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 Definição

 Efeitos Benefícos
 Aplicações clínicas
 Evidências científicas
 Dose e Quantidade
 Produtos Comercializados
 Conclusões
Origem grega, significa “para a vida”.

Suplementos alimentares a base de microrganismos


vivos, que afetam beneficamente o hospedeiro
promovendo o balanço da microbiota intestinal.
(Fuller,
1989)

Destacam-se Bifidobacterium e o Lactobacillus .


Gênero Bifidobacterium Gênero Lactobacillus

30% vivem no cólon, altas 2 e 5% sobrevivem ao TGI


concentrações. 30 espécies. (quantidades suficientes no
colón). – 56 espécies – fins de
aditivos dietético.
Resistem a acidez gástrica e a Resistem a acidez gástrica e a
sais biliares. sais biliares.

Faz parte da flora humana- 10 Capacidade de aderência ao


espécies. intestino é bastante variável.
Utilizam galactose, lactose, Amigdalina, celobiose, frutose,
frutose e glucose, como fonte galactose, glucose, lactose,
de carbono. maltose, manose, sucrose como
fonte de carbono.
T°de crescimento ótima entre T° de crescimento entre 35 e
37 e 41ºC, e o pH entre 6 e 7. 40ºC, e o pH 5,5 e 6,0.

(Gomes & Malcata, 1999)


Elie Metchnikoff
(cientista russo,
v prêmio Nobel, e
professor do Instituto
Pasteur em Paris),
1907

bactérias ácido-
lácticas (BAL)
-benefícios à saúde.

modificando a
microbiota intestinal.
v

dieta com leite


fermentado com a
bactéria, à qual
denominou “bacilo
v búlgaro.”

(Gomes & Malcata, 1999)


Critérios para seleção de Probióticos

I) origem humana
II) resistência ao suco
gástrico
IV) o produto
deverá conter
números elevados Probióticos III)capacidade de
do microrganismo: aderência à mucosa
resistir condições
de processamento.
IV) resistência à bile

V) resistência à lisozima

(Fooks, 1999)
São alimentos funcionais que em geral contem um
componente prebiótico que favoreça o efeito do
probiótico associado.
(World Gastroenterology Organisation, 2008)
 Antagonista ao crescimento de bactérias
patogênicas.

3 Mecanismos :
 Supressão do nº células viáveis através da produção de compostos com
atividades antimicrobiana, a competição por nutrientes e a
competição por sítios de adesão;
 Alteração do metabolismo microbiano, através do aumento ou da
diminuição da atividade enzimática;
 Estímulo da imunidade do hospedeiro, através do aumento dos níveis
de anticorpos e o aumento da atividade dos macrófagos.

(Malcata, 1999)
 Colonização do intestino.

Íleo terminal e o cólon são o local de preferência para


colonização de bactérias;

Microbiota saudável (Bact.láticas) Microbiota em


equilíbrio, livre de doenças, especialmente TGI.

- Permeabilidade intestinal;
- Síntese de citocinas;
- Aumento na frequência de evacuações.
(Kaur, 2002; Fioramonti, 2003)

Constipação Intestinal
Estômago:
N0 de bact ~ 103/ml

Instestino delgado
N0 de bactérias ~
104 – 106/ ml

Intestino grosso e
colon
N0 de bactérias ~
1012/ml
 Diminuição dos sintomas de má absorção
da lactose.

enzima β-D-galactosidase

Bactérias não láticas


(Lactobacillus bulgaricus
e Streptococcus thermophilus)
Indivíduos Intolerância à Lactose

Supressão da atividade de enzimas como a β-glicuronidase,


a nitrorredutase e azorredutase

Formação de aminas arómaticas nocivas


ao organismo.
(Saad, 2006; Bedani, 2009)
 Possível mecanismo na inibição do Câncer de
Cólon

 AGCC- butirato – reduz o risco de câncer:


• Inibição da atividade genotóxica das nitrosaminas e do peróxido de
hidrogênio
• Indução diferentes níveis de apoptose, diferenciação e parada do
ciclo celular no câncer de colón.

 Butirato- sobre mediadores da inflamação- capaz de inibir a


expressão das citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-6, IL-1β)
através da inibição da ativação do NF- kB.

(Bedani & Rossi, 2009)


 Ação Hipocolesterolêmica

 Hipótese FOS – podem reduzir a capacidade


lipogênica hepática- através da inibição gênica das
enzimas lipogênicas, resultando em secreção
reduzida de VLDL- Esse inibição se dá por
produção AGCC ou via modulação da insulinemia;

 Produção de inibidores da síntese de Colesterol;

 Utilização do Colesterol por assimilação e


precipitação com sais biliares desconjugados.

