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CICLAGEM DE

NUTRIENTES
EM
PASTAGENS

Acadêmicas: Acsa Sofia,


Ana Clara Freitas, Andressa
Bocalon, Angélica Castro e
Lucineide Borges.
INTRODUÇÃO
• A degradação das pastagens brasileiras tem sido um problema crescente, principalmente em regiões de
fronteira agrícola, onde as práticas de manejo adotadas são inadequadas, causando um desequilíbrio neste
ecossistema;

• A ciclagem de nutrientes é entendida como o fluxo ou movimentação destes nos diferentes


compartimentos do ecossistema de pastagem. A disponibilidade dos nutrientes está em função de
alterações moleculares com a finalidade de serem utilizados pela microbiota do solo, espécies vegetais e
animais dentro da pastagem.;

• Este processo é também denominado ciclo biogeoquímico.


Ciclagem
de
nutrientes
DINÂMICA DOS NUTRIENTES (N e
C)
Atmosfera

Fatores responsáveis pela


movimentação de (N) pelos
compartimentos:

Solo Nitrogênio Vegetais

Bióticos Abióticos

Animais em
pastejo
DINÂMICA DOS NUTRIENTES (N e
C) Não
Natural
NITROGÊNIO Natural
 Nutriente Limitante
Fixação biológica Fertilização
 Degradação

Suplementação
Precipitação pluvial
Animal

Atmosfera

Deposição
atmosférica
DINÂMICA DOS NUTRIENTES (N e
C)
Semente Esterco e Outra Fertilizantes Folhada Chuva e Intemperismo da
Fixação
excreções do biomassa químicos Irrigação vela
biológica de
campo nitrogênio

Colheitas Ervas daninhas Poda de


Palha colhida ou Ervas daninhas Escoamento de Emissão de
cultivadas ou cultivadas ou plantações
pastada lixiviação e Nitrogênio
pastadas nas lavouras lenhosas
pastadas em erosão
pousio
DINÂMICA DOS NUTRIENTES ( C e
N)

• Nitrogênio e Potássio
Lixiviação • Dificuldade de acesso pelo sistema radicular

• Nitrogênio
Volatilização • Desnitrificação
Dinâmica dos nutrientes (N
e C)

NITROGÊNI
CARBONO
O

Velocidade de Mineralização ou
Decomposição Imobilização (N)
DINÂMICA DOS NUTRIENTES (N e
C)
Matéria Orgânica do Solo (MOS) Decomposição Mineralização

• Maior reservatório de nutrientes


• Não é a principal fonte

• Baixa taxa de mineralização


Maior
disponibilização de
nutrientes
DINÂMICA DOS
NUTRIENTES (N e C)
Solo e o estoque de CO2:
• Maior reservatório de CARBONO
• Fonte ou depósito de CO2 atmosférico]

Pastagens :
• Movimentação e conteúdo do solo;
• Grande parte do carbono circulante é proveniente de pastagens.
DINÂMICA DOS
NUTRIENTES (N e C)

Sistema Lavoura – pecuária

Menor intensidade de corte: Aumento dos estoque de


CO e NT ;

Maior intensidade de corte: Redução no teores dos


Oscilação nutrientes e Redução na qualidade da MOS;
do C e N
CICLAGEM DE NUTRIENTES VIA
SERAPILHEIRA
• Serapilheira refere-se à camada de resíduos depositada sobre o solo proveniente da senescência e/ou
abscisão foliar de plantas que não foram consumidas pelos animais;
• Responsável por armazenar quantidades expressivas de nutrientes;
• Através da decomposição, a serapilheira fornece nutrientes para o solo, estes serão reabsorvidos pelas
plantas, contribuindo para a manutenção dos ecossistemas terrestres;
• As propriedades físico-químicas e aspectos qualitativos e quantitativos da serapilheira depositada no
solo, estão diretamente ligadas ao controle dos fluxos biogeoquímicos dos nutrientes;
CICLAGEM DE NUTRIENTES VIA
SERAPILHEIRA
• O conhecimento dos efeitos do regime hídrico sobre a produção de serapilheira, é indispensável;
• A adubação de pastagens com fertilizantes nitrogenados, apesar de ser uma prática de manejo
relativamente cara e com potencial para danos ambientais, pode resultar em alterações na qualidade da
serapilheira produzida;
• Portanto, tem-se que o aporte de serapilheira com baixa qualidade pode ser considerado um dos maiores
contribuintes para o aumento da degradação de pastagens tropicais e subtropicais.
Serapilheira
CICLAGEM DE NUTRIENTES VIA
EXCRETA ANIMAL
• Uma das principais formas de retorno dos nutrientes para o ambiente da pastagem;

