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METODOLOGIA

DA PESQUISA
EDUCACIONAL
FACULDADE SANTA FÉ

PÓS-GRADUAÇÃO
I. APRESENTAÇÃO
Disciplina: Metodologia de
Pesquisa Educacional

Professor: Dr. Dannilo J. E. Halabe

APRESENTAÇÃO
(98) 988776055

dannhalabe@gmail.com
Graduação Psicologia (UFMA -
2008) - (Monografia)
“CONSIDERAÇÕES
PSICANALÍTICAS ACERCA DA
ANOREXIA”
PESQUISAS Paradigma de Pesquisa:
REALIZADAS Abordagem Psicanálise
Modelo de Pesquisa: Pesquisa
Qualitativa
Tipo de Pesquisa: Pesquisa
Bibliográfica
Especialização em Educação no
Ensino Superior (UFMA – 2011)
“A ESCOLHA PROFISSIONAL
NO ENEM” (Monografia)
PESQUISAS Modelo de Pesquisa: Pesquisa
REALIZADAS Qualitativa
Paradigma de Pesquisa:
Abordagem Materialismo Histórico
e Dialético
Tipo de Pesquisa: Pesquisa
Bibliográfica
Mestrado em Educação (UFMA – 2012) -
(Dissertação)

“A ESCOLHA PROFISSIONAL NO ENEM:


entre o ideal e os limites do real”

Modelo de Pesquisa: Pesquisa Qualitativa


PESQUISAS
REALIZADAS Paradigmas de Pesquisa: Materialismo
Histórico e Dialético & Psicanálise

Tipo de Pesquisa: Pesquisa Bibliográfica e


Pesquisa de Campo

Técnica: Entrevistas com alunos de pedagogia


UFMA
Doutorado em Psicologia Clínica (PUC-SP) -
(Tese)

A PSICANÁLISE REALIZADA EM LIBRAS:


Estudando as manifestações do inconsciente em
indivíduos surdos
Modelo de Pesquisa: Pesquisa Qualitativa
PESQUISAS
REALIZADAS Paradigma de Pesquisa: Abordagem Psicanálise

Tipo de Pesquisa: Pesquisa Clínica e Pesquisa


Exploratória

Técnica: Terapia Psicanalítica em LIBRAS com


Sujeitos Surdos e Entrevistas
PESQUISAS EM ANDAMENTO

Grupo de Pesquisa em Neurociências


A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE ACIDENTE
VASCULAR CEREBRAL: A prevenção e o cuidado a partir
do conhecimento
Modelo de Pesquisa: Pesquisa Quali-quanti
Paradigma de Pesquisa: Abordagem Positivista
(Psiquiatria e Psicologia)
Tipo de Pesquisa: Pesquisa-Ação
Responsáveis: Dr.ª Cândida Alves, Dr. Dannilo Halabe, Dr.ª
Francisca Silveira e Msc. Melina Serra.
PESQUISAS EM ANDAMENTO

Grupo de Pesquisa em Neurociências


COMPORTAMENTO DE RISCO EM JOVENS
UNIVERSITÁRIOS
Modelo de Pesquisa: Quantitativa
Paradigma de Pesquisa: Abordagem Positivista
Tipo de Pesquisa: Pesquisa de Campo
Responsáveis: Dr.ª Cândida Alves, Msc. Melina Serra, Dr.
Dannilo Halabe, Dr.ª Carla Manuela Ribeiro Henriques, Dr.ª
Ana Cristina Bico Rodrigues de Matos (ESTGV / Portugal)
PESQUISAS EM ANDAMENTO

Grupo de Pesquisa em Neurociências


ENSINO DE PRECISÃO: EFEITOS SOBRE LEITURA E
ESCRITA RECOMBINATIVAS E LEITURA COM
COMPREENSÃO
Modelo de Pesquisa: Pesquisa Quali-quanti
Paradigma de Pesquisa: Abordagem Positivista
(Comportamentalismo)
Tipo de Pesquisa: Pesquisa Clínica Comportamental
Responsáveis: Prof. Dr. Daniel Matos, Prof. Dr. Will
Almeida e Prof. Dr. Dannilo Halabe
Apostila
Metodologia
da Pesquisa
Educacional
Dr. Dannilo Halabe
• A teoria e a prática da pesquisa
“Pesquisa: sejam introduzidas nos processos
de formação educativa do
princípio indivíduo, de modo que tais
científico e conceitos não fiquem restritos ao
educativo” – âmbito da academia.
Pedro Demo • Mais do que compreender sua
realidade social, intervir e
modificá-la por meio do exercício
da cidadania.
• A necessidade de desmistificá-
la para que não se estabeleça
uma concepção errônea de
“Pesquisa: pesquisa como mera
princípio sofisticação instrumental
operável por grupos superiores
científico e restritos, como professores e
educativo” – pesquisadores profissionais.
Pedro Demo • Quem ensina deve pesquisar
(aprender a criar) e quem
pesquisa deve socializar o
conhecimento (ensinar).
Existência de “horizontes empíricos” e “não-
empíricos” da realidade
Desenvolvida sob uma perspectiva alinhada à pedagogia da transformação
de Paulo Freire, a presente obra concebe o conceito de pesquisa como
indissociável do processo educativo.