(Chiu et. al., 2006)


1º Relato científico- Mann & Spoerry (1974)

Lactobacilos na dieta de guerreiros africanos com alto


consumo de gorduras – redução de 18% o nível de colesterol sérico
total.

Efeito do leite fermentado com lactobacilos no metabolismo lipídico de hamster


alimentados com dieta hipercolesterolêmica
Chiu et. al., 2006
30 hamsters machos – 1 mês - Bebidas:
Grupo A: Somente Água
Grupo B: Leite esterilizado
Grupo C: Leite fermentado por L. paracasei subsp. paracasei NTU 101
Grupo D: Leite fermentado por L. plantarum NTU 102
Grupo E: Leite fermentado por L. acidophilus BCRC 17010
• Não houve diferença no ganho de peso e ingestão da ração nos
diferentes grupos.

26,4%
23,5%
30,1%

Colesterol Hepático- B,C,D e E redução


comparado ao A.
Grupos fermentados diminuição quando
comparado ao B.

TG Hepático- G A níveis.
Não há ≠ nos grupos experimentais.
 Modulação Imunitária

 Bactérias láticas interagirem com células epiteliais


intestinais, estimulando as células B produtoras de IgA e a
migração de células T do intestino.

 Atividade Fagocítica dos macrofágos alveolares – ação sistêmica


por secreção de mediadores que estimulem o sistema imune.

 Lactobaccilus – síntese de citocinas na mucosa intestinal.

(Coppola, 2004)
Algumas cepas probióticas como L. reuteri ATCC 55730, L.
rhamnosus GG, L. casei DN-114 001, e Saccharomyces
cerevisiae (boulardii)

Redução da severidade e duração da diarréia


aguda em crianças, efeito em ~ 1 dia.

-Diarréia associada a antibióticos

(Joint FAO/WHO Expert Consultation on Evaluation of Health and Nutritional Properties of Probiotics
in Food Including Powder Milk with Live Lactic Acid Bacteria, October 2001; World Gastroenterology
Organisation, 2008)
(World Gastroenterology Organisation, 2008)
Helicobacter pylori – gastrite, câncer de estomâgo, úlcera gástrica e linfoma.

Cepas que reduzem efeito das antibióticoterapias e melhoram a


conformidade dos pacientes. Outras cepas demonstram eficácia
na diminuição dos efeitos colaterais. (World Gastroenterology Organisation, 2008)
Atividade da enzima urease.

(Floch et. al, 2008)


Lactulose são usados na prevenção e tratamento desta
complicação da cirrose.

Reverteu em 50% dos pacientes tratados:


Preparado simbiótico (quatro cepas probióticas e
quatro fibras fermentáveis, incluindo inulina e
amido resistente) durante 30 dias.

(World Gastroenterology Organizstion, 2008)


Colite ulcerativa
A cepa probiótica de Escherichia coli de Nissle pode manter a remissão da colite
ulcerativa.
Não existem estudos adequados para assegurar que outras
preparações probióticos sejam eficazes na colite ulcerativa.

Doença de Crohn

Revisão sistemática Cochrane concluiu que não existe evidência


que sugira que os probióticos sejam benéficos para a
manutenção da remissão na doença de Crohn.

(Floch et. al, 2008)


Importantes ganhos terapêuticos com probióticos em
comparação ao placebo.
Probióticos: - Redução da distensão abdominal;
- Flatulências;
- Dor e alívio geral;

Lactobacillus reuteri melhorar os sintomas cólicas na


primeira semana de tratamento, ensaio recente com 90 lactentes
alimentados no peito com cólicas intestinais. (Floch et. al, 2008)
Efeito Ingeridos diariamente

100g de Produto Alimentício contendo 109 - 107


UFC/g de produto + doses de 5 a 20 g de
inulina e/ou oligofrutoses, durante 15 dias.

 Comprovação eficácia através de ensaios em humanos.

 Indicação clínica - ≠ cepas para ≠ fases de uma doença, e para


determinados indivíduos.

(Saad, 2006)
Yakult
Mais utilizado mundialmente e o
com o isolamento de lactobacilos
casei shirota em 1955 por Minosu
Shirota , com o principal objetivo
de prevenir doenças.

Produtos com 106 UFC/ mL ou g


Bebida Lactéa
Produtos desenvolvidos com o objetivo de
ajudar no intestino preguiçoso contém Bacilos
Dan Regulares, Bifidobacterium animalis DN –
173010 e Lactobacillus acidophilus +
prebióticos. Melhora da microbiota intestinal.
 Mesma dieta para indivíduos de mesmo grupo:
suscetibilidade a ganho de peso e hiperglicemia.

