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Técnico em Administração

Cálculos Financeiros e Estatísticos

Depreciação, Desconto, Renda e Câmbio


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Cálculos Financeiros e Estatísticos
Depreciação

A depreciação (português brasileiro) ou desvalorização (português europeu) é o custo


ou a despesa com a obsolescência dos ativos imobilizados, como por exemplo
máquinas, veículos, móveis, imóveis ou instalações. É um fenômeno contábil, que
indica a redução de valor de um bem tangível (corpóreo; palpável) em decorrência de
uso, natureza ou obsolescência. Como exemplo podemos citar uma máquina, conforme
vai sendo usada, ela vai se desgastando, e isso é depreciação; um imóvel, conforme vai
sofrendo efeitos da chuva e sol, por exemplo, vai se desgastando, e isso é depreciação;
e por último, a depreciação por obsolescência, isto é, a redução de valor de um bem
tangível, em decorrência da desatualização tecnológica em relação a atualidade. E a
contabilidade, como ciência do patrimônio, deve reconhecer este fenômeno, pois o
mesmo, afeta o patrimônio. Todavia, por ser um fenômeno de difícil mensuração
(atribuição de valor monetário), a depreciação é apenas uma estimativa.
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 Ao longo do tempo, com a obsolescência natural ou desgaste com uso na produção, os
ativos vão perdendo valor. Essa perda de valor é apropriada pela contabilidade
periodicamente até que esse ativo tenha valor reduzido a zero.

A depreciação do ativo imobilizado diretamente empregado na produção será alocada


como custo. Por sua vez, os ativos que não forem usados diretamente na produção
terão suas depreciações contabilizadas como despesa.

 
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Depreciação

No Brasil, em termos contábeis, o cálculo da depreciação deverá obedecer aos critérios


determinados pelo governo através da Secretaria da Receita Federal, através do artigo
305 do Regulamento do Imposto de Renda de 1999 (RIR/99), que estipula o prazo de
10 anos para depreciarmos as máquinas, 5 anos para veículos, 10 anos para móveis e
25 anos para os imóveis. A depreciação não é obrigatória para as entidades, mas
aquelas que auferem lucros farão uso como redutor "artificial" dos seus resultados a
oferecer à tributação. As entidades sem fins lucrativos não têm razão para usar essa
técnica.

 
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Depreciação

Como se vê, a depreciação é uma técnica contábil que independe da influência


administrativa. Visa a atender às exigências do Fisco quanto à dedução do Imposto
sobre a Renda das empresas em percentuais fixados. A razão dessa depreciação é
promover a capitalização das empresas para que o objeto que está sendo usado seja
substituído no seu descarte, fazendo a entidade "poupar" recursos que seriam
distribuídos aos sócios ou acionistas. Afinal, o lucro contábil da entidade, que será
distribuído "monetariamente", foi reduzido por um efeito contábil "não monetário"
através da depreciação e, assim, capitalizou a empresa no exato valor lançado nesta
rubrica, através do lançamento a débito do patrimônio na Despesa com Depreciação.

 
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Entretanto, no cálculo da depreciação, o administrador poderá estabelecer fórmulas


mais adequadas à realidade de sua empresa (gerencialmente a depreciação passaria a
ter influência da administração), desde que não fira o Regulamento do Imposto de
Renda (RIR), que estabelece percentuais máximos (ou, períodos mínimos de tempo).
Assim, um veículo, por exemplo, embora tenha uma vida útil econômica teórica de cinco
anos, não precisa ser depreciado nesse período, pois a sua vida útil efetiva será bem
maior do que isso, principalmente se os resultados da empresa não forem sempre de
lucros para serem "poupados" para esta finalidade.

 
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A Gestão Patrimonial proporciona a oportunidade de renovação e perpetuação dos bens


por tempo indeterminado, desde que adotada como política de gestão. Ela está também
ligada às políticas controle dos equipamentos e manutenção preventiva, corretiva e
outras que efetivamente forem necessárias, nos quais objetivam única e exclusivamente
a diminuição dos custos de manutenção e extensão da vida útil do patrimônio.

 
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Bens depreciáveis

No Brasil, de acordo com o artigo 25 da Instrução Normativa da Secretaria da Receita


Federal (IN SRF) nº 11/96, os bens depreciáveis são:

 Edifícios e construções (a partir da conclusão e início de utilização, o valor da


edificação deve ser destacado do valor do terreno);
 Projetos florestais destinados a exploração dos respectivos frutos;
 Os bens móveis e imóveis utilizados nas atividades operacionais, instalados em
estabelecimento da empresa;

 
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Bens não depreciáveis

 Terrenos, salvo em relação a melhoramentos ou construções;


 Prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção
dos seus rendimentos, ou destinados a revenda;
 Bens que, normalmente, aumentam de valor com o tempo, como as obras de arte ou
antiguidades;
 Bens para os quais sejam registradas cotas de exaustão (artigo 307, parágrafo único
do RIR/99).

 
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Depreciação Acelerada

 Bens que são utilizados por períodos maiores do que as oito horas previstas na
legislação vigente, por sofrerem maiores desgastes, são beneficiados com a
depreciação acelerada que se dá mediante aplicação de coeficientes a saber:
 Um turno de oito horas - 1,0;
 Dois turnos de oito horas - 1,5;
 Três turnos de oito horas - 2,0.

 
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Métodos de depreciação

Método Linear

O método linear consiste na aplicação de taxas constantes durante o tempo de vida útil
estimado para o bem e é o mais frequentemente utilizado.

Exemplo: um bem tem vida útil de 10 anos, com taxa de depreciação de 10%.

Taxa de Depreciação = 100% dividida por tempo de vida útil.