Elucida importantes relações sociais entre os atores envolvidos em tal


processo, fornecendo, sobretudo, importantes sugestões de ações a serem
desenvolvidas na instituição Escola e junto aos professores e alunos.

Desmistifica o conceito de pesquisa, cumpre um importante passo na


consecução da tese que defende: conscientizar, principalmente, os
professores da importância da prática da pesquisa e elaboração própria.
• É o processo educativo que deve aparecer em
todo o trajeto educativo, como princípio
educativo que é, na base de qualquer processo
emancipatória.
• Se educar é sobretudo motivar a criatividade do
PESQUISA próprio educando, para que surja um novo
educando, jamais o discípulo, a atitude de
pesquisa é parte intrínseca.
• Pesquisar toma contornos muito próprios e
desafiadores, a começar pelo reconhecimento
de que o melhor saber é aquele que sabe
superar-se (PEDRO DEMO, 2006, p. 16-17).
PAULO FREIRE – “NÃO HÁ DOCÊNCIA
SEM DISCÊNCIA”
experiência
A reflexão crítica da No dia-a-dia ele
permanente do
prática recebe os
educador.

Quem ensina
ensinar não é
Não há docência aprende ao ensinar
transferir
sem discência e quem aprende
conhecimentos
ensina ao aprender.
• O processo de aprender pode
Nós somos deflagrar no aprendiz uma
curiosidade crescente que pode
“seres torná-lo mais e mais criador, ou em
programados, outras palavras: quanto mais
mas, para criticamente se exerça a capacidade
aprender” de aprender tanto mais se constrói e
desenvolve a “curiosidade
(François epistemológica”, sem a qual não
Jacob). alcançamos o conhecimento cabal do
objeto.
• O educador democrático, crítico, em sua
1. ENSINAR prática docente deve forçar a capacidade de
EXIGE crítica do educando, sua curiosidade, sua
RIGOROSIDAD insubmissão.
E • Trabalhar com os educandos a rigorosidade
METODOLÓGI metódica com que devem se “aproximar”
CA dos objetos cognoscíveis, é uma de suas
tarefas primordiais. Para isso, ele precisa ser
um educador criador, instigador, inquieto,
rigorosamente curioso, humilde e
persistente.
Educador e educandos, lado a lado, vão se
transformando em reais sujeitos da construção
e da reconstrução do saber.