• Sendo este retorno imprescindível para a conservação da fertilidade do solo;

• A excreta animal é responsável pelo retorno de aproximadamente 70 a 95% dos nutrientes ingeridos
pelos animais;

• Principais processos que controlam os ciclos de carbono, nitrogênio e fósforo na pastagem;

• Os distintos nutrientes são distribuídos de forma diferenciada entre urina e fezes;


CICLAGEM DE NUTRIENTES VIA
EXCRETA ANIMAL
• As práticas de manejo adotadas numa pastagem podem alterar significativamente a composição e o retorno dos nutrientes via
excreta animal;

• A presença das fezes, bem como a lotação animal, também são fatores considerados importantes na dinâmica de nutrientes da
pastagem;

• Aproximadamente, 500 a 1500 kg ha-1 de N são depositados no local da excreção;

• Fezes são vias de retorno importantes de P, porém é um nutriente que apresenta baixa mobilidade no solo.

• O comportamento animal, bem como a sua preferência por locais de repouso, afetam diretamente a deposição de excretas
como também, a distribuição de nutrientes, acarretando na redução da fertilidade do solo na maior parte das áreas da
pastagem.
Ciclagem de
nutrientes via
excreta animal
Principais processos que
controlam os ciclos de
carbono, nitrogênio e fósforo
na pastagem.
CONSÓRCIO DE LEGUMINOSAS EM
PASTAGENS
• A adubação nitrogenada possui um papel relevante no incremento da produtividade, no valor nutricional
de plantas forrageiras e na minimização da degradação de pastagens;
• Resultando em melhorias de desempenho econômico na criação de animais, no entanto a sua utilização
pode ser reduzida em função de fatores ambientais e econômicos;
• A utilização de leguminosas forrageiras em consórcio com gramíneas, proporciona incremento na
produção de forragem e fornece proteína na dieta dos animais;
• Apresenta portanto, grande potencial para fixação biológica de nitrogênio;
CONSÓRCIO DE LEGUMINOSAS EM
PASTAGENS
• A inserção de leguminosas arbustivas e arbóreas forrageiras em pastagem degradada de Brachiaria
decumbens aumenta os teores de nitrogênio total da serapilheira;
• Elucidando então, o grande potencial do sistema silvipastoril para melhorar a eficiência da ciclagem de
nutrientes como para recuperar pastagens degradadas.
• Vantagens: aumento da fixação biológica de nitrogênio no solo pelas leguminosas e melhora no valor
nutritivo da pastagem;
• Desvantagens: com a inclusão de leguminosas no sistema, a incidência de insetos como formigas
aumenta, necessitando de manejo adequado e baixa persistência de algumas leguminosas, reduzindo a
credibilidade do sistema consorciado.
Consórcio de
leguminosas
em pastagens
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Uma das grandes marcas das pastagens tropicais e subtropicais em todo o planeta tem sido a baixa
fertilidade natural dos solos. Este problema associado aos altos custos dos fertilizantes químicos, e
também ao cultivo de pastagens em áreas marginais resulta na degradação destas.
• Além da utilização de taxas adequadas de lotação animal e da distribuição estratégica de bebedouros e
cochos na pastagem, a utilização de leguminosas em consórcio com gramíneas forrageiras e de sistemas
tem demonstrado grande contribuição na recuperação de pastagens degradadas.
• Frente a esses benefícios, novas pesquisas devem ser desenvolvidas com a finalidade de criar outras
estratégias de manejo que igualmente contribuam para a recuperação deste tão importante meio de
produção, como também assegurem sua manutenção seguindo os princípios básicos de sustentabilidade,
pois o meio ambiente apresenta alta sensibilidade à interferência humana.
REFERÊNCIAS
• file:///C:/Users/anacl/Downloads/ciclagem-de-nutrientes-em-ecossistemas-d.pdf
• http://www.centralflorestal.com.br/2019/11/a-importancia-da-ciclagem-de-nutrientes.html
• https://www.educapoint.com.br/blog/pastagens-forragens/vantagens-desvantagens-pastagens-consorciada
s/
OBRIGADA!

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