 Ideia: outros mecanismos além da genética estariam


envolvidos na fisiopatologia da obesidade. Diferença de
microbiota entre indivíduos magros e obesos.

 Estudo com ratos (Ley e cols., 2005): camundongos


ob/ob tinham 50% menos bacterioidetes e mais
firmicutes que camundongos magros. Submetidos à dieta
para perda de peso, microbiota se tornava similar à dos
magros.
 Backhed e cols.: colonização de camundongos germ
free com microbiota de camundongos obesos:
 aumento de massa gorda comparada à colonização com
microbiota de animais magros.

 Camundongos obesos: mais produto de fermentação


(AGCC), menor numero de calorias nas fezes.
 Microbiota contribuiria para extração de calorias
adicionais da dieta.

 Camundungos germ free colonizados:


 ganho de peso, mesmo sem aumento da ingestão
energética
 manifestação de resistência insulínica.
 Ideia: Extração mais eficiente de energia pela microbiota a
partir de algumas fibras não digeríveis, gerando aumento
da absorção intestinal de glicose, aumento da glicemia e
insulinemia. Como consequência: lipogênese, aumento de
peso e resistência insulínica.

 Marcadores inflamatórios:
 Camundongos germ free colonizados:
 apresentaram mais marcadores inflamatórios (IL-1, TNF-alfa, MCP-1, IL-6).
 maior intolerância à glicose.
 estado semelhante em animais submetidos a dieta rica em gordura e pobre
em fibras.
 Dieta pobre em fibras e rica em gorduras:
 alteração negativa na microbiota, com aumento de bactérias
gram negativas (possuem em suas membranas a substância
LPS - lipopolissacarídeo bacteriano) e diminuição de
Biffidubacterias.

 Sistemática:
 Aumento de bactérias gram negativas  alteração de
permeabilidade intestinal  endotoxemia metabólica (maior
absorção de LPS)  secreção de citoquinas pró-inflamatórias.
 Suporta essa ideia o fato de que:

 Camundongos com dieta rica em gordura:


 níveis aumentados de LPS

 Camundongos com infusão crônica de LPS em


pequenas quantidades:
 aumento de tecido adiposo, resistência à insulina,
aumento da glicemia e de fatores inflamatórios.
 Humanos:
 apresentação de endotoxemia e aumento de TNF-
alfa com dieta pobre em fibras e rica em gorduras.

 Pacientes diabéticos:
 apresentammaior grau de endotoxemia, quando
comparados a indivíduos de mesmo sexo, idade e
IMC.
 A microbiota pode afetar os dois lados do
balanço energético:

 Como fator que influencia a aquisição de energia


dos componentes da dieta

 Como fator que afeta genes do hospedeiro, que


regulam como a energia é gasta e estocada (por
redução de expressão da atividade da lipase lipo-
protéica).
 Estudos muitas vezes limitados metodologicamente,
sobretudo no que concerne à qualidade e quantidade da
amostra, à seleção probiótica e também à duração de
investigação, obtendo assim resultados insuficientes
e/ou não consensuais.

 Em relação aos estudos de probióticos com obesidade e


diabetes, são necessárias mais pesquisas para definir as
bactérias que agem em prol desses quadros ou
suprimindo-os. Até o momento, o que é constatado é que
há diferenças entre a microbiota de animais magros,
obesos, diabéticos e não diabéticos.
 Prebióticos são componentes alimentares não
digeríveis que afetam beneficamente o
hospedeiro, por estimularem seletivamente a
proliferação ou atividade de populações de
bactérias desejáveis no cólon. Adicionalmente,
O prebiótico pode inibir a multiplicação de
patógenos, garantindo benefícios adicionais à
saúde do hospedeiro.
 Um produto referido como simbiótico é aquele
no qual um probiótico e um prebiótico estão
combinados. A interação entre o probiótico e o
prebiótico in vivo pode ser favorecida por uma
adaptação do probiótico ao substrato
prebiótico Isto pode, em alguns casos, resultar
em uma vantagem competitiva para o
probiótico, se ele for consumido juntamente
com o prebiótico.
 A nova definição de fibra da dieta sugere a
inclusão de oligossacarídeos e de outros
carboidratos não-digeríveis. Deste modo, a
inulina e a oligofrutose, denominadas de
frutanos, são fibras solúveis e fermentáveis, as
quais não são digeríveis pela alfa-amilase e
por enzimas hidrolíticas, como a sacarase, a
maltase e a isomaltase, na parte superior do
trato gastrintestinal.
 Como os componentes da fibra da dieta não
são absorvidos, eles penetram no intestino
grosso e fornecem substrato para as bactérias
intestinais. As fibras solúveis são normalmente
fermentadas rapidamente, enquanto as
insolúveis são lentamente ou apenas
parcialmente fermentadas
 A extensão da fermentação das fibras solúveis
depende de sua estrutura física e química. A
fermentação é realizada por bactérias
anaeróbicas do cólon, levando à produção de
ácido lático, ácidos graxos de cadeia curta e
gases.
 Os prebióticos identificados atualmente são
carboidratos não-digeríveis, incluindo a
lactulose, a inulina e diversos oligossacarídeos
que fornecem carboidratos que as bactérias
benéficas do cólon são capazes de fermentar