100% dividido por 10 anos = 10% ao ano.

 
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Métodos de depreciação

Método da Soma dos Algarismos dos Anos

Este método consiste em estipular taxas variáveis, durante o tempo de vida útil do bem,
adotando-se o seguinte critério: somam-se os algarismos que formam o tempo de vida
útil do bem, obtendo-se, assim, o denominador da fração que determinará o valor da
depreciação em cada período.

 
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Métodos de depreciação

Método das Horas de Trabalho

 Este método consiste em estimar o número de horas de trabalho durante o tempo de


vida útil previsto para o bem.

A cota de depreciação será obtida dividindo-se o número de horas trabalhadas no


período, pelo número de horas de trabalho estimado durante a vida útil do bem. Este
método é próprio das empresas industriais.
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Métodos de depreciação

Métodos das Unidades Produzidas

Também é utilizado por empresas industriais, e consiste em estimar o número total de


unidades que devem ser produzidas pelo bem ao longo de sua vida útil.

A cota de depreciação de cada período será obtida dividindo-se o número de unidades


produzidas no período pelo número de unidades estimadas a serem produzidas ao
longo de sua vida útil.
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Desconto comercial

São valores diminuídos do valor nominal de um título, quando o pagamento é


antecipado.

O desconto é a diferença entre o valor nominal (S) de um título na data do seu


vencimento e o seu valor atual (C) na data em que é efetuado o pagamento, ou seja:

C = S . (1 – i . n)

D=S–C
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Desconto comercial

Exemplo

Qual o valor atual (C) de um título de uma empresa no valor de $ 15.000,00 (S) a 2%
a.m. (i) liquidado 6 meses (n) antes do prazo do seu vencimento?

Resolvendo:

S = 15.000

i = 2% a.m.

n = 6 meses

C = 15.000,00 . (1 - 0,02 . 6)
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Desconto comercial
Exemplo
Qual o valor atual (C) de um título de uma empresa no valor de $ 15.000,00 (S) a 2%
a.m. (i) liquidado 6 meses (n) antes do prazo do seu vencimento?
Resolvendo:
S = 15.000
i = 2% a.m.
n = 6 meses
 
C = 15.000,00 . (1 - 0,02 . 6)
C = 15.000,00 . (1 – 0,12)
C = 15.000,00 . 0,88
C = 13.200,00
 
D = 15.000,00 – 13.200,00
D = 1.800,00
 
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Desconto comercial
Exemplo
ou

D=C.i.n

D = 15.000,00 . 0,02 . 6

D = 1.800,00

C=S–D

C = 15.000,00 – 1.800,00

C = 13.200,00

 
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Renda

O termo renda se refere a um determinado valor de dinheiro que uma organização ou


pessoa física recebe pelo fato de comercializar um bem ou serviço. As rendas são
importantes para a análise do denominado fluxo de caixa em conjunto com as
despesas. Momentaneamente pode haver períodos em que as despesas superam as
entradas e seja necessário a recorrer a um financiamento externo.

Na medida em que a economia se desenvolve, a renda recebida por uma empresa


costuma diminuir por causa do aumento da concorrência e da oferta. É neste momento
em que geralmente se trata da diminuição dos custos com a baixa dos custos fixos.
Esta circunstância lamentavelmente costuma levar a uma substituição dos empregados
por bens de capital.
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Renda

Normalmente se diz que a diminuição de renda pelo aumento da oferta e


consequentemente a baixa de preço, é uma circunstância normal numa economia de
mercado e até mesmo desejável. No entanto, existem outros economistas que
esboçaram uma teoria alternativa que deve ser levada em conta. Para Shumpeter se diz
que, por causa da intenção de gerar renda acima da média foram incorporados avanços
tecnológicos à economia que fez com que a empresa apresentasse um monopólio
diante da impossibilidade de outros agentes de competir com seus produtos ou
serviços. Esta superioridade é momentânea, uma vez que outros competidores
consigam com o passar do tempo, que a tecnologia necessária possa equilibrar a
concorrência; porém a renda obtida durante o período de monopólio pode ser
significativamente maior para quem tenha incorporado inovação tecnológica.

 
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Renda 

Na maioria dos países, a renda de cada indivíduo está aumentando lentamente. Isto se
deve fundamentalmente a diversos fatores tais como uma melhor educação, os
benefícios da globalização, etc. Existem outros elementos que favorecem o aumento do
nível de renda, como por exemplo, a liberdade para a tomada de decisões na economia,
as condições de estabilidade política, etc. É também notório que além do aumento da
renda, os países desenvolvidos mostram uma tendência a trabalhar cada vez menos
horas.

É importante destacar que a desigualdade de renda obtida pela população é um dos


grandes temas a ser desvendado por uma grande quantidade de economistas. Alguns
defendem a ideia de que o Estado tenha um papel de maior preponderância, mas
infelizmente existem algumas circunstâncias onde a intervenção do estado causa mais
problemas que soluções.

 
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Câmbio

O câmbio é uma operação financeira caracterizada pela troca da moeda de um país pela
moeda de um outro. É um elemento do sistema monetário internacional, com o objetivo de
facilitar as transações entre países.

Existem várias formas de regimes cambiais, mas a taxa de câmbio é determinada em um


país.

Os mais utilizados são os câmbios fixo e o flutuante. No regime de taxas fixas, o Banco
Central se compromete a comprar e vender moeda estrangeira (a um preço fixo em geral o
dólar) a um preço fixo expresso em moeda nacional. Esse preço de referência pode sofrer
alterações ou pode permanecer inalterado, isso vai depender da decisão do Banco Central.

Atualmente, vivemos um regime de câmbio flutuante, isto é, o preço do dólar varia de acordo
com a oscilação do mercado.

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