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HISTÓRIA DA PMBA

Portugal: País responsável pelo “descobrimento” e Colonização do nosso País.

Nessa época, o Brasil organizava-se e era regido, historicamente por intermédio das
Leis: Editadas pelos Monarcas que governavam;

As Leis existentes recebiam denominação relacionada com o soberano que as editou;


Com a chegada dos portugueses, o território brasileiro era regido pelas chamadas
Organizações Alfonsinas,(Conjunto de Leis promulgadas pelo Rei Afonso V, no ano de
1446);

Em 1506, com a assunção do Rei D.Manuel I segue-se a tradição vigente, promulgando


as suas normas de organização social e política da nação portuguesa, e
consequentemente das nações mantidas por Portugal, dentre as quais incluia-se o
Brasil, passando a ser conhecida historicamente como: Ordenações Manuelinas,
nessas normas, o assunto SEGURANÇA PÚBLICA, não era abordado, inexistia
qualquer alusão acerca da existência de qualquer sistema de vigilância patrimonial;

Em 1508 ocorre a mudança de direção política, o país volta a ser dominado pela
Espanha, conduzindo ao trono o Rei Filipe II, o qual através das Ordenações Filipinas,
veio a constituir a base normativa para a criação de várias leis brasileiras durante o
Império.
HISTÓRIA DA PMBA
Logo após a descoberta do Brasil:
A Corte Portuguesa atentou para a ameaça dos concorrentes estrangeiros, que
tinham interesses em usurpar as riquezas da terra recém conquistada.
Como as terras de Colônia encontravam-se desguarnecidas foi necessário que
Portugal iniciasse rapidamente seu processo de colonização.

As primeiras formas de colonização foram:


O sistema de SESMARIAS, que consistia em cessão de terras a indivíduos que
pudessem cultivá-las, assim se impediam as invasões e badernas;
O resultado desse sistema não foi eficaz na proteção do território, então coube a corte
portuguesa introduzir no Brasil o sistema de Capitanias Hereditárias.

Que consistia na divisão de todo território brasileiro em áreas cedidas a Nobres e


Militares Portugueses, que deveriam exercer atividade de defesa contra invasores;
Esse sistema passava de pai para filho e era doado através de “CARTA DE DOAÇÃO”
denominada Foral. As 15 Capitanias foram distribuídas entre 12 donatários apenas
duas prosperaram a de PERNAMBUCO E SÃO VICENTE-SP.
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Em 1549 o Rei D. João III nomeia TOMÉ DE SOUZA, Capitão Geral do Brasil, para
que com um efetivo de 600(seiscentos) homens, desse apoio necessário às
Capitanias Hereditárias.

Em 29 de março de 1549, o mesmo foi nomeado 1º Governador Geral do Brasil,


tendo como sede a Bahia, onde nesta mesma data foi fundada a Cidade do
Salvador(Capitania da baia de Todos os Santos).

O primeiro Contingente Militar armado composto por 600 homens, era destinado a
assegurar a autoridade do Governador Geral, porque junto a nomeação vieram as
seguintes responsabilidades:

1º Assumir o Comando de todas as forças armadas;


2º Desempenhar funções de defesa contra exploradores estrangeiros e
eventualmente criminosos da própria Colônia;
3º Construir navios, armar e preparar militarmente os contingentes de colonos e
ainda instalar fortificações;

O Governador assumiu o comando de todas as Forças Armadas, porém já havia na


Colônia o chamado Serviço de Ordenanças, o qual não lhe estava subordinado.
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Serviço de Ordenanças;

Entradas e bandeiras;

Milícias;

O Corpo de Brigada Real do Brasil;

Serviço de Ordenanças

Forças semi-regulares, criadas no início da Colonização. Tanto sua organização


quanto o seu comando ficavam a cargo dos senhores de terra.
Esse serviço era organizado em vilas ou cidades, eram usados para defender seus
patrimônios, eram corporações privadas constituídas pelos donatários, contra
ameaças internas e externas, hoje seriam comparadas às “EMPRESAS DE
SEGURANÇAS”. O Serviço de Ordenanças não poderia atuar senão dentro da
própria colônia
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Entradas e Bandeiras

A expressão Entradas e bandeiras é utilizada para designar, genericamente, os


diversos tipos de expedições empreendidas à época do Brasil Colônia, com fins tão
diversos como os de simples exploração do território, busca de riquezas minerais,
captura ou extermínio de escravos indígenas ou mesmo africanos.
Ainda de maneira geral, considera-se que:
As chamadas Entradas eram financiadas pelos cofres públicos e com o apoio do
governo colonial em nome da Coroa de Portugal; e que
As Bandeiras eram iniciativas de particulares, associados ou não, que com recursos
próprios buscavam obtenção de lucros.

BANDEIRAS QUE SE DESTACARAM

A de Raposo Tavares, Fernão Dias Paes Leme, Bartolomeu Bueno e Domingo Jorge
Velho.
Vale salientar que essas entradas e bandeiras naquele momento teve importância
fundamental para a expansão territorial e para o desenvolvimento da economia
colonial.
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MILÍCIAS

Eram tropas auxiliares de segunda linha, composta mais por cidadãos do que por
soldados profissionais.
As milícias eram usadas necessariamente para os serviços de emergências e teve
seu surgimento a partir da descoberta do ouro(Século XVIII).

