III
Capítulo XXII – pag 324
Definição
Materiais plásticos
 Grupo de materiais sólidos, compostos eminentemente orgânicos,
usualmente tendo por base resinas sintéticas ou polímeros naturais
modificados e que possuem, em geral, apreciável resistência mecânica.
 Em determinado estágio de fabricação, a maioria dos plásticos pode ser
fundida, moldada ou polimerizada na forma final.
 Alguns plásticos são semelhantes à borracha, enquanto algumas formas
de borracha quimicamente modificadas são consideradas plásticos
Constituição

Em geral.
combinação de
C Elemento um C com
fundamental outros quatro
átomos
Conceitos fundamentais
 Monômero
menor unidade molecular => partícula
elementar da matéria
 Polímero
combinação de monômeros através da
polimerização
 Meros
Unidade básica do polímero que se repete.
Conceitos fundamentais

Exemplo:
 gás etileno (C2H4) – monômero
 polietinelo e polipropileno - polímero
Processos de transformação
Polimerização
 processo de transformação de monômeros em
polímeros através da aplicação de calor, pressão,
produtos químicos e aditivos => formação de
grande moléculas. Os polímeros são
frequentemente chamados de “resinas” (fenol,
formaldeído, uréia, melanina, acetato de vinil,
etileno, hexametileno....
Copolimerização
 combinação de dois grupos de monômeros
diferentes numa polimerização
Exemplo: POLIPROPILENO

CH 3 H
C=C
H H
1. MATERIAL DÚCTIL
2. TG 4-12 ºc
3. TEMPERATURA DE FUSÃO 165ºC
4. OPACO
5. RESISTÊCIA A TRAÇÃO DE 55 MPa
6. ALONGAMENTO DE 160%
7. MÓDULO DE YOUNG 1210 MPa
8. APLICAÇÃO: FRASCOS, BRINQUEDO, PEÇAS DE CARRO...
Tipos de ligação
Polímero linear Polímero em cadeia
 Apresenta a largura  Apresenta ligações
de apenas uma em rede
unidade de mero
 Comprimento de
várias unidades
Cristalinidade
 Além do peso molecular e do GP outro fator que
afeta o comportamento de um polímero é a
cristalinidade
 Cristalinidade – regularidade e perfeição da
estrutura molecular – determina parcialmente a
a natureza e o comportamento do plástico
 Quanto mais próximas e paralelas as cadeias,
mais resistente o material.
Simetria

 estruturas isotáticas => apresentam


elevado grau de simetria
 estruturas sindiotáticas => apresentam
razoável grau de simetria
 estruturas atáticas => moléculas ou
simetria molecular a esmo
Simetria
•A letra G representa os
vários grupos químicos

Quanto maior a simetria

Maior a cristalinidade

Maior a resistência
Simetria e Cristalinidade
Observações finais:
 (i) modificando a polimerização pode-se alterar a
simetria das estruturas poliméricas – mudança na
posição G
 (ii) um polímero com elevado grau de simetria tem suas
cadeias moleculares ou cristalitas compactas e é
isotático => torna o polímero muito estável e com ponto
de fusão mais elevado.
 (iii) um plástico pode apresentar vários graus de simetria
- o polipropileno pode ser atático ou isotático =>
reduzindo a simetria diminui-se seu ponto de fusão.
Grupo de plásticos

Dois grupos gerais

Termofixo, Termoplásticos
Termoestáveis ou
Termorígidos
Termofixos ou termoestáveis
 polímeros em rede => cadeias laterais
 Formam-se os cordões laterais entre os cordões lineares e,
a medida que se formam, reduzem a mobilidade dos
cordões, endurecendo
 Aplicando calor, se tornam inicialmente moles e plásticos.
Em seguida, com a ´cura´ se transformam quimicamente,
gerando as cadeias transversais (endurecem).
 Um vez endurecidos, mesmo sobre outro reaquecimento
não se tornarão moles. somente entrarão em combustão
em casos de temperaturas superiores
 Materiais termofixos mais comuns: oriundos de fenol, da
úreia e dos formaldeídos
Materiais termoplásticos
 Correspondem a um polímero linear, que sob
aquecimento e pressão a sua consistência altera de
sólido para mole e viscosa
 no processo de produção não há reações químicas a
peça pode ser reamolecida
 características oriundas da simetria dos polímeros
originais
 Materiais termoplásticos mais comuns são os com
base de nitroceculose, acetato de celulose,
metacrilato de polimetila, poliestireno, cloreto de
polivinila (PVC), polietileno e náilon.
Propriedades dos polímeros
 um plástico com alta resistência à tração é isotático ou
sindiotático
 os plásticos menos resistentes são atáticos e não
apresentam polímeros em rede