 A maioria dos dados da literatura científica


sobre efeitos prebióticos relaciona-se aos
fruto-oligossacarídeos (FOS) e à inulina e
diversos produtos comerciais estão disponíveis
há vários anos
 A inulina e a oligofrutose pertencem a uma
classe de carboidratos denominados frutanos e
são considerados ingredientes funcionais, uma
vez que exercem influência sobre processos
fisiológicos e bioquímicos no organismo.
 As principais fontes de inulina e oligofrutose
empregadas na indústria de alimentos são a
chicória (Cichorium intybus) e a alcachofra de
Jerusalém (Helianthus tuberosus)
 Frutano é um termo genérico empregado para
descrever todos os oligo ou polissacarídeos de
origem vegetal e refere-se a qualquer carboidrato
em que uma ou mais ligações frutosil-frutose
predominam dentre as ligações glicosídicas.
 Os frutanos do tipo inulina dividem-se em dois
grupos gerais: a inulina e os compostos a ela
relacionados – a oligofrutose e os
frutooligossacarídeos (FOS). A inulina, a
oligofrutose e os FOS são entidades quimicamente
similares, com as mesmas propriedades
nutricionais.
 A única diferença entre a inulina, a
oligofrutose e os FOS sintéticos é o grau de
polimerização, ou seja, o número de unidades
individuais de monossacarídeos que compõem
a molécula
 A inulina é um carboidrato constituído de
subunidades de frutose (2 a 150), ligadas entre
si e a uma glicose terminal. A oligofrutose e os
FOS são termos sinônimos utilizados para
denominar frutanos do tipo inulina com grau
de polimerização inferior. Seus nomes derivam
de oligossacarídeos compostos de frutose.
Oligofrutose: confere consistência a produtos
lácteos, maciez a produtos de panificação,
diminui o ponto de congelamento de sobremesas
congeladas, crocância a biscoitos com baixo teor
de gordura pode substituir o açúcar como
ligante em barras de cereais. Inulina: substituto
de gordura em produtos lácteos, patês, molhos,
recheios, coberturas, sobremesas congeladas e
produtos de panificação.
 Diversos estudos com ratos e hamsters e
alguns com humanos mostraram que a
oligofrutose e/ou inulina aumenta a
biodisponibilidade de cálcio

 Estudos com ratos mostraram que a


administração de oligofrutose e inulina na
dieta suprimiu significativamente o número de
focos de criptas aberrantes no cólon, quando
comparado à dieta controle.
 Microbiota (flora gastrintestinal): população
de organismos microscópicos que habitam um
órgão do corpo ou parte de uma pessoa.
 Microbioma: única população inteira de
microrganismos e seus elementos genéticos
completo que habitam o corpo de uma
pessoa.
Adulto: 1 trilhão de bactérias no intestino
(10 a 100 vezes que as próprias células
humanas) ao nascimento: trato
gastrointestinal é estéril
 O cérebro está conectado ao intestino através
de sistema nervoso entérico (200 a 600 milhões
de neurônios)
 O desenvolvimento normal da microbiota
intestinal é necessária para a estimulação da
plasticidade cerebral/atividade motora e
comportamental (ansiedade)
 Disbiose bacteriana intestinal pode contribuir
para distúrbios psiquiátricos
 Pacientes autistas: a severidade tem sido
correlacionada com sintomas gastrintestinais
severos
 Há evidências científicas que comprovam os efeitos benéfico.
 Evidências sobre as cepas específicas de probióticos que são
boas para a saúde.
 Efeito em indivíduos saudáveis para prevenir certas doenças e
modular a microbiota intestinal.
 Refinamento dos testes em in vitro e in vivo para melhor
predizer capacidade funcional e maior eficácia em humanos.
 Fiscalizar rotulagem, incluir dose mínima e verificável a
saúde.
 Simbiótico é bem melhor

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