1. ENSINAR
EXIGE É impossível tornar-se um professor crítico,
RIGOROSIDAD aquele que é mecanicamente um memorizador,
E um repetidor de frases e ideias inertes, e não
METODOLÓGIC um desafiador. Pensa mecanicamente. Pensa
A errado.
A verdadeira leitura me compromete com o
texto que a mim se dá e a que me dou e de cuja
compreensão fundamental me vou tornando
também sujeito.
• Não há ensino sem pesquisa, nem
pesquisa sem ensino.
• Enquanto ensino continuo buscando,
procurando.
• Ensino porque busco, porque
2. ENSINAR EXIGE indaguei, porque indago e me
PESQUISA indago.
• Educo e me educo.
• Pesquiso para conhecer o que ainda
não conheço e para comunicar o
novo.
• A escola deve respeitar os saberes
socialmente construídos pelos alunos na
prática comunitária.
3. ENSINAR
• Discutir com eles a razão de ser de
EXIGE alguns saberes em relação ao ensino dos
RESPEITO conteúdos.
AOS • Discutir os problemas por eles vividos.
SABERES Estabelecer uma intimidade entre os
saberes curriculares fundamentais aos
DO alunos e a experiência social que eles
EDUCANDO têm como indivíduos. Discutir as
implicações políticas e ideológicas, e a
ética de classe relacionada a descasos.
4. ENSINAR • Entre o saber feito de pura
experiência e o resultante dos
EXIGE
procedimentos metodicamente
CRITICIDA rigorosos, não há uma ruptura,
DE mas uma superação (dialética).
5. ENSINAR EXIGE ESTÉTICA E ÉTICA
• Somos seres históricos – sociais, capazes de comparar,
valorizar, intervir, escolher, decidir, romper e por isso,
nós fizemos seres éticos. Só somos porque estamos
sendo.
• Pensar certa demanda profundidade na compreensão
e interpretação dos fatos.
TAREFA 1 - AVALIAÇÃO POR
OBSERVAÇÃO
• DEFINIÇÃO – Análise do desempenho do aluno sobre o texto
(contextualizar o presente texto no contexto de situações reais no
cotidiano escolar – exemplificando).
• FUNÇÃO – O aluno deverá relatar informações com objetivos claros e
significativos sobre a importância da sua participação em sala de aula.
• ATENÇÃO – Faça anotações como ocorreu os fatos, os dados
fundamentais no processo da pesquisa e do aprendizado.
• FINALIDADE – Elaboração de uma ficha organizada das atitudes,
habilidades e competências que foram observadas durante toda a
etapa de avaliação.
CONHECIMENTO CIENTÍFICO
x
CONHECIMENTO POPULAR
CONHECIMENTO POPULAR
• O conhecimento popular é valorativo por excelência, pois se
fundamenta numa seleção operada com base em estados de
ânimo e emoções.
• É também reflexivo, mas, estando limitado pela familiaridade com
o objeto, não pode ser reduzido a uma formulação geral.
• A característica de assistemático baseia-se na “organização”
particular das experiências próprias do sujeito cognoscente, e não
em uma sistematização das ideias, na procura de uma formulação
geral que explique os fenômenos observados, aspecto que dificulta
a transmissão, de pessoa a pessoa, desse modo de conhecer.
CONHECIMENTO POPULAR
• É verificável, visto que está limitado ao âmbito da vida diária e
diz respeito ao que se pode perceber no dia a dia.
• Finalmente, é falível e inexato, pois se conforma com a
aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto.
• Em outras palavras, não permite a formulação de hipóteses
sobre a existência de fenômenos situados além das percepções
objetivas.
CONHECIMENTO CIENTÍFICO
• O conhecimento científico é real (factual) porque lida com
ocorrências ou fatos, isto é, com toda “forma de existência
que se manifesta de algum modo”.
• Constitui um conhecimento contingente, pois suas
proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade
conhecida por meio da experimentação.
• É sistemático, já que se trata de um saber ordenado
logicamente, formando um sistema de ideias (teoria) e não
conhecimentos dispersos e desconexos.
CONHECIMENTO
CIENTÍFICO
• Possui a característica da
verificabilidade, a tal ponto que as
afirmações (hipóteses) que não podem
ser comprovadas não pertencem ao
âmbito da ciência.
• Constitui-se em conhecimento falível,
em virtude de não ser definitivo,
absoluto ou final, por este motivo, é
aproximadamente exato: novas
proposições e o desenvolvimento de
técnicas podem reformular o acervo de
teoria existente.
Paradigmas interpretativos
Paradigma/
Critérios Forma de teoria Tipo de narração
teoria

Positivista/ embasada na lógica e


validade interna/externa relatório científico
pós-positivista dedução

fidedignidade, credibi-lidade, estudos de caso


Construti-vista transferibilidade, substantivo-formal interpretativos, ficção
confirmabilidade etnográfica

afrocêntrica, experiência
vivida, diálogo, responsa-
crítica, do ponto de ensaios, histórias,
Feminista bilidade, classe, gênero,
vista redação experimental
reflexividade, emoção,
embasamento concreto

crítica social, análise teoria como crítica,


Teoria queer reflexividade, desconstrução
histórica autobiografia
Paradigmas interpretativos
Paradigma/
Critérios Forma de teoria Tipo de narração
teoria
afrocêntrica, experiência do ponto de
vivida, diálogo, cuidados, ensaios, fábulas,
Étnica responsabilidade, raça, vista, crítica, dramas
classe, gênero histórica

crítica, histórica,
teoria emancipatória, econômica, histórica,
Marxista falsificável, dialógica, análises econômica
raça, classe, gênero socioculturais

Estudos práticas culturais, práxis teoria cultural


textos sociais, crítica social
culturais subjetividades como crítica

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