COMO ATUAVAM

No policiamento interno, excedendo tarefa punitiva contra os que atentassem contra


as Leis vigentes.
Defendiam contra investidas dos exploradores estrangeiros, além de fortalecer o
poderio dos vices-reis( Governador de um Estado, subordinado aos Reino), em
oposição ao poder do Serviço de Ordenanças que eram as tropas de 3ª linha. Estas
tropas atuavam na sua área territorial como auxiliares do Exército Regular (1ª linha) e
das Milícias (2ª linha). .
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Corpo de Brigada real do Brasil

Tem sua origem na Brigada Real da Marinha, unidade de Soldados Marinheiros


criada em Portugal por Alvará de D. Maria I (1777-1816), em 1797.

A Brigada teve como primeira missão, no Brasil, garantir a segurança da Família


Real portuguesa, que desembarcou no Rio de Janeiro em 7 de Março de 1808, a
salvo das tropas de Napoleão Bonaparte que invadiram Portugal em fins de
1807, em conseqüência do Bloqueio Continental imposto a Europa pelas forças
napoleônicas.
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Origem do Exercito Brasileiro
No período colonial o rei D. Manuel I, mandou organizar expedições militares
com a finalidade de proteger os domínios portugueses na América, então recém-
descobertos.
À medida em que colonização avançou em Pernambuco e São Vicente, as
autoridades militares nativas e bases da organização defensiva da colônia
começaram a ser construídas para fazer frente às ambições dos franceses,
ingleses e holandeses.

As primeiras intervenções de vulto ocorridas foram a expulsão dos franceses do


Rio de Janeiro, no século do descobrimento, e do Maranhão, em 1615. À
medida em que avançou a interiorização através do amplo movimento de
expansão territorial no século XVII e do início do século XVIII, as Entradas e
Bandeiras forçaram a organização da defesa do território recém conquistado.

As forças expedicionárias de caráter eminentemente militar iniciaram a utilização


da população local, particularmente de São Paulo, pelos capitães-mór, em busca
de riquezas ou da escravização dos índios.
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A Batalha dos Guararapes:

A guerra contra os holandeses, no século XVII, pela primeira vez mobilizou grandes
efetivos no país, e particularmente começou a haver um sentimento de defesa
nacional, independentemente da influência da coroa.
A primeira Batalha de Guararapes (19 de abril de 1648) marca o início da
organização do exército como força genuinamente brasileira formada por brancos
locais, liderados por André Vidal de Negreiros, índios, liderados por Felipe Camarão
e negros/mulatos, liderados por Henrique Dias. Esta data é comemorada como o
aniversário do exército brasileiro.
Ao longo do século XVIII o Brasil - colônia teve sérios problemas de fronteira
principalmente no extremo sul. Naquela época, eram freqüentes os choques entre
luso-brasileiros e hispano-platinos, além disso, a força terrestre enfrentou a ameaça
das rebeliões de índios e negros.
HISTÓRIA DA PMBA
Organização do Exercito

O marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo primeiro-ministro do


reino português, tentou organizar de forma mais profissional o exército colonial,
contratando para esse fim o conde Wilhelm Schaumburg-Lippe, militar alemão,
que trouxe para auxiliá-lo vários oficiais estrangeiros entre eles o tenente-coronel
Johann Heinrich Böhm, nomeado em 1774 comandante no Rio Grande do Sul.

Na reorganização promovida por Böhm construíram-se quartéis, casas de armas,


fortificações e hospitais. A guarnição do Rio de Janeiro passou a ser centro de
preparação para as tropas que demandavam o sul.
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1808 - Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil

-Napoleão invade Portugal e força a vinda da corte portuguesa ao Brasil

- Corte portuguesa chega ao Brasil em 1808 (instala-se no Rio de Janeiro)

- A Abertura dos Portos as nações amigas: Inglaterra

- Realizações de D.João: criação do Banco do Brasil, Jardim Botânico, Teatro Real,


Imprensa Régia, Escola Médica 
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Independência

- Portugueses exigem a volta da família real

- D.Pedro fica no Brasil como príncipe regente

- Portugal quer recolonizar o Brasil (O Partido Brasileiro)

- Dia do Fico (9 de janeiro de 1822) 

- 7 de setembro
HISTÓRIA DA PMBA
“DECRETO DE 17 DE FEVEREIRO DE 1825”
“Manda organizar, na Cidade da
Bahia, um Corpo de Polícia.
Sendo muito necessário, para tranqüilidade e segurança pública da cidade da
Bahia, a organização de um Corpo que, sendo-lhe incumbidos aquêles deveres,
responda, imediatamente, pela sua conservação e estabilidade.
Hei por bem mandar organizar, na cidade da Bahia, um Corpo de Polícia,
pelo plano que com este baixa, assinado por João Vieira de Carvalho, do meu
Conselho, Ministro e Secretário de Estado nos Negócios da Guerra.

O Conselho Superior Militar o tenha assim entendido e o faça executar.

Paço, em 17 de fevereiro de 1825.

4º da Independência e do Império.
Com a rubrica de Sua Magestade Imperial.

a) João Vieira de Carvalho”.

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