Propriedades que caracterizam os polímeros:


 mecânicas - resistência mecânica;
 químicas - resistência à ação de moléculas estranhas
 térmicas - resistência ao calor; temperatura de empenamento;
temperatura recomendada de serviço
 óticas - cor e transparência
 elétricas - resistência dielétrica
Importante
Em geral estas propriedades devem estar
associadas uma característica isolada
geralmente não interessa
 não é suficiente um plástico ser transparente se não
tiver resistência mecânica para resistir aos esforços
mecânicos;
 o mesmo serve para isolamento e resistência elétrica.
 o mesmo para resistência a agentes químicos
 moléculas estranhas podem romper as ligações químicas ou
as cadeias, reduzindo a resistência do material (detergentes)
Temperatura de Empenamento
 temperatura na qual uma quantidade
arbitrária de deflexão no dobramento
ocorrerá sob ação de uma carga de
aproximadamente 18 kgf/cm2.
 Varia de 38 a 260oC
Temperatura recomendada de
serviço
 baseada na experiência de fabricantes e
usuários e corresponde à temperatura na
qual um material plástico pode ser
utilizado continuamente, sob carga zero.
 Varia de 50 a 315oC
  Aditivos

Substâncias adicionadas com objetivos de


alterar determinadas características dos
plásticos como, prevenir degradação por
auto-envelhecimento, oxidação, efeito do
calor,e da luz, fratura por flexão
continuada e fratura por ação atmosférica
prolongada.
Principais tipos de aditivos
 estabilizadores: objetivam principalmente prevenir ou reduzir
a degradação dos plásticos quando expostos à luz e ao calor.
Ex.: sais de chumbo orgânicos, derivados orgânicos de metais como
bário, cálcio, cádmio, zinco, e zinco tetravalente.
 materiais de enchimento: promove a melhora da resistência
mecânica , resistência ao desgaste, e o choque e maior
estabilidade dimensional
Ex: fibras de asbesto, de celulose e misturas de pós dentre outros.
 plastificantes: reduzem a rigidez ou fragilidade dos plásticos
Ex.: grupos dos ftalatos (alfanóis - ésteres com 7 a 9 átomos de
carbono, diésteres, poliésteres, epóxis,...)
Olefínicos
Poliestirenos
Vinílicos
Acrílicos
Celulósicos
Náilon
Principais tipos

Termoplásticos Acetais
Policarbonatos
ABS
de plásticos

Olefínicos
Fluoroplásticos
Óxidos polifenilenos
Superpolímeros

Fenólicos
Poliésteres
Alquidos
Termofixos Alílicos
Epóxis
Aminos
Silicones
Uretanos
Ligas plásticas
Vicente Chiaverini, Tecnologia Mecânica, Vol III
Vicente Chiaverini, Tecnologia Mecânica, Vol III
SÍNTESE DA CLASSIFICAÇÃO DOS POLÍMEROS
CRITÉRIOS CLASSE DO POLÍMERO

ORIGEM DO POLÍMERO NATURAL


SINTÉTICO
NÚMERO DE MONÔMEROS HOMOPOLÍMERO
COPOLÍMERO
MÉTODO DE PREPARAÇÃO DE POLÍMEROS POLÍMERO DE ADIÇÃO
POLÍMERO DE CONDENSAÇÃO
MODIFICAÇÃO DE OUTRO POLÍMERO
ESTRUTURA QUÍMICA DA CADEIA POLIMÉRICA POLI-HIDROCARBONETO
POLIAMDIA
ETC
ENCADEAMENTO DA CADEIA POLIMÉRICA SEQUENCIA CABEÇA-CAUDA
SEQUENCIA CABEÇA-CABEÇA CAUDA-CAUDA
CONFIGURAÇÃO DOS ÁTOMOS DA CADEIA SEQUENCIA CIS
POLIMÉRICA SEQUENCIA TRANS
TATICIDADE DA CADEIA POLIMÉRICA ISOTÁTICO
SINDIOTÁTICO
ATÁTICO
FUSIBILIDADE E/OU SOLUBILIDADE DO POLÍMERO TERMOPLÁSTICO
TERMNOFIXO
COMPORTAMENTO MECÂNICO DO POLÍMERO BORRACHA OU ELASTOMERO
PLÁSTICO
FIBRA
Exemplo de proesamento de
peças plásticas
MOLDAGEM POR INJEÇÃO

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